1) O projeto de lei contra a "red pill" não foi aprovado: por que os antifeministas erraram sobre o motivo e por que isso é importante?
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo "Motta enterra PL da misoginia em acordo às portas fechadas; bolsonaristas celebram"[01]. Assim noticiou a Revista Fórum no último dia 08. Alguns antifeministas comemoraram que o projeto de lei não foi aprovado, o que é bom, mas dando o crédito disso à própria mobilização, como o Felippe do canal Fúria e Tradição disse num vídeo "As feministas sofreram uma derrota histórica pelas nossas mãos"[02]. Errado. Se houvesse uma mobilização dos homens antifeministas que fosse visível para o Congresso, aconteceria o contrário, porque tanto os congressistas em geral quanto o consórcio de imprensa diriam "olha lá, os 'red pill' estão com medo de serem presos, pra cima deles!".
Antes disso, no Senado, o projeto da Lei Antimisoginia recebeu o sim de todos os 67 senadores presentes[03], incluídos os da direita, como foram mais notados Flávio Bolsonaro e Damares Alves. Nós que somos a favor dos direitos dos homens já notamos há anos que direita e esquerda, conservadores e progressistas anticristãos se unem no que é política contra os homens. Mas desta vez, se os cavaleiros brancos[04] pensavam que iam ser vistos como defensores das mulheres, eles ficaram feios na foto. Porque até mulheres já perceberam e expuseram a encrenca. Aí, o Flávio Bolsonaro disse que foi uma armadilha do PT contra ele[05] e a Damares Alves disse que era contra igualar criticar mulher a racismo[06].
Até no futebol muitos brasileiros que faziam "vista grossa" pros erros da Seleção Brasileira enquanto ganhava as partidas já perderam o entusiasmo, exatamente porque a má qualidade permaneceu ou piorou e as últimas taças foram de campeão em 2002 e de quarto lugar em 2014. Este 4º lugar de 2014 foi a vitória de duas derrotas, na semifinal pra Alemanha por 7 a 1 e na final do 3º lugar pra Holanda por 3 a 0. Aqui eu trago uma ilustração de como é importante não ter a burrice de "se ganhamos, é o que importa". Ah, e naquele 2014, nós começaríamos a peleja de dois anos pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff. O meio impeachment da Rainha Louca (com direitos políticos) vai fazer 10 anos. Tirando a eleição e o governo do Jair Bolsonaro, o que nós conseguimos? E se o Jair Bolsonaro não tivesse surgido pra eleição de 2018, nós teríamos de eleger o Geraldo Alkmin, o Picolé de Chuchu, o atual vice do Lula; porque antes do Bolsonaro, o extremo da direita era o antigo partido do Alkmin, o PSDB, e o Democratas, que teve a queda merecida e precisou se unir ao PSL, partido nanico também pela traição do presidente a Jair Bolsonaro e aos seus eleitores, no União Brasil, este hoje também com risco de acabar. Eu já dizia na época da campanha do impeachment da Dilma que a direita conservadora devia se examinar sobre por que perdeu duas eleições praquela toupeira, e, por falar no "se ganhamos, é o que importa", estes liberais e conservadores se deslumbraram com o aparente sucesso, colocaram a cabeça de volta na própria concha mental e nunca mais pensaram no assunto.
Uma ilustração da burrice liberal-conservadora apareceu no programa Oeste Com Elas que comentou, com crítica, sobre a então nova aprovação do projeto de lei no Senado. A Revista Oeste é um canal de direita e conservador. Nesta edição, as apresentadoras Adriana Reid, Paula Camacho, Marina Helena e Juliana Moreira Leite fizeram uma crítica que lesbofeministas poderiam ter feito, de que a solução não era uma "lei contra a misoginia", mas aumentar as penas para agressão ou assassinato de mulheres. Elas misturaram o discurso lesbofeminista esquerdopata com a Falácia da Conclusão Irrelevante[07], visto que do lado direito, a diferença entre aplicação das leis já existentes e a necessidade da criação de leis novas parece desconhecida; e do lado esquerdo, os que querem associar os "red pill" à violência contra mulheres, quase sempre companheiras ou ex-companheiras do agressor, são alguns dos mesmos que dizem que os "red pill" não conseguem ter uma namorada. Mas eu vou destacar uma parte do comentário da Juliana Moreira Leite[08]:
[09:03 a 10:13] O combate à violência contra a mulher é essencial, e eu falo isso, eu combato desde pequena, porque eu já tive duas grandes amigas assassinadas, tá? Minha mãe... ela fez milhões de coisas pró-mulher junto com as mães das minhas amigas assassinadas. Eu vivo essa, essa, essa coisa da... da... injustiça às mulheres, da violência desde pequena. Só que... essa proposta do jeito que está, ela, como eu disse, ela entra num... terreno subjetivo, que vai abrir simplesmente espaço pra censura, abuso de interpretação e não vai resolver o caso da violência contra a mulher. Entende? Aí vem a contradição. A direita vota a favor dessa patacoada para não parecer contra as mulheres, entende? Só que isso vai atingir no futuro... a liberdade de todos. Como foi quando a direita votou naquela lei absurda que ia botar o Léo Lins na cadeia, e inclusive vai botar nós mulheres que pensamos diferente também em perigo da manada.
A comentarista não entendeu, mas explicou bem. Ela falou um pouco da história dela, mas num Brasil com 40 ou 50 mil homicídios por ano há umas duas décadas, qual brasileiro não teve familiar ou amigo assassinado por um negro? Nazista! Lei contra negro não pode, mas contra homem tudo bem? Mas o que chamou a atenção dela, e sem isso ela seria mais uma defensora, é que a lei contra a misoginia é a abertura pra censura de "nós mulheres que pensamos diferente". Um momento: isso não tem o nome de feminista? Não, agora é o contrário. Bom, uma mulher que pensa diferente também pode ter o nome de p%£@nha. E por falar em p%£@nha e censura, eu já tive postagens com "aviso de conteúdo" no blogue SEM putaria, e o blogue SEM putaria inteiro apagado em três endereços, em 2012 no WordPress, em 2014 no Livejournal e em 2015 no Over-blog. Algumas mulheres perceberam, como a Juliana, que o LGBT-Feminismo tem projetos de censurar as mulheres que pensam diferente em vez de resolver o problema da violência contra a mulher. Outra coisa que a Juliana notou é que os direitistas conservadores às vezes se unem à esquerda em um dos seus projetos mais ardilosos em nome da proteção das mulheres. Eles fazem isso, complemento aqui, as mulheres porque elas também são feministas (de outra forma) e os homens porque pensam pela mente das mulheres feministas, tanto as conservadoras quanto, com certa restrição, as progressistas.
Antes de analisar o que realmente aconteceu, eu preciso recapitular algumas coisas que aconteceram antes.
2) Isso a Globo mostra
SBT Brasil, 09 de março: "Misoginia na internet: AGU pede investigação de vídeos que simulam agressões a mulheres"[09]. Eu já achava os vídeos estranhos quando eu vi a carinha no canto inferior direito da tela.
Pra quem não conhecia, já peço desculpas, é a deputada federal transexual Duda Salabert, pelo PDT de Minas Gerais (o meu estado). Eu que já percebi que algo cheirava mal, confirmei, mas resolvi ir mais fundo. Jornal Geraes, Ouro Preto (MG), 10 de março: "Duda Salabert apresenta PL para criminalizar 'red pill' no Brasil"[10]. Quem acreditou que este traveco ridículo teve a iniciativa sozinho? (O pior é que foi muita gente) O projeto de lei é o PL 988/2026, também da deputada Silvye Alves, pelo União Brasil de Goiás[11]. Olha só, eu estava contando rapidamente sobre o União Brasil, que pode ter um fim tão vergonhoso quanto o começo. Este projeto de lei foi apensado ao PL 6075/2025, de Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS)[12]. Portal Gov.br, 09 de março de 2026: "AGU pede à Polícia Federal que investigue responsáveis por vídeos misóginos na internet"[13]. Lead: "Postagens na rede social Tik Tok mostram série de imagens com homens simulando agressões a mulheres". "O pedido foi enviado no domingo, 8 de março, dia Internacional da Mulher". O Globo, 10 de março: "'Treinando caso ela diga não': AGU pede à PF investigação sobre vídeos misóginos que simulam agressões a mulheres"[14]. "Pedido foi enviado no Dia Internacional da Mulher e mira perfis que divulgaram na internet conteúdos em referência à recusa em relacionamentos".
E por falar em traveco ridículo, "deputada Érika Hilton recebe premiação de Mulher do Ano 2025 da revista Marie Claire"[15]. Depois, pouco depois daquele 08 de março, "'podem espernear, sou a presidenta da Comissão da Mulher', diz Erika Hilton"[16]. Quando acabar, o homem sou eu. Ou melhor, antes eu era homem porque eu atacava o Lesbofeminismo e tinha boas relações com os homens (no duplo sentido); agora, a comandante do Lesbofeminismo nacional nem é mulher. Ops! A trans representante das mulheres (se identifica como representante) processou o apresentador Ratinho por ter dito que "ela" nem é mulher. Erika Hilton e outros pensaram que o Ratinho seria cancelado e aconteceu o contrário.
A ideia por trás da campanha no consórcio de imprensa puxada pelo governo PT era, além de uma campanha repressiva contra a pílula vermelha, mais um ensaio de falsificação da realidade. Ora, não só um membro de Comissão das Mulheres deveria ser uma mulher, a Mulher do Ano também deveria ser. E se não era, quem levou a sério um prêmio Mulher do Ano dado a uma "trans" por uma grande revista da imprensa tradicional? Ou melhor: quantos brasileiros sequer souberam, ainda com divulgação nos veículos de comunicação de massa tradicionais? Será que os diretores dos veículos de comunicação de massa tradicionais e seus jornalistas mais vaidosos e mercenários pensaram que, com a união entre eles com a retaguarda esquerdista tanto na política formal quanto na militância, poderiam até convencer o cidadão comum de que um homem é mulher, e uma mulher digna de admiração, mesmo se não existisse a internet popularizada? Quantas pessoas, como eu, olham para Érika Hilton ou Duda Salabert, em uma edição de jornal da Globo ou em uma imagem da Agência Câmara de Notícias, e se perguntam "de onde saiu este traveco estranho?", mesmo que tenha a investidura de um cargo de deputado federal? A engenharia da mentira exige um conhecimento da verdade e um conhecimento de para quem a mentira será contada, mas a comunhão com o mal leva à burrice e à loucura. E no caso recente de vários países como o Brasil, colocar a militância do LGBT-Feminismo, do antibranquismo e de outras frentes do movimento comunista falando nos maiores veículos da imprensa velha, nos maiores produtores de artes e entretenimentos, nas maiores universidades do país ou nos cargos políticos nacionais não é suficiente para promover a causa, e às vezes faz o efeito contrário; porque não são os cargos e os palcos o que eleva estas pessoas, são, notoriamente, a mediocridade e coisas piores destes militantes que rebaixam o cargo ou a posição de visibilidade onde eles estão.
E tudo isso tem a ver com por que o projeto de lei pra defender as mulheres do discurso de ódio foi rejeitado, inclusive reprovado por muitas mulheres do povo de verdade.
3) Agora eu vou explicar tudo
Bom, o que eu vou fazer é compilar, em ordem cronológica, o que eu disse anos atrás que explica o que aconteceu há poucas semanas.
06 de dezembro de 2012, "O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 2: minha previsão do futuro do antifeminismo"[17]:
Se as mulheres forem a maioria nas universidades, no meio científico, na política, nos altos escalões, e essa maioria for cada vez maior, a oposição feminina ao feminismo vai ter a importância que a Igreja Católica teve na ciência da Idade Média ou o Islamismo na ciência do Oriente Médio: o que fizerem vai ser em si mesmo quase ridículo, mas vai ser quase tudo de decente feito pelas únicas pessoas que têm direito de existir e poder para fazer alguma coisa. As mulheres numa fase avançada do feminismo vão ser vítimas da máquina feminista, das leis feministas, de si mesmas ou umas das outras. Ou, com um pouco mais de juízo, podem se antecipar a isto e fazerem as suas mudanças pessoais e tentar melhorar um pouco o mundo. Num futuro próximo, podemos ter a maioria dos homens ouvindo falar de antifeminismo ou de direitos dos homens pela primeira vez através de uma mulher.
20 de novembro de 2013, "A hora de fechar a arca - parte 2"[18]:
As mulheres tradicionais perderam lugar na sociedade. As feministas estão investindo contra a igreja e contra o que as mulheres tradicionais entendem como padrões e como ser mulher. As mulheres tradicionais mais inteligentes estão vendo o mundo como conhecem virar ruínas, e as que podem falam disso. Elas podem ser mais visíveis que os próprios masculinistas exatamente porque a "emancipação feminina" deu a elas posições para isso (colunistas de grandes jornais e revistas, por exemplo). Mas em geral são provincianas falando alguma verdade ou senhoras amantes do passado tentando salvar a própria pele.
06 de setembro de 2014, "Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 2: por que isso NÃO é bom para os antifeministas"[19]:
Mas todas as mulheres da mediocridade para baixo são representadas pelo Feminismo, porque o Feminismo é, no mínimo do que as próprias feministas dizem, uma união de mulheres. Se uma mulher que nós conhecemos pessoalmente é sexofóbica, irritadiça, autoritária em casa, interesseira, antiética, estúpida, é isso que um movimento de milhares de mulheres como ela vai ser.
(...) Mesmo que as mulheres como grupo não devam nada ao Feminismo, as mulheres medíocres ou abaixo da mediocridade ganharam vantagens, privilégios e até impunidades por causa do Feminismo.
(...) O Feminismo é pior do que a falta de padrões morais, estéticos, intelectuais e comportamentais para as mulheres: é tornar elas próprias o padrão para si mesmas e toda a sociedade.
(...) Pelo menos algumas mulheres estão contra o Feminismo exatamente porque ele está destruindo o Ginocentrismo. Mas eu não disse que o Feminismo é Ginocentrismo organizado e formalizado? Sim, e foi exatamente por esse Ginocentrismo não ter sido denunciado que ele conseguiu durar tanto, e é exatamente essa exposição do Ginocentrismo que vai acabar com ele. Rapaz, já imaginou você viajando semanas num navio de carga tenebroso, com risco de afundar ou de ser assaltado por piratas, descarregando sacos de 50 kg na cabeça, fazendo uma economia acontecer e qualquer vaca sem destaque não olhar para você com simpatia porque ela se sente honrada demais para isso? Ou pior: ela se sentir honrada porque não olha para você com simpatia. (...) E em uma empresa comum, os homens ainda podem ouvir piadinhas femistas, como querem as feministas, ou serem repreendidos por chefes só por tentarem conversar com uma colega. Com isso, fica mais difícil os homens amarem as mulheres e levarem nas costas uma sociedade cada vez melhor para as mulheres e pior para eles mesmos.
21 de março de 2015, "Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 4: vinte anos de silêncio"[20]:
Se toda a diferença entre a mulher cristã tradicional e a geração perversa é alguns cacoetes, uma antissexualidade neurótica e um discurso em que ela própria mal acredita, ela vai ser descartada no médio prazo pelo próprio movimento socialista.
(...) Mulheres Contra o Feminismo não são Mulheres Ativistas pelos Direitos dos Homens. Elas são contra o Feminismo também porque esse está transformando em vergonha ser homem e honesto e fazendo as mulheres vítimas umas das outras como poucas eram dos piores homens. (...) As Mulheres Contra o Feminismo querem voltar à década de 90, quando tinham o bom do "machismo" e o bom do Feminismo. Se não fosse a liberdade que o próprio universo feminino se dá de mostrar o seu pior, as mulheres tradicionalistas antifeministas seriam ainda mais desprezadas. E elas podem ter chegado tarde: o Feminismo pode estar dispensando as mulheres como o Socialismo fez com os proletários.
15 de julho de 2015, "Por que eu acho 'O Outro Lado do Feminismo' um livro reprovável, se eu sou mulher e antifeminista (ou: o flipside ainda é o mesmo disco)"[21]:
Entender o Feminismo como a exaltação do universo feminino, em especial a pior parte dele, como o cânon de toda a sociedade pode ser a única compreensão que faz sentido e que possibilita aos antifeministas alguma ação eficaz.
Na década de 2000, a militância feminista-socialista e uma legião de manginas (lembrando: mangina é um homem que defende tudo que uma mulher faz só porque ela é mulher) se tornaram mais visíveis na classe política, nas universidades, na imprensa, no meio empresarial, nos altos escalões do serviço público e das empresas privadas e até nas igrejas cristãs tradicionais. E mostraram as porcarias de que são capazes de pensar, dizer e fazer. (...) Então, cada vez mais pessoas comuns com raciocínio normal puderam mostrar o universo feminino e o rumo para onde os feministas estavam nos levando apenas mostrando observações do mundo real e matérias da própria "mainstream media". (...) O antifeminismo não cresceu parecendo coisa de gente lúcida porque os cristãos tradicionalistas "libertarians" conseguiram vender os anos 30 com uma imagem de comercial de margarina, o antifeminismo cresceu principalmente porque o Lesbossocialismo demonstrou que conseguia ser pior.
21 de setembro de 2015, "Rixas no Inferno (seja entregue a Satanás)"[22]:
Ser uma mulher contra o Feminismo nem sempre é ser uma mulher defensora dos direitos dos homens. O antifeminismo feminino é, quase sempre, o feminismo conservador, portanto não é uma preocupação com os homens honestos, mas com o mal que o feminismo esquerdista está trazendo às mulheres. Como os homens heterossexuais de caráter foram desumanizados, uma denúncia da porcaria será melhor ouvida se vier de mulheres, inclusive feministas "moderadas".
30 de março de 2017, "Depois da hora de fechar a arca, a hora de reconstruir a bagunça"[23]:
Por que temos cada vez mais mulheres antifeministas e mulheres feministas criticando a militância? Porque o movimento feminista como se fez conhecer está deixando de ser vantajoso para o universo feminino. Primeiro, porque está criando uma sociedade onde o homem honesto típico tem cada vez menos a ganhar com vida honesta enquanto as mulheres têm cada vez mais vantagens só por terem a genitália. Segundo, não só o movimento feminista, o universo feminino em geral prova que o que é bom para a mulher não beneficia em nada ao homem, isso quando não o prejudica (...). Terceiro, agora ficou claro que o movimento feminista tem uma vida própria, vida própria independente inclusive dos problemas reais e imaginários das mulheres. Antes que o feminismo esquerdista ganhasse força suficiente para mostrar o que é, quase todas as críticas femininas à militância feminista eram questionamentos de militantes moderadas ou fofocas de analfabetas do interior. Mas ainda é fácil uma mulher questionar o LGBT-Feminismo sem ver os homens como pessoas. Essa mulher pode ser até antifeminista, mas não porque o Feminismo é mau, principalmente contra os homens, é porque o Feminismo não atende os interesses (no duplo sentido) das mulheres. Quando essa mulher é conservadora, ela critica o feminismo de esquerda porque acredita que o Conservadorismo é o verdadeiro feminismo.
04 de abril de 2017, "O poder do debate interno do Feminismo real (Juliana Paes e Rede Globo, notas de 3 dias)"[24]:
O Feminismo não só é a elevação do universo feminino como instância máxima da vida social, ele também pratica e pressupõe o desprezo ao universo masculino. Mas não é só o movimento feminista que faz isso. Até blogueiros, vlogueiros, escritores e jornalistas conservadores dedicados ao antissocialismo e ao antifeminismo absorvem isso. Quase todas as críticas deles ao Feminismo são que o movimento feminista não atende os interesses das MULHERES, se afasta das questões reais das vidas das MULHERES e até ataca verbalmente ou fisicamente MULHERES que questionam as ideias do movimento. Eles não pensam no HOMEM que tem medo de dar um bom dia pra uma mulher e ganhar uma queixa na polícia ou uma advertência do chefe, ou de fazer um bom sexo com uma mulher, achando que foi tudo bom, e ser acusado de estupro seis meses depois pela reles palavra da mulher. Pior que ver as atrocidades do feminismo mais maluco é ver que, também pela burrice e falta de imaginação dos conservadores, a maior oposição ao feminismo que usa calça branca sem calcinha na menstruação é o feminismo que usa batom vermelho e vestido decotado. Ver que até quando não pode deixar de falar das atrocidades do feminismo radical, a sociedade está dentro do debate interno do movimento.
14 de junho de 2017, "O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 3 (ou: Antifeminismo ou morte 3): uma previsão minha de 2012"[25]:
Quando mulheres criticam o Feminismo pelo mal que faz a elas mesmas, isso não é antifeminismo, nem mesmo crítica ao Feminismo. Isso é Feminismo Radical, mesmo que essa crítica produza um tratamento mais gentil das mulheres aos homens, porque a coisa toda é como garantir que os homens continuem sustentando um estilo de vida de sonhos para as mulheres.
21 de janeiro de 2018, "2017 e o fim da vida normal"[26]:
Cada vez mais pessoas terão de ter o que antes era um heroísmo bíblico só para ter o que antes seria uma vida normal. Por sinal, o movimento socialista existe para recriar a vida normal. Se esse movimento atuar contra os interesses reais do povo de verdade, e se ele cresce, cada vez mais pessoas vão perceber que ou se posicionam contra ele, ou vão ser prejudicadas. Se eu tenho interesse em ter companheirismo e sexo com os rapazes e um movimento que diz representar as mulheres trata o homem como praga, o sexo como estupro e o contato de um homem com uma mulher quase como crime, não adianta eu ser boazinha e me divertir no sexo grupal com os amigos homens e homens desconhecidos (eu não faço isso, não com desconhecidos). Se estivermos em uma comunidade onde uma mulher comum pode acusar um homem de assédio sexual ou estupro meses ou anos depois sem precisar provar nada, eu não posso ser uma mulher comum. Se eu for uma mulher típica, eu posso me atirar pelada em cima de um rapaz, ele não vai me comer, por medo de mim ou até por raiva do universo feminino. Se eu não puder consertar a porcaria, eu tenho pelo menos de ter uma posição pública contra ela. A comunidade vai se dividir em ativistas a favor do que está aí, ativistas contra, pessoas omissas que na prática estão no grupo a favor e pessoas que ainda não se deram conta do tamanho da encrenca. Esse último grupo está cada vez menor, quem não foi destruído vai para um dos outros três. O que antes era uma vida normal, de quem os marxistas chamavam de alienados, está acabando.
13 de fevereiro de 2019, "O Feminismo já está na Quarta Onda, mas as mulheres conservadoras estão criando a quinta"[27]:
Mesmo que o antifeminismo feminino conservador seja um debate interno do Feminismo como eu tenho dito, isso ainda significa que a militância do feminismo de esquerda já aborreceu as mulheres que diz representar. Dá pra ficar pior pras mulheres e pros homens, mas não é produtivo deixar essa turma fazer mais besteiras. Por sinal, elas mal conseguem conversar umas com as outras. Vimos aqui o feminismo lésbico contra o feminismo trans. Já tivemos o feminismo negro contra o feminismo branco. Mesmo que as universidades e a imprensa tradicional levem esse movimento a sério, as universidades estão ficando ainda mais distantes da vida do povo de verdade (isso é mais visível no Brasil) e a imprensa tradicional está perdendo leitores. Mas quem vai mostrar a essa militância onde ela errou e ela vai ouvir? A mulher do povo de verdade já sabe onde essa militância errou, pelo menos a parte da inconveniência (porque os erros convenientes, ela ainda aceita).
15 de agosto de 2019, "Os homens e o problema Sara Próton"[28]:
As mulheres são tratadas como autoridade não só para julgar o movimento que as defende, mas também no movimento que defende o sexo oposto.
NOTAS E REFERÊNCIAS
[01] "Motta 'enterra' PL da Misoginia em 'acordo' às portas fechadas; bolsonaristas celebram". Revista Fórum, 08 de abril de 2026. https://revistaforum.com.br/politica/motta-pl-da-misoginia-acordo
[02] "As feministas sofreram uma derrota histórica pelas nossas mãos". Fúria e Tradição, 08 de abril de 2026. https://www.youtube.com/watch?v=V5wVKMDaPYA
[03] "Aprovado por unanimidade no Senado, PL da misoginia divide Câmara". CNN Brasil, 26 de março de 2026. https://www.cnnbrasil.com.br/politica/aprovado-por-unanimidade-no-senado-pl-da-misoginia-divide-a-camara
[04] "Cavaleiro branco" é uma gíria da comunidade Red Pill e de outros grupos masculinos antifeministas, é um homem que se dispõe a defender uma mulher cegamente só por ser mulher.
[05] "Flávio diz que PL da Misoginia foi uma armadilha do PT contra ele". Poder360, 29 de março de 2026. https://www.poder360.com.br/poder-congresso/flavio-diz-que-pl-da-misoginia-foi-uma-armadilha-do-pt-contra-ele
[06] "Após votar a favor, Damares questiona equiparação da misoginia a crime de preconceito". Veja, 25 de março de 2026. https://veja.abril.com.br/politica/o-argumento-da-senadora-damares-alves-contra-a-criminalizacao-da-misoginia
[07] Falácia da Conclusão Irrelevante, ou Ignoratio Elenchi, é a apresentação de premissas cuja conclusão lógica não tem relação com aquilo que se diz demonstrar.
[08] "PL da Misoginia: Proteção ou censura?". Oeste Com Elas, Revista Oeste, 26 de março de 2026. https://www.youtube.com/watch?v=uDKUKDQANcI&t=9m3s (de 09:03 a 10:13)
[09] "Misoginia na internet: AGU pede investigação de vídeos que simulam agressões a mulheres | #SBTBrasil". SBT News, 09 de março de 2026. https://www.youtube.com/watch?v=YUHW_CRMGBc
[10] "Duda Salabert apresenta PL para criminalizar 'red pill' no Brasil". Jornal Geraes, 10 de março de 2026. https://jornalgeraes.com.br/duda-salabert-criminalizar-red-pill-brasil
[11] "PL 988/2026". Câmara dos Deputados, https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2607391
[12] "PL 6075/2025". Câmara dos Deputados, https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2590143
[13] "AGU pede à Polícia Federal que investigue responsáveis por vídeos misóginos na internet". Advocacia-Geral da União, 09 de março de 2026, atualizado em 10 de março de 2026. https://www.gov.br/agu/pt-br/comunicacao/noticias/agu-pede-a-policia-federal-que-investigue-responsaveis-por-videos-misoginos-na-internet
[14] "'Treinando caso ela diga não': AGU pede à PF investigação sobre vídeos misóginos que simulam agressões a mulheres". O Globo, 10 de março de 2026. https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/03/10/treinando-caso-ela-diga-nao-agu-pede-a-pf-investigacao-sobre-videos-misoginos-que-simulam-agressoes-a-mulheres.ghtml
[15] "Deputada Érika Hilton recebe premiação de Mulher do Ano 2025 da revista Marie Claire". Portal de Prefeitura, 07 de dezembro de 2025. https://portaldeprefeitura.com.br/brasil/deputada-erika-hilton-recebe-premiacao-de-mulher-do-ano-2025-da/610322
[16] "'Podem espernear, sou a presidenta da Comissão da Mulher', diz Erika Hilton". UOL, 12 de março de 2026. https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/03/12/podem-espernear-sou-a-presidenta-da-comissao-da-mulher-diz-erika-hilton.htm
[17] "O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 2: minha previsão do futuro do antifeminismo", 06 de dezembro de 2012, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2012/12/o-antifeminismo-sera-comandado-pelas.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2012/12/o-antifeminismo-sera-comandado-pelas_6.html
[18] "A hora de fechar a arca - parte 2", 20 de novembro de 2013, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2013/11/a-hora-de-fechar-arca-parte-2.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2013/11/a-hora-de-fechar-arca-parte-2.html
[19] "Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 2: por que isso NÃO é bom para os antifeministas", 06 de setembro de 2014, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2014/09/mulheres-contra-o-feminismo-e-o_6.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2014/09/mulheres-contra-o-feminismo-e-o_6.html
[20] "Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 4: vinte anos de silêncio", 21 de março de 2015, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2015/03/mulheres-contra-o-feminismo-e-o.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2015/03/mulheres-contra-o-feminismo-e-o.html
[21] "Por que eu acho 'O Outro Lado do Feminismo' um livro reprovável, se eu sou mulher e antifeminista (ou: o flipside ainda é o mesmo disco)", 15 de julho de 2015, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2015/07/por-que-eu-acho-outro-lado-do-feminismo.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2015/07/por-que-eu-acho-o-outro-lado-do.html
[22] "Rixas no Inferno (seja entregue a Satanás)", 21 de setembro de 2015, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2015/09/rixas-no-inferno-seja-entregue-satanas.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2015/09/rixas-no-inferno-seja-entregue-satanas.html
[23] "Depois da hora de fechar a arca, a hora de reconstruir a bagunça", 30 de março de 2017, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2017/03/depois-da-hora-de-fechar-arca-hora-de.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2017/03/depois-da-hora-de-fechar-arca-hora-de.html
[24] "O poder do debate interno do Feminismo real (Juliana Paes e Rede Globo, notas de 3 dias)", 04 de abril de 2017, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2017/04/o-poder-do-debate-interno-do-feminismo.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2017/04/o-poder-do-debate-interno-do-feminismo.html
[25] "O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 3 (ou: Antifeminismo ou morte 3): uma previsão minha de 2012", 14 de junho de 2017, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2017/06/o-antifeminismo-sera-comandado-pelas.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2017/06/o-antifeminismo-sera-comandado-pelas.html
[26] "2017 e o fim da vida normal", 21 de janeiro de 2018, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2018/01/2017-e-o-fim-da-vida-normal.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2018/01/2017-e-o-fim-da-vida-normal.html
[27] "O Feminismo já está na Quarta Onda, mas as mulheres conservadoras estão criando a quinta", 13 de fevereiro de 2019, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2019/02/o-feminismo-ja-esta-na-quarta-onda-mas.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2019/02/o-feminismo-ja-esta-na-quarta-onda-mas.html
[28] "Os homens e o problema Sara Próton", 15 de agosto de 2019, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2019/08/o-problema-sara-proton.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2019/08/o-problema-sara-proton.html
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Texto original em português sem vídeos de putaria no A Vez das Mulheres de Verdade: "O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 4 (ou Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 7): eu expliquei antes por que o projeto de lei contra a misoginia não foi aprovado", https://avezdasmulheres.blogspot.com/2026/04/o-antifeminismo-sera-comandado-pelas.html Texto original em português com vídeos de putaria no A Vez dos Homens que Prestam: "O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 4 (ou Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 7): eu expliquei antes por que o projeto de lei contra a misoginia não foi aprovado", https://avezdoshomens.blogspot.com/2026/04/o-antifeminismo-sera-comandado-pelas.html


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