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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Por que eu acho "O Outro Lado do Feminismo" um livro reprovável, se eu sou mulher e antifeminista (ou: o flipside ainda é o mesmo disco)

Abigail Pereira Aranha

Nota 1: anteontem, eu publiquei trechos de uma discussão na página Mulheres Contra o Feminismo, que está usando a foto da capa do livro como foto de perfil. Mera coincidência. Eu já estava com esse texto em mente meses antes. O caso só confirma o que eu já ia dizer.

Nota 2: 15 de julho é o Dia do Homem no Brasil. Este texto também é para os rapazes.

Parte 1: o livro

Já temos uma tradução para o português do livro "The Flipside Of Feminism: What Conservative Women Know - And Men Can't Say", de Phyllis Schlafly e Suzanne Venker. O título da tradução é "O Outro Lado do Feminismo", já é um mau começo (eu ainda vou explicar melhor). Phyllis Schlafly já escreve contra o Feminismo há um bom tempo, ela tem, por exemplo, o artigo "What’s Wrong with 'Equal Rights' for Women?", de 1972 (que pode ser visto em http://genius.com/Phyllis-schlafly-whats-wrong-with-equal-rights-for-women-annotated). O livro também conta que Phyllis teve um certo sucesso na vida e que isso prova que a mulher não é impedida de ser bem sucedida se ela se esforçar para isso. As autoras estão certas, mas pela metade. Se uma mulher talentosa e com cara de gente normal procurasse o sucesso e o reconhecimento com trabalho honesto na década de 60, a tendência no Ocidente era que ela conseguisse, como Phyllis conseguiu. Mas na mesma época, várias lésbicas descompensadas ou intelectualmente medíocres conseguiram um reconhecimento comparável exatamente por viver de militância no Feminismo disfarçada de trabalhos produtivos como o de professora universitária. Hoje, Phyllis Schlafly e Suzanne Venker conseguem ter menos celebridade como escritoras do que uma legião de mulheres colunistas de jornal intelectualmente medíocres, algumas das quais defendem o LGBT-Feminismo ocasionalmente quando não estão dissertando sobre amenidades, fofocas de celebridades, beleza, etc. Pareceu que eu me dispersei, né? Primeiro, havia espaço para Phyllis Schlafly ganhar a vida pelos próprios méritos e para outras mulheres menos talentosas de lá até hoje ganharem a vida com uma militância insana e parasita que ela viu nascer. Na década de 2010, esta militância está espalhada pela imprensa e pela vida cultural do país dela (e do Brasil e de outros países) e tirou gente como ela de lá. Ainda parece confuso? Vou repetir um trecho de um dos meus próprios escritos:

As mulheres devem o Feminismo aos seus direitos no Ocidente desenvolvido, e não vice-versa. Eu disse isso em março de 2013 e continuo dizendo. Mas todas as mulheres da mediocridade para baixo são representadas pelo Feminismo, porque o Feminismo é, no mínimo do que as próprias feministas dizem, uma união de mulheres. (...)

Quando eu disse que uma mulher é representada pelo Feminismo, não disse que uma mulher típica é simbolizada pela lésbica psicopata mal encarada que é a típica militante. O Feminismo é pior do que a falta de padrões morais, estéticos, intelectuais e comportamentais para as mulheres: é tornar elas próprias o padrão para si mesmas e toda a sociedade.

("Mulheres Contra o Feminismo e o Feminismo contra elas - parte 2: por que isso NÃO é bom para os antifeministas", 06 de setembro de 2014, http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2014/09/mulheres-contra-o-feminismo-e-o_6.html)

Querido leitor, posso pedir para você aceitar aquela minha definição do Feminismo? Por quê? Não há um pacote de princípios e de metas que possa definir o Feminismo ao longo de toda a sua história. Já houve um tempo em que as mulheres feministas eram contra o aborto, contra o voto feminino e contra o lesbianismo, por exemplo. Qualquer kit de ideias que nós possamos pensar, como "feministas defendem o aborto, o lesbianismo, só mulheres em cargos políticos" não é consenso nem entre as feministas militantes atuais. Então, entender o Feminismo como a exaltação do universo feminino, em especial a pior parte dele, como o cânon de toda a sociedade pode ser a única compreensão que faz sentido e que possibilita aos antifeministas alguma ação eficaz.

Agora, volto ao livro. Bom, vou citar um trecho de um artigo sobre o lançamento dele, "5 Ways Feminism Has Ruined America", publicado em 04 de março de 2011 no blogue Washington Whispers:

Do livro e da nossa entrevista recente, Whispers puxou esta lista:

Cinco Formas Como o Feminismo Arruinou os Estados Unidos

1. Ele fere o casamento. As mulheres querem esperar para poderem ter suas identidades mais tempo e os homens estão encontrando sexo fácil, tirando uma grande razão para o casamento.

Pausa para um palavrão cabeludo. Se isso fosse verdade, o Feminismo seria uma benção. Continuando.

2. Enfraquece a criação dos filhos. Mais crianças estão nas creches onde a disciplina é frouxa, resultando em uma "epidemia" de más crianças, obesidade infantil e "bullying".

3. Armadilha das duas rendas. Com tanto o marido quanto a esposa trabalhando, é difícil viver sem os confortos da vida.

4. Enfraquece os esportes universitários. O Título IX encerrou muitos esportes apenas para homens em algumas faculdades.

5. Emascula os homens. É melhor ser um covarde que falar com firmeza e encarar acusação de assédio ou machismo.

(http://www.usnews.com/news/blogs/washington-whispers/2011/03/04/5-ways-feminism-has-ruined-america)

Ah, e "flip side", de acordo com o Merriam-Webster, é:

1: o lado de um disco que tem uma música que não é tão popular e bem conhecida quanto a outra no outro lado

2: a parte ou o resultado mau ou desagradável de alguma coisa

(http://www.merriam-webster.com/dictionary/flipside)

Então, eu traduziria o título "The Flipside Of Feminism: What Conservative Women Know - And Men Can't Say" como "O lado mau do Feminismo: o que as mulheres conservadoras sabem - e os homens não podem dizer". "O outro lado" já foi uma pisada em ovos.

O livro "The Flipside Of Feminism" em particular (eu vi uma prévia da tradução para o português e outra do original) foi escrito com a linha principal de mostrar como o Feminismo fez mal À MULHER. Acho que agora você vai entender por que eu dei aquele conceito esquisito de Feminismo: este livro é feminista. Considerando a vida do homem honesto pobre e as agressões à dignidade dos homens, que eu já percebia no mundo real e no mundo virtual, mostrar os males do Feminismo em função do que aconteceu ÀS MULHERES que se beneficiaram dele me deu vontade de vomitar. A diferença entre o antifeminismo de Phyllis Schlafly e Suzanne Venker e o Feminismo que elas condenam é tão secundária na teoria e imperceptível na prática quanto as diferenças entre uma facção moderada e uma radical quaisquer do próprio feminismo militante. O livro ainda insiste na lenda urbana de que o Feminismo promove sexo fácil, coisa que só provincianos sexualmente frustrados acreditam. O que faz a diferença entre uma antifeminista como as autoras do livro e uma feminista, além de admirar ou não a vida da dona de casa dos anos 50 que se horrorizava com o prazer sexual dos outros? E o que tem a ver com este livro que em 2014, três anos depois do lançamento deste, a psicóloga Helen Smith lançou "Men On Strike: Why Men Are Boycotting Marriage, Fatherhood and the American Dream - and Why It Matters" (tradução: "homens em greve: por que os homens estão boicotando o casamento, a paternidade e o Sonho Americano - e por que isso é importante")? Este último vai mostrar que quando "The Flipside Of Feminism" estava sendo escrito, a opção de estilo de vida que a sra. Phyllis Schlafly escolheu na década de 70 quase deixou de existir, por falta de homens interessados em dar o suor pra se arrebentar.

Até pelo menos o começo da década de 2000, os antifeministas eram, a grosso modo, mulheres provincianas sexualmente reprimidas, velhotes puritanos sensacionalistas, cafajestes mal informados, burgueses de segunda geração e rapazes virgens revoltados que tinham uma visão romântica do século XIX. E até então, o antifeminismo também era, a grosso modo, uma pregação cristã tradicional. Não apenas textos que tinham ideias cristãs e ideias antifeministas juntas, também existiam textos e livros que faziam o antifeminismo deixar de ser razoável para quem não acreditava em Deus ou na castidade, como é o meu próprio caso. E tudo isso em uma época em que ainda existia gente intelectualmente respeitável nas universidades e nos jornais defendendo as ideias esquerdistas. Ah, e acusar as feministas de incentivar a putaria foi de matar. Com tudo isso, muitos homens intelectualmente e moralmente formidáveis foram para o movimento feminista-esquerdista, ou se solidarizaram com ele, só para não se associarem aos moralistas cristãos de direita, e alguns só passaram ao antifeminismo depois ver a podridão por dentro.

Na década de 2000, a militância feminista-socialista e uma legião de manginas (lembrando: mangina é um homem que defende tudo que uma mulher faz só porque ela é mulher) se tornaram mais visíveis na classe política, nas universidades, na imprensa, no meio empresarial, nos altos escalões do serviço público e das empresas privadas e até nas igrejas cristãs tradicionais. E mostraram as porcarias de que são capazes de pensar, dizer e fazer. E os socialistas não tinham assumido o poder formal antes da popularização da internet em vários países desenvolvidos ou em desenvolvimento, como os Estados Unidos e o Brasil. Então, cada vez mais pessoas comuns com raciocínio normal puderam mostrar o universo feminino e o rumo para onde os feministas estavam nos levando apenas mostrando observações do mundo real e matérias da própria "mainstream media". Ninguém ali era sociólogo, jornalista, professor universitário ou pastor, mas para muitos leitores, era a primeira vez que alguém dizia algo sobre o assunto que parecia fazer sentido. Então, cada vez mais pessoas de raciocínio lúcido se encontraram, e essas pessoas foram fazendo fóruns de discussão, se encontrando em redes sociais e algumas começaram a escrever seus próprios blogues e vlogues. O antifeminismo não cresceu parecendo coisa de gente lúcida porque os cristãos tradicionalistas "libertarians" conseguiram vender os anos 30 com uma imagem de comercial de margarina, o antifeminismo cresceu principalmente porque o Lesbossocialismo demostrou que conseguia ser pior.

Parte 2: e quem é a Abigail para falar de Phyllis Schlafly e Suzanne Venker?

Eu comecei dois blogues, possibilitados por aquela mesma internet livre e popular, em 2006. Os textos eram os mesmos, um blogue era com pornografia e outro sem. Eu tinha 15 anos na época, mas eu fazia algumas observações que eu acreditava que eu tinha que compartilhar. O livro "The Flipside Of Feminism" foi escrito em 2010 e lançado em 15 de março de 2011. Só em fevereiro de 2011, eu já tinha publicado em português, inglês e espanhol o texto "O machismo foi criado pelas mulheres - parte 4: se colocarmos o título certo, você pode não conseguir ler este texto (ou: por que uma sociedade machista discrimina a prostituição e a pornografia?)", onde eu dizia, por exemplo, que

Qualquer foto de mulher de decote e pernas e barriga de fora, as mulheres falam que a sociedade é machista, trata a mulher como objeto, resume a mulher ao sexo, etc. Então como nessa mesma sociedade machista a casa de prostituição voltada para satisfazer os homens sexualmente era criminosa até a primeira década do século XXI no Brasil?

Será que os homens construíram uma sociedade pra se encontrar com prostitutas às escondidas, ver Playboy no banheiro, ver filmes pornôs no quarto quando todo mundo na casa está dormindo? Os homens também constroem uma sociedade onde uma mulher pode ser discriminada ou perder o emprego porque fez um filme pornô ou posou pra uma revista de sexo?

(http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2011/02/o-machismo-foi-criado-pelas-mulheres.html)

No mesmo ano de 2010 em que o livro foi escrito, no dia 17 de dezembro, eu publiquei "O machismo foi criado pelas mulheres - parte 3: o seu modelo de mulher é a sua mãe?", onde eu dizia que

Você não gostaria de ver a mulher de antigamente de novo. A mulher de antigamente (sua avó ou a sua mãe) não conversava com homem porque isso "não é direito". Não trabalhava fora porque não era coisa de mulher direita. Não saía pra rua sozinha porque não era coisa de mulher direita. Numa situação assim, você não vai chegar perto de uma mulher, você não vai saber o que é uma perna de mulher.

E aí sabe o que vai acontecer? Uma beata medíocre encalhada qualquer com quem você puder se casar vai ser a única mulher de quem você pode conseguir alguma coisa. O homem bonzinho de hoje, recebendo sexo horrível de uma única mulher, migalhas de meia dúzia e desprezo do resto, está melhor que o homem do passado. E se a pistoleira de hoje mostra claramente que usa o corpo como arma, a "mulher de família" faz a mesma coisa. Um rapaz interessado numa "moça de respeito" vai conversar com os pais e os irmãos dela, de cabeça baixa, tenta provar que não está interessado em sexo, tem que provar que é de caráter, tem que provar que ganha bem pra sustentar a moça, tem que passar meses ou anos namorando com o velhote gordo e mal humorado que é o pai da moça vigiando, tem que fazer uns agrados pra família e não vai transar até o casamento. Isso quando o rapaz conhece a moça antes do dia do casamento (gente, as feministas não dizem que antigamente as mulheres às vezes não conheciam o marido antes do dia do casamento? Pois é, a recíproca é verdadeira). Tudo isso pro homem conseguir se casar com a única mulher em que vai encostar na vida. Não é muita humilhação pra um homem em uma sociedade dominada pelos homens?

(http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2010/12/o-machismo-foi-criado-pelas-mulheres_17.html)

No mesmo 2010, 26 de abril, eu publiquei "Não é o que você pode fazer por uma mulher, mas o que ela vai fazer por você", onde eu dizia que

Eu sou admirada dentro e fora da internet só porque eu tenho alguma inteligência, alguma humildade, procuro tratar todo mundo bem, tenho algum assunto que preste pra conversar, falo a verdade sobre as mulheres, assumo que gosto de sexo, defendo a safadeza com equilíbrio e responsabilidade e trepo com alguns gatinhos que prestam de vez em quando. Aos que gostam de mim, muito obrigada, mas eu não sou tão grande coisa assim. Mas quando vindo de uma mulher até educação é difícil, uma mulher com um mínimo de decência vale ouro.

(http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2010/04/nao-e-o-que-voce-pode-fazer-por-uma.html)

Agora, vou para 30 de junho de 2009, eu tinha 18 anos e escrevi "Sexo e amizade", onde eu escrevi que

Para muitos, parecem incompatíveis a amizade e o sexo. Na verdade, aprendemos a vincular o sexo ao casamento, daí o sexo fora do casamento é difícil para alguns enxergar como normal. Mas a ligação entre sexo e casamento não é obrigatória. São só regras de controle social e religioso que nos dizem que é. Então, é possível um homem e uma mulher terem um envolvimento sexual sem perspectiva de casamento e ainda assim terem estima um pelo outro. Eu já tive alguns amigos homens que tinham vergonha de me olhar como mulher, até que eu encostei os rapazes na parede. Encostei, beijei à força e peguei na ferramenta. (...)

Ah, se existe a amizade como sentimento, pode ser por alguma coisa de qualidade que um vê no outro. Se acontece o sexo, a relação é o sexo mais a amizade. Eu não estou considerando aqueles casos, até comuns, de homem que se finge de amigo para transar com a mulher, porque aí é sexo sem amizade.

(http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2009/06/sexo-e-amizade.html)

Agora, vamos para a minha menoridade. 16 anos, 12 de dezembro de 2007, texto "Mulher pelada vai ser sempre castigada?"

Os cristãos dizem que a pornografia é sinal da depravação da nossa sociedade. Mas fazendo isso, eles, em primeiro lugar, demonstram mais o próprio horror ao sexo por uma mentalidade contraditória, irracional e degradante do que uma suposta abundância de luxúria, como se a sexualidade em si, e não o exercício desajuizado dela, fosse problemática. Em segundo lugar, eles tentam provar uma coisa usando uma prova do contrário. Afinal, se na pornografia as mulheres são desinibidas e o sexo parece bom, e isso soa artificial, isso nos prova, como se já não soubéssemos, que homens e mulheres se encontrarem em situações normais e terem uma transa que é boa para eles não é uma coisa do cotidiano.

(...) Mas também é engraçado que nós nunca vemos ninguém daquela turma que defende a liberdade sexual da mulher dando a entender que fazer um material pornográfico é sinal de liberdade da mulher. Eles ainda acusam qualquer comercial com mulher de biquíni de ser objetificação machista do corpo da mulher. E os cristãos moralistas dizem que isso é banalização do corpo da mulher e do sexo.

(http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2007/12/mulher-pelada-vai-ser-sempre-castigada.html)

E eu já tinha escrito, oito meses antes, já com 16 anos, "A criminalização do sexo": está em http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2007/04/a-criminalizacao-do-sexo.html. Confesso! Eu via pornografia naquela época, sozinha e acompanhada.

Em 31 de agosto do mesmo ano de 2007, eu acho que nem conhecia os rapazes da Real, eu escrevi o texto "São os homens que não prestam?", onde eu disse

Vamos falar a verdade. Quais homens ficam com as mulheres mais bonitas e gostosas? Não são os que tem dinheiro? Quantos homens querem ser bons maridos pras mulheres e recebem patadas, reclamação uma atrás da outra, chifres? Quantos homens querem ter uma amizade com uma colega de trabalho, uma colega de escola, uma vizinha e só recebem patada, ou ela nem conversa a não ser quando precisa de alguma coisa? Quais homens têm as mulheres mais dedicadas? Não são os mais ditos machistas?

(http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2007/08/sao-os-homens-que-nao-prestam.html)

Voltando mais, vamos para 02 de junho de 2006, quando eu escrevi "Calma, rapaz, pode olhar pro meu corpo":

Bom, eu mal comecei este blog e já estava pensando nessas coisas por estes dias. Eu tenho 15 anos, como eu disse, e sabe como é a moça nessa idade. E eu me desenvolvi pra caramba. Os meus seios e a minha bunda já estão entre as maiores que eu já vi, e eu também cresci um bocado, estou com 1,63 m. Os homens olham pra mim. E onde está o problema? No máximo, o problema está em ser o Astolfo, que é um velho cachaceiro babaca, e não o Durval, que é mais velho e não muito bonito, mas é gentil e bom de papo.

E a mulher que posa de topless para um calendário, ou nua pra Playboy, ou faz um filme pornográfico, ela vale menos porque os homens vão ver o corpo dela? Parece que muita gente confunde uma mulher ser mais que o corpo com essa mulher ter horror ao "corpo" do homem, confunde uma mulher ter valor com ela nunca ter um orgasmo na vida nem parecer interessada em ter um. Está certo que, se eu fizer material pornô, naquela hora em que os homens me verem vão ver é o corpo mesmo. Mas por que eu não posso mostrar idéias bacanas ou um trabalho em uma boa causa em outros canais? E se eu sair da pornografia e for apresentadora de um programa de debates na televisão, por exemplo, e for uma apresentadora muito boa, muito bem informada, muito inteligente, qual o problema de um telespectador que já me viu na pornografia me ver ali? Ele vai ter de escolher se olha pro meu corpo ou pra minha inteligência?

(http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2006/06/calma-rapaz-pode-olhar-pro-meu-corpo.html)

Parte 3: por que eu repudio "O Outro Lado do Feminismo"

1) Mesmo eu tendo alguns escritos sobre o Lesbofeminismo e o universo feminino, o que eu escrevi foi amador, não chegou a formar um livro e nem eu nem o que eu escrevi teve publicidade nos jornais. Aparentemente, isso foi tudo que me tirou "autoridade".

2) Eu escrevi os textos que eu citei e centenas de outros como uma garota que observava o cotidiano e procurava tirar inferências como uma pessoa intelectualmente e moralmente normal. Se isso chamou a atenção de milhares de rapazes, não é que eu fosse uma garota especial, era que as garotas normais estavam em falta.

3) Quando eu comecei a escrever, eu não dava muita atenção ao Feminismo, mas eu sabia que a pobreza moral e mental do universo feminino precisava ser envergonhada publicamente. Eu só descobri depois que o Feminismo só é possível quando uma mulher medíocre não espera um dedo na cara. E que sem isso não se combate nem o Feminismo "mau".

4) Falta de pica não é atestado de caráter nem de inteligência para uma mulher. Nem falta de pica nem ser sustentada por um homem em troca de trabalho doméstico. Eu botei a cara na internet para mostrar isso, no tempo em que não se sabia a diferença entre mulher antifeminista e dona de casa puritana sexualmente frustrada.

5) Eu escrevia abertamente contra o Feminismo em inglês antes que o grupo Women Against Feminism existisse, em italiano antes que o Donne Contro Il Femminismo existisse e em português antes das Mulheres Contra o Feminismo.

6) Todo o meu modesto trabalho foi feito em blogues gratuitos e redes sociais, sem um computador meu próprio, às vezes com o companheirismo de amigos da vida real me acobertando quando eu era "de menor" e acessava pornografia em cybercafés. Eu já escrevia pelo menos desde os meus 16 anos que os homens de bom caráter precisam e merecem ser tratados pelas mulheres com atenção, carinho, valorização e sexo bom. A mulher que pensa neles como coadjuvantes do próprio movimento é necessariamente feminista, mesmo que defenda o tradicionalismo.

Questo testo in italiano senza film di dissolutezza in Men of Worth Newspaper / Concrete Paradise: Perché penso che "Il Flipside del Femminismo" è un libro riprovevole, dato che io sono una donna e antifemminista (o: il rovescio è ancora lo stesso LP), http://avezdoshomens2.blog.com/2015/07/15/il-flipside-del-femminismo-libro-riprovevole
Questo testo in italiano con film di dissolutezza in Periódico de Los Hombres de Valía / Paraíso Tangible: Perché penso che "Il Flipside del Femminismo" è un libro riprovevole, dato che io sono una donna e antifemminista (o: il rovescio è ancora lo stesso LP), http://avezdoshomens2.blogspot.com/2015/07/perche-penso-che-il-flipside-del.html
Eso texto en español sin videos de putaría en Men of Worth Newspaper / Concrete Paradise: Por que pienso que "El Flipside del Feminismo" es un libro reprobable, dado que soy una mujer y anti-feminista (o: el reverso sigue siendo el mismo LP), http://avezdoshomens2.blog.com/2015/07/15/el-flipside-del-feminismo-libro-reprobable
Eso texto en español con videos de putaría en Periódico de Los Hombres de Valía / Paraíso Tangible: Por que pienso que "El Flipside del Feminismo" es un libro reprobable, dado que soy una mujer y anti-feminista (o: el reverso sigue siendo el mismo LP), http://avezdoshomens2.blogspot.com/2015/07/por-que-pienso-que-el-flipside-del.html
This text in English without licentiousness videos at Men of Worth Newspaper / Concrete Paradise: Why do I think "The Flipside Of Feminism" is a reprehensible book, given I am a woman and anti-feminist (or: the flipside is still the same LP), http://avezdoshomens2.blog.com/2015/07/15/the-flipside-of-feminism-reprehensible-book
This text in English with licentiousness videos at Periódico de Los Hombres de Valía / Paraíso Tangible: Why do I think "The Flipside Of Feminism" is a reprehensible book, given I am a woman and anti-feminist (or: the flipside is still the same LP), http://avezdoshomens2.blogspot.com/2015/07/why-do-i-think-flipside-of-feminism-is.html
Texto original em português sem vídeos de putaria no A Vez das Mulheres de Verdade: Por que eu acho "O Outro Lado do Feminismo" um livro reprovável, se eu sou mulher e antifeminista (ou: o flipside ainda é o mesmo disco), http://avezdasmulheres.blog.com/2015/07/15/o-outro-lado-do-feminismo-livro-reprovavel
Texto original em português com vídeos de putaria no A Vez dos Homens que Prestam: Por que eu acho "O Outro Lado do Feminismo" um livro reprovável, se eu sou mulher e antifeminista (ou: o flipside ainda é o mesmo disco), http://avezdoshomens.blogspot.com/2015/07/por-que-eu-acho-o-outro-lado-do.html

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