Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador ditadura-da-estupidez. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ditadura-da-estupidez. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de junho de 2026

As classes de zumbis inconscientes (ou: O provincianismo da burrice louca 2)

Abigail Pereira Aranha

1) Introdução

Um leitor anônimo (ou uma leitora anônima) fez este comentário no texto "O provincianismo da burrice louca" no A Vez das Mulheres de Verdade[01]:

Abigail, eu adoraria que você escrevesse um texto sobre "consciência social", o termo que os esquerdistas tanto usam. Sim, ele é ridículo, mas eu gostaria de saber o que você pensa.

Um outro comentário[02]:

Perdão, não é "consciência social", mas sim "consciência de classe".

Na verdade, a coisa não é tão ridícula assim. Aliás, a gente só consegue dar risada dos esquerdopatas neste século XXI porque temos internet popularizada, smartphones e desktops com programas formidáveis que são acessíveis (quem é do tempo em que celular tinha no máximo mensagem de texto e jogo da cobrinha sabe o que eu estou dizendo). Eles ocuparam quase todo o resto, mas a internet não pode ser dominada, só censurada no máximo. Ironicamente, os esquerdistas diziam que existem algumas instituições, os Aparelhos Ideológicos de Estado, que ensinam certas ideias erradas, que induzem comportamentos, que produzem padrões de aparência, que impõem uma certa visão de mundo, etc. Ao final, eles próprios assumiram estes Aparelhos Ideológicos de Estado (como imprensa, televisão, escolas e, em menor grau, igrejas), mas em vez de controlar as ideias e os comportamentos de cada pé-rapado[03], os doutrinados e alienados foram eles mesmos.

2) "Vendedor de balas sofre racismo e reage: 'Se me chamasse de petista...'" (Área VIP, 01 de janeiro de 2026)[04]

Abordado enquanto trabalhava, ambulante descreveu insultos e comentou posicionamento político

Lívia Cout

1 janeiro 2026, 19:33

Pedro
Pedro. (Foto: Reprodução/X)

Nos últimos dias, um vídeo polêmico viralizou no “X”, antigo “Twitter”. Em suma, as imagens mostram Pedro, vendedor de balas, durante o expediente na areia do Leblon, no Rio de Janeiro. Na ocasião, o trabalhador se aproxima de um casal, se senta por alguns minutos com eles e o bate-papo chama a atenção.

Vendedor ambulante relata episódio de racismo e faz declaração política

Uma mulher filma tudo e conta: “Olha só, a gente esta aqui no Leblon e o Pedro estava aqui, no corre dele. Elison ouviu e falou o quê? Que já viu vídeo de Pedro [na Internet]. Como é seu vídeo?“, questionou ela logo a princípio.

Em seguida, Pedro responde, dizendo que foi vítima de racismo: “Um senhor tinha me chamado de preto, e depois ele falou que eu tinha caro de macaco.“, contou. Na sequência, porém, o jovem vendedor disparou: “Eu não tinha me ofendido com isso, até porque não faz parte da minha identidade…, mas se ele me chamasse de petista, eu não ia gostar de jeito nenhum.“, afirmou.

Após relato, conversa avança para críticas a benefícios vinculados ao PT

Na sequência, o trabalhador continuou: “Ia ser uma ofensa que nenhum ser humano é capaz de aguentar. Pelo amor de Deus! Eu quero é muita prosperidade para trabalhar de forma honesta. Assim, a gente vence de verdade. O Brasil merece coisa melhor.“, destacou.

Ao ouvir o relato do trabalhador, Elison, marido da autora do vídeo, ri e aplaude Pedro. Logo depois, ele comentou: “Isso aqui ó, não veio de bolsa, veio de trabalho.“, pontuou, em uma crítica os auxílios sociais do Partido dos Trabalhadores (PT). Sua esposa, então, acrescenta: “Todo mundo aqui é trabalhador e venceu por isso.“.

Assista:

Vídeo gera críticas sobre consciência social e naturalização do racismo

Nos comentários, diversos internautas expressaram indignação com a atitude do rapaz: “Isso aqui é muito triste, a ausência de consciência de classe é o maior problema do nosso país.”, reagiu uma internauta. “O pior nem é a consciência de classe o pior é aceitar o racismo.”, lamentou outra por fim.

3) Consciência de classe e consciência social, as definições

Trechos de um artigo do Mundo Educação[05] (negrito no original):

Consciência de classe, para Marx e Engels, é a percepção do próprio papel no sistema produtivo, seja como produtor de riqueza, seja como proprietário dos meios de gerar riqueza. (...)

Marx estabeleceu uma distinção entre condição de classe e consciência de classe: classe em si e classe para si. A condição de classe é uma situação objetiva, isto é, possuir ou não o controle dos meios de produção. Porém, a consciência de classe é uma questão subjetiva, requer conhecer a própria posição no processo produtivo e organizar-se politicamente para uma defesa consciente dos interesses de sua classe.

Ainda sobre consciência de classe, um trecho de um artigo do professor de Sociologia Francisco Porfírio publicado no Brasil Escola[06] (negrito no original):

Para Marx, assim que o proletariado percebe a sua força e começa a lutar contra o sistema de exploração e opressão, ele se une em torno de uma revolução que visa a derrubar o capitalismo e implantar um novo sistema econômico e político. Toda a propriedade privada é estatizada, e a velha mídia e o governo são afastados para dar lugar a novos sistemas. A Igreja, como parte fundamental para a manutenção da exploração no sistema capitalista, também deve ser afastada.

Há a necessidade de um governo forte em prol do proletariado que elimine gradativamente a propriedade e, portanto, a burguesia. O governo forte deve agir de maneira ditatorial no início (ditadura do proletariado) e, no momento em que não existir mais propriedade privada e nem classe social, deve ceder lugar a um governo comunista.

"Consciência social" é[07]

Estar ciente das tendências e desenvolvimentos sociais, políticos e profissionais relevantes e usar estas informações em prol da organização.

Um artigo explica que[08]

Na história da Índia, a "Consciência Social" manifesta-se como um reconhecimento profundo e sensibilidade em relação aos problemas e realidades sociais. Esta consciência é um fator crucial nas tomadas de decisão difíceis, especialmente quando confrontadas com o desemprego e a pressão da competição.

Você conseguiu entender a diferença entre consciência de classe e consciência social? Se não, está tudo bem, ela não existe em um país dominado culturalmente pela esquerda (nem digo um país socialista marxista). Vou explicar isso melhor mais adiante. Antes, vou pegar um trecho de um artigo da página da Bigfral[09]:

A Bigfral, marca líder no Brasil em produtos para incontinência urinária, acredita fortemente na importância da sociedade ter uma consciência social sólida. A Bigfral se importa com seus clientes e compreende que, além de fornecer produtos de alta qualidade, é preciso também que cada um faça sua parte para ajudar a construir uma sociedade melhor e mais justa.

E um trecho de um artigo da página do colégio Objetivo de Sorocaba[10] (negrito no original):

Consciência social é a habilidade que uma pessoa precisa ter para compreender o seu papel na sociedade, agindo com empatia, identificando as emoções do outro e respeitando diferenças, diversidades e pluralidades.

Este artigo apresenta

6 maneiras de ensinar consciência social aos filhos

1. Incentive o pensamento crítico (...)

2. Forneça um ambiente seguro para falar sobre sentimentos (...)

3. Participar de projetos sociais (...)

4. Brincadeiras criativas (...)

5. Exemplo pessoal (...)

6. Um trabalho em conjunto (...)

Mais adiante, o artigo tenta explicar a diferença entre consciência social e consciência de classe (negrito no original):

Apesar de terem nomes semelhantes, a consciência social é totalmente diferente da consciência de classe.

A primeira é focada em entender sua identidade, seu papel no mundo e suas relações, além de ter como objetivo as mudanças em comportamentos individuais que refletem no coletivo.

A segunda é um termo cunhado por Karl Marx e Friedrich Engels na teoria política Marxista, que é focada na revolução atrelada ao capitalismo.

Mas num país que tem a vida social influenciada por ideias socialistas (não só do socialismo marxista), consciência de classe e consciência social são a mesma coisa. Pela consciência de classe, você percebe que é desta classe oprimida ou daquela classe opressora. E isto vai ser levado para a vida social, incluindo relacionamentos interpessoais. E esta aplicação é, como foi definida, a consciência social. Mas na verdade, uma pessoa não é definida pela classe, incluindo a classe operária ou a classe burguesa do Marxismo original. Eu, por exemplo, sou uma mulher trabalhadora brasileira. Eu tenho uma afinidade de ideias, de interesses e de gostos com vários leitores homens, talvez você, que não corresponde a uma grande parte das mulheres, ou a uma grande parte dos trabalhadores pobres (existem trabalhadores ricos), ou você é um homem português com quem eu tenho mais visão de mundo em comum que com a maioria dos brasileiros. A ideia contrária, de que as pessoas de uma classe são e podem ser analisadas como um homem-tipo (ou uma mulher-tipo), é a base de uma ideologia feita pra dar resultados errados pra quem a segue e resultados certos inconfessáveis pra quem está manejando a coisa. Esta chamada consciência social, muitas pessoas como os autores dos artigos citados pensam que é o caminho do Paraíso, porque seguem as palavras da esquerda do discurso e talvez a parte mais bonita das obras dos intelectuais comunistas. Na prática da esquerda recente, a consciência social é as atrocidades que vemos hoje, como africanistas que ofendem a mulher negra que ama e é casada com um homem branco[11], ou as mulheres que usam o ônibus rosa ou o Uber com mulheres motoristas.

4) Um pouco sobre "homeschooling"

Eu demorei para escrever e no meio-tempo, aconteceu aquele caso do casal de Jales, SP, que foi condenado a 50 dias de prisão sob alegação de abandono intelectual por educar as duas filhas em casa, no "homeschooling". Vou pegar um trecho de uma reportagem do G1[12] (negrito no original):

Os pais das alunas, no entanto, argumentaram que elas tiveram um desenvolvimento intelectual melhor do que o observado em sala de aula. Apresentaram 3.000 páginas de laudos e documentos para mostrar, por exemplo, que elas aprenderam latim, canto e piano e que leram, só em 2025, centenas de livros (6 mil páginas, no caso da mais velha, e 2.500, no da mais nova).

Após analisar o caso, o juiz afirmou que houve abandono intelectual, já que as duas irmãs estavam fora da escola, e decidiu pela condenação dos pais a 50 dias de prisão em regime semiaberto.

E o caso piora[13]:

Segundo a advogada Isabelle Monteiro, que representa a família, o juiz da 2ª Vara Criminal de Jales citou em sua decisão que as meninas não gostam de estilos musicais como funk e sertanejo, o que demonstraria, na visão do magistrado, “suposta discriminação e preconceito na educação” domiciliar ministrada pelos pais.

Aí, um daqueles esquerdopatas anticristãos que se anunciam como ateus, Paulo Lopes, vem confirmar que o episódio é mesmo de perseguição religiosa transformada em narrativa de decisão técnica[14]:

O caso virou bandeira da imprensa evangélica e de parlamentares bolsonaristas, que transformaram uma decisão técnica sobre descumprimento da Lei de Diretrizes e Bases em narrativa de perseguição religiosa.

(...) A família condenada tem perfil religioso explícito. As filhas frequentam catequese, fazem canto coral em paróquia e estudam arte sacra como atividade artística principal.

(...) Após a sentença, veículos como Pleno.News, Revista Oeste e Jornal da Cidade Online passaram a explorar o fato de o magistrado se identificar nas redes como "LGBTQIA+ | TEA | Juiz de Direito PR/SP".

Eu imaginava que o casal era conservador, mas não que era católico. Eu já disse e mantenho que a Igreja Católica Apostólica Romana é o atraso do Ocidente que enquanto teve poder, emperrou o mundo em um milênio e meio; eu disse e mantenho que o católico devoto típico é um semianalfabeto ufanista. Mas eu também já disse e mantenho que perto de um esquerdista declarado dos anos 2020, uma beata católica de cidade pequena do interior do Brasil é um monumento de sensatez e até sexualmente atraente (para os homens, porque eu sou hétero).

No mesmo texto, o Paulo Lopes morde a língua.

Pais acreditam que leitura de livros selecionados substitui a escola. No futuro, quais são as chances das estudantes passarem em bom vestibular e concurso de emprego?

Um caso noticiado na "velha mídia": "Estudante de Sorocaba que adotou 'homeschooling' e foi aprovada na USP é proibida pela Justiça de iniciar curso"[15]. Ela ficou em 5º lugar no curso de Engenharia Civil da Escola Politécnica da USP. Depois disso, ela recebeu propostas de emprego[16] e recebeu uma bolsa para um curso e uma proposta de estágio nos Estados Unidos[17].

E enquanto eu pesquisava o primeiro caso, eu descobri mais dois casos. Um de março do ano passado: "TJPR condena pais por praticarem ensino domiciliar"[18].

Lei estadual que permitia a prática foi considerada inconstitucional

A 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) condenou os pais de três crianças de Curitiba (PR) a pagar uma multa porque não cumpriram a obrigação de matricular seus filhos em uma escola regular, como exige a lei, e porque as crianças não foram imunizadas contra a COVID-19.

O outro é de julho do ano passado: "Mãe adepta do homeschooling é condenada a matricular filho em escola regular sob pena de perder a guarda, em Santa Catarina"[19].

A assessora jurídica Regiane Cichelero Werlang, adepta da educação domiciliar, o chamado "homeschooling", foi condenada pela Justiça de Santa Catarina a rematricular em escola regular o filho, de 15 anos, sob pena de multa de até R$ 100 mil. Caso a ordem não seja cumprida, foi determinada ainda a perda da guarda do adolescente. (...)

Em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a constitucionalidade do homeschooling no Brasil, mas o considerou ilegal até que seja regulamentado. A prática consiste em os próprios pais darem aulas para as crianças em casa, ou contratam professores particulares, chamados de tutores.

(...) A decisão da Justiça ocorreu após a escola acionar o Conselho Tutelar, que, por sua vez, encaminhou o caso ao Ministério Público. Segundo ela, provas de que o filho está sendo alfabetizado corretamente foram anexadas nos autos, mas em nenhum momento o adolescente foi ouvido pelas autoridades.

Agora eu percebi uma coisa pra que eu chamo a sua atenção, entrando no assunto da consciência de classe: ao contrário do que os esquerdistas repetem, em todos os casos de punição judicial do "homeschooling", os réus são brancos ricos, e a maioria deles, se não todos, cristãos. Aliás, por que a classe dominante pensaria em afastar os filhos da rede de educação oficial (aqui eu incluo a rede privada), onde segundo os esquerdopatas, são ensinados o machismo, o racismo, a homofobia, o colonialismo, etc? Ah, não são mais? O ponto a que eu chamo a sua atenção é pra fala confusa dos esquerdopatas: o Poder Judiciário condenou vários pais brancos ricos por darem uma educação cristã (e decente) aos filhos, e são eles a classe dominante, e quem diz que eles são a classe dominante são pessoas oprimidas e invisibilizadas pela cor, pelo gênero, pela orientação sexual, pela religião não-cristã, pela origem regional que conseguiram um espacinho num corpo docente de grande universidade pública ou na mídia velha.

5) O meu estilo de vida de putaria é consciência de classe e social

Para os esquerdistas, eu não tenho consciência de classe: eu devia ser uma lesbofeminista ateia, mas eu sou uma ateia que além de dar alegrias pros homens (em vários sentidos), sou eleitora do Jair Bolsonaro, sou admiradora do Olavo de Carvalho e tenho amigos conservadores dentro e fora da internet. Em condições normais, eles diriam que eu devia ser estuprada para dar valor ao Feminismo, como eu já os vi dizerem para várias mulheres. Mas pra mim, eles não dizem que eu devia ser estuprada porque eu não mereço.

Qualquer mulher que pense que uma mulher ser agradável aos homens é degradante é feminista. Qualquer mulher que veja a falta de sexo como dignidade e virtude moral superior para a mulher é conservadora. Eu não sou feminista nem conservadora. E eu tenho a consciência de que uma mulher dessexualizada não é mulher no sentido de indivíduo humano do sexo feminino.

6) O símbolo da consciência de classe: Zumbi dos Palmares

Os tempos, a vida no Brasil e a minha habilidade modesta pra piadinhas me deram a chance de fazer um trocadilho: com zumbi, o morto-vivo, e Zumbi dos Palmares. Antes de explicar, vou pegar alguns trechos do artigo do Lucas Pereira publicado no portal Toda Matéria[20]. Lucas Pereira é "Bacharel e Licenciado em História pela Universidade Estadual de Campinas (2013), com mestrado em Ensino de História pela mesma instituição (2020). Atua como professor de História na educação básica".

Em 1695, no dia 20 de Novembro, Zumbi é delatado por um de seus capitães, Antônio Soares, e morto pelo capitão Furtado de Mendonça. O líder de Palmares tinha 40 anos de idade.

(...) Sua cabeça foi cortada, salgada e levada ao governador Melo e Castro. Foi exposta em praça pública de modo a acabar com o mito da imortalidade de Zumbi dos Palmares.

Apesar disso, sua morte não apagou sua importância histórica. Ao contrário, Zumbi se tornou um símbolo ainda mais forte da resistência negra contra a escravidão.

A data de sua morte, 20 de novembro, foi adotada como o Dia da Consciência Negra, em homenagem à luta dos negros escravizados e de seus descendentes no Brasil.

(...) A importância de Zumbi dos Palmares é amplamente reconhecida pelo movimento negro e pela sociedade brasileira. Em sua homenagem, diversas instituições e espaços públicos receberam seu nome.

(...) O Aeroporto Internacional de Maceió, inaugurado em 2005, também leva seu nome, por estar localizado próximo à região onde existiu o Quilombo dos Palmares.

No mesmo artigo, ele disse que

Recentemente, alguns autores passaram a questionar a figura de Zumbi, defendendo a existência de formas de trabalho forçado dentro do próprio Quilombo dos Palmares. No entanto, não há fontes sólidas que comprovem essa interpretação.

Vocês já conhecem o truque dos esquerdopatas acadêmicos ou pseudointelectuais, certo? Para o que é do discurso pronto, a ciência diz; para o que está fora e eles não conseguem refutar, não há comprovação. O "trainee" aprendeu os jargões da chefia direitinho.

Antes de prosseguir, eu chamo a atenção pra que eu percebi que o leitor observou que eu usei várias vezes o termo "esquerdopata", mistura de "esquerdista" com "psicopata", ou alguém que sofre de "esquerdopatologia". Aí sou eu inventando um neologismo. O primeiro, "esquerdopata", foi criado ou popularizado pelo jornalista Reinaldo Azevedo enquanto ele estava do lado direito da força. Nesta exposição, usar o termo "esquerdista" em vez de "esquerdopata" não vai dar uma boa visão do objeto. E aqui entram duas questões. A primeira é do uso humano da linguagem, que é principalmente descrever elementos da realidade, não induzir ou excretar emoções irracionais. A segunda é, neste uso humano e descritivo da linguagem, descrever o estado cerebral de quase qualquer pessoa que não seja antiesquerdista no mundo (o Brasil é o meu estudo de caso).

Zumbi dos Palmares morreu em 1695, cerca de um século antes do começo do movimento abolicionista... na Europa. E 116 anos antes da primeira lei antiescravidão... no Chile. E o último país do mundo a abolir a escravidão foi o Brasil do Zumbi, 192 anos e meio depois da morte dele[21]. Como Zumbi foi "símbolo ainda mais forte da resistência negra contra a escravidão"? A única preocupação dos poderosos, da elite branca com essa pessoa foi acabar com a lenda de que o Zumbi era imortal, daí cortaram a cabeça dele e penduraram em praça pública. Aliás, Zumbi nem era o nome dele, era o título. Foram vários zumbis, o Quilombo dos Palmares durou mais de 100 anos.

Mas se esses progressistas despertos ("wokes") precisam combater racismo estrutural até hoje, por que esta sociedade homenagearia Zumbi dos Palmares?

E qual a estranheza de haver escravidão dentro do Quilombo dos Palmares? Até os esquerdopatas que, como eles dizem, estudaram História sabem que muitos escravos negros que vieram pras Américas foram comprados de outros negros no litoral da África. E muitos negros perto do Quilombo dos Palmares tinham familiares escravizados lá dentro. Isso é contado no artigo da Brasil Paralelo que eu vou deixar no apêndice. Brasil Paralelo?! A fonte que o historiador cita pra dizer o contrário é um artigo publicado no Brasil de Fato. Mas até nisso os esquerdopatas se inspiram no ídolo Zumbi dos Palmares: ninguém fora do espaço seguro gosta deles.

As pessoas mais atentas percebem de uns 20 anos pra cá como até os especialistas (ou aqueles assim apresentados) repetem certos discursos que não correspondem aos fatos ou sequer às consequências lógicas deles mesmos, quase como zumbis. O caso da narrativa sobre o Zumbi dos Palmares é um deles.

7) Conclusão

O brasileiro, até prova em contrário, é um doente mental semianalfabeto. As pessoas mentalmente íntegras têm uma comunhão entre a linguagem, o universo emocional e a realidade externa. Ao contrário, o doente mental confunde a realidade externa objetiva com o próprio universo emocional subjetivo, dele mesmo ou induzido por manipulação externa; e o semianalfabeto transforma o universo verbal próprio num mundo paralelo e o universo verbal alheio numa mistura de má interpretação com autoprojeção. Um país quase inteiro de doentes mentais semianalfabetos e, pra piorar, preguiçosos de mau caráter tende a ter uma elite nacional assim ou talvez um pouco melhor, e não o contrário. Inclusive porque as poucas pessoas cerebralmente íntegras, com boa habilidade na linguagem nativa e de bom caráter tenderão a ser zombadas ou coisa pior pela massa popular medíocre ou pela elite invejosa.

Eu expliquei no texto "O provincianismo da burrice louca (e um pouco sobre Erika Hilton e Dani Brandi)"[22] que um país que tem uma elite estúpida, especialmente uma elite esquerdopata, aplica um produto manufaturado de alguma inteligência exterior. E aí eu volto à imagem do zumbi, ainda mais no caso do Brasil que várias vezes importou como solução ou como grande ideia o que já deu errado em outros países.

E sobre os casos de punição judicial do "homeschooling", eu deixei pra fazer aqui uma observação: um dos casos juntou a educação em casa com a não aplicação nas crianças do placebo pra gripe chinesa. Eu nem conto os casos de crianças e adolescentes injetados que morreram de doença cardíaca. Também nem conto a imagem que eu vi de uma escola em que as crianças estavam em cabines isoladas e com distanciamento social. Eu vou só voltar à imagem dos zumbis. Já vimos gente defender que pessoas sem a picadura do vírus chinês perdessem o emprego, fossem impedidas de usar o transporte público e até de entrar no supermercado. Você que era um destes, onde está você agora? Você pensava que iria no enterro do bolsonarista que não tomou a vaChina, mas foi no da sua sobrinha que tomou e morreu de repente de problema cardíaco. Mas o pior: o que o você mesmo ou a você mesma de 2018 diria se alguém falasse sobre a população não sair de casa por causa da epidemia de uma doença que ninguém sabe a diferença entre ela e a gripe comum e que só mata quem já tinha doenças graves?

Nós vimos, numa pesquisa que eu fiz no Google por "consciência social", um artigo de uma fábrica de fraldas e um de um colégio privado. Isso leva a duas interrogações. A primeira é quem é o inimigo capitalista se as empresas privadas estão do lado da esquerda ou pelo menos não lutam contra. A segunda é qual a noção da realidade da classe endinheirada, culta e com poder de decisão.

Os esquerdopatas tentaram criar uma luta de classes de negros contra brancos, mulheres contra homens, homossexuais contra heterossexuais, empregados contra patrões, pobres contra ricos. Eles ocuparam, para isso, todos os meios de formação e de informação além da internet: escolas, universidades, os antigos meios de comunicação de massa, até igrejas. Mas quando, no caso do Brasil, eles pensaram que iam eleger a Manuela d'Ávila presidente, elegeram o Bolsonaro. Ao final, a única divisão de classes que a esquerda conseguiu foi entre quem tem e quem não tem bom caráter, disposição para o trabalho honesto e algum amor ao senso da realidade.

NOTAS E REFERÊNCIAS:

[01] Comentário no texto "O provincianismo da burrice louca (e um pouco sobre Erika Hilton e Dani Brandi)", A Vez das Mulheres de Verdade, 05 de novembro de 2025 às 21:00. https://avezdasmulheres.blogspot.com/2025/10/o-provincianismo-da-burrice-louca.html?showComment=1762387254846#c1748475471716527325

[02] Comentário no texto "O provincianismo da burrice louca (e um pouco sobre Erika Hilton e Dani Brandi)", A Vez das Mulheres de Verdade, 05 de novembro de 2025 às 21:01. https://avezdasmulheres.blogspot.com/2025/10/o-provincianismo-da-burrice-louca.html?showComment=1762387304182#c5859200963134837676

[03] "Pé-rapado" é um sinônimo de pobre que faz referência a um episódio do Brasil antigo: na época, havia uma grade que era colocada nas entradas das igrejas (católicas) para os pobres limparem os calçados antes de entrar, os ricos chegavam de carruagem na escada da igreja. A época era antes da invenção do automóvel e antes da popularização da pavimentação das ruas, então quem vinha pela rua a pé pisava em poeira, barro e cocô de boi e de cavalo.

[04] "Vendedor de balas sofre racismo e reage: 'Se me chamasse de petista...'". Área VIP, 01 de janeiro de 2026. https://www.areavip.com.br/famosos/vendedor-de-balas-sofre-racismo-e-reage-se-me-chamasse-de-petista

[05] "Consciência de classe". Mundo Educação, UOL. https://mundoeducacao.uol.com.br/sociologia/consciencia-de-classe.htm

[06] "Consciência de classe". Francisco Porfírio, Brasil Escola. https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/consciencia-de-classe.htm

[07] "Consciência Social". TMA. https://www.listadecompetencias.com/en/Competency/Social%20Awareness

[08] "Significado de Consciência social". Wisdomlib. https://www.wisdomlib.org/pt/concept/consci%C3%AAncia-social

[09] "O que é consciência social?". Bigfral, 26 de abril de 2023. https://www.bigfral.com.br/o-que-e-consciencia-social

[10] "Consciência Social: a importância de desenvolver na infância". Objetivo Sorocaba, 22 de abril de 2025. https://blog.objetivosorocaba.com.br/consciencia-social

[11] "Filha recém-nascida de Iza sofre ataque pesados: 'Nasceu branca? Que mico'". UAI, 15 de outubro de 2024. https://www.uai.com.br/app/entretenimento/famosos/2024/10/15/not-famosos,346738/filha-recem-nascida-de-iza-sofre-ataque-pesados-nasceu-branca-que-mico.shtml

[12] "'Homeschooling': por que pais foram condenados por educar filhas em casa? Entenda o que diz a lei e como funciona o ensino domiciliar". G1, 27 de maio de 2026. https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/05/27/homeschooling-por-que-pais-foram-condenados-por-educar-filhas-em-casa-entenda-o-que-diz-a-lei-e-como-funciona-o-ensino-domiciliar.ghtml

[13] "Pais condenados por ensinarem suas filhas em casa: 'não gostam funk', relatou Juiz em decisão". Portal do Holanda, 26 de maio de 2026. https://www.portaldoholanda.com.br/brasil/pais-condenados-por-ensinarem-suas-filhas-em-casa-nao-gostam-funk-relatou-juiz-em-decisao

[14] "Sites evangélicos distorcem caso de homeschooling em SP". Paulopes, 25 de maio de 2026. https://www.paulopes.com.br/2026/05/homeschooling-jales-condenacao-imprensa-evangelica-distorce.html

[15] "Estudante de Sorocaba que adotou 'homeschooling' e foi aprovada na USP é proibida pela Justiça de iniciar curso". G1, 23 de abril de 2021. https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2021/04/23/estudante-de-sorocaba-que-adotou-homeschooling-e-foi-aprovada-na-usp-e-proibida-pela-justica-de-iniciar-curso.ghtml

[16] "Estudante proibida pela Justiça de cursar faculdade após fazer 'homeschooling' recebe propostas de emprego". G1, 27 de abril de 2021. https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2021/04/27/estudante-proibida-pela-justica-de-cursar-faculdade-apos-fazer-homeschooling-recebe-propostas-de-emprego.ghtml

[17] "Garota impedida de entrar na USP ganha bolsa para Vale do Silício". EuEstudante, Correio Braziliense, 04 de maio de 2021. https://www.correiobraziliense.com.br/euestudante/ensino-superior/2021/05/4922255-garota-impedida-de-entrar-na-usp-ganha-bolsa-para-vale-do-silicio.html

[18] "TJPR condena pais por praticarem ensino domiciliar". Tribunal de Justiça do Paraná, 31 de março de 2025. https://www.tjpr.jus.br/destaques/-/asset_publisher/1lKI/content/tjpr-condena-pais-por-praticarem-ensino-domiciliar/18319

[19] "Mãe adepta do homeschooling é condenada a matricular filho em escola regular sob pena de perder a guarda, em SC". O Globo, 02 de julho de 2025. https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2025/07/02/mae-adepta-do-homeschooling-e-condenada-a-matricular-filho-em-escola-regular-sob-pena-de-perder-a-guarda-em-sc.ghtml

[20] "Zumbi dos Palmares". Lucas Pereira, Toda Matéria. https://www.todamateria.com.br/zumbi-dos-palmares

[21] "Abolitionism Timeline". Encyclopædia Britannica. https://www.britannica.com/summary/Abolitionism-Timeline

[22] "O provincianismo da burrice louca (e um pouco sobre Erika Hilton e Dani Brandi)", 09 de outubro de 2025, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2025/10/o-provincianismo-da-burrice-louca.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2025/10/o-provincianismo-da-burrice-louca.html

Apêndice

"Dia Da Consciência Negra e sua relação com Zumbi dos Palmares - veja algumas das principais controvérsias". Brasil Paralelo, 20 de novembro de 2023. Disponível em https://www.brasilparalelo.com.br/noticias/dia-da-consciencia-negra-e-sua-relacao-com-zumbi-dos-palmares-veja-algumas-das-principais-controversias

Dia Da Consciência Negra e sua relação com Zumbi dos Palmares - veja algumas das principais controvérsias

Zumbi dos Palmares tinha escravos? A teoria do racismo estrutural explica os problemas atuais do país? Entenda a história do feriado de 20 de novembro.

Por Redação Brasil Paralelo

Publicado em 20/11/2023 16:12

Em 2003, a lei federal 10.639 instituiu o Dia da Consciência Negra no calendário escolar, tornando obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas. Em 2011, a presidente Dilma Rousseff oficializou o 20 de novembro como Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

Um dos objetivos da medida da presidente é exaltar Zumbi dos Palmares como símbolo da luta pelos direitos dos negros no Brasil, já que dia 20 de novembro é o dia da morte de Zumbi.

Diante da medida de Dilma, ainda em vigor, pesquisadores brasileiros criticaram a iniciativa, afirmando que não se pode homenagear um homem que escravizava outros negros e cometia outros crimes.

Entenda as críticas à visão de Zumbi dos Palmares como herói e as críticas à teoria do racismo estrutural.

  • Ajude a Brasil Paralelo a difundir informações de qualidade. Aproveite o plano vitalício da Black November para tornar-se um membro assinante e financiar nossa missão com um desconto de R$ 4.500,00.

Fontes históricas apontam para uma realidade: Zumbi dos Palmares escravizava negros, afirma Leandro Narloch, um dos entrevistados no documentário Brasil: A Última Cruzada.

O livro Quilombo dos Palmares, de Edison Carneiro, mostra que:

  • Zumbi e os quilombolos assaltavam fazendas ao redor do quilombo e roubavam escravos negros para serem escravos do Quilombo dos Palmares;
  • mulheres brancas eram sequestradas e obrigadas a se casarem com quilombolas, afirma o jurista Marcelo Andrade;
  • crimes graves e fuga de escravos eram punidas com a pena de morte no Quilombo dos Palmares;
  • feiticeiros eram proibidos no quilombo.

Segundo Marcelo Andrade, jurista, historiador e professor do Núcleo de Formação da Brasil Paralelo:

"Muitos negros vizinhos do Quilombo dos Palmares os odiavam, já que eles também eram assaltados e tiveram parentes escravizados pelos quilombolas".

Diversos negros lutaram contra o Quilombo dos Palmares, um deles foi Henrique Dias, homem negro e oficial superior do exército português. Uma de suas campanhas militares teve como alvo o quilombo de Zumbi.

Henrique Dias foi considerado herói pela coroa portuguesa após sua atuação na Insurreição Pernambucana, recebendo os títulos de fidalgo e membro da Ordem de Cristo.

Mas mesmo com tantas controvérsias envolvendo Zumbi e o Quilombo dos Palmares, como eles passaram a ser exaltados por parte dos brasileiros? A difusão da teoria do "Racismo Estrutural" pode explicar parte desse fenômeno.

A teoria do Racismo Estrutural

De acordo com o professor Guilherme Diniz, a teoria do racismo estrutural foi desenvolvida no Brasil através do livro “Racismo Estrutural”, lançado em 2018 com autoria de Sílvio Luiz de Almeida.

Para o autor do livro, o racismo possui diversos tipos, sendo o racismo estrutural aquele que se manifesta tanto nas instituições quanto nos indivíduos.

Ao analisar a teoria de Sílvio, o professor Guilherme levanta algumas questões em um texto publicado em suas redes sociais:

"Como teoria, o racismo estrutural é quase intuitivo em uma sociedade como a brasileira calcada em séculos de escravidão e exclusão social ao negro. Mas um cientista social não pode se pautar pela intuição, mas por dados concretos.

Primeiro, Silvio Almeida jamais define o que ele entende por racismo estrutural. Ele inicia suas análises a partir do pressuposto de que a realidade social brasileira está estruturada nessa forma de racismo, e que o Direito, a economia, a ideologia e a política brasileiras são estruturalmente racistas.

O racismo estrutural é mais um recurso retórico do que uma análise científica concreta. Aliás, em seu livro não há um único embasamento empírico. De toda a bibliografia utilizada, apenas dois trabalhos do IPEA são citados e nenhuma fonte extraída do IGBE.

Em segundo lugar, a teoria do racismo estrutural consegue identificar apenas manifestações de atos tipificados como racistas, mas não é capaz de identificar a fonte estrutural desse racismo. O que é, no mínimo, suspeito, já que esse deveria ser seu objetivo".

Guilherme continua afirmando que sua argumentação não afirma que o racismo não existe, mas que a visão de racismo estrutural é reducionista, mostrando outras perspectivas de análise da história do Brasil:

"Essas fragilidades na teoria indicam que não existe racismo no Brasil? Evidentemente que não.

Essa complexidade aponta que, para pensarmos o racismo e as práticas racistas no Brasil, estamos obrigados, necessariamente, a pensar nossa história e o processo de formação étnica do brasileiro.

Quando Gilberto Freyre concluiu que a sociedade colonial brasileira nasceu a partir da miscigenação entre negros, índios e brancos, ele também identificou complexidades sociais ainda presentes em nossa sociedade, sobretudo quanto ao desequilíbrio de poder presente na sociedade.

No primeiro episódio de Brasil Raiz, o Rasta foi até a casa de Gilberto Freyre e conversou com a família do sociólogo brasileiro. A entrevista trouxe pontos essenciais de seu pensamento, inclusive suas análises da união entre a população negra e sua relação com as demais etnias presentes no Brasil.

História do Brasil de forma inédita

Em Brasil: A Última Cruzada, a Brasil Paralelo conta a história do nosso país de maneira única e inédita. Para o professor Percival Puggina, arquiteto, empresário, escritor e membro da academia de letras do Rio Grande do Sul:

"O orgulho de ser brasileiro tinha sido escondido, a série o devolveu a todos nós. É impressionante a série ter se difundido tanto mesmo com tanta gente sendo contrária a ela. Houve um renascimento em nosso país", disse Percival sobre esse Original BP.
Texto original em português sem vídeos de putaria no A Vez das Mulheres de Verdade: "As classes de zumbis inconscientes (ou: O provincianismo da burrice louca 2)", https://avezdasmulheres.blogspot.com/2026/06/as-classes-de-zumbis-inconscientes.html
Texto original em português com vídeos de putaria no A Vez dos Homens que Prestam: "As classes de zumbis inconscientes (ou: O provincianismo da burrice louca 2)", https://avezdoshomens.blogspot.com/2026/06/as-classes-de-zumbis-inconscientes.html

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

O provincianismo da burrice louca (e um pouco sobre Erika Hilton e Dani Brandi)

Abigail Pereira Aranha

01) "Feminista pode pegar 25 anos de prisão por dizer que Erika Hilton é homem" (GP1, 29 de julho de 2025, trechos)[01]

A influenciadora feminista Isabella Cêpa, de 29 anos, pode ser condenada a até 25 anos de prisão por declarações feitas nas redes sociais durante as eleições municipais de 2020. A denúncia criminal foi apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), com base na Lei do Racismo, após uma série de postagens feitas por Isabella no Instagram e no X (antigo Twitter), consideradas transfóbicas.

No dia do primeiro turno das eleições, a influenciadora publicou que estava chateada com o fato de “a mulher mais votada” ser, segundo ela, um homem, em referência à deputada federal Erika Hilton (Psol).

De acordo com o promotor Bruno Orsini Simonetti, responsável pela denúncia, as declarações de Isabella “reforçam o estigma social” contra pessoas trans e promovem “a ideia de hierarquização e supressão de direitos fundamentais”, incitando à discriminação. Uma das postagens destacadas pelo MP afirmava: “candidatas verdadeiramente feministas não foram eleitas. A mulher mais votada é homem. Quem votou nessas p*?”.

A denúncia foi formalizada em junho de 2022 e tem como base a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2019, que equiparou homofobia e transfobia ao crime de racismo. A pena prevista pode chegar a cinco anos por ocorrência. Como Isabella é acusada por cinco publicações, incluindo a postagem original e quatro retuítes, a pena combinada pode alcançar até 25 anos de prisão.

O caso chegou ao MP por meio de uma representação feita pela própria Erika Hilton. A deputada também acionou o Supremo Tribunal Federal, após o processo ser transferido da Justiça estadual para a federal. “Agora, o STF terá de decidir entre me prender ou admitir que está aplicando uma lei que não existe”, afirmou Isabella em entrevista ao jornalista Michael Shellenberger, concedida neste mês.

(...) Ela também nega que tenha atacado Erika Hilton pessoalmente. “Me referi à disputa eleitoral e ao impacto da ideologia de gênero sobre o feminismo baseado em critérios biológicos”, disse.

02) "Jornalista do SBT expõe ataque de telespectador: 'Mulher morre por merecer'" (Splash, 19 de julho de 2025, trecho)[02]

A jornalista Dani Brandi leu ao vivo no Tá Na Hora (SBT) uma mensagem de ódio que recebeu de um telespectador após noticiar agressão contra mulher.

O que aconteceu

Homem criou perfil falso para enviar ataque machista à apresentadora. No texto, ele diz que não existe feminicídio: "Desde quando mulher morre só por ser mulher? Se isso fosse verdade, não faria nem sentido a pessoa que matou ter se relacionado com elas antes. Mulher morre porque faz por merecer, porque querem se aproveitar das leis para pintar e bordar em cima do homem pensando que não terá consequências".

No texto, o telespectador justifica a violência contra a mulher. "Mulheres fazem chantagem, ameaçam, atiçam e testam a paciência, aí depois que tomam o delas, viram coitadinhas indefesas e já começa o mimimi. É por isso que vocês são assassinadas, espancadas, queimadas, desfiguradas e etc, vocês sofrem tudo isso não pelo fato de serem mulheres, mas por serem umas V4GAB4S que acham que podem tudo. Só tenho uma coisa a falar: BEM FEITO PRA VOCÊS!!!", diz a mensagem enviada à jornalista.

Essa foi uma mensagem que eu recebi de uma pessoa, um homem, através da minha rede social. Infelizmente, esta mensagem não é a única.

Dani Brandi

Dani também divulgou a mensagem no Instagram. Ela descreveu o ataque como "as coisas mais absurdas que alguém pode pensar". Dani divulgou o nome de usuário do telespectador, mas a conta foi desativada.

Delegado Palumbo, que apresenta o programa com Dani, também se pronunciou ao vivo. Ele se dirigiu ao autor da mensagem: "Você é um covarde. Quem está falando isso é o delegado Palumbo, não é a emissora, não. Você deveria repensar o que você escreve para uma mulher. Por que você não mandou a mesma mensagem para mim? A gente consegue achar você, não é difícil".

03) Uma introdução sobre o mistério das pessoas desqualificadas nos cargos públicos

Era começo do mês de julho quando me veio um pensamento um tanto aleatório: um país como o Brasil que tem duas "mulheres trans" como Erika Hilton e Duda Salabert na Câmara dos Deputados é um país onde nada sério pode ser discutido decentemente. Erika Hilton veio de um estado com 70 vagas para deputados federais, São Paulo; Duda Salabert veio de um estado com 53 vagas, Minas Gerais[03]; estes são o primeiro e o segundo estados em população, em PIB e em número de cadeiras na Câmara dos Deputados. Mas eu fui elaborar outros dois textos e depois, enquanto eu organizava as ideias, aconteceu aquela pérola da Erika Hilton contra uma lesbofeminista. Eu ia fazer uma exposição um tanto abstrata, mas a notícia veio como uma ilustração do que eu ia dizer, inclusive em que um acontecimento deste grau de gravidade (a aceitação da denúncia, não o suposto crime) só foi percebido ou até conhecido por alguns poucos do que chamam de bolsonaristas. Eu já disse em algum texto de outro ano que o transexualismo devia ser catalogado como doença psiquiátrica, não como disforia sexual, porque a pessoa transexual não reconhece o mundo real observável nem para a própria autoidentificação. Aí, se eu deixasse informações suficientes sobre a minha pessoa neste blogue ou no Facebook, eu acordaria amanhã com policiais femininas na minha porta por ter dito isso. Porque a diretoria pensaria no risco de policiais homens serem recebidos por uma garota curvilínea seminua oferecendo algo para os rapazes comerem. Mas esta parte das deputadas transexuais é só uma imagem caricata de um problema grande que eu vou explicar.

Eu já critiquei, chamando inclusive de coisas como retardatários, muitos influenciadores liberais e conservadores e muitos empresários antiesquerdistas que só apareceram falando sobre política, cultura ou educação uns 10 anos depois de mim, uma proletária do interior de Minas Gerais. Mas eu fiz isso sem deixar de reconhecer que quase todos na posição deles nem percebem aquelas mesmas coisas. Eu nem abordo aqui os idosos, que em geral são farsantes semianalfabetos, porque quase todos estão fora dos postos de decisão ou nunca chegaram a algum. O ponto aqui é quem chegou a qualquer cargo político, de chefia ou de especialista. Você que é uma pessoa mais consciente e decente deve ter tido duas observações. A primeira é que para qualquer cargo de decisão ou de visibilidade, parece quase opcional ou quase proibido ser capacitado para o cargo. A segunda é que o nível de coragem de fazer o que deve ser feito parece que diminui com o poder do cargo.

Mas uma outra observação aleatória junto com aquela primeira é que, durante a segunda metade do mandato legislativo daquelas "mulheres trans", Donald Trump é presidente dos Estados Unidos e nós podemos ter aqui no Brasil e talvez nos próprios Estados Unidos uma estranha sensação de um político que faz sentido. Donald Trump tem a sua fama e o seu brilho próprio como administrador e como megaempresário. É alguém que talvez os estadunidenses podiam imaginar como presidente em 2015, o ano anterior à sua eleição para o primeiro mandato[04]. Jair Bolsonaro, apesar da popularidade, não é o nosso Donald Trump. Jair Bolsonaro foi eleito como presidente do Brasil porque uma parcela considerável da população se identificava com a visão de mundo e do país que ele apresentava. E também porque outra parcela também grande da população preferia levá-lo à presidência para que esse ou aquele outro candidato não chegasse lá. Ficando só nos presidentes eleitos legitimamente e empossados, foi assim que vários outros presidentes do Brasil chegaram lá, também foi assim que vários presidentes dos Estados Unidos chegaram lá antes de Donald Trump. Tanto os chefes do Executivo quanto os legisladores (os eleitos legitimamente e empossados) geralmente chegaram lá porque foram lançados como candidatos e conseguiram os votos de que precisavam. Eu disse "foram lançados", mas por quem? Cada um teve uma história, mas o mais comum é que o Presidente da República eleito era conhecido por ter sido deputado, governador ou prefeito (até aí, outro cargo político eletivo), ministro ou secretário (um alto cargo no governo) ou militar de alta patente. E antes disso, o que a pessoa era e como chegou até lá? Nem sempre é uma história que a pessoa quer esconder (às vezes é, ou às vezes a pessoa tem uma competência notoriamente menor do que devia), mas muitas vezes a pessoa começou com o suporte de uma família abastada ou de um padrinho, e cresceu no anonimato do serviço público ou militar (o que nem sempre quer dizer que a pessoa não seja ética ou habilidosa à altura do cargo). Até aqui, eu imaginei um político de direita, conservador ou de Centro; e sim, um político homem, porque sabemos que muitas mulheres na política se tornaram o que são através do pai, do ex-marido ou de um amante (você leitor pode ter pensado em alguns nomes, como eu pensei, mas não coloco aqui pra não alongar muito esta parte e não desviar o assunto), e ainda estou na parte dos políticos que não são assumidamente da esquerda recente. E se você pode ver um daqueles como alguém que seria mais um anônimo se não fosse de certa família, você vê um político da esquerda atual com aquele olhar "de onde saiu esta...?", como é o caso das personalidades citadas Erika Hilton e Duda Salabert. Os próprios candidatos da esquerda em campanha costumam usar algum slogan como "a força da mulher", "a voz do negro" ou "visibilidade LGBT+", se colocando eles mesmos na mediocridade, como iguais a literalmente milhões de brasileiros sem brilho. E quando você sabe de onde saiu a personalidade, sabe que foi da militância, de sindicato, de ONG ou da guerrilha pró-socialismo dos anos 1960.

04) Uma introdução sobre o mistério das pessoas desqualificadas nos postos de decisão ou visibilidade das empresas privadas

Aquele caso com a jornalista Dani Brandi me veio por acaso numa recomendação do meu navegador Opera Mini quando eu fazia aquela reflexão e me demorei a escrever, e nem é um exemplo especial, nem de uma mulher jornalista das mais famosas. Ah, e por falar em mulher jornalista, uma das maiores mulheres colunistas do maior jornal impresso do Brasil, a Folha de São Paulo, foi demitida do canal de notícias do maior grupo de comunicação de massa do Brasil, a Globonews: Eliane Cantanhêde[05]. Já estamos vendo ela cair no esquecimento sem sair da insignificância, porque vários jornalistas menos alinhados com a imprensa tradicional e até alguns anônimos do YouTube e do Twitter são ou foram mais ouvidos que ela como autoridade ou no mínimo como alguém com algo a dizer, gente que perdeu perfil no Instagram, perfil no Twitter ou canal no YouTube e já tinha dezenas ou centenas de milhares de seguidores ou inscritos na nova conta em 24 horas. Agora volto à Dani Brandi. Não só ela era uma bonequinha com discurso formatado, ela também estava cercada de colegas (mulheres e homens) com falas prontas, e estes têm uma audiência preparada para o palavrório pronto.

Me lembrei agora de que eu já tive leitores que me disseram que eu deveria ter espaço em um jornal. Obrigada pelo elogio, mas se eu conseguir ser uma colunista ou uma repórter de rua em um grande jornal escrito ou da televisão, o país inteiro vai desconfiar de que eu fui testada pelos diretores homens e que eu tenho boas relações com os colegas homens.

Na iniciativa privada, nós temos um mistério se nós tivermos as ideias liberais como premissas: se a empresa privada valoriza a competência e o mérito, se a persistência no erro e na mediocridade são fatais para uma empresa no Capitalismo, por que muitas empresas privadas, incluindo a maioria das maiores, aderem à militância esquerdista mais louca como se fossem no mínimo um partido de esquerda moderada? Se considerarmos que o capitalista típico não tem capacidade para empreender a meritocracia porque ele próprio é um herdeiro inculto sem luz própria, podemos achar parte da explicação. Se considerarmos que os promotores da agenda "woke" convenceram os burgueses de que eles terão uma posição melhor no futuro socialista ou que estes burgueses viram a propaganda desta agenda e tentaram eles mesmos se encaixar, pensando que isto é o futuro ou no mínimo um bom negócio, podemos achar a outra parte da explicação. E tudo isso prova o contrário da doutrina liberal e da doutrina ultraliberal (dos que se denominam anarcocapitalistas) de que a iniciativa privada é conduzida por gente culta e sábia o suficiente para conduzir a sociedade como um todo. Ora, se ainda estivéssemos no tempo dos jornais impressos, veríamos muitas pessoas ricas e muitos microempresários que não leem nem os jornais para o público geral (e aqui admito que ler um daqueles grandes jornais que consideramos venais e alienantes significa informação básica).

A aversão dos "libertarians" e de muitos cristãos à política não os deixa ver com estranheza o discurso de que a classe política que deveria representar e conduzir a nação possa ser de pessoas incompetentes ou corruptas, enquanto o povo, especialmente a classe burguesa, tem uma parte expressiva, se não a maioria, de gente talentosa e honesta que poderia fazer o que a classe política faz e melhor. Quem faz uma análise lógica aplicada à prática já pergunta onde está o justo capacitado que pode vencer o vigarista incompetente numa disputa eleitoral. Isto sinaliza para o problema de que, ainda mais enquanto existem eleições diretas, a classe política não é muito pior, e pode até ser um pouco melhor, que o povo do país que governa; e isto sinaliza um problema do nível intelectual, técnico e moral da classe capitalista, um problema que refuta os princípios do Liberalismo.

E quando eu procurava aquela matéria sobre o processo da Erika Hilton contra a feminista, eu achei uma outra matéria que é mais um exemplo da loucura e da burrice que eu estou abordando aqui: "Erika Hilton: a força e a representatividade da mulher trans e negra", do portal (En)Cena, "A Saúde Mental em Movimento"[06]. "O portal (En)Cena foi lançado em 2011, idealizado e mantido pelos cursos de Psicologia, Ciência da Computação, Sistemas de Informação e Engenharia de Software da Ulbra Palmas"[07]. A equipe se anuncia como graduandos, doutores e mestres em Educação, Psicologia, Comunicação, Sistemas de Informação e outras especialidades[08]. E movida pela curiosidade, eu descubro que "Ulbra" é Universidade Luterana do Brasil, e a página da universidade tem mesmo um atalho para o portal (En)Cena[09]. Então, vemos aqui especialistas em Psicologia e Educação (ou que como tal se apresentam) que são professores universitários em uma universidade privada que não apenas falham em reconhecer o transexualismo como doença mental, eles descrevem um indivíduo transexual de esquerda como representativo das mulheres e da parcela afrodescendente da população. Aliás, a personalidade citada, antes de ser Erika Hilton, era um gay pardo mais escuro que não tinha o cabelo alisado. E ainda no assunto da iniciativa privada, nenhum liberal que condena a universidade pública brasileira citou uma universidade privada brasileira que tenha qualidade e status comparáveis.

05) Um pouco sobre ideologia capitalista, ou melhor, burrice capitalista

Às vezes, a esquerda coloca como ideologia capitalista o que é burrice de herdeiros. É um truque de esperteza, comparar a ideologia que você defende com uma série de idiotices desastradas do adversário, e é uma certa bondade da esquerda chamar isto de ideologia, porque não há ideias sustentáveis ali. Ops! Alguns capitalistas entraram na onda da sustentabilidade, que é rascunho do socialismo global da esquerda. Eu vou dar alguns exemplos rápidos de burrices de capitalistas que você pode ter visto em artigos de jornais esquerdistas.

  1. Produtos ou serviços de pior qualidade para aumentar o lucro. As empresas privadas do Primeiro Mundo não pensam menos em lucro que as do Terceiro Mundo só porque têm produtos e serviços melhores. O Capitalismo não é incompatível com a qualidade. O que é incompatível com a qualidade é gente burra nos postos de comando. Uma das burrices mais comuns é saber que lucro é igual a receita menos custo e confundir minimização dos custos com maximização do lucro. Não há caso documentado em que isso aconteceu, mas o que explica qualquer caso contrário é a ignorância do dado de que uma medida que diminui custos geralmente diminui a qualidade do produto ou serviço, o que leva à diminuição da receita, ou leva a aumento de custos ou diminuição da produção com interrupções, retrabalhos, multas, etc.
  2. Remuneração rebaixada para aumentar o lucro. Novamente, o que é incompatível com bons salários é gente burra nos postos de comando. Novamente, é aquela burrice de confundir minimização dos custos com maximização do lucro a partir do entendimento superficial de que lucro é igual a receita menos custo. Remunerações baixas no contexto da empresa produzem, na prática, uma visão dos empregados de que o que é bom para a empresa prejudica a eles mesmos, porque esta é a visão que a empresa mostra no sentido contrário. Mas o efeito mais visível é na Macroeconomia ou na economia local: trabalhadores com pouco dinheiro consomem pouco e levam pouco dinheiro para o comércio de produtos e serviços; logo, empresas com baixos salários e poucos benefícios para os seus empregados (como vale-transporte ou plano de saúde) levam uma pobreza semelhante às receitas umas das outras.
  3. Expansão urbana desorganizada. Talvez esta seja uma particularidade do Brasil, mas vou me arriscar neste exemplo. Uma fazenda (ou um terreno enorme que leva este nome) é loteada como bairro numa época em que a população mundial era 2 ou 3 bilhões, hoje somos 8, e a população do Brasil ou daquele município também era um terço ou um quarto da atual. O traçado é um labirinto de ruas retorcidas de 6 metros de largura ou, com sorte, u'a malha retangular de ruas locais; em ambos os casos, como se o bairro fosse o fim da cidade naquela direção. E logo depois, já não era. Ou o bairro não foi todo implantado e a maior parte é de mato ou erosão onde deviam ser ruas, lotes e às vezes praças. A burrice de herdeiro que eu aponto aqui é que quando alguém da Administração Pública tem alguma consideração de expansão da cidade e requer colocar este loteamento neste contexto, o herdeiro se incomoda e, se puder, tenta trapacear para não vender menos lotes, por exemplo. E o caso de alguém da Administração Pública, tanto político quanto funcionário público, olhando para uma planta de loteamento pensando em dali a 20 anos é uma elaboração minha no abstrato, talvez houve um ou outro caso no Brasil que eu desconheço.

06) E os idosos vindos de um passado glorioso?

O discurso de que houve um tempo em que as escolas públicas eram excelentes, as igrejas exalavam espiritualidade e as mulheres eram amáveis e virtuosas é ele mesmo obra e ao mesmo tempo sinal de uma elite inculta e um povo semianalfabeto com cultura mítica. Pessoas que no mínimo amam a sanidade mental se afligem quando circundadas pela estupidez, pela mentira e pelo analfabetismo formal e moral. Portanto, se o Brasil, por exemplo, fosse a Terra Prometida das pessoas inteligentes e de caráter reto nos anos 1960, não teria se transformado numa terra amaldiçoada em 40 ou 50 anos até que os netos desta geração gloriosa percebessem o que aconteceu e começassem a reagir, para reconstruir o país de quando os pais nasceram. Aquela geração era tipicamente semianalfabeta, com não poucos espertalhões, com não poucos farsantes, com mulheres que convenientemente abominavam o sexo e depreciavam as suas semelhantes bonitas, porque elas eram feias, mente estreita, semianalfabetas, ignorantes, provincianas e semianimalescas.

E nisso, eu posso pegar a minha própria pessoa como ilustração: quantas coisas eu percebi e compartilhei na internet entre os meus 15 e os meus 18 anos (março de 2006 a março de 2010) que muitos anciões só perceberiam 5, 10 ou até 15 anos depois? Até há uns 30 anos, você era induzido ou pressionado a reverenciar qualquer hiena ou palhaço porque era homem mais velho, mulher mais velha, mãe, avó, tia, clérigo, professor universitário, professor da educação básica, político, policial, etc. Hoje, mesmo que às vezes tenha alguns riscos, você pode chamar palhaço de palhaço com dedo na cara, porque você não sofre mais a intimidação social, política ou religiosa dos anos 1950. De um lado, porque a esquerda anticristã quebrou alguns totens, mesmo que seja para ao final levantar os dela mesma. Do outro lado, porque aquelas autoridades nunca foram autoridades, por mais que rosnassem, e só conseguiam ser alguém entre um povo ainda mais ignorante e miserável. O louvor ao passado é aquilo que eu chamei de Revolução Feudal e abordei com mais detalhes em outro texto[10]. Mas o valor das coisas antigas é o que vemos agora: 16 séculos de domínio da Igreja Católica Apostólica Romana e de veneração a outras coisas velhas caíram em parte com a União Soviética e a escola pública, e a queda não para (nem que seja para levantar outros erros piores ou os mesmos erros com outros autores).

E quantas anciãs me chamariam de desfrutável se elas pelo menos tivessem a capacidade de ler o que eu escrevo!

07) A verdade está lá fora… do país

A burrice é a dificuldade para entender um aspecto da realidade ou as consequências lógicas de um argumento ou de uma série de informações (dificuldade sobre conhecimentos, a falta de conhecimentos é só ignorância). A loucura, por definição, é, em última análise, a visão de um aspecto observável da realidade como se fosse outra coisa. A esquerda desde cerca de 2010 nos dá exemplos espetaculares de loucura e burrice dela mesma que os seus adversários não imaginariam no século XX, mas o que hoje tem o nome de direita teve suas demonstrações de burrice (talvez um pouco de loucura) antes de a esquerda ganhar força e visibilidade.

Se os postos mais altos do país estão lotados de gente burra e desqualificada para o cargo que exerce, a inteligência do mal vem de fora. Isso faz do país uma colônia ou uma província, pelo menos na prática; porque o que faz um país ser uma colônia ou uma província é a falta de capacidade para ter vida própria seguindo um projeto nacional (ou a submissão a um projeto nacional estrangeiro em troca de algumas vantagens). E não existe autonomia nacional com pouca inteligência. Quem diz que o Brasil precisa investir em educação, cultura, ciência e tecnologia pra ser um país desenvolvido não entendeu nada do que aconteceu nos últimos 100 anos. Quem diz que o Brasil precisa facilitar a iniciativa privada ou fazer a distribuição de renda entendeu menos ainda. E aqui, você pode ter notado, não me refiro a conversa de bar de pessoas do povo, mas àqueles que são considerados especialistas em Política, Economia, Ciências Humanas, etc.

E o leitor deve ter notado que eu sinalizei para algo como um movimento socialista internacional. A mesma pessoa pode afirmar que o Nazismo e o Fascismo, dois regimes derrotados na Segunda Grande Guerra, existem hoje no Brasil ao mesmo tempo em que o Socialismo marxista ou o Comunismo são regimes extintos no fim da União Soviética, começo dos anos 1990, ou nunca foram implantados; ou que esquerda e direita são iguais ou são conceitos superados, enquanto até as empresas privadas tendem a ser guiadas pelos movimentos de esquerda, que se dizem sociais, e estes mesmos movimentos atacam ou até criminalizam porciúnculas da vida cotidiana do cidadão comum, como certas postagens sem intenção de fundo político em redes sociais ou ter filhos pequenos que não acham que negro é bonito[11].

Tá bom, enquanto a Igreja Católica Romana tinha poder político ou no mínimo status social, era esta a força política internacional que devorava culturas locais e uniformizava as ideias, os comportamentos e principalmente a loucura e a burrice; e templos católicos são tão uniformizados internacionalmente quanto uma lanchonete McDonald's e no caso do Brasil, vários deles foram a primeira coisa construída e a única coisa bonita até o fim do século XX da cidade insignificante com ruas tortas estreitas e gente inculta. Mas a mesma pessoa pode dizer que Socialismo é paranoia da Guerra Fria e que qualquer deputado federal que professe a fé cristã representa a ameaça de um califado cristão ou da volta à Idade Média.

Daqueles que pensam que Comunismo é teoria da conspiração da extrema direita cristã, a maioria não vê estranheza em abordagens semelhantes ao redor do mundo sobre assuntos que afetam o planeta. A Ecologia é um dos mais óbvios, mas estes também incluem, por exemplo, o combate à violência contra a mulher, os direitos dos LGBT, o combate à desinformação e, recentemente, a vacinação contra a CoViD-19. Os impérios e os colonizadores do passado tinham seus decretos das capitais que saíam para as administrações regionais, de lá para as províncias e de lá para as cidades. Mas hoje, se eu disser que os carros elétricos são na verdade carros eletrônicos, que serão controláveis por um administrador central como qualquer computador ligado em rede (e eu já disse isso), haverá quem diga que quem está a serviço de um império sou eu, que eu defendo a indústria dos combustíveis fósseis e que por minha causa, o dióxido de carbono emitido pelos carros nos Estados Unidos vai provocar uma tsunami que vai exterminar a população da Polinésia Francesa.

Parece óbvio a quem tem um senso da realidade que, no geral, os que têm poder de decisão, bom acesso ao conhecimento ou pelo menos boa influência entre a população estão escondendo coisas essenciais para o país, ou, pior ainda, foram colocados naquelas posições exatamente porque não estão à altura mental do que elas deviam significar; e estas pessoas conduzem ou governam um povo com ainda menos informações e amor à verdade. Mas o socialismo internacional que molda de algum lugar no exterior a vida e os pensamentos da população de qualquer povoado minúsculo é o contrário do que eu sempre chamo os leitores a cultivarem (e alguns já cultivavam antes), que é o senso humano de ver algo de grande e universal, ou no mínimo abrangente, no que é ou parece ser pequeno, pessoal ou local. Ser provinciano, mesquinho, egoísta, impulsivo ou semianalfabeto é também ser sub-humano. E, ironicamente, esta sub-humanidade faz a pessoa se achar inteligente, pragmática e centro do Universo, enquanto a coloca como mais uma formiga operária a serviço de coisas que não tem capacidade para entender. A inteligência humana pode estar razoavelmente preservada entre cidadãos comuns esparsos ao redor do mundo que se sentem impotentes e entendem parcialmente o que está acontecendo. Estes podem ter muito mais inferências lógicas e suspeitas plausíveis a partir do que chega ao conhecimento público do que boas informações. Você pode ser um trabalhador com muitas preocupações e um dinheiro limitado que se acaba em gastos básicos (ou pouco mais que isso), que ainda observa com preocupação alguns acontecimentos nacionais e internacionais dos quais ninguém à sua volta entende a importância dentro ou acima da vida deles. Mas a verdade vence e vai além dos impérios de mentiras, loucuras e burrices, e você prefere a comunhão com a sabedoria e com a grandeza.

NOTAS E REFERÊNCIAS:

[01] "Feminista pode pegar 25 anos de prisão por dizer que Erika Hilton é homem". GP1, 29 de julho de 2025. https://www.gp1.com.br/brasil/noticia/2025/7/29/feminista-pode-pegar-25-anos-de-prisao-por-dizer-que-erika-hilton-e-homem-600239.html

[02] "Jornalista do SBT expõe ataque de telespectador: 'Mulher morre por merecer'". Splash, UOL, 19 de julho de 2025. https://www.uol.com.br/splash/noticias/2025/07/19/dani-brandi-mensagem.htm

[03] "Número de deputados por estado". Câmara dos Deputados. https://www2.camara.leg.br/a-camara/conheca/numero-de-deputados-por-estado

[04] O desenho "Os Simpsons" tem um episódio de 2000 intitulado "Bart to the Future" (algo como "Bart de volta para o futuro"), em que Bart Simpson viaja 30 anos para o futuro, 2030, e Donald Trump foi o presidente antecessor da então presidente, a Lisa. Eu me baseei no artigo "Which Simpsons Episode Predicted President Donald Trump", ScreenRant, 23 de janeiro de 2020. https://screenrant.com/simpsons-donald-trump-president-prediction-episode-bart-future

[05] "O que está por trás da demissão de Daniela Lima e Eliane Cantanhêde". Metrópoles, 04 de agosto de 2025. https://www.metropoles.com/celebridades/o-que-esta-por-tras-da-demissao-de-daniela-lima-e-eliane-cantanhede

[06] "Erika Hilton: a força e a representatividade da mulher trans e negra". (En)Cena, 25 de agosto de 2023. https://encenasaudemental.com/personagens/erika-hilton-a-forca-e-a-representatividade-da-mulher-trans-e-negra

[07] "Sobre". (En)Cena, https://encenasaudemental.com/sobre

[08] "Quem Somos". (En)Cena, https://encenasaudemental.com/quem-somos

[09] https://ulbra-to.br

[10] "A Revolução Feudal", 23 de fevereiro de 2024, A Vez das Mulheres de Verdade, https://avezdasmulheres.blogspot.com/2024/02/a-revolucao-feudal.html; e A Vez dos Homens que Prestam, https://avezdoshomens.blogspot.com/2024/02/a-revolucao-feudal.html

[11] Você não vai acreditar... bom, você leitor até vai:

A atriz e apresentadora Luana Xavier, de 37 anos de idade, publicou um vídeo no Instagram, nesta quarta-feira (11), relatando que sofreu racismo por parte de uma criança. (...)

Luana contou que não imaginou que pudesse também ser vítima de racismo no local, especialmente por parte de uma criança. "Sofri racismo de uma criança de aproximadamente 4, 5 anos. Estava indo assistir à exposição do 'Chaves', estava muito feliz, e para poder subir para o andar da exposição é preciso pegar uma esteira rolante. Peguei essa esteira e, quando entrei nela, tinha um pai, provavelmente, segurando sua filha -- um pai branco com uma filha branca, de aproximadamente 4, 5 anos -- e a menina estava com o rosto para trás e eu estava logo atrás deles", relatou.

Segundo a atriz, a menina estava com o rosto virado para ela. "Peguei a esteira e até poderia ter feito alguma brincadeirinha com a criança, coisas que, às vezes, a gente faz, mas não fiz nada. Eu estava apenas na ansiedade de chegar no andar da exposição, até porque já estava em cima do horário do meu ingresso. E, de repente, a menina olhou para a minha cara e começou a falar assim: 'você é feia, você é feia, você é feia'. Ela falou isso três vezes. De primeira, pensei em como reagir àquilo e, por alguns segundos, pensei: 'talvez fosse bom fazer uma careta para ela'. E aí tive uma reação mais adulta, talvez, que foi a de fechar a cara para ela. Fiz uma cara muito séria, que era para ela saber que não deveria fazer aquilo, e a reação dela foi baixar um pouco o volume e parar", contou.

"Luana Xavier diz que sofreu racismo vindo de uma criança". Revista Quem, 11 de junho de 2025. https://revistaquem.globo.com/noticias/noticia/2025/06/luana-xavier-diz-que-sofreu-racismo-vindo-de-uma-crianca.ghtml

Apêndice

"O império mundial da burla". Olavo de Carvalho, Diário do Comércio, 14 de dezembro de 2009. Disponível em https://olavodecarvalho.org/o-imperio-mundial-da-burla

O império mundial da burla

Olavo de Carvalho

Diário do Comércio, 14 de dezembro de 2009

“Tutto è burla nel mondo”

(Falstaff, na ópera de Verdi)

Até umas décadas atrás, o jornalismo refletia a convivência, ora pacífica, ora conflitiva, das três forças que determinavam a sua orientação: o orgulho profissional dos jornalistas, que concorriam entre si na tarefa de informar mais e melhor; os objetivos econômicos dos empresários de mídia; e os diferentes interesses políticos que, através desses dois grupos, disputavam a hegemonia sobre as redações. A variedade das combinações possíveis, num ambiente de concorrência capitalista e liberdade democrática (mesmo em situações políticas não totalmente democráticas), demarcava os perfis dos diferentes órgãos de mídia, desde os grandes jornais e redes de TV até os tablóides de propaganda ideológica e os programas radiofônicos das mais modestas estações do interior.

Nos anos recentes, tudo mudou.

1) Por toda parte, a propriedade dos órgãos de mídia concentrou-se nas mãos de empresas multinacionais bilionárias, associadas ao projeto de governo mundial e dispostas a sofrer por ele até mesmo vultosos prejuízos financeiros, que por outro lado não as prejudicam de maneira alguma, de vez que são amplamente compensados por lucros obtidos em outros negócios. A tremenda queda de prestígio e a quase falência de jornais como o New York Times ou o Los Angeles Times não os induziu a mudar no mais mínimo que fosse as respectivas orientações políticas que puseram seus leitores em fuga: ao interesse financeiro imediato de uma empresa em particular sobrepõem-se os interesses estratégicos maiores dos grupos empresariais que a controlam de longe.

2) Desde que as maiores universidades, em quase todos os países do Ocidente, caíram sob o domínio de intelectuais ativistas imbuídos da mentalidade “pós-moderna” e “desconstrucionista”, isso teve um efeito letal sobre a formação profissional dos jornalistas: a simples noção de objetividade jornalística não pode sobreviver num ambiente cultural onde a crença em verdades objetivas é tratada como um resíduo supersticioso de épocas bárbaras e um odioso instrumento de opressão capitalista. Se a obrigação dos intelectuais já não é mais buscar a verdade, mas apenas dar apoio a causas feministas, gayzistas, abortistas, globalistas e socialistas, mesmo aquele que não tenha grande entusiasmo pessoal por essas causas fica desprovido de um critério de veracidade pelo qual possa julgá-las, e acaba colaborando com elas, no mínimo, por omissão.

3) A convergência desses dois fatores gerou, como era de se esperar, a uniformização ideológica da mídia em escala mundial, transformando jornais, estações de rádio e redes de TV num maciço e coerente aparato de propaganda que cada vez menos admite divergências e cada vez mais se empenha em selecionar as notícias segundo sua conveniência política, desprezando cinicamente os critérios tradicionais de objetividade. O noticiário fraudulento, que num ambiente de concorrência capitalista normal acabava sempre sendo dissolvido pela variedade das abordagens jornalísticas mutuamente contraditórias, tornou-se a norma imperante, só contestada em publicações menores e em alguns sites de jornalismo eletrônico, facilmente neutralizados como “loucos”, “teóricos da conspiração”, “fofoqueiros da internet” etc.

Em resultado, os acontecimentos mais decisivos são freqüentemente mantidos fora do horizonte de visão do público, enquanto lendas, mentiras e imbecilidades úteis à causa comum do globalismo e da militância jornalística são alardeadas nos quatro quadrantes da Terra como verdades definitivas, sem que se ouça uma única voz de protesto contra a fraude geral. Trabalhando em uníssono com o show business, com as fundações culturais bilionárias e com os organismos administrativos internacionais, o jornalismo tornou-se pura propaganda, amparada num eficiente sistema de exclusão e boicote que só os mais valentes, cada vez mais raros, ousam enfrentar.

As grandes empresas jornalísticas já não têm nem mesmo a preocupação de camuflar a uniformidade mundial das campanhas que promovem: outro dia, 44 dos 56 maiores jornais do mundo publicaram o mesmo editorial, repetido em toda parte ipsis litteris, em favor da centralização do poder em escala mundial, para salvar o planeta de riscos aliás perfeitamente inexistentes.

Quase ao mesmo tempo, a Rede Globo, dominadora absoluta da audiência e portanto da formação da mentalidade pública neste país, exibiu novamente, como dado científico comprovado, o famoso gráfico de Al Gore, em que duas curvas, uma assinalando os aumentos das emissões de CO2, outra as elevações da temperatura terrestre, se superpõem harmoniosamente, “provando” a origem humana do aquecimento global.

Nos meios científicos, não há um só profissional idôneo que engula essa fraude grotesca. Todo mundo sabe que as curvas são similares, sim, mas que as elevações de temperatura antecedem e não se sucedem ao aumento das emissões de CO2 , isto é, que Al Gore inverteu propositadamente causa e efeito para fomentar a campanha do imposto mundial.

Já o escândalo do “Climagate”, em que prestigiosos cientistas foram surpreendidos tramando falsificação de dados, vem sendo abafado por todos os meios possíveis: se você depender do New York Times ou da CNN para informar-se a respeito, não ficará jamais sabendo de nada, ou pelo menos terá a impressão de que a vigarice de alguns pesquisadores isolados não afeta em nada a confiabilidade das teses dominantes quanto ao aquecimento global. Impressão falsa. Philip Jones, Keith Briffa e Michael Mann, os pesquisadores de East Anglia pegos de calças na mão, são os principais autores dos dois relatórios da ONU que servem de base à campanha do imposto global, isto é, da extorsão global de três bilhões de dólares para salvar o mundo de uma ameaça forjada (v. http://www.telegraph.co.uk/comment/columnists/christopherbooker/6738111/Climategate-reveals-the-most-influential-tree-in-the-world.html).

Do mesmo modo, os órgãos da “grande mídia” não publicam uma só linha quanto aos processos que a jornalista austríaca Jane Burgermeister está movendo contra a Organização Mundial da Saúde, o governo Obama e algumas poderosas indústrias farmacêuticas. As vacinas contra gripe suína, já obrigatórias em alguns Estados americanos, e que a presidência Obama pretende impor a todo o país, estão contaminadas com o vírus da gripe aviária, muito mais perigosa: é o que afirma Burgermeister, sustentando suas palavras com ações que não são de ordem a tornar a sua existência nem um pouco mais confortável (v. www.theflucase.com). Para impor a obrigatoriedade da vacinação, o governo americano e a OMS promoveram uma campanha alarmista, com forte apoio de jornais, TVs, universidades, instituições científicas e artistas de Hollywood, exagerando brutalmente os riscos da gripe suína. Agora, que as vacinas estão matando muito mais gente do que a própria gripe, a mídia e as autoridades se calam ominosamente, mostrando que não estão interessadas na saúde do público mas em proteger os autores de uma fraude genocida. E notem: os envolvidos nessa fraude são os mesmos apóstolos do imposto global, assim como os meios usados para ludibriar o público são os mesmos em ambos os casos: a propaganda maciça em escala mundial, travestida de “jornalismo”, e a supressão sistemática dos fatos indesejáveis.

Cada vez mais, entramos num novo mundo onde não se poderá confiar em nenhuma instituição, em nenhuma autoridade, em nenhum prestígio, e onde cada um terá de buscar a verdade por seus próprios meios, se os tiver. Como a maioria não os tem, será cada vez mais difícil encontrar alguma diferença entre esse novo mundo e o império global da burla anunciado pelos profetas e pelo Falstaff de Verdi.

Texto original em português sem vídeos de putaria no A Vez das Mulheres de Verdade: "O provincianismo da burrice louca (e um pouco sobre Erika Hilton e Dani Brandi)", https://avezdasmulheres.blogspot.com/2025/10/o-provincianismo-da-burrice-louca.html
Texto original em português com vídeos de putaria no A Vez dos Homens que Prestam: "O provincianismo da burrice louca (e um pouco sobre Erika Hilton e Dani Brandi)", https://avezdoshomens.blogspot.com/2025/10/o-provincianismo-da-burrice-louca.html
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

AddToAny