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quinta-feira, 23 de abril de 2026

O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 4 (ou Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 7): eu expliquei anos antes por que o projeto de lei contra a misoginia não foi aprovado

Abigail Pereira Aranha

1) O projeto de lei contra a "red pill" não foi aprovado: por que os antifeministas erraram sobre o motivo e por que isso é importante?

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo "Motta enterra PL da misoginia em acordo às portas fechadas; bolsonaristas celebram"[01]. Assim noticiou a Revista Fórum no último dia 08. Alguns antifeministas comemoraram que o projeto de lei não foi aprovado, o que é bom, mas dando o crédito disso à própria mobilização, como o Felippe do canal Fúria e Tradição disse num vídeo que "as feministas sofreram uma derrota histórica pelas nossas mãos"[02]. Errado. Se houvesse uma mobilização dos homens antifeministas que fosse visível para o Congresso, aconteceria o contrário, porque tanto os congressistas em geral quanto o consórcio de imprensa diriam "olha lá, os 'red pill' estão com medo de serem presos, pra cima deles!".

Antes disso, no Senado, o projeto da Lei Antimisoginia recebeu o sim de todos os 67 senadores presentes[03], incluídos os da direita, como foram mais notados Flávio Bolsonaro e Damares Alves. Nós que somos a favor dos direitos dos homens já notamos há anos que direita e esquerda, conservadores e progressistas anticristãos se unem no que é política contra os homens. Mas desta vez, se os cavaleiros brancos[04] pensavam que iam ser vistos como defensores das mulheres, eles ficaram feios na foto. Porque até mulheres já perceberam e expuseram a encrenca. Aí, o Flávio Bolsonaro disse que foi uma armadilha do PT contra ele[05] e a Damares Alves disse que era contra igualar criticar mulher a racismo[06].

Até no futebol muitos brasileiros que faziam "vista grossa" pros erros da Seleção Brasileira enquanto ganhava as partidas já perderam o entusiasmo, exatamente porque a má qualidade permaneceu ou piorou e as últimas taças foram de campeão em 2002 e de quarto lugar em 2014. Este 4º lugar de 2014 foi a vitória de duas derrotas, na semifinal pra Alemanha por 7 a 1 e na final do 3º lugar pra Holanda por 3 a 0. Aqui eu trago uma ilustração de como é importante não ter a burrice de "se ganhamos, é o que importa". Ah, e naquele 2014, nós começaríamos a peleja de dois anos pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff. O meio impeachment da Rainha Louca (com direitos políticos) vai fazer 10 anos. Tirando a eleição e o governo do Jair Bolsonaro, o que nós conseguimos? E se o Jair Bolsonaro não tivesse surgido pra eleição de 2018, nós teríamos de eleger o Geraldo Alkmin, o Picolé de Chuchu, o atual vice do Lula; porque antes do Bolsonaro, o extremo da direita era o antigo partido do Alkmin, o PSDB, e o Democratas, que teve a queda merecida e precisou se unir ao PSL, partido nanico também pela traição do seu presidente a Jair Bolsonaro e aos seus eleitores, no União Brasil, este hoje também com risco de acabar. Eu já dizia na época da campanha do impeachment da Dilma que a direita conservadora devia se examinar sobre por que perdeu duas eleições praquela toupeira, e, por falar no "se ganhamos, é o que importa", estes liberais e conservadores se deslumbraram com o aparente sucesso, colocaram a cabeça de volta na própria concha mental e nunca mais pensaram no assunto.

Uma ilustração da burrice liberal-conservadora apareceu no programa Oeste Com Elas que comentou, com crítica, sobre a então nova aprovação do projeto de lei no Senado. A Revista Oeste é um canal de direita e conservador. Nesta edição, as apresentadoras Adriana Reid, Paula Camacho, Marina Helena e Juliana Moreira Leite fizeram uma crítica que lesbofeministas poderiam ter feito, de que a solução não era uma "lei contra a misoginia", mas aumentar as penas para agressão ou assassinato de mulheres. Elas misturaram o discurso lesbofeminista esquerdopata com a Falácia da Conclusão Irrelevante[07], visto que do lado direito, a diferença entre aplicação das leis já existentes e a necessidade da criação de leis novas parece desconhecida; e do lado esquerdo, os que querem associar os "red pill" à violência contra mulheres, quase sempre companheiras ou ex-companheiras do agressor, são alguns dos mesmos que dizem que os "red pill" não conseguem ter uma namorada. Mas eu vou destacar uma parte do comentário da Juliana Moreira Leite[08]:

[09:03 a 10:13] O combate à violência contra a mulher é essencial, e eu falo isso, eu combato desde pequena, porque eu já tive duas grandes amigas assassinadas, tá? Minha mãe... ela fez milhões de coisas pró-mulher junto com as mães das minhas amigas assassinadas. Eu vivo essa, essa, essa coisa da... da... injustiça às mulheres, da violência desde pequena. Só que... essa proposta do jeito que está, ela, como eu disse, ela entra num... terreno subjetivo, que vai abrir simplesmente espaço pra censura, abuso de interpretação e não vai resolver o caso da violência contra a mulher. Entende? Aí vem a contradição. A direita vota a favor dessa patacoada para não parecer contra as mulheres, entende? Só que isso vai atingir no futuro... a liberdade de todos. Como foi quando a direita votou naquela lei absurda que ia botar o Léo Lins na cadeia, e inclusive vai botar nós mulheres que pensamos diferente também em perigo da manada.

A comentarista não entendeu, mas explicou bem. Ela falou um pouco da história dela, mas num Brasil com 40 ou 50 mil homicídios por ano há umas duas décadas, qual brasileiro não teve familiar ou amigo assassinado por um negro? Nazista! Lei contra negro não pode, mas contra homem tudo bem? Mas o que chamou a atenção dela, e sem isso ela seria mais uma defensora, é que a lei contra a misoginia é a abertura pra censura de "nós mulheres que pensamos diferente". Um momento: isso não tem o nome de feminista? Não, agora é o contrário. Bom, uma mulher que pensa diferente também pode ter o nome de p%£@nha. E por falar em p%£@nha e censura, eu já tive postagens com "aviso de conteúdo" no blogue SEM putaria, e o blogue SEM putaria inteiro apagado em três endereços, em 2012 no WordPress, em 2014 no Livejournal e em 2015 no Over-blog. Algumas mulheres perceberam, como a Juliana, que o LGBT-Feminismo tem projetos de censurar as mulheres que pensam diferente em vez de resolver o problema da violência contra a mulher. Outra coisa que a Juliana notou é que os direitistas conservadores às vezes se unem à esquerda em um dos seus projetos mais ardilosos em nome da proteção das mulheres. Eles fazem isso, complemento aqui, as mulheres porque elas também são feministas (de outra forma) e os homens porque pensam pela mente das mulheres feministas, tanto as conservadoras quanto, com certa restrição, as progressistas.

Antes de analisar o que realmente aconteceu, eu preciso recapitular algumas coisas que aconteceram antes.

2) Isso a Globo mostra

SBT Brasil, 09 de março: "Misoginia na internet: AGU pede investigação de vídeos que simulam agressões a mulheres"[09]. Eu já achava os vídeos estranhos quando eu vi a carinha no canto inferior direito da tela.

Pra quem não conhecia, já peço desculpas por apresentar, é a deputada federal transexual Duda Salabert, pelo PDT de Minas Gerais (o meu estado). Eu que já percebi que algo cheirava mal, confirmei, mas resolvi ir mais fundo. Jornal Geraes, Ouro Preto (MG), 10 de março: "Duda Salabert apresenta PL para criminalizar 'red pill' no Brasil"[10]. Quem acreditou que este traveco ridículo teve a iniciativa sozinho? (O pior é que foi muita gente) O projeto de lei é o PL 988/2026, também da deputada Silvye Alves, pelo União Brasil de Goiás[11]. Olha só, eu estava contando rapidamente sobre o União Brasil, que pode ter um fim tão vergonhoso quanto o começo. Este projeto de lei foi apensado ao PL 6075/2025, de Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS)[12]. Portal Gov.br, 09 de março de 2026: "AGU pede à Polícia Federal que investigue responsáveis por vídeos misóginos na internet"[13]. Lead: "Postagens na rede social Tik Tok mostram série de imagens com homens simulando agressões a mulheres". "O pedido foi enviado no domingo, 8 de março, dia Internacional da Mulher". O Globo, 10 de março: "'Treinando caso ela diga não': AGU pede à PF investigação sobre vídeos misóginos que simulam agressões a mulheres"[14]. Lead: "Pedido foi enviado no Dia Internacional da Mulher e mira perfis que divulgaram na internet conteúdos em referência à recusa em relacionamentos".

E por falar em traveco ridículo, "deputada Érika Hilton recebe premiação de Mulher do Ano 2025 da revista Marie Claire"[15]. Depois, pouco depois daquele 08 de março, "'podem espernear, sou a presidenta da Comissão da Mulher', diz Erika Hilton"[16]. Quando acabar, o homem sou eu. Ou melhor, antes eu era homem porque eu atacava o Lesbofeminismo e tinha boas relações com os homens (no duplo sentido); agora, a comandante do Lesbofeminismo nacional nem é mulher. Ops! A trans representante das mulheres (se identifica como representante) processou o apresentador Ratinho por ter dito que "ela" nem é mulher. Erika Hilton e outros pensaram que o Ratinho seria cancelado e aconteceu o contrário.

A ideia por trás da campanha no consórcio de imprensa puxada pelo governo PT era, além de uma campanha repressiva contra a pílula vermelha, mais um ensaio de falsificação da realidade. Ora, não só um membro de Comissão das Mulheres deveria ser uma mulher, a Mulher do Ano também deveria ser. E se não era, quem levou a sério um prêmio Mulher do Ano dado a uma "trans" por uma grande revista da imprensa tradicional? Ou melhor: quantos brasileiros sequer souberam, ainda com divulgação nos veículos de comunicação de massa tradicionais? Será que os diretores dos veículos de comunicação de massa tradicionais e seus jornalistas mais vaidosos e mercenários pensaram que, com a união entre eles com a retaguarda esquerdista tanto na política formal quanto na militância, poderiam até convencer o cidadão comum de que um homem é mulher, e uma mulher digna de admiração, mesmo se não existisse a internet popularizada? Quantas pessoas, como eu, olham para Érika Hilton ou Duda Salabert, em uma edição de jornal da Globo ou em uma imagem da Agência Câmara de Notícias, e se perguntam "de onde saiu este traveco estranho?", mesmo que tenha a investidura de um cargo de deputado federal? E se é pra respeitar a pessoa pelo cargo, onde estava o respeito ao Jair Bolsonaro quando presidente, ou hoje ao deputado Nikolas Ferreira eleito com o triplo de votos das duas "trans" juntas? A engenharia da mentira exige um conhecimento da verdade e um conhecimento de para quem a mentira será contada, mas a comunhão com o mal leva à burrice e à loucura. E no caso recente de vários países como o Brasil, colocar a militância do LGBT-Feminismo, do antibranquismo e de outras frentes do movimento comunista falando nos maiores veículos da imprensa velha, nos maiores produtores de artes e entretenimentos, nas maiores universidades do país ou nos cargos políticos nacionais não é suficiente para promover a causa, e às vezes faz o efeito contrário; porque não são os cargos e os palcos o que eleva estas pessoas, são, notoriamente, a mediocridade e coisas piores destes militantes que rebaixam o cargo ou a posição de visibilidade onde eles estão.

E tudo isso tem a ver com por que o projeto de lei pra defender as mulheres do discurso de ódio foi rejeitado, inclusive reprovado por muitas mulheres do povo de verdade.

3) Agora eu vou explicar tudo

Bom, o que eu vou fazer é compilar, em ordem cronológica, o que eu disse anos atrás que explica o que aconteceu há poucas semanas.

06 de dezembro de 2012, "O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 2: minha previsão do futuro do antifeminismo"[17]:

Se as mulheres forem a maioria nas universidades, no meio científico, na política, nos altos escalões, e essa maioria for cada vez maior, a oposição feminina ao feminismo vai ter a importância que a Igreja Católica teve na ciência da Idade Média ou o Islamismo na ciência do Oriente Médio: o que fizerem vai ser em si mesmo quase ridículo, mas vai ser quase tudo de decente feito pelas únicas pessoas que têm direito de existir e poder para fazer alguma coisa. As mulheres numa fase avançada do feminismo vão ser vítimas da máquina feminista, das leis feministas, de si mesmas ou umas das outras. Ou, com um pouco mais de juízo, podem se antecipar a isto e fazerem as suas mudanças pessoais e tentar melhorar um pouco o mundo. Num futuro próximo, podemos ter a maioria dos homens ouvindo falar de antifeminismo ou de direitos dos homens pela primeira vez através de uma mulher.

20 de novembro de 2013, "A hora de fechar a arca - parte 2"[18]:

As mulheres tradicionais perderam lugar na sociedade. As feministas estão investindo contra a igreja e contra o que as mulheres tradicionais entendem como padrões e como ser mulher. As mulheres tradicionais mais inteligentes estão vendo o mundo como conhecem virar ruínas, e as que podem falam disso. Elas podem ser mais visíveis que os próprios masculinistas exatamente porque a "emancipação feminina" deu a elas posições para isso (colunistas de grandes jornais e revistas, por exemplo). Mas em geral são provincianas falando alguma verdade ou senhoras amantes do passado tentando salvar a própria pele.

06 de setembro de 2014, "Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 2: por que isso NÃO é bom para os antifeministas"[19]:

Mas todas as mulheres da mediocridade para baixo são representadas pelo Feminismo, porque o Feminismo é, no mínimo do que as próprias feministas dizem, uma união de mulheres. Se uma mulher que nós conhecemos pessoalmente é sexofóbica, irritadiça, autoritária em casa, interesseira, antiética, estúpida, é isso que um movimento de milhares de mulheres como ela vai ser.

(...) Mesmo que as mulheres como grupo não devam nada ao Feminismo, as mulheres medíocres ou abaixo da mediocridade ganharam vantagens, privilégios e até impunidades por causa do Feminismo.

(...) O Feminismo é pior do que a falta de padrões morais, estéticos, intelectuais e comportamentais para as mulheres: é tornar elas próprias o padrão para si mesmas e toda a sociedade.

(...) Pelo menos algumas mulheres estão contra o Feminismo exatamente porque ele está destruindo o Ginocentrismo. Mas eu não disse que o Feminismo é Ginocentrismo organizado e formalizado? Sim, e foi exatamente por esse Ginocentrismo não ter sido denunciado que ele conseguiu durar tanto, e é exatamente essa exposição do Ginocentrismo que vai acabar com ele. Rapaz, já imaginou você viajando semanas num navio de carga tenebroso, com risco de afundar ou de ser assaltado por piratas, descarregando sacos de 50 kg na cabeça, fazendo uma economia acontecer e qualquer vaca sem destaque não olhar para você com simpatia porque ela se sente honrada demais para isso? Ou pior: ela se sentir honrada porque não olha para você com simpatia. (...) E em uma empresa comum, os homens ainda podem ouvir piadinhas femistas, como querem as feministas, ou serem repreendidos por chefes só por tentarem conversar com uma colega. Com isso, fica mais difícil os homens amarem as mulheres e levarem nas costas uma sociedade cada vez melhor para as mulheres e pior para eles mesmos.

21 de março de 2015, "Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 4: vinte anos de silêncio"[20]:

Se toda a diferença entre a mulher cristã tradicional e a geração perversa é alguns cacoetes, uma antissexualidade neurótica e um discurso em que ela própria mal acredita, ela vai ser descartada no médio prazo pelo próprio movimento socialista.

(...) Mulheres Contra o Feminismo não são Mulheres Ativistas pelos Direitos dos Homens. Elas são contra o Feminismo também porque esse está transformando em vergonha ser homem e honesto e fazendo as mulheres vítimas umas das outras como poucas eram dos piores homens. (...) As Mulheres Contra o Feminismo querem voltar à década de 90, quando tinham o bom do "machismo" e o bom do Feminismo. Se não fosse a liberdade que o próprio universo feminino se dá de mostrar o seu pior, as mulheres tradicionalistas antifeministas seriam ainda mais desprezadas. E elas podem ter chegado tarde: o Feminismo pode estar dispensando as mulheres como o Socialismo fez com os proletários.

15 de julho de 2015, "Por que eu acho 'O Outro Lado do Feminismo' um livro reprovável, se eu sou mulher e antifeminista (ou: o flipside ainda é o mesmo disco)"[21]:

Entender o Feminismo como a exaltação do universo feminino, em especial a pior parte dele, como o cânon de toda a sociedade pode ser a única compreensão que faz sentido e que possibilita aos antifeministas alguma ação eficaz.

Na década de 2000, a militância feminista-socialista e uma legião de manginas (lembrando: mangina é um homem que defende tudo que uma mulher faz só porque ela é mulher) se tornaram mais visíveis na classe política, nas universidades, na imprensa, no meio empresarial, nos altos escalões do serviço público e das empresas privadas e até nas igrejas cristãs tradicionais. E mostraram as porcarias de que são capazes de pensar, dizer e fazer. (...) Então, cada vez mais pessoas comuns com raciocínio normal puderam mostrar o universo feminino e o rumo para onde os feministas estavam nos levando apenas mostrando observações do mundo real e matérias da própria "mainstream media". (...) O antifeminismo não cresceu parecendo coisa de gente lúcida porque os cristãos tradicionalistas "libertarians" conseguiram vender os anos 30 com uma imagem de comercial de margarina, o antifeminismo cresceu principalmente porque o Lesbossocialismo demonstrou que conseguia ser pior.

21 de setembro de 2015, "Rixas no Inferno (seja entregue a Satanás)"[22]:

Ser uma mulher contra o Feminismo nem sempre é ser uma mulher defensora dos direitos dos homens. O antifeminismo feminino é, quase sempre, o feminismo conservador, portanto não é uma preocupação com os homens honestos, mas com o mal que o feminismo esquerdista está trazendo às mulheres. Como os homens heterossexuais de caráter foram desumanizados, uma denúncia da porcaria será melhor ouvida se vier de mulheres, inclusive feministas "moderadas".

30 de março de 2017, "Depois da hora de fechar a arca, a hora de reconstruir a bagunça"[23]:

Por que temos cada vez mais mulheres antifeministas e mulheres feministas criticando a militância? Porque o movimento feminista como se fez conhecer está deixando de ser vantajoso para o universo feminino. Primeiro, porque está criando uma sociedade onde o homem honesto típico tem cada vez menos a ganhar com vida honesta enquanto as mulheres têm cada vez mais vantagens só por terem a genitália. Segundo, não só o movimento feminista, o universo feminino em geral prova que o que é bom para a mulher não beneficia em nada ao homem, isso quando não o prejudica (...). Terceiro, agora ficou claro que o movimento feminista tem uma vida própria, vida própria independente inclusive dos problemas reais e imaginários das mulheres. Antes que o feminismo esquerdista ganhasse força suficiente para mostrar o que é, quase todas as críticas femininas à militância feminista eram questionamentos de militantes moderadas ou fofocas de analfabetas do interior. Mas ainda é fácil uma mulher questionar o LGBT-Feminismo sem ver os homens como pessoas. Essa mulher pode ser até antifeminista, mas não porque o Feminismo é mau, principalmente contra os homens, é porque o Feminismo não atende os interesses (no duplo sentido) das mulheres. Quando essa mulher é conservadora, ela critica o feminismo de esquerda porque acredita que o Conservadorismo é o verdadeiro feminismo.

04 de abril de 2017, "O poder do debate interno do Feminismo real (Juliana Paes e Rede Globo, notas de 3 dias)"[24]:

O Feminismo não só é a elevação do universo feminino como instância máxima da vida social, ele também pratica e pressupõe o desprezo ao universo masculino. Mas não é só o movimento feminista que faz isso. Até blogueiros, vlogueiros, escritores e jornalistas conservadores dedicados ao antissocialismo e ao antifeminismo absorvem isso. Quase todas as críticas deles ao Feminismo são que o movimento feminista não atende os interesses das MULHERES, se afasta das questões reais das vidas das MULHERES e até ataca verbalmente ou fisicamente MULHERES que questionam as ideias do movimento. Eles não pensam no HOMEM que tem medo de dar um bom dia pra uma mulher e ganhar uma queixa na polícia ou uma advertência do chefe, ou de fazer um bom sexo com uma mulher, achando que foi tudo bom, e ser acusado de estupro seis meses depois pela reles palavra da mulher. Pior que ver as atrocidades do feminismo mais maluco é ver que, também pela burrice e falta de imaginação dos conservadores, a maior oposição ao feminismo que usa calça branca sem calcinha na menstruação é o feminismo que usa batom vermelho e vestido decotado. Ver que até quando não pode deixar de falar das atrocidades do feminismo radical, a sociedade está dentro do debate interno do movimento.

14 de junho de 2017, "O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 3 (ou: Antifeminismo ou morte 3): uma previsão minha de 2012"[25]:

Quando mulheres criticam o Feminismo pelo mal que faz a elas mesmas, isso não é antifeminismo, nem mesmo crítica ao Feminismo. Isso é Feminismo Radical, mesmo que essa crítica produza um tratamento mais gentil das mulheres aos homens, porque a coisa toda é como garantir que os homens continuem sustentando um estilo de vida de sonhos para as mulheres.

21 de janeiro de 2018, "2017 e o fim da vida normal"[26]:

Cada vez mais pessoas terão de ter o que antes era um heroísmo bíblico só para ter o que antes seria uma vida normal. Por sinal, o movimento socialista existe para recriar a vida normal. Se esse movimento atuar contra os interesses reais do povo de verdade, e se ele cresce, cada vez mais pessoas vão perceber que ou se posicionam contra ele, ou vão ser prejudicadas. Se eu tenho interesse em ter companheirismo e sexo com os rapazes e um movimento que diz representar as mulheres trata o homem como praga, o sexo como estupro e o contato de um homem com uma mulher quase como crime, não adianta eu ser boazinha e me divertir no sexo grupal com os amigos homens e homens desconhecidos (eu não faço isso, não com desconhecidos). Se estivermos em uma comunidade onde uma mulher comum pode acusar um homem de assédio sexual ou estupro meses ou anos depois sem precisar provar nada, eu não posso ser uma mulher comum. Se eu for uma mulher típica, eu posso me atirar pelada em cima de um rapaz, ele não vai me comer, por medo de mim ou até por raiva do universo feminino. Se eu não puder consertar a porcaria, eu tenho pelo menos de ter uma posição pública contra ela. A comunidade vai se dividir em ativistas a favor do que está aí, ativistas contra, pessoas omissas que na prática estão no grupo a favor e pessoas que ainda não se deram conta do tamanho da encrenca. Esse último grupo está cada vez menor, quem não foi destruído vai para um dos outros três. O que antes era uma vida normal, de quem os marxistas chamavam de alienados, está acabando.

13 de fevereiro de 2019, "O Feminismo já está na Quarta Onda, mas as mulheres conservadoras estão criando a quinta"[27]:

Mesmo que o antifeminismo feminino conservador seja um debate interno do Feminismo como eu tenho dito, isso ainda significa que a militância do feminismo de esquerda já aborreceu as mulheres que diz representar. Dá pra ficar pior pras mulheres e pros homens, mas não é produtivo deixar essa turma fazer mais besteiras. Por sinal, elas mal conseguem conversar umas com as outras. Vimos aqui o feminismo lésbico contra o feminismo trans. Já tivemos o feminismo negro contra o feminismo branco. Mesmo que as universidades e a imprensa tradicional levem esse movimento a sério, as universidades estão ficando ainda mais distantes da vida do povo de verdade (isso é mais visível no Brasil) e a imprensa tradicional está perdendo leitores. Mas quem vai mostrar a essa militância onde ela errou e ela vai ouvir? A mulher do povo de verdade já sabe onde essa militância errou, pelo menos a parte da inconveniência (porque os erros convenientes, ela ainda aceita).

15 de agosto de 2019, "Os homens e o problema Sara Próton"[28]:

As mulheres são tratadas como autoridade não só para julgar o movimento que as defende, mas também no movimento que defende o sexo oposto.

4) Eu já tinha publicado até aqui, mas...

Eu terminei o texto até aqui ontem à noite, e ontem mesmo, pouco antes, o Paulo Figueiredo comentou uma pérola: "Apoiadora do Inquérito das Fake News é Perseguida e SURTA Nas Redes Sociais - Madaleine ASCO"[29]. A Madeleine Lacsko foi mais uma das ternurinhas que seduziram os liberais e os conservadores na época dos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro, daquela safra de Rachel Sheherazade, Joice Hasselmann, Raphaela Avena e outras. Elas nunca me seduziram porque eu sou hétero, e a Madeleine Lacsko tinha alguma coisa a mais que me fez nunca ir com a cara dela, talvez ela não me pareceu interpretar bem o papel de conservadora. Então, a Madeleine fez algumas postagens no Twitter criticando o PL da Misoginia e o Twitter recebeu notificação da Advocacia-Geral da União para excluir as postagens "desinformativas", como a dela seria. Como nos conta o Igor Gadelha, do Metrópoles[30]:

O pedido de remoção foi feito pela AGU após solicitação da deputada Érika Hilton (PSol-SP), presidente da Comissão da Mulher da Câmara. Segundo o órgão, Madeleine teria usado trechos de outro projeto para criticar o PL da Misoginia.

A jornalista, por sua vez, reagiu nas redes sociais e acusou a AGU de censurá-la.

A solução "deles" para casos como este: "a Advocacia-Geral da União (AGU) enviou uma nova notificação extrajudicial à plataforma X pedindo que a empresa leve em consideração a liberdade de imprensa, de modo a não remover postagens feitas por jornalistas". Lembro que Allan dos Santos é blogueiro, Paulo Figueiredo é golpista, Olavo de Carvalho era astrólogo e guru do Bolsonaro, e por aí vai. Aqui vemos numa declaração mais óbvia, ainda assim nem tão óbvia, que qualquer profissão que passe pela universidade não significa uma competência, mas uma autorização dada pela esquerda. Não é uma autorização pelo governo de esquerda, você pode não conseguir se formar porque algum professor é esquerdopata e você é antiesquerdista ou apenas mais inteligente do que ele permite. Não é só o caso de jornalistas o de ser amestrado pra ter permissão de fazer postagem no Twitter, nós tivemos o dos médicos na panicodemia: alguns médicos já tiveram postagens bloqueadas por "desinformação" no mesmo Twitter (antes do Elon Musk) ou foram até multados pelo Poder Judiciário, porque denunciaram os males da vaChina (além de não imunizar) incluindo morte de criança e outras coisas que estão vindo à tona agora e virão nos próximos 10 anos.

Mas vocês viram este trecho em alguma postagem de rede social?

Art. 3º São formas de misoginia, entre outras:

I – a objetificação do corpo feminino, com o propósito de inferiorizar a mulher;

II – as atitudes cotidianas de discriminação contra a mulher;

III – o desprezo pela inteligência da mulher em razão do gênero;

IV – os subterfúgios, como a interrupção constante da palavra, como forma de impedir a mulher de se pronunciar;

V – a manipulação psicológica que almeja induzir a mulher a questionar seu entendimento, sua memória e até mesmo sua sanidade.

Alguns influenciadores da direita divulgaram isso como se fosse do PL da Misoginia, o PL 896/2023[31]. Mas não é, o trecho é de outro projeto de lei, o PL 4224/2024[32], da mesma autora senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), retirado de votação a pedido dela mesma, como nos esclarece uma postagem da agência Aos Fatos[33]. É curioso que a postagem da Aos Fatos é do mesmo dia em que este PL foi pro arquivo, 27 de março.

E aqui cabe uma outra coisa que eu já dizia há uns 10 anos: é verdade que os direitistas compartilham notícias falsas, vídeos adulterados e fora de contexto, etc; e também é verdade que o combate às "fake news" é um pretexto para censurar a direita e os conservadores.

Mas a coisa nova que me fez voltar aqui foi um vídeo do Don Sandro comentando este caso, mais exatamente este trecho[34]:

[04:43 a 07:46] Eu só queria fazer uma observação do seguinte. Eu não sei se eu cheguei a tocar nesse assunto, mas eu acho que eu cheguei a falar em algum vídeo meu desses últimos, sobre... a questão de que agora... eu acho que eu falei, falei, falei, acho que foi... sobre... naquele vídeo em que eu falei do... do Nikolas Ferreira e... do deputado Gayer. Agora todo mundo está dizendo que o PL é para... atacar a eles. Eles falaram lá, o Nikolas e o Gayer falaram... que isso era um atentado... à liberdade de expressão... dos políticos contrários. E agora a Madeleine Lacsko,... ela disse o seguinte: "Lembram quando eu disse que o PL da Misoginia era apenas desculpa para calar mulheres, mulheres contrárias? Está comprovado". Quer dizer, agora todo mundo tá se achando as vítimas do PL. Não, esse PL aqui é contra nós, é contra as mulheres que são contra. Não, é contra os políticos que são contra o governo. Que engraçado, né? Nunca tínhamos tocado, nunca tinham ficado contra essas coisas aí. Sempre baixaram a cabeça, deixaram aprovar tudo que foi coisa. Agora estão alvoroçados. Por quê? Eu disse já naquele vídeo lá, por que que estão alvoroçados. Porque NÓS fizemos esse assunto ganhar repercussão. Se não fosse nós, esse PL já estaria aprovado. E que história é essa, dona Madeleine, que o PL da Misoginia era a desculpa para calar mulheres? Daonde isso? Calar mulheres? Não! Esse PL é para... para calar nós, nós canais masculinistas que levantamos toda essa discussão.

Comentei lá[35]:

Oi. Na verdade, eles estão certos em dizer que o alvo desta armadilha é o grupo deles e você está certo em dizer que o alvo é os masculinistas. Porque este projeto de lei que dizem que combate o discurso de ódio contra as mulheres é uma pecinha de um projeto socialista, do qual o próprio LGBT-Feminismo é parte, que não combate exatamente os conservadores ou a burguesia, combate as pessoas mentalmente normais do povo de verdade. E o povo de verdade tem muita gente alienada que nem tem consciência das coisas que temos comentado aqui na internet, mas o cidadão típico brasileiro é, por exemplo, cristão e, no caso do homem, notoriamente heterossexual. O plano era que o cidadão alienado que acessa a internet no máximo pra se informar pelo G1 tivesse uma internet com rédeas curtas antes de descobrir o que nós pudemos fazer dentro dela, mas até o cidadão alienado e a cidadã alienada estão percebendo a trama antes da hora, mesmo vagamente.

Na parte da mobilização dos antifeministas contra o "PL da Misoginia", você errou e eu repito o que eu comentei sobre o vídeo do Fúria e Tradição que cometeu o mesmo erro: se houvesse uma mobilização dos homens antifeministas que fosse visível para o Congresso, aconteceria o contrário, porque tanto os congressistas em geral quanto o consórcio de imprensa diriam "olha lá, os 'red pill' estão com medo de serem presos, pra cima deles!". Na verdade, a coisa não foi adiante (ou não agora) porque as mulheres em geral reprovaram (as que estão atentas), talvez com a atenção na empolgação da esquerda com a aprovação por unanimidade no Senado. A Câmara dos Deputados viu elas, não nós.

Eu sei que eu sou mulher e rejeito a castidade, mas exatamente pela minha vida de prazeres eu percebo há uns 20 anos a trama que chegou a este "PL da Misoginia". Eu já dizia em 2009, 2010 que a censura socialista viria com aplausos e até a pedidos em nome de proteger as mulheres e os menores da visão do sexo e do perigo dos homens. Eu já sabia que o que bloqueava... aquilo que a mamãe não gosta de ver podia ser usado para censura político-ideológica. E a mulherzinha medíocre e fracassada não vai ser solicitada nem pra dedo-duro. Nas ditaduras socialistas do século XX, também na China até hoje, pessoas eram presas por crime de opinião denunciadas por vizinhos, colegas de trabalho e até pessoas da família. O projeto de agora é silenciar a "crimideia" via Inteligência Artificial (não só na internet), e o isolamento social da fraudemia foi um ensaio disso.

Eu escrevi mais sobre isso ontem nos meus blogues, chamo você pra visitar. Um abraço hétero.

NOTAS E REFERÊNCIAS

[01] "Motta 'enterra' PL da Misoginia em 'acordo' às portas fechadas; bolsonaristas celebram". Revista Fórum, 08 de abril de 2026. https://revistaforum.com.br/politica/motta-pl-da-misoginia-acordo

[02] "As feministas sofreram uma derrota histórica pelas nossas mãos". Fúria e Tradição, 08 de abril de 2026. https://www.youtube.com/watch?v=V5wVKMDaPYA

[03] "Aprovado por unanimidade no Senado, PL da misoginia divide Câmara". CNN Brasil, 26 de março de 2026. https://www.cnnbrasil.com.br/politica/aprovado-por-unanimidade-no-senado-pl-da-misoginia-divide-a-camara

[04] "Cavaleiro branco" é uma gíria da comunidade Red Pill e de outros grupos masculinos antifeministas, é um homem que se dispõe a defender uma mulher cegamente só por ser mulher.

[05] "Flávio diz que PL da Misoginia foi uma armadilha do PT contra ele". Poder360, 29 de março de 2026. https://www.poder360.com.br/poder-congresso/flavio-diz-que-pl-da-misoginia-foi-uma-armadilha-do-pt-contra-ele

[06] "Após votar a favor, Damares questiona equiparação da misoginia a crime de preconceito". Veja, 25 de março de 2026. https://veja.abril.com.br/politica/o-argumento-da-senadora-damares-alves-contra-a-criminalizacao-da-misoginia

[07] Falácia da Conclusão Irrelevante, ou Ignoratio Elenchi, é a apresentação de premissas cuja conclusão lógica não tem relação com aquilo que se diz demonstrar.

[08] "PL da Misoginia: Proteção ou censura?". Oeste Com Elas, Revista Oeste, 26 de março de 2026. https://www.youtube.com/watch?v=uDKUKDQANcI&t=9m3s (de 09:03 a 10:13)

[09] "Misoginia na internet: AGU pede investigação de vídeos que simulam agressões a mulheres | #SBTBrasil". SBT News, 09 de março de 2026. https://www.youtube.com/watch?v=YUHW_CRMGBc

[10] "Duda Salabert apresenta PL para criminalizar 'red pill' no Brasil". Jornal Geraes, 10 de março de 2026. https://jornalgeraes.com.br/duda-salabert-criminalizar-red-pill-brasil

[11] "PL 988/2026". Câmara dos Deputados, https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2607391

[12] "PL 6075/2025". Câmara dos Deputados, https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2590143

[13] "AGU pede à Polícia Federal que investigue responsáveis por vídeos misóginos na internet". Advocacia-Geral da União, 09 de março de 2026, atualizado em 10 de março de 2026. https://www.gov.br/agu/pt-br/comunicacao/noticias/agu-pede-a-policia-federal-que-investigue-responsaveis-por-videos-misoginos-na-internet

[14] "'Treinando caso ela diga não': AGU pede à PF investigação sobre vídeos misóginos que simulam agressões a mulheres". O Globo, 10 de março de 2026. https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/03/10/treinando-caso-ela-diga-nao-agu-pede-a-pf-investigacao-sobre-videos-misoginos-que-simulam-agressoes-a-mulheres.ghtml

[15] "Deputada Érika Hilton recebe premiação de Mulher do Ano 2025 da revista Marie Claire". Portal de Prefeitura, 07 de dezembro de 2025. https://portaldeprefeitura.com.br/brasil/deputada-erika-hilton-recebe-premiacao-de-mulher-do-ano-2025-da/610322

[16] "'Podem espernear, sou a presidenta da Comissão da Mulher', diz Erika Hilton". UOL, 12 de março de 2026. https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/03/12/podem-espernear-sou-a-presidenta-da-comissao-da-mulher-diz-erika-hilton.htm

[17] "O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 2: minha previsão do futuro do antifeminismo", 06 de dezembro de 2012, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2012/12/o-antifeminismo-sera-comandado-pelas.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2012/12/o-antifeminismo-sera-comandado-pelas_6.html

[18] "A hora de fechar a arca - parte 2", 20 de novembro de 2013, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2013/11/a-hora-de-fechar-arca-parte-2.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2013/11/a-hora-de-fechar-arca-parte-2.html

[19] "Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 2: por que isso NÃO é bom para os antifeministas", 06 de setembro de 2014, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2014/09/mulheres-contra-o-feminismo-e-o_6.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2014/09/mulheres-contra-o-feminismo-e-o_6.html

[20] "Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 4: vinte anos de silêncio", 21 de março de 2015, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2015/03/mulheres-contra-o-feminismo-e-o.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2015/03/mulheres-contra-o-feminismo-e-o.html

[21] "Por que eu acho 'O Outro Lado do Feminismo' um livro reprovável, se eu sou mulher e antifeminista (ou: o flipside ainda é o mesmo disco)", 15 de julho de 2015, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2015/07/por-que-eu-acho-outro-lado-do-feminismo.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2015/07/por-que-eu-acho-o-outro-lado-do.html

[22] "Rixas no Inferno (seja entregue a Satanás)", 21 de setembro de 2015, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2015/09/rixas-no-inferno-seja-entregue-satanas.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2015/09/rixas-no-inferno-seja-entregue-satanas.html

[23] "Depois da hora de fechar a arca, a hora de reconstruir a bagunça", 30 de março de 2017, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2017/03/depois-da-hora-de-fechar-arca-hora-de.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2017/03/depois-da-hora-de-fechar-arca-hora-de.html

[24] "O poder do debate interno do Feminismo real (Juliana Paes e Rede Globo, notas de 3 dias)", 04 de abril de 2017, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2017/04/o-poder-do-debate-interno-do-feminismo.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2017/04/o-poder-do-debate-interno-do-feminismo.html

[25] "O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 3 (ou: Antifeminismo ou morte 3): uma previsão minha de 2012", 14 de junho de 2017, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2017/06/o-antifeminismo-sera-comandado-pelas.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2017/06/o-antifeminismo-sera-comandado-pelas.html

[26] "2017 e o fim da vida normal", 21 de janeiro de 2018, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2018/01/2017-e-o-fim-da-vida-normal.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2018/01/2017-e-o-fim-da-vida-normal.html

[27] "O Feminismo já está na Quarta Onda, mas as mulheres conservadoras estão criando a quinta", 13 de fevereiro de 2019, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2019/02/o-feminismo-ja-esta-na-quarta-onda-mas.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2019/02/o-feminismo-ja-esta-na-quarta-onda-mas.html

[28] "Os homens e o problema Sara Próton", 15 de agosto de 2019, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2019/08/o-problema-sara-proton.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2019/08/o-problema-sara-proton.html

[29] "Apoiadora do Inquérito das Fake News é Perseguida e SURTA Nas Redes Sociais - Madaleine ASCO". Paulo Figueiredo Show, 22 de abril de 2026. https://www.youtube.com/watch?v=Wlxro3tsIEA

[30] "Em nova notificação, AGU pede ao X que não remova posts de jornalistas". Igor Gadelha, Metrópoles, 18 de abril de 2026. https://www.metropoles.com/colunas/igor-gadelha/em-nova-notificacao-agu-pede-ao-x-que-nao-remova-posts-de-jornalistas

[31] "Projeto de Lei n° 896, de 2023". Senado Federal, https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/156025

[32] "Projeto de Lei n° 4224, de 2024". Senado Federal, https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/166011

[33] "Trecho sobre 'formas de misoginia' não é de PL que criminaliza ódio a mulheres". Aos Fatos, 27 de março de 2026. https://www.aosfatos.org/noticias/trecho-formas-misoginia-projeto-lei

[34] "A caçada começou! Posts contra PL da Misoginia tiveram que ser retirados por ordem do sistema!" Don Sandro, 22 de abril de 2026. https://www.youtube.com/watch?v=MwKzt-dbGPQ&t=4m43s (de 04:43 a 07:46)

[35] https://www.youtube.com/watch?v=MwKzt-dbGPQ&lc=Ugx9tLh13BhXuPaf1iB4AaABAg

Texto original em português sem vídeos de putaria no A Vez das Mulheres de Verdade: "O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 4 (ou Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 7): eu expliquei antes por que o projeto de lei contra a misoginia não foi aprovado", https://avezdasmulheres.blogspot.com/2026/04/o-antifeminismo-sera-comandado-pelas.html
Texto original em português com vídeos de putaria no A Vez dos Homens que Prestam: "O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 4 (ou Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 7): eu expliquei antes por que o projeto de lei contra a misoginia não foi aprovado", https://avezdoshomens.blogspot.com/2026/04/o-antifeminismo-sera-comandado-pelas.html

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 6 (ou: Antifeminismo ou morte 4): Thaís Azevedo na Universidade Federal de Goiás, como eu previ desde 2012

Palestra "antifeminista" causa confusão em universidade federal: "Fui expulsa"

Demétrio Vecchioli

Colaboração para o UOL

07/06/2017 13h35

Reprodução/Facebook

Thais Azevedo foi expulsa de uma palestra que dava na UFG

Thais Azevedo foi expulsa de uma palestra que dava na UFG

O que era para ser uma palestra de uma militante "antifeminista" acabou se tornando uma confusão no salão nobre da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás, segunda-feira à noite, no centro de Goiânia (GO). De um lado, Thais Godoy Azevedo, professora particular de inglês em São Paulo, reclama ter sido impedida de palestrar e de ter sido agredida verbalmente. De outro, estudantes que criticam o suposto discurso de ódio da militante - que estava em Goiânia para se defender de um processo aberto contra ela por ofensas na internet.

Thais chegou a fazer um vídeo ao vivo no Facebook falando do evento, que acabou abruptamente: "Fui expulsa pelos ditos tolerantes", afirmou ela.

Ao UOL, ela deu sua versão do ocorrido. "Eu estava numa ansiedade e num nervosismo absurdos já fazia uns dias. Imagina você falando para pessoas que te odeiam", conta Thais, que, ao chegar para a palestra, encontrou o salão trancado propositalmente, diz ela, e na porta um cartaz crítico à sua palestra.

O salão havia sido reservado com bastante antecedência por um aluno, para o advogado Giuliano Miotto, membro de uma comissão da OAB de Goiânia, que por sua vez convidou Thais, uma das administradoras da página "Moça, não sou obrigada a ser feminista". O título da palestra: "Desmascarando o feminismo".

A divulgação causou polêmica na universidade e professores e coletivos solicitaram à faculdade que a palestra fosse cancelada. A proposta foi rejeitada pela diretoria. "A universidade é pública, o espaço é público, temos que garantir a liberdade de expressão. A gente pode concordar, discordar e até divergir. Mas temos que ouvir", opina Pedro Sérgio dos Santos, diretor da faculdade.

Sem terem o pedido atendido, os coletivos decidiram fazer um evento paralelo, em outra área da faculdade. "A palestra dela começou e algumas pessoas que foram lá para ouvi-la tentaram argumentar e pontuar algumas questões que ela estavam falando. Ela exteriorizou a rigidez e mandou um menino calar a boca e pediu para ele se retirar. As pessoas que estavam lá para ouvi-la não concordaram. Ela não soube conduzir a ocasião para tentar acalmar os ânimos e as pessoas que estavam lá embaixo por motivo da confusão subiram no salão nobre. E foi a partir dali que saiu do controle", opina Danielle Ribeiro, do Coletivo Pagu, grupo de extensão do Núcleo de Direitos Humanos da UFG.

Também incomodou aos coletivos o fato de Thais ter virado um painel com fotos de militantes históricas, como a própria Pagu. "Quem ia falar era eu, e eu ia fazer live no Facebook, e não queria que as pessoas tivessem que olhar para aquelas imagens", argumenta a palestrante, defendida pelo diretor da faculdade. "O espaço havia sido reservado para ela. É ela quem determina a decoração."

Com o pessoal que estava no evento paralelo subindo ao salão nobre, começou a confusão. As luzes foram desligadas, supostamente pelas militantes, o que, para o diretor, geraria insegurança para o evento. "Com as luzes apagadas, não haveria como registrar algum ato de violência", comenta, afirmando que, a partir dali, não havia como continuar com a palestra.

Acompanhada por seguranças, Thais deixou a faculdade, enquanto trocava ofensas com militantes. Nos videos postados por ela, não é possível identificar tentativa de agressão física.

Segundo o diretor, partiu da reitoria a decisão de enviar mais seguranças do que o usual para o evento, uma vez que já havia o risco de confrontamento. Para Danielle, esse confrontamento era um desejo da palestrante, que afirmou ao UOL que, após a repercussão do caso, recebeu mais de 20 convites para palestras.

Danielle Ribeiro, do Coletivo Pagu, argumenta: "Alguém que almeja um debate não fica provocando, ridicularizando quem tem pensamentos contrários. Ela provoca ódio, incita a violência. Ela não teve a intenção nenhuma de construir um debate. As pessoas que estavam com ela filmaram o tempo inteiro, mas ela só publicou o que era interesse dela, cortando quando lhe convinha. Antes de acontecer qualquer coisa ela já pediu segurança". A palestrante, por sua vez, alega que seu sinal de internet estava ruim e por isso a transmissão teve cortes.

Para a faculdade, Thais tinha o direito de palestrar sem oposição, como aconteceu com militantes com a mesma ideologia dos coletivos. "A posição institucional é que todas as pessoas têm o direito de manifestarem suas opiniões. Essas pessoas que fizeram isso (protestar) não falam em nome da instituição. Se ela fez um discurso de ódio, então quem se incomodou deverá buscar o caminho legal. Para dizer que há discurso de ódio você tem que ouvir o discurso da pessoa. Ela pode ter tido discurso de ódio na internet, mas não posso trabalhar com a presunção de crime. Aqui ela não havia falado".

Apesar de ofender as militantes femininas em diversos momentos do vídeo e de chamar um garoto de "capado", Thais acredita que não foi intolerante, como acusa seus críticos de serem. "Eu só uso as frases das feministas", diz.

"Palestra 'antifeminista' causa confusão em universidade federal: 'Fui expulsa'", UOL, 07 de junho de 2017, https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/06/07/palestra-antifeminista-causa-confusao-em-universidade-federal-fui-expulsa.htm.

MPF/GO apura expulsão de palestrante "antifeminista" da UFG

No dia 5 de junho, Thais Godoy Azevedo teria sido expulsa da universidade por estudantes contrários ao seu posicionamento em relação ao movimento feminista

14 de Junho de 2017 às 10h5

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) instaurou, na segunda-feira (12), procedimento preparatório com o objetivo de apurar ações ou omissões ilícitas da União e da Universidade Federal de Goiás (UFG) em relação à garantia da liberdade de ir e vir das pessoas que desenvolvem atividades naquela instituição de ensino.

No dia 5 de junho, Thais Godoy Azevedo, conhecida nas redes sociais por seu posicionamento "antifeminista", teria sido expulsa da UFG por estudantes contrários ao seu discurso, impedindo-a de realizar a palestra "Desmascarando o feminismo" na Faculdade de Direito da Universidade. De acordo com a imprensa, Thais teria sido escoltada por seguranças após princípio de tumulto, logo no início da palestra.

O procurador da República Ailton Benedito, responsável pelo procedimento, requisita à UFG o envio, em até dez dias, de informações acerca das providências tomadas quanto ao episódio e as medidas que serão adotadas nos próximos eventos promovidos dentro das dependências da Universidade, com a intenção de resguardar a segurança dos usuários, a cidadania, o pluralismo político e o princípio republicano.

Clique aqui e leia a íntegra da portaria que instaura o procedimento preparatório.

Assessoria de Comunicação

Ministério Público Federal em Goiás

Fones: (62) 3243-5454/3243-5266

E-mail: prgo-ascom@mpf.mp.br

Site: www.mpf.mp.br/go

Twitter: http://twitter.com/mpf_go

Facebook: /MPFederal

"MPF/GO apura expulsão de palestrante 'antifeminista' da UFG", Ministério Público Federal, 14 de junho de 2017, http://www.mpf.mp.br/go/sala-de-imprensa/noticias-go/mpf-go-apura-expulsao-de-palestrante-201cantifeminista201d-da-ufg.

Meus comentários

1) Thais Azevedo é fraquíssima, eu digo isso desde a época da primeira vez que a vi. Página dela no Facebook (https://www.facebook.com/pg/pagthais/about):

Sobre

Mulher, cristã, libertária, anti-feminista, trilíngue, preguiçosa, um amor de pessoa, armamentista, sarcástica e ciente de seu papel no mundo. Sou aquela que todos querem odiar, mas não conseguem pq sou adoravelmente chata! ;)

Informações pessoais

Mulher, filha, cristã, amiga, heterossexual, libertária, anti-feminista, feminina, trilíngue, preguiçosa, um amor de pessoa mesmo, romântica, armamentista, sarcástica, colérica, professora, tradutora, intérprete e aprendiz do anarcocapitalismo.

Luto constantemente contra o pós-modernismo e meu objetivo é desmascarar cada um de seus braços. Não sou uma poltrona para te deixar confortável, falo de coisas que não são nem agradáveis para mim, mas que são de extrema importância para todos.

Sou aquela que muitos fingem odiar, mas que não conseguem me largar! Sim, minha língua está cada dia mais afiada! ;)

Só uso a esquerda pra escrever! ;) :*

2) Eu já tinha um trabalho antifeminista na internet e só o meu primeiro perfil no Facebook é de um ano antes de sabermos da existência dela (2013).

3) Eu disse ainda em 07 de janeiro: "Senhoras ditas antifeministas conservadoras (na verdade, feministas de direita) como Suzanne Venker, Ann Coulter, Thais Azevedo, Bruna Luíza ou Ana Caroline Campagnolo só são levadas a sério porque netos cabaços de coronéis falidos e senhores genros de assassinos de aluguel têm fantasias sexuais mal resolvidas."

4) Eu disse ainda em 14 de março:

Personalidades femininas conservadoras como Tomi Lahren, Ann Coulter e, no Brasil, Rachel Sheherazade, Joice Hasselmann, Carla Zambelli, Ana Caroline Campagnolo, Thaís Azevedo, Bruna Luíza e Luana Basto ganham atenção mais pela beleza (na visão dos rapazes) do que pelas ideias. Não porque elas sejam pouco inteligentes, mas porque o Conservadorismo é pouco convidativo intelectualmente, principalmente na moral sexual. Um sinal disso é que, no Brasil, temos a vlogueira conservadora Paula Marisa, que não é menos inteligente e é até mais humorista que a maioria das vlogueiras conservadoras mais jovens, mas não tem tanta popularidade porque não é muito formosa, e é provável que quase toda a audiência masculina dela já é mais evoluída no ódio ao próprio corpo.

(...) Parece legal para muitos homens conservadores maldizer o Socialismo, associá-lo a uma degeneração moral (numa fusão e confusão de princípios morais com sexualidade mal resolvida), e tudo isso vendo uma mulher exuberante no Youtube dizendo a eles o que eles gostam de ouvir ou gostariam de acreditar. É como aceitar um jogo masoquista com uma sedutora sádica (mesmo que não seja o caso de uma sedução aqui). A sorte dos direitistas e dos conservadores é que quem apresenta o pensamento do movimento feminista sobre sexo vai desde vadias que querem andar seminuas sem ser vistas sexualmente até ativistas contra o sexo hétero que são visões do Inferno, como Andrea Dworkin. Se a dita Revolução Sexual e as atrizes pornôs feministas pró-pornografia tivessem um espaço significativo na publicidade do Feminismo da década de 2010, as "babes" conservadoras não dariam nem pro começo.

("Uma nota sobre as belas mulheres comentaristas conservadoras", no A Vez das Mulheres de Verdade e no A Vez dos Homens que Prestam)

5) Foi exatamente porque ela é mulher e não é uma Erin Pizzey ou uma Mercedes Carrera que ela conseguiu dar uma palestra em uma universidade. Se a palestra fosse da Rachel Sheherazade, talvez nem teria sido marcada.

6) Eu escrevi o meu texto de ontem já como preparação para este. O texto é "O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 3 (ou: Antifeminismo ou morte 3): uma previsão minha de 2012" e está no A Vez das Mulheres de Verdade e no A Vez dos Homens que Prestam. Depois, veio a notícia da ação do Ministério Público, uma hora depois. Mais uma confirmação.

7) Não só o UOL, a Globo também fez matéria sobre o caso ("Alunos da UFG se revoltam durante palestra com professora que critica o feminismo", G1, 07/06/2017, http://g1.globo.com/goias/noticia/alunos-da-ufg-se-revoltam-durante-palestra-com-professora-que-critica-o-feminismo-video.ghtml). Isso nos grandes portais. Porque a coisa foi vergonhosa. Não só a atitude em si, não só o que foi feito antes da palestra, a forma como isso acabou envergonhou a instituição. Talvez você não tenha entendido o que eu disse: foi a imagem pública de uma universidade que ficou mal e, em menor escala, a imagem pública de uma militância. Aqui, tivemos um caso em que feministas, incluindo homens, impediram uma mulher de falar contra o Feminismo. Se a mesma palestra fosse de um homem, poderia acabar até pior e isso não passaria na televisão. O vídeo que você vai ver na página é do Jornal Anhanguera (JA) primeira edição, da TV Anhanguera, afiliada da Rede Globo em Goiás. O jornal passa de 12:00 a 12:45, aproximadamente. Mesmo que a Rede Globo seja lesbofeminista, a direção do jornalismo sabia que não tinha escolha, é um jornal que dificilmente algum feminista universitário viu, mas trabalhador de verdade viu no intervalo do almoço.

8) Por isso, o Ministério Público também interveio em uma universidade pública: pelo vexame público. Vai ser mais seguro a direita se manifestar nas universidades nos próximos meses? Vai. Podemos ter entrado na fase em que a militância esquerdista tosca e violenta, como diriam eles, já cumpriu o seu papel histórico. Aí, os debates passam de entre esquerda radical e esquerda enrustida para entre esquerda moderada e conservadorismo caipira. E no caso do Feminismo, os debates passam para entre feminismo de esquerda moderado e feminismo conservador, o feminismo radical tosco excluído, o Ativismo de Direitos Humanos dos Homens e Meninos usado como acessório dos dois lados, a prostituição e a pornografia atacadas ou ignoradas pelos dois lados e liberdade sexual como lesbianismo e aborto do lado esquerdo versus sexo depois do casamento hétero tradicional do lado direito.

9) Mesmo assim, o portal R7, por exemplo, não publicou nada sobre o caso.

Abigail Pereira Aranha

Apêndice

"O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 3 (ou: Antifeminismo ou morte 3): uma previsão minha de 2012", 14 de junho de 2017. Disponível no A Vez das Mulheres de Verdade em http://avezdasmulheres.blogspot.com/2017/06/o-antifeminismo-sera-comandado-pelas.html e no A Vez dos Homens que Prestam em http://avezdoshomens.blogspot.com/2017/06/o-antifeminismo-sera-comandado-pelas.html.

O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 3 (ou: Antifeminismo ou morte 3): uma previsão minha de 2012

Eu escrevi em dezembro de 2012 "O antifeminismo será comandado pelas mulheres?", parte 1 e parte 2, e já escrevi no meu perfil do Facebook na época que o Feminismo não tinha com o que se preocupar no Conservadorismo. Os limites do Feminismo, eu vou escrever de memória, seriam quatro:

1) Uma resistência de homens com autoestima. Um grupo pequeno, mas visível.

2) O universo masculino que perdeu espaço na sociedade ou se colocou como vassalo do universo feminino vai obrigar as mulheres a assumirem uma posição de primazia de verdade. O homem que é chefe de família ou chefe de departamento sabe que isso é pesado.

3) A conquista pelas mulheres de cada vez mais posições de destaque vai dar a essas mulheres a oportunidade de encararem umas às outras. Vacas neuróticas e vadias manipuladoras vão descobrir como uma colega ou uma superior como elas mesmas é diferente de um homem emasculado ou um cafajeste para quem podem se oferecer sexualmente.

4) A militância feminista feminina vai incomodar ou atacar cada vez mais as mulheres que trabalham de verdade e até algumas das próprias militantes. A mulher do povo de verdade que simpatiza com o Feminismo ou a militante feminista vai perceber que viu poucos homens tão desagradáveis ou agressivos contra uma mulher quanto uma mulher feminista.

Só o caso 1 é uma reação contra o Feminismo, e eu lembro que o feminismo é a glorificação da pobreza de espírito do universo feminino. Os outros casos são o universo feminino sendo vítima, na melhor das hipóteses, da política de boa vizinhança de mulheres agradáveis com mulheres medíocres. Um homem solteiro no Brasil ou nos Estados Unidos costuma ter melhor saúde, mais dinheiro livre, mais escolaridade, mais possibilidade de emprego, mais tempo livre e mais sexo que um homem casado. Se a diferença entre homem e mulher só serve para, por exemplo, tirar vagas de trabalho do homem ou para que ele seja tratado como um leproso, um homem que tenha um relacionamento mais distante, apesar de não hostil, com as mulheres não vai só aproveitar deste relacionamento o que essas mulheres podem dar, ele pode se salvar de que elas o prejudiquem. Isso é o mais próximo do antifeminismo real. Quando mulheres criticam o Feminismo pelo mal que faz a elas mesmas, isso não é antifeminismo, nem mesmo crítica ao Feminismo. Isso é Feminismo Radical, mesmo que essa crítica produza um tratamento mais gentil das mulheres aos homens, porque a coisa toda é como garantir que os homens continuem sustentando um estilo de vida de sonhos para as mulheres. Por isso, jornais e revistas que mal publicariam uma reportagem sobre questões masculinas podem publicar uma reportagem sobre problemas de mulheres com outras mulheres no ambiente de trabalho.

Mas se nós já temos mulheres que preferem homens para chefes no trabalho ou cargos políticos, essas mesmas mulheres ainda não chegaram ao mesmo nível no relacionamento entre homens e mulheres como indivíduos humanos com, digamos, certas diferenças. Uma mulher que acredita que um chefe homem é mais amigável pode entender o mesmo tratamento amigável de um colega homem como assédio sexual. Mais: qual homem fala de sexo com uma chefe mulher? E se você é homem e é, por exemplo, um assistente administrativo de uma loja e a gerente é uma mulher boa pra c@$@£%o e fala safadezas com você, você se descontrai ou fica com mais medo ainda de dizer ou fazer besteira? E se você é a mulher, você acha que o rapaz vai se empolgar? Isso tem a ver com a nossa queda de taxa de natalidade. Você, mulher bem-sucedida profissionalmente, quer ter filhos, não acha um homem como você gostaria que não seja casado ou desinteressado do casamento. Você se aproxima de um homem solteiro que ganha menos e tem menos formação acadêmica que você, ele tem um filho com uma ex-namorada e não quer ter outro relacionamento. Você vai para um bar e volta sozinha porque nenhum homem se aproximou de você, porque você é refinada demais, porque ele tem medo de ser rejeitado ou porque ele tem medo de dar tudo certo e você denunciá-lo por estupro na semana seguinte. Tá bom, você pode não ter chegado a esse ponto, mas não estamos longe disso, e quando você vir uma mulher jovem passar por isso, você vai ver que se nenhum rapaz quer nos comer, nós não somos mulheres na prática. Ah, e eu já passei por homens me recusando quando eu estava me oferecendo, porque eles ficaram com medo.

Se uma mulher trata a heterossexualidade masculina como ofensiva, ela se nega como mulher. Se o pensamento feminista trouxe alguma liberalidade sexual, foi porque, para o movimento feminista, essa é mais uma liberdade da mulher de fazer o que ela quer. Mas o mesmo movimento feminista, quando não usa o sexo apenas para chocar a sociedade ou atacar os homens, está atacando a heterossexualidade masculina. Por exemplo, há feministas que defendem a criminalização da pornografia, a criminalização da prostituição e até a criminalização do sexo (heterossexual). Com isso, toda a diferença entre homem e mulher foi transformada em uma parafernália sem sentido. Ainda podemos ter mulheres que creem que a dignidade da mulher é a castidade, e praticam a castidade, convivendo bem com mulheres que creem que a dignidade da mulher é o lesbianismo, e praticam o lesbianismo. Mas quando elas se atacarem, será mais uma rixa interna do Feminismo Radical, onde os homens são esquecidos ou atacados. E dessa vez, a mulher não pode se colocar como antifeminista sem acreditar na liberdade sexual como liberdade também para o homem e nela mesma como indivíduo humano que inclui a heterossexualidade.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 5: uma conservadora descobriu o antifeminismo de Luana Basto depois de conhecer o meu

Abigail Pereira Aranha

Eu, 24 de abril de 2015:

Descubro, olhando o blogue De Bem Com a Verdade, a postagem "Por trás de um grande homem, existe uma grande mulher" (http://www.debemcomaverdade.com/#!Por-trás-de-um-grande-homem-existe-uma-grande-mulher/c244k/552effb90cf266495e25fdfe), de 15 de abril, escrita por Sayusa Litig (https://www.facebook.com/sayusa). Por um acaso, nos encontramos cinco dias depois (quatro dias atrás) nos comentários de uma postagem de um amigo comum:


Sayusa Litig Ou seja, está faltando coragem mesmo. Tanto para alguns homens como para algumas mulheres. Não estão capacitados para superar desafios, encarar frustrações e ainda gostam de descontar em pessoas que não tem nada há ver com seus antigos desencantos.

Se vingar nos outros é covardia e xingar todas as mulheres por causa de umas que não valem nada é no mínimo infantilidade e no máximo cafajestisse mesmo!

19 de abril às 22:04

(...) Abigail Pereira Aranha Sayusa, troque os gêneros da sua última frase, publique no próprio perfil e ganhe bloqueios das vacas loucas. (...)

20 de abril às 08:26

("O Puritano-Feminismo episódio 23: blogueira cristã se diz antifeminista, mas escreve contra os inimigos do Feminismo", http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2015/04/o-puritano-feminismo-episodio-23.html)

Eu, 16 de dezembro de 2015:

Que coisa chata! Eu vejo o Olavo de Carvalho dando as boas vindas à Sara Winter em nome da fé de que ela fará "muita coisa boa no futuro". Pode até ser verdade, mas eu devo ter dito em 2013 ou 2014 que o antifeminismo poderia receber em breve pessoas que teriam não de contribuir para a luta, mas de desfazer a contribuição que elas deram individualmente à causa inimiga. E ex-vadia e ex-militante feminista não têm passado, têm histórico. Nos comentários da postagem original, o Salomão Domingos comenta que a direita está dando preferência a ex-esquerdistas só porque eles seriam mais notórios. Isso me lembrou o que se diz que as igrejas evangélicas gostam de ex-drogados, ex-bandidos, ex-bruxos, ex-putas, ex-homossexuais.

Três horas depois, eis o ponto, eu compartilhei a postagem do Olavo e com minutos de diferença, e eu nem vi,

1) O amigo Emerson Eduardo Rodrigues me marcou na postagem do Profissão Repórter sobre a matéria com entrevista com a Lola Aronovich, e ele já meteu muita real lá logo antes;

2) O amigo Bradon Kamato comentou o meu compartilhamento lembrando a minha série "A hora de fechar a arca", de dois textos, de novembro de 2013.

O ponto que me chamou a atenção é que eu fui lembrada. Estes amigos conhecem o meu trabalho. Eu nem sou da direita, eu sou anarquista; eu não sou moça de família, eu sou a maior galinha de que eles já tiveram notícia. Mas eu sou antifeminista e antissocialista, e tenho um trabalho neste sentido, um trabalho também pelos homens que prestam. E é por isso que estes e outros amigos se lembram de mim, e por isso também que eu faço novos amigos conservadores. E o engraçado é que nenhum desses meus amigos se lembra de Ana Caroline Campagnolo ou Luana Basto quando pensa em uma mulher antifeminista. Obrigada, amigos!

(https://www.facebook.com/abigail.pereira.aranha.91/posts/725801224218088)

Página da Luana Basto, 30 de dezembro de 2015, postagem intitulada "Mulher cristã não pode ser feminista":


Sayusa Litig Está certíssima Luana Bastos!

Eu nem sabia que você existia até ver hoje, comentários de gente te recriminando por este poste...

Adorei tudo que li neste Texto perfeito!!!

Vim conhecer tua página e estou te seguindo a partir de agora!

Conte com meu apoio.

(https://www.facebook.com/LuanaaBasto/photos/a.463834657140367.1073741828.463752237148609/472626612927838/?type=3&comment_id=1659384107669382&comment_tracking=%7B%22tn%22%3A%22R%22%7D)

Moral da história: além de uma puta antifeminista, eu também sou uma puta profetisa. Quiá, quiá, quiá, quiá, quiá!

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