1) "Radialista de afiliada da Globo diz que a Bíblia é 'livrinho idiota'" (Pleno.News, 07 de abril de 2026)[1]
Nesta terça-feira (7), o jornalista José Carlos Magdalena, da rádio EP FM, afiliada da Globo em Araraquara (SP), fez ofensas à Bíblia e à religião cristã durante um programa transmitido ao vivo.
Durante a conversa, Magdalena criticou a fé cristã e questionou a validade do texto bíblico. Em vários momentos, ele utilizou palavras ofensivas para se referir à religião e ao livro sagrado dos cristãos.
– A Bíblia é um cacete, é um livrinho idiota. A religião é um demônio que infelizmente está no meio social. A religião é demoníaca – disse ele lendo a mensagem de um ouvinte que defendia a união de um homem e uma mulher.
E continuou:
– A Bíblia está errada. A Bíblia é uma bost*, se você quiser saber. Ali tem um monte de criação, cada um colocou uma coisinha a mais. Agora, se as pessoas são felizes, o Luca é feliz como ele é, eu sou feliz como eu sou, você é feliz, o que as pessoas têm a ver com isso? Tá fazendo algum mal pra você? “Ah, mas Deus”… Deus o cacete, cidadão!
Durante o programa, um dos apresentadores discorda e o alertou sobre o risco de praticar o crime de intolerância religiosa. Mesmo assim, Magdalena repetiu as críticas e manteve o tom contra a religião e disse que ela deveria ser “banida”, voltando a dizer que é “um livrinho idiota”.
– Livrinho idiota! Eu li muito! É tudo besteira isso aí! Tudo palhaçada! Tudo palhaçada! Tudo idiotice! Tudo idiotice!
O "Madalena" errou na forma e acertou no conteúdo. Inclusive eu odeio ver o quanto as religiões afrobrasileiras são tratadas como parte da nossa cultura, e nem livrinho idiota elas têm. Racista! Nazifascista! Eleitora do Bolsonaro! Isso é o que diriam alguns. Até isso tem a ver com o ponto principal.
Eu prego o Ateísmo, eu não digo que também prego o Ateísmo como vários que se dizem ateus porque há grandes diferenças, e não só na forma. Por exemplo, em vez de dizer que a Bíblia é imoral, eu mostro como a Bíblia tem uma linha moral que não é tão elevada. Mas onde, Abigail, se você até cita a Bíblia em vários textos sobre outros assuntos? É o que eu disse uma vez[2]: a Bíblia tem partes boas que não procedem do deus bíblico, mas de um património moral geral anterior ou também encontrável na mesma época fora do Cristianismo; tudo que é exclusivamente bíblico ou nuclear na Biblia é fraco, duvidoso ou às vezes perigoso. E como eu sou mulher e tenho algo pra agradar os homens que me virem cara a cara (ops, nem sempre a cara dele olhando pra minha), eu também aproveito isso pra levar o homem num caminho certo. Sim, o caminho da inteligência, do conhecimento, da dignidade, da beleza, da saúde, da alegria,... E eu também estou aqui para acabar com o falso dilema da questão sexual, ou a castidade que se vincula ao autodominio, à dignidade humana e ao bem; ou a não-castidade que se vincula ao vício, ao desequilíbrio, à doença, ao homossexualismo e ao Comunismo. Muitos pensam que eu só estou aqui pra compartilhar pornografia, defender a luxúria e pregar o Ateísmo. E eu dizia que o meu trabalho tem grandes diferenças dos trabalhos de muitos que se anunciam como ateus especialmente pelo que eu vou explicar logo a seguir, que mostra por que aqueles não são ateus de verdade.
3) O Ateísmo não é superioridade mental ou grandeza de espírito, é a consequência destas
Por que quase todos os que se dizem ateus têm linha política de esquerda e dos que se anunciam como da direita, quase todos têm, por exemplo, ideias feministas conservadoras[3]? Por que mesmo nos países decentes no século XXI, uma boa parte dos que se anunciavam como ateus voltam a professar o Cristianismo não muitos anos depois? (Não conto aqui aqueles que por alguma circunstância pessoal precisaram "voltar pro armário") Porque estes não eram ateus, eram revoltados contra o Deus cristão. Exatamente porque o Ateísmo é ideia da inexistência de deuses e a inexistência de deuses é um dado da realidade.
O Ateísmo não é a negação do deus cristão e do deus judeu, mas na observação prática, é como se fosse. Porque existe um movimento de reengenharia social que trabalha para eliminar as bases da sociedade velha, e esta sociedade velha é predominantemente cristã, geralmente católica ou protestante. Uma coisa é o Cristianismo merecer virar cinzas, e eu acredito que merece como a Igreja Católica fez com um sem-número de livros e pessoas. Outra coisa é o Cristianismo ser a única religião e o povo judeu ser o único povo que merecem ser eliminados. Aquele movimento de reengenharia social ainda não era o comunismo marxista, foi algo que veio da época da Revolução Francesa e o incluiu. Mas especialmente o comunismo marxista, ou algum movimento de esquerda que o substituiu, recebeu uma legião de anticristãos e antijudeus (pessoas que eram as duas coisas) que se anunciaram como ateus. Aquele movimento que veio da época da Revolução Francesa ajudou os verdadeiros ateus a não terem vergonha de si mesmos e a terminar com aquela era em que "ateu" era uma ofensa, e isso foi bom para a humanidade. Agora é o contrário, é a Igreja Católica Apostólica Romana e mais ainda a sua Idade Média que são associados ao analfabetismo, ao atraso e à destruição, e os cristãos com certa alfabetização formal e moral são os que se envergonham de usar este nome. Aí surgiu o agnóstico. Bom, a história que você pode achar na pesquisa deve ser um pouco diferente. Mas tivemos aquele problema, que prejudicou a reputação do Ateísmo pela associação com anticristianismo e antijudaísmo baratos.
Se a inexistência de deuses é o dado mais empírico e documentado da História da humanidade, este dado pode ser descoberto pela inteligência e pelo amor ao bem e à verdade. E este dado pode ser base de um sistema filosófico que podemos chamar de Ateísmo. E a parte moral deste sistema filosófico pode ser melhor que a grandeza moral que as religiões atribuem a si mesmas. "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" e "vence o mal com o bem" serão regras morais não porque Deus as ordenou, mas exatamente porque ele não existe. Ops, citei a Bíblia em mais um texto! Respectivamente, Lv 19: 18, que é citado por Jesus Cristo em Mt 22: 39, Mc 12: 31 e Lc 10: 27; e Rm 12: 21. Mas muitas pessoas que se professam ateias têm a mente que é o contrário disso, muitas pessoas se dizem ateias ou são visivelmente revoltadas contra Deus exatamente porque não têm a capacidade moral ou mental de serem sequer cristãs ou judias. Eu já usei uma caricatura de que muitos que se anunciam como ateus foram criados em uma cidade pequena, no caso do Brasil, descobriram na adolescência que eram homossexuais, não podiam deixar ninguém saber e criaram ódio da Igreja Católica. Oh, garota branca homofóbica! Isso leva a mais uma série de curiosidades.
Nós vemos mais notoriamente no que temos de século XXI que muitos ditos ateus saíram dos braços de Deus pra puxar a carruagem do Capeta. Eles dizem que os cristãos são contra a Ciência, mas defenderam a misteriosa picadura do vírus chinês e disseram que seguiram a Ciência, e também concordam que mulher trans é tão mulher quanto eu. Ops! Eles acreditam que quem não é mulher sou eu, porque eu não publico fotos e eu escrevo contra o Feminismo e a favor dos homens decentes. Eles dizem que o Criacionismo é pseudociência, mas creem na Teologia da Evolução, que é o Criacionismo da Bíblia Satânica e não é observável (porque cada evolução leva milhares ou milhões de anos para ser visível). Eles dizem que o Cristianismo reprime a mulher e os gays e não criticam a repressão contra estes nos países islâmicos, porque estes países querem destruir Israel e fazem terrorismo na América Anglo-Saxônica e na Europa. E por aí vai.
Um ato falho daqueles que se anunciam como ateus, que não é muito notável para os brasileiros, é que eles usam o termo "religião" como sinônimo de Cristianismo, pelo menos no sentido negativo. Quando eles atacam a religião, é apenas contra o Cristianismo. Quando eles defendem a liberdade religiosa, eles defendem todas as religiões menos o Cristianismo, geralmente defendem aquelas do Cristianismo, e também geralmente chamam aquelas religiões de culturas. Religiões afrobrasileiras são a cultura dos pobres e dos escravos negros, religiões do Leste da Ásia são cultura oriental e ciências médicas (como a acupuntura), o Hinduísmo da Índia é cultura indiana e exercício relaxante (o Yoga), até as religiões antigas da Europa são uma cultura de conexão com a Natureza que os monstros cristãos destruíram. E nisso temos um outro ato falho: o movimento de esquerda que tem o nome de Ateísmo é um movimento cultural contra a cultura ocidental.
Ah, o movimento progressista internacional contra a cultura ocidental chegou ao nível da quase criminalização de enxergar a realidade (em alguns casos, criminalização mesmo), e isso separa os ateus dos esquerdopatas anticristãos e antijudaicos, e isso chegou na área sexual. Nós vemos influenciadores da internet que se dizem ateus condenarem a homotransfobia, que na prática é condenar como criminoso quem diverge da Gaystapo[4]. Eles frequentemente tratam a homossexualidade e o homossexualismo como coisas naturais, e até defendem que uma pessoa transexual é realmente uma pessoa num corpo que não corresponde ao que esta pessoa pensa que é o seu sexo. E as mulheres ateias quase sempre são lésbicas ou bissexuais, algumas até contaram que um dos motivos por que elas se converteram ao Ateísmo é porque se descobriram como tais[5]. Mas nenhum deles parece mais heterossexual que os homens ou as mulheres que eles dizem que são presos nos grilhões da religião (cristã), mesmo quando sinalizam que são heterossexuais. Eu mesma já fui ofendida por homens e mulheres ateus depois de eles descobrirem que eu sou uma mulher hétero que nem sempre é de um homem só de cada vez.
E nisso tudo temos a refutação do escapismo dos que se dizem ateus que dizem que Ateísmo é apenas não crer em Deus, como se até isso não exigisse um grande trabalho intelectual em um país onde você tem o ensinamento de que existe um Papai do Céu. A convicção da inexistência de deuses não vem na infância (bom, nem sempre) e esta inexistência de deuses não é uma coisa sem consequências lógicas. As consequências lógicas da inexistência de deuses não são a inversão do que uma religião prega como consequências dela mesma, mas a absorção do Ateísmo pela esquerda, inclusive pela esquerda mais louca, faz a pregação do anticristianismo e do antijudaísmo ser confundida com o Ateísmo em si.
4) Este trabalho faz 20 anos hoje e sempre foi ateu
Eu não tive uma experiência traumatizante em uma igreja (talvez não tenha dado tempo e também eu nunca frequentei uma igreja ruim). Eu não briguei com a minha família cristã devota. Eu nunca fui vítima de estupro ou ato libidinoso na infância. Eu parti da conexão com a verdade, e verdades se somam. Daí eu tenho a firmeza deste trabalho de reflexão e diversão adulta que completa hoje 20 anos. Ah, e a minha defesa da licenciosidade, na teoria e na prática, não vem de eu ser uma ninfomaníaca, mas vem do mesmo uso da inteligência e da mesma busca da verdade em que eu analiso geopolítica. Sério.
[3] Uma das mais notáveis das exceções é o youtuber masculinista Don Sandro, embora ele não manifeste muito sua posição ateísta. O canal dele é www.youtube.com/@DonSandroOficial.
[4] "Gaystapo" é uma gíria velha: mistura de "gay" com "Gestapo", Geheime Staatspolizei, Polícia Secreta do Estado, a polícia secreta oficial da Alemanha Nazista. "Gaystapo" era a estrutura da época (existe até hoje) de assédio moral e judicial contra quem denuncia ou diverge do Movimento LGBT e, em menor escala, de outras pautas da esquerda recente.
1) A farsa da figura materna, o que sobrou 16 anos depois
Francis Bacon disse, frase atribuída também a Galileu Galilei, que "a verdade é filha do tempo, não da autoridade". Há um erro nesta frase, uma inversão: é a verdade, como parte da estrutura do universo, quem molda os tempos; quem é filho do tempo é, no máximo, o registro do triunfo da verdade sobre a loucura, a vaidade, a farsa e a burrice. Mas o autor acerta sobre a verdade não ser filha da autoridade no sentido de poder formal, porque a autoridade no sentido de respeitabilidade é filha da verdade, e quem tenta ser autoridade neste sentido usando a autoridade naquele outro acaba sendo destruído pela história. Quantos reis e imperadores morreram assim, como pessoas e mais ainda como vaidades! Enquanto reis e imperadores que foram coroados como eleitos por divindades viraram ruínas, às vezes na destruição por outros reis igualmente pretensiosos, algumas filosofias, ciências e tecnologias de então sobreviveram séculos ou milênios até hoje ou foram recuperadas, porque eram parcelas da verdade.
Nisso, eu me lembro de um texto que eu publiquei no Dia das Mães de 2010, "A mãe maravilhosa, uma farsa feminazista"[01]. A coincidência do dia 09 de maio como o Dia das Mães será no próximo ano, 2027, mas já vou registrar a reflexão. Começo dizendo que eu me lembro do que me disseram naquele maio de 2010. Quem dizia que mãe não tem a pureza da Virgem Maria não tinha mãe. Isso não vinha só das mulheres e dos homens lesbofeministas, também vinha dos conservadores que se diziam antifeministas. Ah, e como eu também discordava do Lesbofeminismo, nem mulher eu era (a época também era essa). E houve quem usou como argumento contra mim a minha juventude dos 19 anos e a minha desfrutabilidade na época. Hoje tenho quase o dobro da idade e mais que o dobro da experiência de vida, inclusive de vida de putaria, e o que eu disse continua de pé. As mulheres maduras com seus falsos argumentos contra o que eu dizia sumiram.
Se antes os anciões conseguiam ser vistos como encarnação da sabedoria e do conhecimento, hoje eles caíram no ridículo. Alguns são vistos como símbolos da estagnação no tempo, da ignorância compulsiva, da tagarelice venenosa inútil e da farsa; outros imitam os jovens de uma forma um tanto caricatural, porque percebem que a velhice os venceu (a velhice do passado, não a do corpo). A imagem mística do velho sábio, cujo conhecimento de uma vida supera a alfabetização e o cérebro que não tem Mal de Alzheimer, não cola mais. Eles reclamam de que não são mais levados a sério, alguns deles (vejam só) usando as modernas redes sociais. Entre esses anciões e os seus filhos mentais das gerações X[02] e Y[03], estes que deveriam ter o que ensinar àqueles com quem devem aprender, estão muitas mães.
Vejamos que hoje, quase 16 anos depois, algumas pessoas têm neste dia a idade que a mãe tinha quando eu publiquei aquele texto. Voltando outros 16 anos, chegamos a 1994. Pra nós aqui, com nossos smartphones, notebooks e desktops conectados à internet, aquele 1994, em que, no Brasil, ler a Folha de São Paulo impressa e ver o Globo Repórter na sexta-feira à noite eram coisas de gente culta, foi quase na Idade Média. Hoje, ainda temos restos daquelas gerações cuja expectativa da vida era copiar os pais e os avós, especialmente na farsa. Mas já em 1994, 16 ou 32 anos pra trás ou pra frente eram tempo em que a gente via história acontecer. E como diz a Geração Z[04], quem é de verdade sabe quem é de mentira.
16 anos depois daquele 2010, depois de eu publicar aquele texto desmistificando a figura materna, já podemos ver vídeos no YouTube sobre mães narcisistas, alguns deles falados por mulheres. Prefiro evitar a palavra "narcisista" pra não ser associada à moda, e também porque eu acho a palavra meio fofinha; prefiro chamar de "lésbica", porque tem o mesmo significado e ofende mais.
Algumas mães podem ter pensado que separando os filhos dos pais deles e difamando os pais para os filhos, estes filhos beijariam o chão que elas pisam (ou que uma mulher pisa). Aconteceu o contrário, porque a criança é ingênua, mas não odeia a verdade, e sabe que quem é do alto não precisa rebaixar ninguém.
Não vamos nos equivocar com os filhos biológicos, hereditários e mentais da Geração Silenciosa[05] na internet como se fosse ela mesma falando. Vamos nos lembrar de onde estava esta Geração Silenciosa em 2010, ou em 2005, quando os espécimes mais novos tinham 60 anos. Onde estavam as vovós sábias quando o Brasil e o mundo avançavam tecnologicamente e se atolavam sociopoliticamente no Progressismo LGBT-feminista? Muitas anciãs depreciavam a internet, o aumento da escolarização geral e o avanço da urbanização, enquanto viam como progresso as igrejas se abrindo à esquerda elegante, as tentativas de repressão contra a prostituição e a pornografia, o assistencialismo social para espertalhões, as pensões alimentícias para mulheres vigaristas, etc. Elas só não aplaudiam a censura na internet contra quem criticava o universo feminino e a esquerda recente porque elas não conheciam a internet e não sabiam quem eram os censurados. Eu destaco as mulheres porque os homens idosos ainda tendiam a deixar sustento e bens materiais para a esposa, os filhos e as mães dos filhos fora do casamento. As mulheres idosas se preocupam mais em consumir a herança do marido e dos pais enquanto pegam carona no sucesso dos filhos.
E nós vimos, nós já sabíamos, que nem toda mãe é uma mulher conservadora inserida em uma família tradicional. Os conservadores em geral pregaram contra o LGBT-Feminismo como se a própria sobrevivência da espécie humana dependesse da preservação do casamento tradicional com moralismo cristão (ou o mais perto disso que existe hoje). Mas não só a mãe solteira é uma figura juridicamente acolhida, com direito a pensão alimentícia do pai do filho; a união estável tem o valor jurídico do casamento tradicional, e requer provas processuais muito menos trabalhosas do que um homem se apresentar aos pais da moça programando o casamento; e pra completar, há conservadores que se veem na missão de pelejar para que casais LGBT não adotem crianças, porque até eles querem (os LGBT). Mas, ironicamente, enquanto o Movimento LGBTQIAPN+ (ou só TQIAPN+, porque os LGB já ficaram de saco cheio[06]) e o movimento feminista ainda pregam que a família é opressora e produz repressão sexual das mulheres, o mesmo ativismo produz repressão sexual. Um ambiente doméstico que tem regras de comportamento conservadoras envergonha um homem por parecer heterossexual. Um ambiente doméstico progressista também, mesmo que seja um casal heterossexual com seus filhos biológicos. A antiga mãe conservadora induzia nas filhas a ideia de que os homens pensavam em sexo com elas e, por isso, era desejável ter o contato menos próximo com homens e rapazes, se o ambiente não fosse reservado apenas para mulheres e garotas. A mãe progressista induz a filha a usar, se tiver a opção, o Uber para mulheres, os ônibus rosas, as academias só para mulheres, etc. Ah, e assim a revolução sexual do feminismo de esquerda ficou na lenda (pelo menos a revolução heterossexual feminina). Os progressistas também acreditam que salvar a família é curar a sociedade e o mundo, mas a cura do progressista é a doença do conservador e vice-versa.
E até hoje não sou mãe nem estou casada. Acho que eu ser uma piranha teve seu peso, mas a outra parte é que é perigoso para um homem hoje se casar ou ter um filho.
E mais uma vez, eu estive firme 16 anos sem ter o que desdizer, a não ser algum equívoco na percepção ou na expressão da verdade. E mais uma vez, eu estava lá quando algumas vozes não tinham chegado, eu continuei quando algumas vacilaram, e, por sorte pessoal, eu consegui continuar quando alguns valentes caíram ou precisaram se retirar.
2) "A mãe maravilhosa, uma farsa feminazista" (09 de maio de 2010)[07]
Hoje (9 de maio de 2010) as mulheres vão ganhar o segundo dia do ano em que vão ser exaltadas só por serem mulheres: o Dia das Mães.
Ser mãe não é atestado de maturidade. Quase sempre é o contrário. Muitas vezes a distinta engravidou com 15 ou 17 anos do primeiro namorado que arrumou porque ele um dia não quis usar camisinha ou ela engravidou mais tarde que isso pensando que a realização de uma mulher é ser mãe.
O amor de mãe é uma farsa. O pai dela era o palhaço provedor. Se o companheiro dela é um homem que presta, é um trouxa pra ser macho provedor e fazer filho. O mais provável é que o pai do filho dela seja um cafajeste, porque mulheres em geral desprezam homens que prestam (se elas se casam com um homem que presta aos 25 ou 30 anos isso não prova o contrário). Por que ela vai começar a amar alguém agora?
Filho pra mulher é investimento. É difícil uma mulher ser inteligente, mas ela quase sempre é esperta. O filho é quem vai levá-la nas costas depois de velha. A mulher pode ser analfabeta, mas quer os filhos com estudo. Porque sabe o valor da História e da Matemática? Uma pinóia, ela quer o filho com diploma pra ele conseguir um bom salário e ela pegar carona no sucesso dele. Se bem que no fim das contas, muitas vezes a distinta tira a criança da escola (ou nem põe) pra ela vender bala em sinal ou pedir esmola. Por isso que até lésbica tem filho. Por isso que quase toda mulher tem filho, quer ter filho ou sofre porque não tem filho. Porque filho pra mulher é investimento.
A mulher perde o interesse sexual pelo companheiro depois que tem um filho. Já vi uma explicação científica pra isso que eu não me lembro qual é. Mas a explicação mesmo é simples: o otário que fez a criança já está enrascado e ela já pode transar com ele quando dá vontade (umas 2 ou 3 vezes por mês).
E a gente sabe que algumas mães vivem de pensão. Conforme a pensão, dá pra não trabalhar e ficar o dia inteiro batendo pernas, conversando com piranhas e fuçando a vida dos outros. E as noites de fim de semana em gandaia dando mole pra cafajestes. A Milene Domingues, por exemplo, ganha ou ganhava 10 mil euros (mais de R$ 23.000,00) de pensão de um filho do Ronaldinho[08]. Está ganhando mais com um filho do que gente que fez faculdade. E eu nunca vi mãe que ganha pensão criar o filho direito (eu não vou dizer que não existe, mas das que eu conheço não vi nenhuma). O coitado do filho é criado largado, é mal tratado, ouve horrores sobre o pai e às vezes até fome passa. É como disse o Clodovil, as mulheres trabalham deitadas e descansam em pé[09] (sabia que até ameaçaram ele de morte por falar isso?).
E cadê as lésbicas reprimidas que se dizem feministas pra protestarem contra essa data machista? Sim, porque o que é mais machista e antigo do que dizer que a melhor coisa da vida de uma mulher é se reproduzir? Cadê o pessoal que no Dia Internacional da Mulher adora mostrar a mulher como discriminada, como vista como objeto, como a que apanha do marido pra dizer o que eu disse agora há pouco? Ah, já sei. Estão recebendo homenagem, presente e, quem tem, até visita do filho que está na cadeia.
Ah, já ia me esquecendo. Se mulher tem instinto maternal, por que os movimentos feministas defendem o aborto?
Concluindo, instinto maternal é carochinha pra inflar ego de mulherzinha. A mãe maravilhosa, divina, perfeita é mito. E o Dia dos Pais? Sabia que na Escócia o governo já proibiu cartões de Dia dos Pais pra não constranger filhos de mães solteiras e de homossexuais[10]?
Vou começar com uma hipótese que costuma causar um estranhamento, mas que filosoficamente é muito importante: reconhecer a maldade feminina não é necessariamente um ataque às mulheres.
Eu sei que a modernidade costuma tratar como um tabu a ideia de que as mulheres podem ser más, tão ou mais más quanto os homens, porque existe um pressuposto, assim, que elas seriam mais benevolentes, mais empáticas, menos violentas do que eles. E essa é uma ideia disseminada, você vai encontrar em tudo quanto é tipo de discurso, o discurso cristão, feminista, progressista, de direita, não importa. E pode parecer, assim, à primeira vista que é um elogio, nossa, olha só como as mulheres são boas, mas é aí que o problema começa de verdade.
Historicamente, nem sempre foi assim. Durante grande parte da civilização ocidental, as mulheres, assim, elas não eram necessariamente protegidas por serem mais frágeis, nem respeitadas por serem mais virtuosas, não estou dizendo isso, mas elas eram temidas. Óbvio, não por causa da força física, mas por causa de uma violência especificamente feminina que se ancora muito mais em estratégia, em dissimulação, em astúcia, é uma violência inteligente. Esse era um lugar-comum da Antiguidade, que acreditava que as mulheres eram capazes de agir, e de agir também para o mal.
Só que quando a modernidade eleva as mulheres a esses seres virtuosos por excelência, bons por natureza, esse negócio aí da ação se perde. Daí todas as suas ações passam a ser julgadas não moralmente, mas como ações influenciadas por agentes externos. Daí sim a mulher faz algo que parece mau, ou que é mau de fato, a explicação não é porque ela quis fazer assim, mas é sempre um contexto.
Num primeiro momento, isso pode parecer uma forma de proteção, mas acaba infantilizando. O efeito simbólico disso é desastroso. Porque aquela antiga figura temida, ambígua, que a literatura acabou chamando de "femme fatale", se transforma em uma vítima permanente, em uma Ofélia, que se dissolve na água das circunstâncias.
É claro que havia esperança de que essa elevação moral da mulher fosse o catalisador de grandes e profundas transformações sociais num nível quase redentor. Mas essa aposta falhou, estamos vendo que a violência continua, que esse mito perdeu a força, e agora até mesmo a violência contra a mulher virou violência de gênero, assim, bem genérico mesmo.
A conclusão é incômoda, eu sei, mas não dá mais pra virar a cara pra ela: negar a existência da maldade feminina, e transformá-las em símbolos da moral absoluta é só mais uma forma sofisticada de desarmar, de domesticar.
Como eu disse antes, eu escrevi aquele texto para desmistificar a figura materna em 2010. Ainda em 2010, eu comecei a série "O machismo foi criado pelas mulheres"[13]. Em 2012, eu comecei a série "A Sociedade dos Garotos"[14], em que eu esboço a explicação de como as mães moldam sua sociedade às suas próprias conveniências através dos próprios filhos. Pra quem não leu nenhuma das duas séries, eu antecipo que elas não são pesquisas bibliográficas. Porque eu não perderia tempo tentando achar historiadores, antropólgos, filósofos ou psicólogos dizendo sobre o universo feminino, em algum livro que não foi queimado, aquilo que só foi, entre aspas, descoberto agora quando o esgoto do LGBT-Feminismo vazou na rua e deixou um fedor horrível.
Desde o começo, um dos meus grandes objetivos foi mostrar o que é o raciocínio normal de e para um cidadão comum imerso na sua vida normal (alguns pensam que é pregar o Ateísmo e a luxúria, ou o machismo e a prostituição). A ciência organizada é a organização do conhecimento observável, e não o contrário, uma doutrina pronta apresentada por "spin doctors" que ofende quem preserva o senso comum (que, não por acaso, eles mencionam como se fosse o engano dos não-iniciados). Não existe ciência ou desenvolvimento social onde a inteligência é blasfêmia se for do cidadão comum. E no caso específico do universo feminino, sempre foi uma mistificação, inclusive da imagem materna, contra a realidade observável, porque até a aparência feminina é algo que não é a regra do universo feminino, digo isso no nível da história da humanidade. A mistificação foi exposta até por algumas mulheres quando não dava mais pra sustentar.
Eu estava na página inicial do YouTube quando o Josué Aragão tinha feito esta postagem algumas horas antes[15]:
Tenho duas filhas. Uma de 9 anos, outra de 3. Elas são o meu maior tesouro. Todo dia eu acompanho as notícias do Brasil e do mundo. É meu trabalho. Mas tem uma hora que o economista some e fica só o pai.
E em algum momento no meio disso tudo, o pai olha pra elas e fica com uma pergunta que não sai da cabeça: onde é que isso vai parar?
Entra ano, sai ano, e a coisa só piora. Nada melhora. A carga tributária não cai. O salário não acompanha os preços. E as crianças que hoje brincam no chão vão ser os contribuintes que vão pagar essa fatura amanhã… que são os nossos filhos.
Não sei se você já parou pra pensar nisso. Não apenas como cidadão, ou como eleitor… mas como pai, como mãe, como tio, como avô. Aquela criança que você ama, que hoje não sabe o que é IPCA[16], o que é dívida pública, o que é reforma tributária… um dia ela vai sentir tudo isso no bolso. E vai perguntar o que a gente fez enquanto ainda dava tempo.
Tem uma música da banda Catedral que eu ouço desde novo[17]. No final, o vocalista canta uma frase simples que nunca saiu da minha cabeça:
*"Quando o verão chegar, eu quero um mundo bem melhor pra minha filha poder brincar."*
A de 9 anos já entende algumas coisas. Às vezes ela me pergunta por que as coisas são assim no Brasil. Por que tudo é caro. Por que tem tantas pessoas morando nas ruas. Por que não temos que ficar com medo de andar a noite nas ruas. E eu preciso responder sem tirar a esperança dela, mas sem mentir também. Não sei se você já passou por uma conversa assim com uma criança. É uma das coisas mais difíceis que existe… porque você quer proteger, mas também tem que preparar pra esse mundo louco.
A de 3 ainda não sabe de nada. Só quer brincar. E eu quero que continue assim pelo maior tempo possível.
Esse peso de acompanhar o Brasil todo dia… os números, as decisões, os escândalos… sabendo que essas duas meninas vão herdar o que a gente construir ou destruir, é o que me faz continuar fazendo o que faço. Não é fácil. Tem dias que eu não quero fazer isso. Mas eu não posso desistir delas.
E aí eu te pergunto: Você olha pra uma criança que você ama e consegue não pensar no Brasil que ela vai viver? Como você lida com isso? Você ainda tem esperança?
Me conta aqui nos comentários. Quero ler cada resposta.
Sim, eu às vezes olho para uma criança e penso no futuro. Mas o que mais me preocupa é que se o futuro do Brasil for de mais pobreza econômica, moral, artística e intelectual, os nascidos em 2015 ou 2020 mal terão com o que comparar a cultura em que cresceram. Os avós, os pais e as mães geralmente também não sabem o que é dívida pública, mas não se interessam em saber, e eles votam, não raro em quem oferece benefício com o dinheiro público. E como fica a dívida pública quando cada vez mais pessoas recebem benefícios do governo? Aí entra a questão do mundo que vamos deixar pras crianças de hoje. Ainda pode ser possível salvar coisas boas do passado, como uma vida sem CBDC, mas nós mais velhos precisaremos ter decência moral e mental para encarar um contexto de mais censura político-ideológica e pobreza de espírito; e os mais jovens terão ainda mais dificuldades.
Houve um tempo em que se falava em deixar um mundo melhor para os nossos filhos. Antes, se falava em deixar os nossos filhos para um mundo velho. Agora, as pessoas mais inteligentes e de melhor caráter querem evitar que os filhos tenham de passar a vida lutando para trazer a parte boa do passado que eles conheceram de volta.
[16] IPCA: Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. É calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e mede a variação dos preços de produtos e serviços consumidos pela população, a partir de uma média ponderada de preços nas maiores cidades do Brasil.
1) O projeto de lei contra a "red pill" não foi aprovado: por que os antifeministas erraram sobre o motivo e por que isso é importante?
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo "Motta enterra PL da misoginia em acordo às portas fechadas; bolsonaristas celebram"[01]. Assim noticiou a Revista Fórum no último dia 08. Alguns antifeministas comemoraram que o projeto de lei não foi aprovado, o que é bom, mas dando o crédito disso à própria mobilização, como o Felippe do canal Fúria e Tradição disse num vídeo que "as feministas sofreram uma derrota histórica pelas nossas mãos"[02]. Errado. Se houvesse uma mobilização dos homens antifeministas que fosse visível para o Congresso, aconteceria o contrário, porque tanto os congressistas em geral quanto o consórcio de imprensa diriam "olha lá, os 'red pill' estão com medo de serem presos, pra cima deles!".
Antes disso, no Senado, o projeto da Lei Antimisoginia recebeu o sim de todos os 67 senadores presentes[03], incluídos os da direita, como foram mais notados Flávio Bolsonaro e Damares Alves. Nós que somos a favor dos direitos dos homens já notamos há anos que direita e esquerda, conservadores e progressistas anticristãos se unem no que é política contra os homens. Mas desta vez, se os cavaleiros brancos[04] pensavam que iam ser vistos como defensores das mulheres, eles ficaram feios na foto. Porque até mulheres já perceberam e expuseram a encrenca. Aí, o Flávio Bolsonaro disse que foi uma armadilha do PT contra ele[05] e a Damares Alves disse que era contra igualar criticar mulher a racismo[06].
Até no futebol muitos brasileiros que faziam "vista grossa" pros erros da Seleção Brasileira enquanto ganhava as partidas já perderam o entusiasmo, exatamente porque a má qualidade permaneceu ou piorou e as últimas taças foram de campeão em 2002 e de quarto lugar em 2014. Este 4º lugar de 2014 foi a vitória de duas derrotas, na semifinal pra Alemanha por 7 a 1 e na final do 3º lugar pra Holanda por 3 a 0. Aqui eu trago uma ilustração de como é importante não ter a burrice de "se ganhamos, é o que importa". Ah, e naquele 2014, nós começaríamos a peleja de dois anos pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff. O meio impeachment da Rainha Louca (com direitos políticos) vai fazer 10 anos. Tirando a eleição e o governo do Jair Bolsonaro, o que nós conseguimos? E se o Jair Bolsonaro não tivesse surgido pra eleição de 2018, nós teríamos de eleger o Geraldo Alkmin, o Picolé de Chuchu, o atual vice do Lula; porque antes do Bolsonaro, o extremo da direita era o antigo partido do Alkmin, o PSDB, e o Democratas, que teve a queda merecida e precisou se unir ao PSL, partido nanico também pela traição do seu presidente a Jair Bolsonaro e aos seus eleitores, no União Brasil, este hoje também com risco de acabar. Eu já dizia na época da campanha do impeachment da Dilma que a direita conservadora devia se examinar sobre por que perdeu duas eleições praquela toupeira, e, por falar no "se ganhamos, é o que importa", estes liberais e conservadores se deslumbraram com o aparente sucesso, colocaram a cabeça de volta na própria concha mental e nunca mais pensaram no assunto.
Uma ilustração da burrice liberal-conservadora apareceu no programa Oeste Com Elas que comentou, com crítica, sobre a então nova aprovação do projeto de lei no Senado. A Revista Oeste é um canal de direita e conservador. Nesta edição, as apresentadoras Adriana Reid, Paula Camacho, Marina Helena e Juliana Moreira Leite fizeram uma crítica que lesbofeministas poderiam ter feito, de que a solução não era uma "lei contra a misoginia", mas aumentar as penas para agressão ou assassinato de mulheres. Elas misturaram o discurso lesbofeminista esquerdopata com a Falácia da Conclusão Irrelevante[07], visto que do lado direito, a diferença entre aplicação das leis já existentes e a necessidade da criação de leis novas parece desconhecida; e do lado esquerdo, os que querem associar os "red pill" à violência contra mulheres, quase sempre companheiras ou ex-companheiras do agressor, são alguns dos mesmos que dizem que os "red pill" não conseguem ter uma namorada. Mas eu vou destacar uma parte do comentário da Juliana Moreira Leite[08]:
[09:03 a 10:13] O combate à violência contra a mulher é essencial, e eu falo isso, eu combato desde pequena, porque eu já tive duas grandes amigas assassinadas, tá? Minha mãe... ela fez milhões de coisas pró-mulher junto com as mães das minhas amigas assassinadas. Eu vivo essa, essa, essa coisa da... da... injustiça às mulheres, da violência desde pequena. Só que... essa proposta do jeito que está, ela, como eu disse, ela entra num... terreno subjetivo, que vai abrir simplesmente espaço pra censura, abuso de interpretação e não vai resolver o caso da violência contra a mulher. Entende? Aí vem a contradição. A direita vota a favor dessa patacoada para não parecer contra as mulheres, entende? Só que isso vai atingir no futuro... a liberdade de todos. Como foi quando a direita votou naquela lei absurda que ia botar o Léo Lins na cadeia, e inclusive vai botar nós mulheres que pensamos diferente também em perigo da manada.
A comentarista não entendeu, mas explicou bem. Ela falou um pouco da história dela, mas num Brasil com 40 ou 50 mil homicídios por ano há umas duas décadas, qual brasileiro não teve familiar ou amigo assassinado por um negro? Nazista! Lei contra negro não pode, mas contra homem tudo bem? Mas o que chamou a atenção dela, e sem isso ela seria mais uma defensora, é que a lei contra a misoginia é a abertura pra censura de "nós mulheres que pensamos diferente". Um momento: isso não tem o nome de feminista? Não, agora é o contrário. Bom, uma mulher que pensa diferente também pode ter o nome de p%£@nha. E por falar em p%£@nha e censura, eu já tive postagens com "aviso de conteúdo" no blogue SEM putaria, e o blogue SEM putaria inteiro apagado em três endereços, em 2012 no WordPress, em 2014 no Livejournal e em 2015 no Over-blog. Algumas mulheres perceberam, como a Juliana, que o LGBT-Feminismo tem projetos de censurar as mulheres que pensam diferente em vez de resolver o problema da violência contra a mulher. Outra coisa que a Juliana notou é que os direitistas conservadores às vezes se unem à esquerda em um dos seus projetos mais ardilosos em nome da proteção das mulheres. Eles fazem isso, complemento aqui, as mulheres porque elas também são feministas (de outra forma) e os homens porque pensam pela mente das mulheres feministas, tanto as conservadoras quanto, com certa restrição, as progressistas.
Antes de analisar o que realmente aconteceu, eu preciso recapitular algumas coisas que aconteceram antes.
SBT Brasil, 09 de março: "Misoginia na internet: AGU pede investigação de vídeos que simulam agressões a mulheres"[09]. Eu já achava os vídeos estranhos quando eu vi a carinha no canto inferior direito da tela.
Pra quem não conhecia, já peço desculpas por apresentar, é a deputada federal transexual Duda Salabert, pelo PDT de Minas Gerais (o meu estado). Eu que já percebi que algo cheirava mal, confirmei, mas resolvi ir mais fundo. Jornal Geraes, Ouro Preto (MG), 10 de março: "Duda Salabert apresenta PL para criminalizar 'red pill' no Brasil"[10]. Quem acreditou que este traveco ridículo teve a iniciativa sozinho? (O pior é que foi muita gente) O projeto de lei é o PL 988/2026, também da deputada Silvye Alves, pelo União Brasil de Goiás[11]. Olha só, eu estava contando rapidamente sobre o União Brasil, que pode ter um fim tão vergonhoso quanto o começo. Este projeto de lei foi apensado ao PL 6075/2025, de Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS)[12]. Portal Gov.br, 09 de março de 2026: "AGU pede à Polícia Federal que investigue responsáveis por vídeos misóginos na internet"[13]. Lead: "Postagens na rede social Tik Tok mostram série de imagens com homens simulando agressões a mulheres". "O pedido foi enviado no domingo, 8 de março, dia Internacional da Mulher". O Globo, 10 de março: "'Treinando caso ela diga não': AGU pede à PF investigação sobre vídeos misóginos que simulam agressões a mulheres"[14]. Lead: "Pedido foi enviado no Dia Internacional da Mulher e mira perfis que divulgaram na internet conteúdos em referência à recusa em relacionamentos".
E por falar em traveco ridículo, "deputada Érika Hilton recebe premiação de Mulher do Ano 2025 da revista Marie Claire"[15]. Depois, pouco depois daquele 08 de março, "'podem espernear, sou a presidenta da Comissão da Mulher', diz Erika Hilton"[16]. Quando acabar, o homem sou eu. Ou melhor, antes eu era homem porque eu atacava o Lesbofeminismo e tinha boas relações com os homens (no duplo sentido); agora, a comandante do Lesbofeminismo nacional nem é mulher. Ops! A trans representante das mulheres (se identifica como representante) processou o apresentador Ratinho por ter dito que "ela" nem é mulher. Erika Hilton e outros pensaram que o Ratinho seria cancelado e aconteceu o contrário.
A ideia por trás da campanha no consórcio de imprensa puxada pelo governo PT era, além de uma campanha repressiva contra a pílula vermelha, mais um ensaio de falsificação da realidade. Ora, não só um membro de Comissão das Mulheres deveria ser uma mulher, a Mulher do Ano também deveria ser. E se não era, quem levou a sério um prêmio Mulher do Ano dado a uma "trans" por uma grande revista da imprensa tradicional? Ou melhor: quantos brasileiros sequer souberam, ainda com divulgação nos veículos de comunicação de massa tradicionais? Será que os diretores dos veículos de comunicação de massa tradicionais e seus jornalistas mais vaidosos e mercenários pensaram que, com a união entre eles com a retaguarda esquerdista tanto na política formal quanto na militância, poderiam até convencer o cidadão comum de que um homem é mulher, e uma mulher digna de admiração, mesmo se não existisse a internet popularizada? Quantas pessoas, como eu, olham para Érika Hilton ou Duda Salabert, em uma edição de jornal da Globo ou em uma imagem da Agência Câmara de Notícias, e se perguntam "de onde saiu este traveco estranho?", mesmo que tenha a investidura de um cargo de deputado federal? E se é pra respeitar a pessoa pelo cargo, onde estava o respeito ao Jair Bolsonaro quando presidente, ou hoje ao deputado Nikolas Ferreira eleito com o triplo de votos das duas "trans" juntas? A engenharia da mentira exige um conhecimento da verdade e um conhecimento de para quem a mentira será contada, mas a comunhão com o mal leva à burrice e à loucura. E no caso recente de vários países como o Brasil, colocar a militância do LGBT-Feminismo, do antibranquismo e de outras frentes do movimento comunista falando nos maiores veículos da imprensa velha, nos maiores produtores de artes e entretenimentos, nas maiores universidades do país ou nos cargos políticos nacionais não é suficiente para promover a causa, e às vezes faz o efeito contrário; porque não são os cargos e os palcos o que eleva estas pessoas, são, notoriamente, a mediocridade e coisas piores destes militantes que rebaixam o cargo ou a posição de visibilidade onde eles estão.
E tudo isso tem a ver com por que o projeto de lei pra defender as mulheres do discurso de ódio foi rejeitado, inclusive reprovado por muitas mulheres do povo de verdade.
Bom, o que eu vou fazer é compilar, em ordem cronológica, o que eu disse anos atrás que explica o que aconteceu há poucas semanas.
06 de dezembro de 2012, "O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 2: minha previsão do futuro do antifeminismo"[17]:
Se as mulheres forem a maioria nas universidades, no meio científico, na política, nos altos escalões, e essa maioria for cada vez maior, a oposição feminina ao feminismo vai ter a importância que a Igreja Católica teve na ciência da Idade Média ou o Islamismo na ciência do Oriente Médio: o que fizerem vai ser em si mesmo quase ridículo, mas vai ser quase tudo de decente feito pelas únicas pessoas que têm direito de existir e poder para fazer alguma coisa. As mulheres numa fase avançada do feminismo vão ser vítimas da máquina feminista, das leis feministas, de si mesmas ou umas das outras. Ou, com um pouco mais de juízo, podem se antecipar a isto e fazerem as suas mudanças pessoais e tentar melhorar um pouco o mundo. Num futuro próximo, podemos ter a maioria dos homens ouvindo falar de antifeminismo ou de direitos dos homens pela primeira vez através de uma mulher.
20 de novembro de 2013, "A hora de fechar a arca - parte 2"[18]:
As mulheres tradicionais perderam lugar na sociedade. As feministas estão investindo contra a igreja e contra o que as mulheres tradicionais entendem como padrões e como ser mulher. As mulheres tradicionais mais inteligentes estão vendo o mundo como conhecem virar ruínas, e as que podem falam disso. Elas podem ser mais visíveis que os próprios masculinistas exatamente porque a "emancipação feminina" deu a elas posições para isso (colunistas de grandes jornais e revistas, por exemplo). Mas em geral são provincianas falando alguma verdade ou senhoras amantes do passado tentando salvar a própria pele.
06 de setembro de 2014, "Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 2: por que isso NÃO é bom para os antifeministas"[19]:
Mas todas as mulheres da mediocridade para baixo são representadas pelo Feminismo, porque o Feminismo é, no mínimo do que as próprias feministas dizem, uma união de mulheres. Se uma mulher que nós conhecemos pessoalmente é sexofóbica, irritadiça, autoritária em casa, interesseira, antiética, estúpida, é isso que um movimento de milhares de mulheres como ela vai ser.
(...) Mesmo que as mulheres como grupo não devam nada ao Feminismo, as mulheres medíocres ou abaixo da mediocridade ganharam vantagens, privilégios e até impunidades por causa do Feminismo.
(...) O Feminismo é pior do que a falta de padrões morais, estéticos, intelectuais e comportamentais para as mulheres: é tornar elas próprias o padrão para si mesmas e toda a sociedade.
(...) Pelo menos algumas mulheres estão contra o Feminismo exatamente porque ele está destruindo o Ginocentrismo. Mas eu não disse que o Feminismo é Ginocentrismo organizado e formalizado? Sim, e foi exatamente por esse Ginocentrismo não ter sido denunciado que ele conseguiu durar tanto, e é exatamente essa exposição do Ginocentrismo que vai acabar com ele. Rapaz, já imaginou você viajando semanas num navio de carga tenebroso, com risco de afundar ou de ser assaltado por piratas, descarregando sacos de 50 kg na cabeça, fazendo uma economia acontecer e qualquer vaca sem destaque não olhar para você com simpatia porque ela se sente honrada demais para isso? Ou pior: ela se sentir honrada porque não olha para você com simpatia. (...) E em uma empresa comum, os homens ainda podem ouvir piadinhas femistas, como querem as feministas, ou serem repreendidos por chefes só por tentarem conversar com uma colega. Com isso, fica mais difícil os homens amarem as mulheres e levarem nas costas uma sociedade cada vez melhor para as mulheres e pior para eles mesmos.
21 de março de 2015, "Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 4: vinte anos de silêncio"[20]:
Se toda a diferença entre a mulher cristã tradicional e a geração perversa é alguns cacoetes, uma antissexualidade neurótica e um discurso em que ela própria mal acredita, ela vai ser descartada no médio prazo pelo próprio movimento socialista.
(...) Mulheres Contra o Feminismo não são Mulheres Ativistas pelos Direitos dos Homens. Elas são contra o Feminismo também porque esse está transformando em vergonha ser homem e honesto e fazendo as mulheres vítimas umas das outras como poucas eram dos piores homens. (...) As Mulheres Contra o Feminismo querem voltar à década de 90, quando tinham o bom do "machismo" e o bom do Feminismo. Se não fosse a liberdade que o próprio universo feminino se dá de mostrar o seu pior, as mulheres tradicionalistas antifeministas seriam ainda mais desprezadas. E elas podem ter chegado tarde: o Feminismo pode estar dispensando as mulheres como o Socialismo fez com os proletários.
15 de julho de 2015, "Por que eu acho 'O Outro Lado do Feminismo' um livro reprovável, se eu sou mulher e antifeminista (ou: o flipside ainda é o mesmo disco)"[21]:
Entender o Feminismo como a exaltação do universo feminino, em especial a pior parte dele, como o cânon de toda a sociedade pode ser a única compreensão que faz sentido e que possibilita aos antifeministas alguma ação eficaz.
Na década de 2000, a militância feminista-socialista e uma legião de manginas (lembrando: mangina é um homem que defende tudo que uma mulher faz só porque ela é mulher) se tornaram mais visíveis na classe política, nas universidades, na imprensa, no meio empresarial, nos altos escalões do serviço público e das empresas privadas e até nas igrejas cristãs tradicionais. E mostraram as porcarias de que são capazes de pensar, dizer e fazer. (...) Então, cada vez mais pessoas comuns com raciocínio normal puderam mostrar o universo feminino e o rumo para onde os feministas estavam nos levando apenas mostrando observações do mundo real e matérias da própria "mainstream media". (...) O antifeminismo não cresceu parecendo coisa de gente lúcida porque os cristãos tradicionalistas "libertarians" conseguiram vender os anos 30 com uma imagem de comercial de margarina, o antifeminismo cresceu principalmente porque o Lesbossocialismo demonstrou que conseguia ser pior.
21 de setembro de 2015, "Rixas no Inferno (seja entregue a Satanás)"[22]:
Ser uma mulher contra o Feminismo nem sempre é ser uma mulher defensora dos direitos dos homens. O antifeminismo feminino é, quase sempre, o feminismo conservador, portanto não é uma preocupação com os homens honestos, mas com o mal que o feminismo esquerdista está trazendo às mulheres. Como os homens heterossexuais de caráter foram desumanizados, uma denúncia da porcaria será melhor ouvida se vier de mulheres, inclusive feministas "moderadas".
30 de março de 2017, "Depois da hora de fechar a arca, a hora de reconstruir a bagunça"[23]:
Por que temos cada vez mais mulheres antifeministas e mulheres feministas criticando a militância? Porque o movimento feminista como se fez conhecer está deixando de ser vantajoso para o universo feminino. Primeiro, porque está criando uma sociedade onde o homem honesto típico tem cada vez menos a ganhar com vida honesta enquanto as mulheres têm cada vez mais vantagens só por terem a genitália. Segundo, não só o movimento feminista, o universo feminino em geral prova que o que é bom para a mulher não beneficia em nada ao homem, isso quando não o prejudica (...). Terceiro, agora ficou claro que o movimento feminista tem uma vida própria, vida própria independente inclusive dos problemas reais e imaginários das mulheres. Antes que o feminismo esquerdista ganhasse força suficiente para mostrar o que é, quase todas as críticas femininas à militância feminista eram questionamentos de militantes moderadas ou fofocas de analfabetas do interior. Mas ainda é fácil uma mulher questionar o LGBT-Feminismo sem ver os homens como pessoas. Essa mulher pode ser até antifeminista, mas não porque o Feminismo é mau, principalmente contra os homens, é porque o Feminismo não atende os interesses (no duplo sentido) das mulheres. Quando essa mulher é conservadora, ela critica o feminismo de esquerda porque acredita que o Conservadorismo é o verdadeiro feminismo.
04 de abril de 2017, "O poder do debate interno do Feminismo real (Juliana Paes e Rede Globo, notas de 3 dias)"[24]:
O Feminismo não só é a elevação do universo feminino como instância máxima da vida social, ele também pratica e pressupõe o desprezo ao universo masculino. Mas não é só o movimento feminista que faz isso. Até blogueiros, vlogueiros, escritores e jornalistas conservadores dedicados ao antissocialismo e ao antifeminismo absorvem isso. Quase todas as críticas deles ao Feminismo são que o movimento feminista não atende os interesses das MULHERES, se afasta das questões reais das vidas das MULHERES e até ataca verbalmente ou fisicamente MULHERES que questionam as ideias do movimento. Eles não pensam no HOMEM que tem medo de dar um bom dia pra uma mulher e ganhar uma queixa na polícia ou uma advertência do chefe, ou de fazer um bom sexo com uma mulher, achando que foi tudo bom, e ser acusado de estupro seis meses depois pela reles palavra da mulher. Pior que ver as atrocidades do feminismo mais maluco é ver que, também pela burrice e falta de imaginação dos conservadores, a maior oposição ao feminismo que usa calça branca sem calcinha na menstruação é o feminismo que usa batom vermelho e vestido decotado. Ver que até quando não pode deixar de falar das atrocidades do feminismo radical, a sociedade está dentro do debate interno do movimento.
14 de junho de 2017, "O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 3 (ou: Antifeminismo ou morte 3): uma previsão minha de 2012"[25]:
Quando mulheres criticam o Feminismo pelo mal que faz a elas mesmas, isso não é antifeminismo, nem mesmo crítica ao Feminismo. Isso é Feminismo Radical, mesmo que essa crítica produza um tratamento mais gentil das mulheres aos homens, porque a coisa toda é como garantir que os homens continuem sustentando um estilo de vida de sonhos para as mulheres.
21 de janeiro de 2018, "2017 e o fim da vida normal"[26]:
Cada vez mais pessoas terão de ter o que antes era um heroísmo bíblico só para ter o que antes seria uma vida normal. Por sinal, o movimento socialista existe para recriar a vida normal. Se esse movimento atuar contra os interesses reais do povo de verdade, e se ele cresce, cada vez mais pessoas vão perceber que ou se posicionam contra ele, ou vão ser prejudicadas. Se eu tenho interesse em ter companheirismo e sexo com os rapazes e um movimento que diz representar as mulheres trata o homem como praga, o sexo como estupro e o contato de um homem com uma mulher quase como crime, não adianta eu ser boazinha e me divertir no sexo grupal com os amigos homens e homens desconhecidos (eu não faço isso, não com desconhecidos). Se estivermos em uma comunidade onde uma mulher comum pode acusar um homem de assédio sexual ou estupro meses ou anos depois sem precisar provar nada, eu não posso ser uma mulher comum. Se eu for uma mulher típica, eu posso me atirar pelada em cima de um rapaz, ele não vai me comer, por medo de mim ou até por raiva do universo feminino. Se eu não puder consertar a porcaria, eu tenho pelo menos de ter uma posição pública contra ela. A comunidade vai se dividir em ativistas a favor do que está aí, ativistas contra, pessoas omissas que na prática estão no grupo a favor e pessoas que ainda não se deram conta do tamanho da encrenca. Esse último grupo está cada vez menor, quem não foi destruído vai para um dos outros três. O que antes era uma vida normal, de quem os marxistas chamavam de alienados, está acabando.
13 de fevereiro de 2019, "O Feminismo já está na Quarta Onda, mas as mulheres conservadoras estão criando a quinta"[27]:
Mesmo que o antifeminismo feminino conservador seja um debate interno do Feminismo como eu tenho dito, isso ainda significa que a militância do feminismo de esquerda já aborreceu as mulheres que diz representar. Dá pra ficar pior pras mulheres e pros homens, mas não é produtivo deixar essa turma fazer mais besteiras. Por sinal, elas mal conseguem conversar umas com as outras. Vimos aqui o feminismo lésbico contra o feminismo trans. Já tivemos o feminismo negro contra o feminismo branco. Mesmo que as universidades e a imprensa tradicional levem esse movimento a sério, as universidades estão ficando ainda mais distantes da vida do povo de verdade (isso é mais visível no Brasil) e a imprensa tradicional está perdendo leitores. Mas quem vai mostrar a essa militância onde ela errou e ela vai ouvir? A mulher do povo de verdade já sabe onde essa militância errou, pelo menos a parte da inconveniência (porque os erros convenientes, ela ainda aceita).
15 de agosto de 2019, "Os homens e o problema Sara Próton"[28]:
As mulheres são tratadas como autoridade não só para julgar o movimento que as defende, mas também no movimento que defende o sexo oposto.
Eu terminei o texto até aqui ontem à noite, e ontem mesmo, pouco antes, o Paulo Figueiredo comentou uma pérola: "Apoiadora do Inquérito das Fake News é Perseguida e SURTA Nas Redes Sociais - Madaleine ASCO"[29]. A Madeleine Lacsko foi mais uma das ternurinhas que seduziram os liberais e os conservadores na época dos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro, daquela safra de Rachel Sheherazade, Joice Hasselmann, Raphaela Avena e outras. Elas nunca me seduziram porque eu sou hétero, e a Madeleine Lacsko tinha alguma coisa a mais que me fez nunca ir com a cara dela, talvez ela não me pareceu interpretar bem o papel de conservadora. Então, a Madeleine fez algumas postagens no Twitter criticando o PL da Misoginia e o Twitter recebeu notificação da Advocacia-Geral da União para excluir as postagens "desinformativas", como a dela seria. Como nos conta o Igor Gadelha, do Metrópoles[30]:
O pedido de remoção foi feito pela AGU após solicitação da deputada Érika Hilton (PSol-SP), presidente da Comissão da Mulher da Câmara. Segundo o órgão, Madeleine teria usado trechos de outro projeto para criticar o PL da Misoginia.
A jornalista, por sua vez, reagiu nas redes sociais e acusou a AGU de censurá-la.
A solução "deles" para casos como este: "a Advocacia-Geral da União (AGU) enviou uma nova notificação extrajudicial à plataforma X pedindo que a empresa leve em consideração a liberdade de imprensa, de modo a não remover postagens feitas por jornalistas". Lembro que Allan dos Santos é blogueiro, Paulo Figueiredo é golpista, Olavo de Carvalho era astrólogo e guru do Bolsonaro, e por aí vai. Aqui vemos numa declaração mais óbvia, ainda assim nem tão óbvia, que qualquer profissão que passe pela universidade não significa uma competência, mas uma autorização dada pela esquerda. Não é uma autorização pelo governo de esquerda, você pode não conseguir se formar porque algum professor é esquerdopata e você é antiesquerdista ou apenas mais inteligente do que ele permite. Não é só o caso de jornalistas o de ser amestrado pra ter permissão de fazer postagem no Twitter, nós tivemos o dos médicos na panicodemia: alguns médicos já tiveram postagens bloqueadas por "desinformação" no mesmo Twitter (antes do Elon Musk) ou foram até multados pelo Poder Judiciário, porque denunciaram os males da vaChina (além de não imunizar) incluindo morte de criança e outras coisas que estão vindo à tona agora e virão nos próximos 10 anos.
Mas vocês viram este trecho em alguma postagem de rede social?
Art. 3º São formas de misoginia, entre outras:
I – a objetificação do corpo feminino, com o propósito de inferiorizar a mulher;
II – as atitudes cotidianas de discriminação contra a mulher;
III – o desprezo pela inteligência da mulher em razão do gênero;
IV – os subterfúgios, como a interrupção constante da palavra, como forma de impedir a mulher de se pronunciar;
V – a manipulação psicológica que almeja induzir a mulher a questionar seu entendimento, sua memória e até mesmo sua sanidade.
Alguns influenciadores da direita divulgaram isso como se fosse do PL da Misoginia, o PL 896/2023[31]. Mas não é, o trecho é de outro projeto de lei, o PL 4224/2024[32], da mesma autora senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), retirado de votação a pedido dela mesma, como nos esclarece uma postagem da agência Aos Fatos[33]. É curioso que a postagem da Aos Fatos é do mesmo dia em que este PL foi pro arquivo, 27 de março.
E aqui cabe uma outra coisa que eu já dizia há uns 10 anos: é verdade que os direitistas compartilham notícias falsas, vídeos adulterados e fora de contexto, etc; e também é verdade que o combate às "fake news" é um pretexto para censurar a direita e os conservadores.
Mas a coisa nova que me fez voltar aqui foi um vídeo do Don Sandro comentando este caso, mais exatamente este trecho[34]:
[04:43 a 07:46] Eu só queria fazer uma observação do seguinte. Eu não sei se eu cheguei a tocar nesse assunto, mas eu acho que eu cheguei a falar em algum vídeo meu desses últimos, sobre... a questão de que agora... eu acho que eu falei, falei, falei, acho que foi... sobre... naquele vídeo em que eu falei do... do Nikolas Ferreira e... do deputado Gayer. Agora todo mundo está dizendo que o PL é para... atacar a eles. Eles falaram lá, o Nikolas e o Gayer falaram... que isso era um atentado... à liberdade de expressão... dos políticos contrários. E agora a Madeleine Lacsko,... ela disse o seguinte: "Lembram quando eu disse que o PL da Misoginia era apenas desculpa para calar mulheres, mulheres contrárias? Está comprovado". Quer dizer, agora todo mundo tá se achando as vítimas do PL. Não, esse PL aqui é contra nós, é contra as mulheres que são contra. Não, é contra os políticos que são contra o governo. Que engraçado, né? Nunca tínhamos tocado, nunca tinham ficado contra essas coisas aí. Sempre baixaram a cabeça, deixaram aprovar tudo que foi coisa. Agora estão alvoroçados. Por quê? Eu disse já naquele vídeo lá, por que que estão alvoroçados. Porque NÓS fizemos esse assunto ganhar repercussão. Se não fosse nós, esse PL já estaria aprovado. E que história é essa, dona Madeleine, que o PL da Misoginia era a desculpa para calar mulheres? Daonde isso? Calar mulheres? Não! Esse PL é para... para calar nós, nós canais masculinistas que levantamos toda essa discussão.
Oi. Na verdade, eles estão certos em dizer que o alvo desta armadilha é o grupo deles e você está certo em dizer que o alvo é os masculinistas. Porque este projeto de lei que dizem que combate o discurso de ódio contra as mulheres é uma pecinha de um projeto socialista, do qual o próprio LGBT-Feminismo é parte, que não combate exatamente os conservadores ou a burguesia, combate as pessoas mentalmente normais do povo de verdade. E o povo de verdade tem muita gente alienada que nem tem consciência das coisas que temos comentado aqui na internet, mas o cidadão típico brasileiro é, por exemplo, cristão e, no caso do homem, notoriamente heterossexual. O plano era que o cidadão alienado que acessa a internet no máximo pra se informar pelo G1 tivesse uma internet com rédeas curtas antes de descobrir o que nós pudemos fazer dentro dela, mas até o cidadão alienado e a cidadã alienada estão percebendo a trama antes da hora, mesmo vagamente.
Na parte da mobilização dos antifeministas contra o "PL da Misoginia", você errou e eu repito o que eu comentei sobre o vídeo do Fúria e Tradição que cometeu o mesmo erro: se houvesse uma mobilização dos homens antifeministas que fosse visível para o Congresso, aconteceria o contrário, porque tanto os congressistas em geral quanto o consórcio de imprensa diriam "olha lá, os 'red pill' estão com medo de serem presos, pra cima deles!". Na verdade, a coisa não foi adiante (ou não agora) porque as mulheres em geral reprovaram (as que estão atentas), talvez com a atenção na empolgação da esquerda com a aprovação por unanimidade no Senado. A Câmara dos Deputados viu elas, não nós.
Eu sei que eu sou mulher e rejeito a castidade, mas exatamente pela minha vida de prazeres eu percebo há uns 20 anos a trama que chegou a este "PL da Misoginia". Eu já dizia em 2009, 2010 que a censura socialista viria com aplausos e até a pedidos em nome de proteger as mulheres e os menores da visão do sexo e do perigo dos homens. Eu já sabia que o que bloqueava... aquilo que a mamãe não gosta de ver podia ser usado para censura político-ideológica. E a mulherzinha medíocre e fracassada não vai ser solicitada nem pra dedo-duro. Nas ditaduras socialistas do século XX, também na China até hoje, pessoas eram presas por crime de opinião denunciadas por vizinhos, colegas de trabalho e até pessoas da família. O projeto de agora é silenciar a "crimideia" via Inteligência Artificial (não só na internet), e o isolamento social da fraudemia foi um ensaio disso.
Eu escrevi mais sobre isso ontem nos meus blogues, chamo você pra visitar. Um abraço hétero.
[04] "Cavaleiro branco" é uma gíria da comunidade Red Pill e de outros grupos masculinos antifeministas, é um homem que se dispõe a defender uma mulher cegamente só por ser mulher.
[07] Falácia da Conclusão Irrelevante, ou Ignoratio Elenchi, é a apresentação de premissas cuja conclusão lógica não tem relação com aquilo que se diz demonstrar.
[29] "Apoiadora do Inquérito das Fake News é Perseguida e SURTA Nas Redes Sociais - Madaleine ASCO". Paulo Figueiredo Show, 22 de abril de 2026. https://www.youtube.com/watch?v=Wlxro3tsIEA
Texto original em português sem vídeos de putaria no A Vez das Mulheres de Verdade: "O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 4 (ou Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 7): eu expliquei antes por que o projeto de lei contra a misoginia não foi aprovado", https://avezdasmulheres.blogspot.com/2026/04/o-antifeminismo-sera-comandado-pelas.html
Texto original em português com vídeos de putaria no A Vez dos Homens que Prestam: "O antifeminismo será comandado pelas mulheres? - parte 4 (ou Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 7): eu expliquei antes por que o projeto de lei contra a misoginia não foi aprovado", https://avezdoshomens.blogspot.com/2026/04/o-antifeminismo-sera-comandado-pelas.html