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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Direita cristã, acabou! - parte 19: mulher, o ponto fraco dos cristãos conservadores (o antiolavismo restaurando a baixa cultura feminista-socialista no Brasil e outras notas)

Abigail Pereira Aranha

Nota 01

Eu, dia 28 às 20:49:

Você já viu algum comercial recente dizendo "crise se supera com trabalho"? Ou já viu um adesivo de carro dizendo algo como "não fale em crise, trabalhe"? Se algum desavisado fizesse isso na época do apagão do governo Fernando Henrique Cardoso, um PT ou um PSTU teria destruído a imagem do cidadão.

(https://plus.google.com/+AbigailPereiraAranha/posts/JSrpGNqEFzB)

Postagem do dia 27: https://www.facebook.com/formato.outdoor/posts/1221524307857738

Após solicitação do Sr. Michel Temer em seu discurso de posse, as duas maiores entidades representativas da Mídia Exterior no Brasil, a Central de Outdoor e a Fenapex – Federação Nacional da Publicidade Exterior, estão veiculando através de seus associados o outdoor que o presidente interino do Brasil gostaria de ver espalhado por todo o país. Não fale em crise, trabalhe

Anarcomiguxos, dia 30 às 13:55[01]:

Não pense em crise e nem em brincar, trabalhe. Frase de Michel Temer. Anarcomiguxos

"Não pense em crise e nem em brincar, trabalhe"

Viva a meritocracia!

#Anarkrisca

"Se essas crianças não pensarem em crise e trabalhar bem, aos 7 anos poderão ter R$ 2 milhões em imóveis também"

Nota 02

Superior Tribunal de Justiça (STJ)

31 de maio às 19:58[02]

O STJ já decidiu que, em se tratando de delitos sexuais, a palavra da vítima tem alto valor probatório, considerando que crimes dessa natureza geralmente não deixam vestígios e, em regra, tampouco contam com testemunhas.

Não se cale, denuncie! Disque 180.

Para ver outras decisões do STJ sobre Valor Probatório da Palavra da Vítima acesse o tema em nossa Pesquisa Pronta: http://ow.ly/ZTR5300Moyr

#PraCegoVer : foto de uma mulher falando com um megafone e o texto acima "ESTUPRO. Palavra da vítima vale como prova em crimes contra liberdade sexual".


Abigail Pereira Aranha

01 de junho de 2016 às 22:21[03]

Mandei para os ministros do STJ por e-mail:

Os srs. ministros decidiram mesmo isto aqui? https://www.facebook.com/stjnoticias/photos/a.10150813555331852.397476.122690696851/10153471769581852

Estupro não deixa marcas? Bem, se admitirmos que estupro pode ser até um esbarrão num metrô, faz sentido. Mas para que os senhores tenham noção de como se transformaram em jagunços de vacas encrenqueiras, vou dar três casos de memória.

1) Uma adolescente queria que o namorado dormisse em casa (a casa dela), o padrasto não deixou, ela disse que foi estuprada. Ele ficou preso cinco meses e só saiu porque ela confessou a mentira. Pesquisem na Revista Consultor Jurídico.

2) Um homem foi acusado de estuprar uma menina de 9 anos, ficou preso três anos ANTES de ser julgado e se descobriu que no dia do crime, ele nem na cidade estava. Ele foi estuprado na cadeia e pegou AIDS. Lembrando que estupros não deixam marcas.

3) Uma mulher transou com um segurança de uma festa em Brasília e depois disse que foi estuprada. Uns dois meses depois, o homem foi inocentado porque todas as testemunhas viram ela sair da festa abraçada com o estuprador.

Se existe mesmo a cultura do estupro, por que os homens neste tribunal não confessam logo quantos estupros cometeram? Ou como seus pais ensinaram como podem estuprar? Vocês nos saíram com esta pérola porque uma suposta vítima de estupro fez um exame de corpo de delito e não deu nada? Estão querendo fazer com milhões de homens como alguns policiais fizeram com o dentista Flávio Ferreira Santana, que eles mataram e, na falta de provas de que ele cometeu um assalto, colocaram uma arma na mão do cadáver? Sabem o que vão conseguir com isso? Perder o respeito de todas as mulheres do povo de verdade sem ganhar o de lésbicas psicóticas para quem estão rastejando. Além, é claro, de fazer a vida do homem um inferno, deixando a vida dele sujeita à primeira calúnia de qualquer vadia.

Atenciosamente,

Abigail Pereira Aranha

Nota 03

Abigail Pereira Aranha

06 de junho de 2016 às 12:03[04]

A página Lado Direito da Equidade tem uma seção "Feministas Dissidentes", parece que com a ideia de mostrar que "o Feminismo é tão ruim que há mulheres feministas falando mal". O efeito vai ser o contrário: confirmar o universo feminino ou, pior ainda, o próprio movimento feminista como autoridade final sobre TODA a vida social, inclusive para julgar o próprio Feminismo. E o Feminismo é exatamente isso. Ah, um caso pior ainda foi o vídeo "Feminismo 2.0", da feminista Tammy Bruce e legendado em português pelos Tradutores de Direita[05]. A ideia que se passa é que o Feminismo só está mal quando AS MULHERES disserem que está. Ou, pior ainda, quando a própria militância feminista fizer tanta porcaria que será obrigada a reconhecer que fez, por último e a contragosto. Mesmo que quase todos os moradores de rua, os mortos por acidente de trabalho, acidente de trânsito ou homicídio sejam homens. Mesmo que homens sejam presos por procurar prostitutas e mulheres sejam soltas porque estavam de TPM quando mataram alguém.

Os homens da geração dos homens que mataram Emmett Till só porque ele tentou galantear uma mulher na rua eram cavalheiros, e trabalhavam com risco de saúde ou de vida para sustentar mulher e filhos. Aí, as netas deles participaram da Slut Walk ou até hoje compartilham piadas femistas nas redes sociais. O Feminismo só pode ser derrotado se homens e mulheres tiverem igualdade de valor, e o bem da mulher não valer mais nem ganhar mais atenção que o do homem. Efésios 5:25 é uma das provas de que o Conservadorismo nunca pode nos levar a isso. Mostrar as loucuras das radfems sem combater a CULTURA que as produziu só vai dar uma chance ao próprio movimento lesbossocialista de fingir autocrítica, absorver a discussão de Direitos Humanos dos Homens e Meninos e sair ainda mais dominante.

Nota 04

Felipe Giannini com Abigail Proibida.

04 de junho de 2016 às 19:17[06]

Nesses dias vi um tema relacionado ao tão famoso "machismo" (masculino é claro).

Vi algumas femininstas falando mal sobre o assunto pois eram criticados certas atitudes dos homens nos quais não seriam do agrado dela. Até ai, rotineiro como sempre...

Agora vem a parte curiosa......

Algumas adeptas ao "conservadorismo" contra-argumentam que o "machismo" não seria ruim (podendo ser até a coisa mais maravilhosa do mundo), citando exemplos de condutas bonitinhas como abrir a porta do carro, dar flores, ser codependente da relação (supondo a parte provedora do homem).

Sabem qual é a diferença entre ambas? NENHUMA

Ambas adotam um conjuntos de regras e condutas permissíveis e proibitivas para homem, não dando a ele a palavra para saber o que ele pensa a respeito e se aquela atitude era regida pelos seus próprios interesses.

No fundo mesmo, as mulheres ditam o comportamento masculino, construindo ou um "machismo do bem" (conservadoras) ou um "machismo do mal" (feministas).

Às que são denominadas "conservadoras" nada mais são do que feministas moderadas, pois nunca vislumbraram a possibilidade de se colocarem na posição de seus parceiros masculinos e descobrirem o que os agrada, independente do seu crivo feminino.

Em suma: O "MACHISMO" É UMA CRIAÇÃO FEMININA!

Nota 05

Augusto Reynaldo Caetano Shereiber

05 de junho de 2016 às 03:07[07]

Tenho nojo, verdadeira repulsa quando vejo pessoas ditas conservadoras de direita dizendo que o feminismo do passado era justo, legítimo e outras aberrações do gênero. Tais pessoas não são de direita e nem conservadoras, são brincalhonas que desconhecem a história, desconhecem os vandalismos em igrejas e comércios causados por sufragistas na década de 1910, desconhecem as frases misandricas de feministas daquela época, frases nojentas de perturbadas que viviam cercada pelas tecnologias dos homens, mas ofendiam os mesmos

Estas mesmas pessoas muito provavelmente devem também achar que o PT no passado também era bom, porque defendia os trabalhadores, devem achar que o comunismo já foi legal, porque defendia os direitos trabalhistas. Desde já, fique o alerta, estas pessoas provavelmente vão acabar votando em esquerdistas só porque os mesmos estão vestidos de terninho ou camiseta social. Porque também acham que as feministas antigas eram bacanas? só porque vestiam roupas da época? e os vandalismos e a misandria das feministas, isto vocês ignoram?

também temos aqueles que defendem o feminismo da ONU, vocês sabem, pessoas bobas que acham que o feminismo só é ruim quando vem de uma pelada mostrando as axilas na rua, mas não enxergam nada de chocante na Emma Watson ou Angelina Jolie dando boas vindas para imigrantes que trazem doenças, roubos, crimes de toda espécie aos aos ocidentais, só porque elas estão vestidas com roupinhas bonitinhas. Pois bem, a guerrilheira ladra de bancos também se veste igual, vai defender a mesma junto com o restante? vocês precisam evoluir, estão muito longe da direita legítima

Nota 06

Augusto Reynaldo Caetano Shereiber

05 de junho de 2016 às 03:15[08]

Aí vem os ditos direitistas e me soltam pérolas como estas:

"Angelina Jolie é legal, defende os direitos humanos". De quem? já viu onde ela vai? a esquelética se veste de arábe e manda a Itália e o resto da Europa darem comida e abrigo para os imigrantes, com o dinheiro alheio, agora vejam se a Letícia Sabatella americana dá a mansão dela na França para os refugiados usarem, nem sonhando... sem falar que a boca de bife ainda defende educação homossexual aos moldes da abortista ONU, a qual ela é garota propaganda

"Emma Watson defende igualdade entre os sexos". Em um palco da ONU, entidade abortista, defensora de imigrantes, a qual a ex bruxinha também defende, cujo nome de seu projeto só visa ajudar mulheres, e que os homens se danem. Lembrem-se mulheres, se depender da Hermione, vocês vão viver com burca e a sharia, porque ela defende abrigo aos imigrantes

"Ah, mas a Malala só quer dar aula para mulheres". E sabe onde ela dá tais declarações? em escolas marxistas de diversos países, chegando a elogiar o socialismo, e dizendo que o Islã é a religião da paz, e que os países devem abrigar imigrantes. Sério, porque não mandam o Estado Islâmico passear com essa garota em algum deserto arábe?

entendem aonde eu quero chegar? ao invés de elogiarem verdadeiros direitistas ou líderes cristãos, preferem enaltecer degenerados, gayzistas, feministas e outras pragas só porque se vestem bonitinho ou tem uma história comovente. Por favor, pesquisem, a internet existe para isto, parem de apoiar o que não presta

Nota 07

Luciano Ayan foi malhar o prof. Olavo de Carvalho na própria página no Facebook[09]:

Leio este comentário, bastante coerente, em meu blog: "Desde que a Dilma caiu o Olavo esta se sentindo um Batman sem o Coringa. Ta na cara que ele quer o PT de volta só pra continuar se mantendo sob os holofotes e angariar mais seguidores."

Apanhou por lá mesmo. Foram mais comentários contra do que a favor. Dois deles:

Rerisson Cavalcante Sei. E a tua obra filosófica começou quando e trata de que mesmo?

Otavio Fakhoury Luciano eu te sigo faz tempo e acho construtivas muitas das suas colocações. Porém essa de dizer que o Olavo quer o PT de volta ao poder tá mais pra Joselito Muller do que pra qquer outra coisa!

Nota 08

Luciano Ayan e Reinaldo Azevedo tentaram se destacar no antiolavismo, que, como disse o próprio Olavo de Carvalho, é a doença infantil da direita brasileira.[10] Aí, eles perdem até um pouco do brilho que eles já tiveram. Na primeira semana depois do suposto estupro coletivo no Rio de Janeiro, eles entenderam menos que eu sobre o que estava acontecendo e o que devia ser feito, enquanto dedicaram vários textos para atacar Olavo de Carvalho e dizer que ele estava errado só porque a Rainha Louca foi afastada, e eles comemorando como se isso fosse muito. O Luciano Ayan publicou "Lindberg Farias não quer penas maiores para estupradores" dia 02 21:27 horário de Brasília (no blogue está 03 de junho de 2016 01:27 GMT). A pérola dele (Luciano)[11]:

De acordo com o senador petralha, o tamanho da pena é irrelevante. O que conta, para ele, é a certeza da punibilidade. Papo de maluco, evidentemente, uma vez que não existe certeza de punibilidade em lugar algum do mundo. Ademais, um sujeito com o dobro da pena possui duas vezes menos tempo hábil para praticar estupros. Pura questão de lógica.

E pior que o liberal Luciano Ayan estar errado é que o petralha está certo. O grau de certeza abaixo de 10% da punibilidade do homicídio, por exemplo, pode explicar o crescimento desse tipo de crime no Brasil.

Reinaldo Azevedo, 31 de maio de 2016 às 16:45: "A outra queda de Dilma"[12]. 16:50: "A palavra 'presidenta' sofre impeachment na EBC"[13]. Glória a Deus, igreja? 16:57: "Temer cria grupo especial de combate à violência contra a mulher"[14]. "É claro que apoio a iniciativa, ora bolas!" "Felizmente, a cultura que começa a se espalhar é a da intolerância com a impunidade: seja a de molestadores de mulheres, seja a de ladrões." 23:47, ainda no mesmo dia: "Estupro, ampliação da pena e imoralidade das esquerdas. Ou: Esquerdistas usam vítimas como meras bandeiras".[15] "Projeto aprovado no Senado majora de um terço a dois terços pena para estupro coletivo. Sou favorável. Mas há muito mais a ser dito".

Mas o mais ilustrativo foi o Rodrigo Constantino. Este não fez ataques diretos (ou indiretos) ao prof. Olavo de Carvalho nas últimas duas semanas, mas só pelos títulos de algumas postagens do blogue dele já posso mostrar onde estou tentando chegar, nos três casos. De outros autores, temos "Entenda a postura feminista no caso do estupro coletivo", de Leandro Ruschel[16]; "Os 33. Ou: não é possível combater bárbaros com pombos da paz", de Mariano Andrade[17]; "O estupro coletivo e os 'avanços sociais' do PT"[18] e "Assédio, estupro e a cultura da passividade"[19], de João César de Melo. Só depois vemos textos do próprio Rodrigo Constantino: "Quantos homens você conhece que acham graça do 'boa noite Cinderella'?"[20] e "Seria a tal 'cultura do estupro'... o funk?"[21], do dia 2; e "A esquerda vive de seus mascotes e não liga para pessoas reais"[22], do dia 3.

Conclusão: Luciano Ayan, Reinaldo Azevedo e Rodrigo Constantino, e todos os antiolavistas de direita, agora estão atacando o PT e seus grupos associados ou como interlocutores de nível razoável pra ruim em um debate normal, ou, como diria o Olavo, como se estivessem disputando prefeitura do interior. Isso quando não estão fazendo panfletagem simplória pelo Liberalismo.

Nota 09

Dicas do prof. Olavo de Carvalho ainda em 2007, que eu ainda estou tentando aplicar, mas que os direitistas em geral ainda não entenderam[23]:

Os liberais e conservadores deste país nunca hão de tirar o pé da lama enquanto continuarem acreditando que nada mais os separa dos esquerdistas senão uma divergência de idéias, apta a ser objeto de polidas discussões entre pessoas igualmente honestas, igualmente respeitáveis. A diferença específica do movimento revolucionário mundial é que ele infunde em seus adeptos, servidores e mesmo simpatizantes uma substância moral e psicológica radicalmente diversa daquela que circula nos corações e mentes da humanidade normal. O revolucionário sente-se membro de uma supra-humanidade ungida, portadora de direitos especiais negados ao homem comum e até mesmo inacessíveis à sua imaginação. Quando você discute com um esquerdista, ele se apóia amplamente nesses direitos, que você ignora por completo.

(...) Você não pode derrotar o revolucionário mediante simples "argumentos". A eles é preciso acrescentar o desmascaramento psicológico integral de uma tática que não visa a vencer debates, mas a usar como um instrumento de poder até mesmo a própria inferioridade de argumentos. (...)

Mas isso quer dizer que o único debate eficiente com esquerdistas é aquele que não consente em ficar preso nas regras formais num confronto de argumentos, mas se aprofunda num desmascaramento psicológico completo e impiedoso. Provar que um esquerdista está errado não significa nada. Você tem é de mostrar como ele é mau, perverso, falso, deliberado e maquiavélico por trás de suas aparências de debatedor sincero, polido e civilizado. Faça isso e você fará essa gente chorar de desespero, porque no fundo ela se conhece e sabe que não presta. Não lhe dê o consolo de uma camuflagem civilizada tecida com a pele do adversário ingênuo.

Nota 10

Abigail P. Aranha estupra Pitty no Facebook com as suas próprias palavras sobre estupro coletivo no Rio de Janeiro e cultura do estupro

Pitty

29 de maio de 2016 às 12:01

a pessoa lê "os estupradores eram homens (e não seres mitológicos) e entende como "todo homem é um estuprador". como chegamos a esse nível de distorção de texto?

desenvolvo aqui: http://www.pitty.com.br/boteco/?p=298

peço que leiam e compartilhem, por favor.

ps- os xingamentos sexistas que recebi só reforçam os argumentos e faz mais necessária a leitura ;)

» normatividade patriarcal e educação PITTY

a pessoa lê "os estupradores eram homens (e não seres mitológicos) e entende como "todo homem é um estuprador". como chegamos a isso?

PITTY.COM.BR

Abigail Proibida Estupro? O que deixa de ser isso? E se alguns homens babacas fazendo cantadas idiotas ou contando casos sexuais que não tiveram são cultura do estupro, um estupro coletivo cometido em uma favela não seria um exemplo da cultura negra?

A heterossexualidade em si mesma é cultura do estupro, lésbica tosca? Xi, mais um comentário sexista homofóbico, né? É, eu gosto do sexo hétero, defendo e recomendo.

Se quando você disse que aqueles homens aprenderam a estuprar, nós entendemos errado como se você tivesse dito que todos os homens aprendem a estuprar, é porque nós já tínhamos lido postagens no Facebook muito parecidas com a sua dizendo exatamente isso. Eu mesma vi duas, uma delas defendendo o extermínio dos homens.

E você ainda não entendeu que quando uma senhorita escreve com pose pedante de mal comida, nós já sabemos que ela saiu com a bunda vermelha depois de dizer alguma porcaria? Até o "estude mais" apareceu aqui? Pitty, please!

E por falar em desrespeito à mulher, já denunciou uma postagem no Facebook retratando com bonecos um homem ao lado de mulheres mortas, e ela ainda estava lá três meses depois daquela e outras denúncias? Já viu uma imagem com um homem segurando um rolo de macarrão e uma mulher com hematomas e a legenda "nunca mais ela olha pra outro"? Troque os gêneros e isso foram coisas que eu mesma vi. Mas o que é isso para quem acha que só 7 ou 9 por cento dos homicídios importa porque a vítima tem uma vagina?

E como os rapazes vão nos respeitar se os melhores homens, pra começo de conversa, têm de ouvir o que devem ser e fazer quando OUTRO homem estupra uma mulher ou faz uma namorada sofrer? Ainda mais se você não é responsável pelo Manifesto SCUM ou pelo Kill All Men, ou por homens divorciados que se suicidam. E você, a sua contribuição para um mundo melhor também para os homens, você também dá como eu tenho dado?

(Abigail Pereira Aranha, avezdoshomens.blogspot.com)

29 de maio de 2016 às 22:12[24]

Nota 11

Central de Outdoor compartilhou a publicação de Formato Outdoor.

27 de maio às 17:19[25]

Formato Outdoor adicionou 5 novas fotos.

27 de maio às 17:15

Após solicitação do Sr. Michel Temer em seu discurso de posse, as duas maiores entidades representativas da Mídia Exterior no Brasil, a Central de Outdoor e a Fenapex – Federação Nacional da Publicidade Exterior, estão veiculando através de seus associados o outdoor que o presidente interino do Brasil gostaria de ver espalhado por todo o país. Não fale em crise, trabalhe

CAMPANHA NACIONAL CENTRAL DE OUTDOOR

Após solicitação do Sr. Michel Temer em seu discurso de posse, as duas maiores entidades representativas da Mídia Exterior no Brasil, a Central de Outdoor e a Fenapex – Federação Nacional da Publicidade Exterior, estão veiculando através de seus associados o outdoor que o presidente interino do Brasil gostaria de ver espalhado por todo o país.

A frase de uma placa com os dizeres "Não fale em crise... trabalhe!!! (sic)" citada pelo presidente interino Michel Temer durante seu discurso de posse nesta quinta-feira (12) está instalada em um posto de combustíveis na rodovia Castello Branco em Mairinque (SP).

"Nós não podemos mais falar em crise. Trabalharemos. Há pouco tempo eu passava por um posto de gasolina na Castello Branco e o sujeito colocou uma placa lá:

'Não fale em crise, trabalhe'.

Eu quero ver até se consigo espalhar essa frase em 10 ou 20 milhões de outdoors por todo o Brasil", afirmou o presidente interino em seu discurso de posse.

Como resposta, a Central de Outdoor está veiculando o outdoor solicitado por todo o Brasil.

Central de Outdoor

31 de maio às 12:58[26]

if you dont stop at no that makes you a rapist (se você não parar no não, será um estuprador). Coalizão de Minnesota contra abuso sexual

Se você não parar no "não", será um estuprador.

Agência: Clarity Fury Coverdale, de Minneapolis, USA

Meio: Mobiliário Urbano

Anunciante: Coalizão de Minnesota contra abuso sexual

Categoria do produto: Serviço Público

Ano: 2000

Premiação: Prata - OBIE Awards

Fonte: Outdoor Advertising Association of America, Inc. - Biblioteca de Criativos

Nota 12

O amigo Bradon Kamato me mandou esta homenagem no Facebook:

Dia 2 de junho, Dia Internacional da Prostituta. Homenagem de um amigo no Facebook.

Obrigada, gatinho! Amigos leitores, este amigo foi o mesmo que me indicou para tradução os originais de "Por que os governos amam o Feminismo", "13 mentiras que os homens dizem a si mesmos para permanecerem em maus relacionamentos" e alguns outros. Enquanto o conservadorismo cristão não-funcional me chama de puta e de feminista, os meus confrades antiesquerdistas não se incomodam em me chamar de puta nem eu de ser chamada enquanto trabalhamos juntos. A gente fala em crise e trabalha, hehehehe.

Nota 13

Mais uma pérola do antiolavista Rodrigo Constantino, que diz que é ateu[27]:

Professora do Texas abusa de garoto de 13 anos e fica grávida: mexeu com um, mexeu com todos!

Uma professora de Houston, Texas, cometeu abuso sexual com um aluno de apenas 13 anos, e acabou grávida. Alexandria Vera, de 24 anos, foi presa e, caso seja condenada, poderá pegar de 25 anos à prisão perpétua. Sua defesa alega que havia consentimento dos pais, o que pode ser atenuante para a pena, mas dificilmente a livrará de punição severa. Os pais, caso fique comprovado o apoio, poderão ser processados e até perder a guarda do garoto. A professora diz que ele passava noites em sua casa e chegava apenas na hora de pegar o ônibus escolar.

Uma especialista em crimes sexuais ouvida pela Fox News disse que muitos meninos sofrem esse tipo de abuso, mas optam pelo silêncio. Uma cultura que enaltece o garoto que consegue levar sua professora para cama explica parte disso. Mas, como a apresentadora do canal de TV disse, ela mesma mãe de meninos, um caso desses afetará para sempre sua vida. Não só o "relacionamento" em si, como o agravante de ter engravidado a professora.

Se houvesse um movimento machista como há o feminista, poderia alegar que é um absurdo esse tipo de abuso sexual cometido por mulheres, que isso se deve a uma "cultura do estupro" feminista, que encara os jovens como objetos sexuais apenas, como pedaços de carne para o prazer físico. E poderia, ainda, estampar um cartaz dizendo: "Mexeu com um, mexeu com todos!"

Se...

Comentei na página dele no Facebook e no blogue dele que naquele mesmo país em que sexo hétero dá este transtorno, gays podem se casar e antifeminismo é caso de polícia. Mas tanto na página dele no Facebook quanto no blogue, quase todos os comentários de homens foram naquele estilo de que eles queriam estar no lugar do garoto.

Nota 14

Ah, um velho leitor e amigo meu português, o Duarte Joaquim, também viu o caso da professora Alexandria Vera e se lembrou de compartilhar comigo. Ele já compartilhou várias coisas comigo na nossa história no Facebook, desde o tempo do meu perfil que eu perdi em 2012. Sobre Feminismo, sobre antifeminismo, sobre política, notícias de Portugal, notícias do Brasil, hiperligações de jogos do Sexgames, vídeos e GIF's pornôs. E este caso me lembrou uma coisa que eu escrevi e, olha só, foi há exatamente um ano[28]:

Ah, e um outro grupo em perigo, isso não está muito evidente agora, é o das mulheres heterossexuais agradáveis, de mentalidade normal e não-castas. Estas mulheres serão, também, antifeministas. É o meu caso. E eu também não tenho filhos. Você me daria um emprego de babá do seu filho ou de professora do primeiro grau se fosse dono de uma escola ou diretor de uma escola pública, conhecendo meu trabalho defendendo o ateísmo e a licenciosidade? Se sim, obrigada, eu não te decepcionaria. Mas se não, temos duas situações. Se eu fosse trabalhar com crianças, porque eu tentaria induzir uma criança a uma sexualidade precoce? Mesmo se eu falar de sexualidade (hétero) ou do aparelho genital com crianças, vai ser sempre inapropriado? Se eu fosse trabalhar com adolescentes e encontrasse um rapaz, por exemplo, de 13 anos que já está interessado nas meninas? Gente, uma coisa é eu molestar um adolescente, outra coisa é este adolescente me molestar, uma terceira é este adolescente (já preparado biologicamente para o sexo, vamos nos lembrar) se interessar em fuder comigo e eu gostar da ideia. E na última hipótese, os amigos concordam que o corpo e a cabeça do garoto podem estar em boas mãos? Xi, perdi a minha vaga de professora! Mas neste caso, devo dizer, o porrete vem dos dois lados: dos esquerdistas que defendem toda forma de amor (a heterossexualidade é uma imposição da sociedade machista gay homofóbica) e dos direitistas puritanos.

O combate à pedofilia será tão irracional e calunioso quanto o combate à violência contra a mulher (que, embora plausível, é outra ficção: o que existe são crimes comuns de autores homens contra vítimas mulheres). Os antifeministas (homens e cada vez mais mulheres) nos trazem com frequência casos de prisão, agressão e até linchamentos de homens inocentes acusados de estupro ou assédio sexual contra mulheres, e isso citando só casos em que essa inocência foi reconhecida depois e cuja fonte é u'a matéria curta de um grande jornal. Já sabemos que a maioria das queixas de assédio sexual e agressões contra mulheres é inventada, que agredir mulheres nunca foi permitido ou atenuado por lei no Ocidente cristão e mesmo para o homicídio menos de 10% dos assassinos brasileiros são condenados e presos. Então, defender mudanças nas leis quase sempre é sensacionalismo, é só consequência se a solução for implantada e não trouxer melhora. Mas entre os mesmos antifeministas, na maioria conservadores, é comum encontrar defensores de penas mais duras, não raro de morte, para a pedofilia, que, espero que o leitor tenha entendido, é em si mesma uma invencionice patética. Pior: o discurso deles contra os pedófilos e os acusados de estupro de crianças é o mesmo, trocadas as palavras específicas, dos homens e mulheres feministas que condenam o estupro de mulheres ou defendem o feminicídio (tese em que um homem assassinar uma mulher deve ser pior do que matar um ser humano). Mais: as mentiras usadas por conservadores e por esquerdistas contra a pornografia adulta, em especial a relação dela com a pedofilia, são exatamente as mesmas.

E quando eu digo "mesmo discurso" (ou pior), não me refiro só a erro de forma ou de argumento, eu me refiro a um discurso de formato socialista, de pedir leis piores para um Estado já tomado pelo Socialismo e pelo Feminismo. E essa estrutura legal vai se voltar contra quem? Basicamente, contra os criminosos políticos e vítimas de picuinhas, como sempre aconteceu na pena de morte. (...)

Acusar esquerdistas de promover a pedofilia será uma calúnia que só fortalecerá a esquerda. Combater a ficção grosseira da pedofilia também só fortalecerá a esquerda. Este é o verdadeiro perigo.

(Xi! Eu também tinha 24 anos quando eu escrevi isso!)

Nota 15

Abigail Pereira Aranha

02 de junho de 2016 às 20:47[29]

Quando eu compartilhei no Facebook a minha postagem "Seleção de três artigos da Anistia Internacional para 2 de junho, Dia Internacional da Prostituta", o comentário do Arthur Tavares pegou dois pontos: o de que a Anistia Internacional estava pegando a questão dos profissionais do sexo em vez de outras violações dos direitos humanos; e o de que a Anistia Internacional estava avançando a agenda feminista-gayzista. O primeiro ponto, eu dediquei pelo menos duas postagens a ele: "Viva a prostituição, a pornografia e... as liberdades civis" em novembro de 2014 e "A criminalização do sexo" em abril de 2007. A repressão contra a prostituição e a pornografia JÁ É sinal da violação das liberdades individuais EM GERAL. Nunca existiu ditadura com liberdade sexual, porque a experiência sexual é coisa de indivíduo. Não só isso, a previsão de prisão por procurar ou oferecer serviços sexuais, por acessar, produzir ou fornecer pornografia, até mesmo por adultério ou seduzir uma mulher JÁ É VIOLAÇÃO DE LIBERDADE INDIVIDUAL, mesmo se não fossem sinais de coisa pior da sociedade e da legislação como um todo.

No segundo ponto, o amigo está certo, e eu realmente percebi isso enquanto traduzia os artigos. O problema é que o amigo está certo e a Anistia Internacional também. De acordo com um dos artigos, grupos CONTRA a prostituição também foram consultados para formular as políticas pelos direitos dos profissionais do sexo. Provavelmente, só para os pesquisadores perceberem que tudo que os "abolicionistas" sabem da realidade é o que vacas caipiras neuróticas e seus maridos frustrados querem ouvir. Como os amigos sabem, eu defendo a prostituição, faço tudo que as prostitutas fazem só que não profissionalmente e sou ateia. Por isso, eu percebo melhor quando um esquerdista indo contra valores conservadores cristãos acerta ou diz a verdade. Mas eu também sou contra o Feminismo e o Socialismo, como os amigos também sabem. E é aí que vem o problema: a grosso modo, o movimento esquerdista tem o monopólio do acerto. A militância esquerdista tem atrocidades, mas as ideias boas também estão no meio. As pessoas com grandeza, com causas boas e palavras inteligentes, quando não estão na militância esquerdista, em geral são ex-militantes. Palavras sensatas e boa percepção da realidade na direita cristã que nunca esteve na esquerda são raríssimas. No caso do Brasil, é falar mal do governo Dilma Rousseff, é mostrar as bizarrices das radfems, é mostrar casos de ineficiência no serviço público e clientelismo político, e praticamente acabou.

Os liberais-conservadores, especialmente os cristãos, quase sempre nem percebem que o Socialismo COMEÇA com uma iniciativa CULTURAL, que inclui o movimento operário, e termina com a politização da vida social. O Feminismo-Socialismo é marcar presença no que é pensável ou, no mínimo, nas ideias que pelo menos fazem sentido. Aí, os liberais-conservadores não entendem isso, atacam o Feminismo da lésbica pró-aborto da axila cabeluda e apanham da mulher antiabortista que se depila e gosta de sexo (hétero) e TAMBÉM É FEMINISTA. Ah, e eles também atacam o Feminismo que defende a prostituição e a pornografia porque eles mesmos não gostam, citando como palavras iluminadas as sandices da Gail Dines.

E vejam só, o meu compartilhamento daquela minha postagem do blogue SUMIU! Obra de quem?

Comentário do parceiro em outra postagem[30]:

Astaroth Realista

03 de junho de 2016 às 13:02

+Abigail Pereira Aranha Caraca, o facemerda se estremeceu com sua postagem a ponto de excluirem do seu perfil. Vou fazer o compartilhamento na minha página e um detalhamento no meu perfil pessoal. Eu tinha dito, antes da postagem ser retirada do facebook, que ao invés da anistia internacional se preocupar com pessoas que são perseguidas politicamente em países totalitários, se preocupa em promover as agendas feministas e gayzistas, duas agendas totalitárias. Dica aos parceiros de batalha: Quando vocês virem termos como "igualdade de Gênero" e "Direitos das Mulheres", tennham em mente o seguinte que:

- "Igualdade de Gênero": Destruição da Heteronormatividade.

- "Direitos das Mulheres": Privilégio sexista em favor da mulher.

Diante deste quadro, a Anistia Internacional se mostra uma vergonha, que não representa a humanidade e que promove a agenda socialista na cara dura.

E uma outra coisinha que eu esqueci antes: por mais que eu não concorde com a prostituição, mas impedir o trabalho ou regulamentar a prostituição em sí representam o controle da individualidade e isso é coisa de socialista, ou seja, impedir o livre arbítrio de pessoas é coisa de tirano comuno / socialista.

Nota 16

Olavo de Carvalho

08 de junho de 2016 às 05:59[31]

Nosso já velho conhecido, o prof. Luís Felipe Miguel (v. ilustração), fez um ataque covarde ao seu colega da UnB, Bráulio Porto Matos (sem citar-lhe o nome), motivando a seguinte resposta:

Carta ao Professor Doutor Luis Felipe Miguel (Instituto de Ciência Política da UnB)

"Os ideólogos são 'terríveis simplificadores'. A ideologia faz com que as pessoas deixem de enfrentar problemas específicos, e de examiná-los à luz dos méritos individuais. As respostas estão prontas, e são aceitas sem reflexão; e quando as crenças são apoiadas pelo fervor apocalíptico, as ideias se transformam em armas, com resultados espantosos."

Daniel Bell, O fim da ideologia.

Caro professor doutor,

Tomei conhecimento por ex-alunos do comentário que o colega fez a meu respeito nas redes sociais (reproduzido em anexo). O senhor é um ignorante presunçoso. Não faz a mínima ideia de quem foi ZEVEDEI BARBU e acha que pode jogar o nome do filósofo e cientista romeno na lata do lixo da história recorrendo ao mero jargão "ultradireitista". Nunca leu nada de Barbu e nem mesmo o capítulo "memorialístico" que escrevi sobre ele em Michael Finkenthal e Daniela Maci (ed.). Zevedei Barbu – Psychologist, Sociologist and Philosopher, Bucarest, Tracus Arte, 2015.

Se tivesse feito isso, o senhor:

SABERIA por que Barbu gozou da admiração intelectual e da amizade pessoal do filósofo Lucian Blaga, do helenista Jean-Pierre Vernant, dos historiadores Asa Briggs e Peter Burke, dos sociólogos Tom Bottomore e William Outhwaite, todos eles homens de esquerda.

SABERIA que Barbu foi preso e torturado como comunista pelo regime pró- nacional socialista de Antonescu e perseguido como direitista pelo regime pró-soviético de Ceausescu. Foi combatente na Frente Russa e diplomata durante a Conferência de Paris de 1946.

SABERIA que Barbu escreveu um dos melhores livros escritos sobre os regimes totalitários do século XX, Democracy and Dictatorship: their psychology and patterns of life. London, Routledge & Kegan Paul, 1956.

SABERIA que a antologia The Barbu Reader, preparada por mim e por William Outhwaite, contribuiu decisivamente com o trabalho maravilhoso que o físico e filósofo Michael Finkenthal está fazendo de reabilitação da obra de Barbu junto à juventude romena, após a devastação bárbara da cultura romena por quase meio século de comunismo. Nessa direção, foram recentemente publicados em dois alentados volumes, Zevedei Barbu. Metafizica si Umanism. Bucaresti, Tracus Arte, 2015.

Se eu não tivesse feito mais nada em minha vida profissional exceto ter contribuído modestamente para a reabilitação da obra de Barbu junto ao povo romeno já me daria por satisfeito, já que não tenho esperanças de que esse reconhecimento póstumo venha a acontecer na UnB em geral e no Departamento de Sociologia em particular antes do Juízo Final.

Com respeito ao fato de eu haver publicado apenas dois artigos em periódicos acadêmicos, só posso dizer que considero o Qualis legítimo e por isso fizemos uso desse indicador em Jacques Velloso (org.). Formação no País ou no Exterior? Doutores na Pós- Graduação de Excelência. Brasília, CAPES, 2002. Lamento, contudo, se decepciono o senhor e outros professores doutores ao optar por me dedicar integralmente ao ensino de jovens graduandos, emulando conscientemente o magistério socrático e tentando, com todas as minhas forças e nos limites de minha inteligência, resgatar estudantes que chegam às nossas salas de aula cada vez mais precariamente alfabetizados, quando não quase transformados em zumbis pela militância ideológica de maus professores que atuam na educação básica.

E aqui está o ponto X da questão. A verdade verdadeira é que toda essa baboseira ad hominem que o colega escreveu a meu respeito visa apenas atacar a campanha que a associação ESCOLA SEM PARTIDO, da qual sou vice-presidente, tem feito contra a instrumentalização político-ideológica das escolas e universidades de todo país. Nesse caso, o mais honesto e produtivo seria debatermos publicamente os argumentos que tenho apresentado a favor da causa defendida pela ESCOLA SEM PARTIDO e os argumentos que o senhor parece ter contra essa mesma causa. Como o assunto interessa a toda comunidade acadêmica, seria bom que a UnB-TV cobrisse esse debate. Fica aqui o convite.

Atenciosamente,

Prof. Bráulio Tarcísio Porto de Matos Faculdade de Educação - UnB

Em tempo. Como não costumo discutir a causa da ESCOLA SEM PARTIDO nas redes sociais, informo Vossa Senhoria que protocolei esta carta junto ao IPOL/UnB, ao SOL/IH, à Reitoria e à UnB-TV antes de postá-la nas redes sociais.

Anexo – Comentário feito pelo professor doutor Luis Felipe Miguel

"LUIS FELIPE MIGUEL. 4 Jun at 2:17p.m.

Um professor da Universidade de Brasília tornou-se tristemente famoso, nestes últimos tempos, por emprestar verniz acadêmico ao criminoso projeto do Escola sem Pensamento, vulgo "Escola sem Partido". Mas convém observar que é um vernizinho bem vagabundo. O currículo do professor em questão mostra que, tendo concluído seu doutorado há 24 anos, ele publicou ao todo dois (dois!) artigos em periódicos acadêmicos um neste século (em 2005), outro no século passado. Participou de um único congresso científico em toda a vida. Sua última publicação é um relato memorialístico sobre sua relação com seu orientador, o sociólogo ultradireitista romeno Zevedei Barbu, que veio para a UnB a convite de outro ultradireitista, o capitão-de-mar-e-guerra Azevedo, interventor na universidade durante a ditadura."

Olavo de Carvalho P. S. - O L. F. Miguel já afinou, publicando duas notas em que tenta se fazer de bonzinho e só prova que é mesmo um aspirante a bosta.

Professor Olavo de Carvalho. O ilustre Luiz Felipe Miguel diz que jamais li um livro inteiro. Supondo-se que isso fosse verdade, resta o fato de que minha biblioteca pessoal tem 8 mil volumes. Se eu lesse duas páginas de cada um seriam 16 mil páginas, mais do que o sr. Luiz Felipe Miguel jamais leu ou lerá ao longo de toda a sua porca vida.

Olavo de Carvalho

20 de novembro de 2014 · Richmond, VA, Estados Unidos[32]

O ilustre Luiz Felipe Miguel diz que jamais li um livro inteiro. Supondo-se que isso fosse verdade, resta o fato de que minha biblioteca pessoal tem 8 mil volumes. Se eu lesse duas páginas de cada um seriam 16 mil páginas, mais do que o sr. Luiz Felipe Miguel jamais leu ou lerá ao longo de toda a sua porca vida.

Nota 17

E eu tinha citado a tradução "13 mentiras que os homens dizem a si mesmos para permanecerem em maus relacionamentos"[33], indicação daquele meu amigo no Facebook e leitor que me mandou uma lembrancinha no Dia Internacional da Prostituta, eu recebi essa tarde mesmo este comentário:

tarso

8 de junho de 2016 13:33

Uma mentira de mulher valem por mil verdades de um homem. Eu já fui indiciado sendo inocente, e se eu não fosse um psicólogo, filósofo e escritor da Academia de Letras teria me dado muito mal, por não saber conversar, dialogar, discernir. Um cidadão comum estaria em sérios apuros, ninguém ouve um homem cuja mulher o denuncia mesmo com mentiras descaradas.

Nota 18

O título deste texto foi baseado em um comentário do Felipe Giannini quando eu compartilhei no Facebook a minha postagem "Perguntas e Respostas: política para proteger os direitos humanos dos profissionais do sexo". Ele comentou: "Sexo: o ponto fraco dos 'cristãos-convervadores'". Eu troquei "sexo" por "mulher" (Deus me livre!) para esclarecer a diferença. A hostilidade típica dos conservadores cristãos contra a prostituição e a pornografia não é por causa de fraqueza pelo sexo, é por causa de tentar agradar mulheres que odeiam sexo. A prostituição, a pornografia, o erotismo e a sensualidade só existem por causa da heterossexualidade masculina. A condenação desses, até criminalização em alguns lugares, só existem por causa das mulheres em geral, as mulheres sem atrativo físico, sem atrativo intelectual, sem grandeza moral, desagradáveis ou frígidas, não raro tudo junto. As mulheres sem problemas com o sexo são raras. As outras são mães, esposas ou pretendentes de casamento. Em uma sociedade onde elas educam os meninos e azucrinam os maridos, uma mulher não ser como elas e um homem gostar de mulheres que o agradam mais do que elas é pecado. Se uma mulher é fisicamente agradável (para os homens), a virtude dela é não fazer sexo nem parecer interessada nele. Se uma mulher for apenas simpática por jeito de ser, ela já é pelo menos suspeita de sexualmente disponível por ser simpática aos homens. Só isso já significa e produz um estado de esquizofrenia intelectual e moral coletiva, que pode levar à prisão ou morte por adultério, à marginalização ou condenação à morte das prostitutas, à repressão a artes não recatadas e a mulheres quem participam delas. Esquizofrenia intelectual e moral chegando ao ponto de, conforme o lugar e a época, não apenas pai e mãe expulsarem uma filha de casa ou matá-la porque ela fez sexo antes do casamento, eles se consideram e são considerados poços de retidão PORQUE fizeram isso. É com isso que os antifeministas conservadores e os amantes da cultura oriental querem combater o Feminismo. O Budismo, o Hinduísmo, o Islamismo e outras religiões orientais que odeiam o sexo vão sair de lugares parados há séculos no tempo e na insignificância para serem modinha de celebridade e serem cavalos de tróia no antifeminismo conservador, trazidos já contaminados pelo esquerdismo no Oriente mesmo por falsos moralistas frustrados. As igrejas cristãs, que sempre foram ginocêntricas, vão apoiar o Socialismo local (já conhecemos evangélicos e católico-protestantes no Brasil que amam mais o PT do que a Cristo) e vão apoiar o pior do LGBT-Feminismo nas iniciativas de censurar a pornografia na internet e acabar com a prostituição. Isso nas igrejas históricas. Ah, se você é cristão, se lembra da última vez que você ouviu em púlpito ou leu em devocional sobre a submissão da mulher ao homem, ou pelo menos da esposa ao marido? Bons tempos em que pastores caíam por adultério ou pornografia; hoje, eles "sobem" por inflar o ego da plateia feminina.

Nota 19

Abigail Pereira Aranha

06 de junho de 2016 às 19:24[34]

Se o leitor pegar o que eu escrevia em 2006, 2007, pode parecer que de 2014 pra cá o meu trabalho ficou mais direitista e menos antitradicionalista. Eu disse por estes dias que eu não estava fazendo parcerias com direitistas por uma trégua com um inimigo contra um inimigo comum ainda pior, eu estava junto com alguém atacado por aquele inimigo comum por motivos semelhantes. Eu comecei com crítica ao universo feminino, estou fazendo crítica ao movimento LGBT-feminista. Eu comecei com críticas ao nível intelectual e ético do meio acadêmico, estou abordando a obra lulopetista, no caso do Brasil, que transformou universidades em fábricas de diplomas para analfabetos funcionais com uma legião de alunos que fazem algazarra em vez de estudar e de professores que todo mês recebem por aulas que mandaram um monitor ou um orientando de pós-graduação dar no lugar deles. Eu comecei atacando os conservadores cristãos por tratarem o sexo como uma coisa suja, se não criminosa, descobri depois que a China socialista censura a pornografia e vi, mais alguns anos depois, casos de professoras nos Estados Unidos condenadas a 20, 30 anos de prisão por terem feito sexo com alunos (rapazes) enquanto criticar o casamento gay é "discurso de ódio". Então, o enfoque mais político e mais de ataque ao movimento esquerdista em particular é, na verdade, um formato novo do que eu já fazia desde o começo.

NOTAS

[01] https://www.facebook.com/anarcomiguxos5/photos/a.853931521389273.1073741828.853928541389571/979556055493485

[02] https://www.facebook.com/stjnoticias/photos/a.10150813555331852.397476.122690696851/10153471769581852

[03] https://plus.google.com/u/0/+AbigailPereiraAranha/posts/NvmoU2x1reW

[04] https://plus.google.com/u/0/+AbigailPereiraAranha/posts/YDviWC3ZTSx

[05] "Feminismo 2.0: para acabar com o discurso da extrema esquerda e realmente ajudar as mulheres (e homens)", Crítica Política, 09 de março de 2015, http://www.criticapolitica.org/2015/03/feminismo-20-para-acabar-com-o-discurso.html

[06] https://www.facebook.com/felipe.cardoso.777/posts/1199002943451765

[07] https://www.facebook.com/augusto.reynaldocaetanoshereiber/posts/505529669640655

[08] https://www.facebook.com/augusto.reynaldocaetanoshereiber/posts/505534692973486

[09] Luciano Ayan, 4 de junho às 15:25, https://www.facebook.com/ceticismopolitico/posts/1094895033904304

[10] "Sem vaidade ou presunção alguma, e levando em consideração tão somente o fato objetivo das previsões políticas acertadas que venho fazendo há vinte anos — um campo no qual simplesmente não tenho concorrentes –, não creio exagerar ao dizer que o anti-olavismo é a doença infantil da direita brasileira. Doença grave e mortal, que a induz a perder oportunidades e a desgastar-se em gestos teatrais inúteis, desprezando conselhos razoáveis só por birra, auto-afirmação pueril e mal disfarçado complexo de inferioridade." (Olavo de Carvalho, citado 11 de dezembro de 2015 em https://olavodecarvalhofb.wordpress.com/2015/12/11/concisao-escoria-e-narloch)

[11] "Lindberg Farias não quer penas maiores para estupradores", Ceticismo Político, 03 de junho de 2016, https://lucianoayan.com/2016/06/03/lindberg-farias-nao-quer-penas-maiores-para-estupradores.

[12] "A outra queda de Dilma", Reinaldo Azevedo, 31 de maio de 2016 às 16:45, http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-outra-queda-de-dilma.

[13] "A palavra 'presidenta' sofre impeachment na EBC", Reinaldo Azevedo, 31 de maio de 2016 às 16:50, http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-palavra-presidenta-sofre-impeachment-na-ebc.

[14] "Temer cria grupo especial de combate à violência contra a mulher", Reinaldo Azevedo, 31 de maio de 2016 às 16:57, http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/temer-cria-grupo-especial-de-combate-a-violencia-contra-a-mulher.

[15] "Estupro, ampliação da pena e imoralidade das esquerdas. Ou: Esquerdistas usam vítimas como meras bandeiras", Reinaldo Azevedo, 31 de maio de 2016 às 23:47, http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/estupro-ampliacao-da-pena-e-imoralidade-das-esquerdas-ou-esquerdistas-usam-vitimas-como-meras-bandeiras.

[16] Leandro Ruschel, "Entenda a postura feminista no caso do estupro coletivo", blogue Rodrigo Constantino, 27 de maio de 2016, http://rodrigoconstantino.com/artigos/entenda-postura-feminista-no-caso-do-estupro-coletivo.

[17] Mariano Andrade, "Os 33. Ou: não é possível combater bárbaros com pombos da paz", blogue Rodrigo Constantino, 27 de maio de 2016, http://rodrigoconstantino.com/artigos/os-33-ou-nao-e-possivel-combater-barbaros-com-pombos-da-paz.

[18] João César de Melo, "O estupro coletivo e os 'avanços sociais' do PT", blogue Rodrigo Constantino, 27 de maio de 2016, http://rodrigoconstantino.com/artigos/o-estupro-coletivo-e-os-avancos-sociais-do-pt.

[19] João César de Melo, "Assédio, estupro e a cultura da passividade", blogue Rodrigo Constantino, 30 de maio de 2016, http://rodrigoconstantino.com/artigos/assedio-estupro-e-cultura-da-passividade.

[20] "Quantos homens você conhece que acham graça do 'boa noite Cinderella'?", Rodrigo Constantino, 02 de junho de 2016, http://rodrigoconstantino.com/artigos/quantos-homens-voce-conhece-que-acham-graca-do-boa-noite-cinderella.

[21] "Seria a tal 'cultura do estupro'... o funk?", Rodrigo Constantino, 02 de junho de 2016, http://rodrigoconstantino.com/artigos/seria-tal-cultura-do-estupro-o-funk.

[22] "A esquerda vive de seus mascotes e não liga para pessoas reais", Rodrigo Constantino, 03 de junho de 2016, http://rodrigoconstantino.com/artigos/esquerda-vive-de-seus-mascotes-e-nao-liga-para-pessoas-reais.

[23] "Como debater com esquerdistas", Olavo de Carvalho, Diário do Comércio (editorial), 20 de junho de 2007, http://www.olavodecarvalho.org/semana/070620dce.html.

[24] https://www.facebook.com/PittyOficial/posts/1369270586423182?comment_id=1369575549726019

[25] Central de Outdoor, https://www.facebook.com/CentraldeOutdoor/posts/1085529874852793, compartilhando postagem em https://www.facebook.com/formato.outdoor/posts/1221524307857738.

[26] https://www.facebook.com/CentraldeOutdoor/photos/a.192642534141536.48043.189753811097075/1088081824597598.

[27] "Professora do Texas abusa de garoto de 13 anos e fica grávida: mexeu com um, mexeu com todos!", Rodrigo Constantino, 02 de junho de 2016, http://rodrigoconstantino.com/artigos/professora-do-texas-abusa-de-garoto-de-13-anos-e-fica-gravida-mexeu-com-um-mexeu-com-todos.

[28] "Esqueça a pedofilia, o perigo é outro", A Vez dos Homens que Prestam, 08 de junho de 2015, http://avezdoshomens.blogspot.com/2015/06/esqueca-pedofilia-o-perigo-e-outro.html

[29] https://plus.google.com/u/0/+AbigailPereiraAranha/posts/NYVdi7ySXTA

[30] https://plus.google.com/u/0/+AbigailPereiraAranha/posts/BT2oc43PqCK

[31] https://www.facebook.com/carvalho.olavo/photos/a.275188992633182.1073741828.275181425967272/649039385248139

[32] https://www.facebook.com/olavo.decarvalho/posts/10152827873347192

[33] "13 mentiras que os homens dizem a si mesmos para permanecerem em maus relacionamentos", A Vez dos Homens que Prestam, 15 de setembro de 2015, https://avezdoshomens.blogspot.com/2015/09/13-mentiras-que-os-homens-dizem-si.html

[34] https://plus.google.com/+AbigailPereiraAranha/posts/3XaYrcq6Nr8

Texto original em português sem filmes de putaria no A Vez das Mulheres de Verdade: "Direita cristã, acabou! - parte 19: mulher, o ponto fraco dos cristãos conservadores (o antiolavismo restaurando a baixa cultura feminista-socialista no Brasil e outras notas)", http://avezdasmulheres.over-blog.com/2016/06/direita-crista-acabou-parte-19.html.
Texto original em português com filmes de putaria no A Vez dos Homens que Prestam: "Direita cristã, acabou! - parte 19: mulher, o ponto fraco dos cristãos conservadores (o antiolavismo restaurando a baixa cultura feminista-socialista no Brasil e outras notas)", http://avezdoshomens.blogspot.com/2016/06/direita-crista-acabou-parte-19-mulher-o.html.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Perguntas e Respostas: política para proteger os direitos humanos dos profissionais do sexo

1. Por que a Anistia Internacional precisa de uma política para proteger os direitos humanos dos trabalhadores do sexo?

Porque os trabalhadores do sexo estão em alto risco de violações dos direitos humanos em muitos países ao redor do mundo. Nossa política descreve o que os governos devem fazer para melhor protegê-los.

2. De que tipo de abusos profissionais do sexo estão em risco?

Os trabalhadores do sexo estão em risco de toda uma série de abusos dos direitos humanos, incluindo:

  • Estupro
  • Violência
  • Tráfico
  • Extorsão
  • Prisão e detenção arbitrárias
  • Despejo forçado de suas casas
  • Assédio
  • Discriminação
  • Exclusão dos serviços de saúde
  • Teste de HIV forçado
  • Falta de reparação legal

Temos registros de muitos casos em que a polícia - bem como clientes, e outros membros do público em geral - infligiram abusos contra profissionais do sexo impunemente.

3. O que a sua política diz que os governos devem fazer para parar isso?

Ela diz que os governos devem proteger, respeitar e cumprir os direitos dos trabalhadores do sexo, incluindo:

  • Protegê-los do dano, da exploração e da coerção
  • Garantir a eles poderem participar no desenvolvimento de leis e políticas que afetam suas vidas e segurança
  • Garantir o acesso a saúde, educação e opções de emprego

Também pede a descriminalização do trabalho sexual com base em evidências de que a criminalização deixa os trabalhadores do sexo menos seguros, impedindo-os de garantir a proteção da polícia e fornecendo impunidade para os agressores.

Você pode ler a política completa aqui.

4. O que a descriminalização do trabalho sexual significa?

Isso não significa a remoção de leis que criminalizam a exploração, tráfico de seres humanos ou violência contra os trabalhadores do sexo. Essas leis devem permanecer e podem e devem ser reforçadas.

Isso significa a remoção de leis e políticas que criminalizam ou penalizam o trabalho sexual.

Isto inclui leis e regulamentos relacionados com a compra e venda ou organização do trabalho sexual, tais como solicitação, arrendamento de instalações, "manutenção de bordel" e viver do produto de "prostituição".

Nós usamos o termo "trabalho sexual" apenas para trocas consensuais entre adultos.

5. Por que a Anistia Internacional apoia a descriminalização?

Sob esse modelo há melhor espaço para os direitos dos trabalhadores do sexo a serem protegidos - sejam:

  • acesso aos cuidados de saúde;
  • sua capacidade de denunciar crimes às autoridades;
  • sua capacidade de se organizar e trabalhar em conjunto para aumentar a segurança;
  • ou o conforto de saber que sua família não será acusada por "viver dos rendimentos" do trabalho sexual.

6. Aqueles que vendem sexo precisam de proteção, mas por que proteger os "cafetões"?

Nossa política não é sobre proteger "cafetões". Qualquer um que abusa ou explora os trabalhadores do sexo deve enfrentar toda a força da lei.

Fazemos notar, no entanto, o problema muito real com as chamadas "leis de lenocínio" - que elas freqüentemente prejudicam os próprios trabalhadores do sexo, ao invés de seus agressores, porque elas são muito amplas e não direcionadas o suficiente.

Por exemplo, em muitos países, dois trabalhadores do sexo que trabalham em conjunto para a sua segurança é considerado um bordel e, portanto, ilegal.

A Amnistia Internacional acredita que a lei deve ser utilizada para combater atos de exploração, abuso e tráfico no trabalho sexual; mas não acreditamos que o pegue-todos os crimes que torna a vida dos trabalhadores do sexo menos segura é a forma mais eficaz de fazer isso.

7. A Anistia Internacional acredita que o pagamento pelo trabalho sexual é um direito humano?

Não. Nossa política não é sobre os direitos dos compradores de sexo. Está inteiramente focada em proteger os trabalhadores sexuais, que enfrentam uma série de violações dos direitos humanos ligadas à criminalização.

A Anistia também não acredita que a compra de sexo é um direito humano (mas acreditamos que os trabalhadores do sexo têm direitos humanos!).

Para ser claro: o sexo deve ser acordado entre as pessoas em todos os momentos. Nenhuma pessoa pode exigi-lo como seu direito.

8. Como a legalização do trabalho sexual é diferente de descriminalização?

A legalização é diferente da descriminalização e não é o modelo que estamos propondo.

Em vez da remoção de leis que criminalizam os profissionais do sexo, a legalização significa a introdução de leis e políticas específicas para o trabalho sexual para regulá-lo formalmente.

A Anistia não se opõe à legalização em si; mas os governos devem garantir que o sistema respeite os direitos humanos dos trabalhadores do sexo.

Notamos que ainda há espaço para a criminalização e abusos dos direitos humanos relacionados sob a legalização quando alguns trabalhadores do sexo pode ser deixados operando fora da lei em sistemas legalizados.

Um particularmente mau exemplo de como a legalização pode dar errado é a Tunísia. Os profissionais do sexo tunisinos que trabalham em bordéis licenciados que desejam deixar seus trabalhos devem obter autorização da polícia e demonstrar que podem ganhar a vida através de meios "honestos". Aqueles que trabalham fora desses regulamentos ainda são criminalizados, sem a proteção da lei.

9. A descriminalização do trabalho sexual não exatamente incentivaria o tráfico humano?

Para ser claro: descriminalizar o trabalho sexual não significaria a remoção de sanções penais para o tráfico. O tráfico é um abuso abominável dos direitos humanos. Os Estados devem ter leis em vigor que criminalizam o tráfico, e usá-las de forma eficaz para proteger as vítimas e levar os traficantes à justiça.

Não há nenhuma evidência confiável para sugerir que a descriminalização do trabalho sexual iria incentivar o tráfico humano.

Mas a criminalização do trabalho sexual pode dificultar a luta contra o tráfico - por exemplo, as vítimas podem estar relutantes em seguir em frente se temem que a polícia vai tomar medidas contra elas por vender sexo. Onde o trabalho sexual é criminalizado, os profissionais do sexo também estão excluídos da proteção do local de trabalho que poderiam aumentar a supervisão e ajudar a identificar e prevenir o tráfico.

Várias organizações anti-tráfico incluindo Freedom Network EUA, a Aliança Global Contra o Tráfico de Mulheres e La Strada Internacional acreditam que a descriminalização do trabalho sexual teria um papel positivo a desempenhar na luta contra o tráfico.

10. Será que a descriminalização do trabalho sexual não prejudicaria os direitos das mulheres e agravaria as desigualdades de género no mundo?

A desigualdade de gênero pode ter uma grande influência sobre a entrada das mulheres no trabalho sexual; mas a criminalização não resolve isso - só faz suas vidas menos seguras.

O mesmo é verdadeiro para transexuais e homens trabalhadores do sexo - muitos dos quais são gays ou bissexuais - que experimentam a discriminação e a desigualdade.

Os Estados devem combater a discriminação e os estereótipos de gênero prejudiciais, empoderar as mulheres e outros grupos marginalizados, e garantir que ninguém tenha falta de alternativas viáveis para ganhar a vida.

11. Por que a Anistia Internacional não apoia o Modelo Nórdico?

Independentemente da sua intenção, as leis contra a compra de sexo e contra a organização do trabalho sexual podem prejudicar as profissionais do sexo.

Elas muitas vezes significam que as profissionais do sexo têm de assumir mais riscos para proteger os compradores de detecção pela polícia.

Por exemplo, os trabalhadores do sexo nos disseram sobre se sentirem pressionados a visitar as casas dos clientes, para que os compradores possam evitar a polícia - o que significa que os profissionais do sexo têm menos controle e podem ter que comprometer a sua segurança.

Sob o Modelo Nórdico, os profissionais do sexo ainda são penalizados por trabalharem juntos, ou se organizarem, de forma a manterem-se seguros.

Eles também podem enfrentar dificuldades em garantir imóveis, porque os seus proprietários podem ser processados por deixar as instalações para eles. Isso pode levar a despejos forçados de profissionais do sexo de suas casas.

12. Então, isso não é a Anistia promover a indústria do sexo?

A Anistia Internacional não apoia nem condena o sexo comercial.

Mas nós condenamos fortemente as violações dos direitos humanos cometidas contra as pessoas que vendem sexo e a discriminação que elas enfrentam; e nós acreditamos que a descriminalização é um passo importante no sentido de abordar isso.

13. E quanto àqueles que discordam de vocês?

Nós reconhecemos que existem diferenças fundamentais de opinião sobre a questão da descriminalização do trabalho sexual e respeitamos as opiniões daqueles que não são favoráveis à posição que temos tomado.

Queremos ter um diálogo respeitoso e aberto sobre as melhores maneiras de proteger os direitos humanos dos profissionais do sexo.

Acreditamos que há muitas áreas de acordo - como garantir que aqueles em, ou que podem considerar, o trabalho sexual tenham acesso a formas alternativas de obtenção de meios de subsistência e possam sair quando eles escolherem.

14. Que evidência a Anistia tem para apoiar a sua posição?

A Anistia Internacional passou mais de dois anos no desenvolvimento de nossa política para proteger os direitos humanos dos profissionais do sexo, que é baseada em pesquisas sólidas e consulta com uma vasta gama de organizações e pessoas.

Olhamos para o extenso trabalho feito por organizações como a Organização Mundial de Saúde, UNAIDS, o Relator Especial da ONU sobre o Direito à Saúde e de outras agências da ONU. Também olhamos para as posições de outros tais como a Aliança Global Contra o Tráfico de Mulheres.

Nós conduzimos uma investigação / pesquisa detalhada em primeira mão na Argentina, em Hong Kong, na Noruega e na Papua Nova Guiné e consultamos mais de 200 profissionais do sexo de todo o mundo.

Nossos escritórios ao redor do mundo também contribuíram para a política por meio de consulta ampla e aberta com grupos de profissionais do sexo, grupos representando os sobreviventes da prostituição, organizações que promovem a criminalização, feministas e outros representantes de direitos das mulheres, ativistas LGBTI, agências anti-tráfico, ativistas HIV / SIDA e muitos outros.

Este processo também tem sido complementado por pesquisas anteriores de direitos humanos da Anistia Internacional que destacam abusos contra os profissionais do sexo, incluindo, mas não se limitando a:

  • O nosso relatório sobre a Violência Contra a Mulher em Uganda onde destacamos os casos de mulheres a quem foi dito que porque elas estavam vendendo sexo elas estavam "pedindo por isso", que "uma prostituta não pode ser violentada"
  • Nossa declaração pública convidando a Grécia a parar a criminalização e a estigmatização de supostos profissionais do sexo que se descubriu serem HIV-positivos
  • O nosso relatório sobre o uso de tortura na Nigéria e como profissionais do sexo foram particularmente visadas pela polícia para estupro e subornos financeiros
  • Nossas Ações Urgentes sobre perseguição e assassinatos de profissionais do sexo em Honduras e o despejo e abuso de profissionais do sexo pela polícia no Brasil
  • O nosso relatório sobre a Tunísia que detalhou como as profissionais do sexo são vulneráveis à exploração sexual, à chantagem e à extorsão, principalmente pela polícia

O conteúdo desta página foi atualizado em 26 de maio de 2016, após a publicação da política da Anistia Internacional sobre os direitos dos profissionais do sexo juntamente com quatro novos relatórios de pesquisa sobre a Noruega, Hong Kong, a Papua Nova Guiné e a Argentina.

"Q&A: policy to protect the human rights of sex workers", Amnesty International, https://www.amnesty.org/en/qa-policy-to-protect-the-human-rights-of-sex-workers

Tradução:

Abigail Pereira Aranha

Questo testo in italiano in Men of Worth Newspaper: "Domande e Risposte: la politica per proteggere i diritti umani dei lavoratori del sesso", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/06/domande-e-risposte-la-politica-per-proteggere-i-diritti-umani-dei-lavoratori-del-s.html.
Questo testo in italiano in Periódico de Los Hombres de Valía: "Domande e Risposte: la politica per proteggere i diritti umani dei lavoratori del sesso", http://avezdoshomens2.blogspot.com.br/2016/06/domande-e-risposte-la-politica-per.html.
Ce texte en français au Men of Worth Newspaper: "Questions et Réponses: politique de protection des droits humains des travailleurs du sexe", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/06/questions-et-reponses-politique-de-protection-des-droits-humains-des-travailleurs-du-s.html.
Ce texte en français au Periódico de Los Hombres de Valía: "Questions et Réponses: politique de protection des droits humains des travailleurs du sexe", http://avezdoshomens2.blogspot.com.br/2016/06/questions-et-reponses-politique-de.html.
Eso texto en español en Men of Worth Newspaper: "Preguntas y Respuestas: política de protección de los derechos humanos de los trabajadores sexuales", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/06/preguntas-y-respuestas-politica-de-proteccion-de-los-derechos-humanos-de-los-trabajadores-s.html.
Eso texto en español en Periódico de Los Hombres de Valía: "Preguntas y Respuestas: política de protección de los derechos humanos de los trabajadores sexuales", http://avezdoshomens2.blogspot.com.br/2016/06/preguntas-y-respuestas-politica-de.html.
Este texto em português no A Vez das Mulheres de Verdade: "Perguntas e Respostas: política para proteger os direitos humanos dos profissionais do sexo", http://avezdasmulheres.over-blog.com/2016/06/perguntas-e-respostas-politica-para-proteger-os-direitos-humanos-dos-profissionais-do-s.html.
Este texto em português no A Vez dos Homens que Prestam: "Perguntas e Respostas: política para proteger os direitos humanos dos profissionais do sexo", http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2016/06/perguntas-e-respostas-politica-para.html.
Original text in English reproduced at Men of Worth Newspaper: "Q&A: policy to protect the human rights of sex workers", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/06/q-a-policy-to-protect-the-human-rights-of-x-workers.html.
Original text in English reproduced at Periódico de Los Hombres de Valía: "Q&A: policy to protect the human rights of sex workers", http://avezdoshomens2.blogspot.com.br/2016/06/q-policy-to-protect-human-rights-of-sex.html.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Seleção de três artigos da Anistia Internacional para 2 de junho, Dia Internacional da Prostituta

Movimento global vota adotar políticas para proteger os direitos humanos dos trabalhadores do sexo

11 de agosto de 2015, 17:00 UTC

Uma votação crucial para proteger os direitos humanos dos trabalhadores do sexo foi aprovada hoje em Dublin, no fórum de tomada de decisão da Anistia Internacional, a Reunião do Conselho Internacional (ICM). Os delegados de todo o mundo autorizaram o Conselho Internacional a desenvolver e adotar uma política sobre o assunto.

"Os trabalhadores do sexo são um dos grupos mais marginalizados no mundo que na maioria dos casos enfrentam constante risco de discriminação, violência e abuso. Nosso movimento global abriu o caminho para a adoção de uma política para a protecção dos direitos humanos dos trabalhadores do sexo que ajudará a moldar o trabalho futuro da Anistia Internacional sobre esta importante questão", disse Salil Shetty, secretário-geral da Anistia Internacional.

A resolução recomenda que a Anistia Internacional desenvolva uma política que apoie a descriminalização completa de todos os aspectos do trabalho sexual consensual. A política também irá chamar os Estados a garantir que os trabalhadores do sexo gozem de proteção legal plena e igualitária da exploração, do tráfico e da violência.

"Nós reconhecemos que esta questão crítica de direitos humanos é extremamente complexa e é por isso que temos abordado esta questão do ponto de vista das normas internacionais de direitos humanos. Nós também consultamos com o nosso movimento global para abordar diferentes pontos de vista de todo o mundo", disse Salil Shetty.

A pesquisa e consulta levada a cabo no desenvolvimento desta política nos últimos dois anos concluiu que esta era a melhor maneira de defender os direitos humanos dos trabalhadores do sexo e diminuir o risco de abusos e violações que eles enfrentam.

As violações a que os trabalhadores do sexo podem ser expostos incluem violência física e sexual, prisões e detenções arbitrárias, extorsão e assédio, tráfico de seres humanos, teste de HIV e intervenções médicas forçados. Eles também podem ser excluídos da assistência médica e serviços de habitação e outras proteções sociais e jurídicas.

A política foi elaborada a partir de uma extensa base de evidências a partir de fontes incluindo agências da ONU, como a Organização Mundial de Saúde, a UNAIDS e o Relator Especial da ONU sobre o Direito à Saúde. Temos também realizado uma pesquisa em quatro países.

A consulta incluiu grupos de trabalhadores do sexo, grupos representando os sobreviventes da prostituição, organizações abolicionistas, feministas e outros representantes dos direitos das mulheres, ativistas LGBTI, agências anti-tráfico e organizações de HIV / AIDS.

A Anistia Internacional considera abominável o tráfico de seres humanos em todas as suas formas, incluindo a exploração sexual, e deve ser criminalizado como uma questão de direito internacional. Isto é explícito nesta nova política e todo o trabalho da Anistia Internacional.

"Este é um dia histórico para a Anistia Internacional. Não foi uma decisão que foi alcançada facilmente ou rapidamente e agradecemos a todos os nossos membros de todo o mundo, bem como todos os muitos grupos que consultamos, pela sua importante contribuição para este debate. Eles nos ajudaram a chegar a uma decisão importante que vai dar forma a esta área do nosso trabalho de direitos humanos daqui para frente", disse Salil Shetty.

"Global movement votes to adopt policy to protect human rights of sex workers", Amnesty International, https://www.amnesty.org/en/latest/news/2015/08/global-movement-votes-to-adopt-policy-to-protect-human-rights-of-sex-workers

Direitos dos trabalhadores do sexo são direitos humanos

Por Catherine Murphy, assessora de política da Anistia Internacional, em 14 de agosto de 2015, 09:00 UTC

Os trabalhadores do sexo de todo o mundo enfrentam um risco constante de abuso. Isso não é novidade. Também não é novidade que eles são um grupo extremamente marginalizado de pessoas, muitas vezes forçados a viverem fora da lei.

Ninguém ficaria surpreso ao saber que eles enfrentam discriminação, espancamentos, estupro e assédio - às vezes em uma base diária - ou que lhes é muitas vezes negado o acesso a serviços básicos de saúde ou habitação.

Mas quando a palavra saiu que a Anistia Internacional tinha iniciado uma consulta para desenvolver uma política para proteger os direitos humanos dos trabalhadores do sexo, foi como acender um rastilho. Jornalistas e celebridades entraram na onda. Manchetes cada vez mais sensacionalistas condenaram a Anistia Internacional por defender a "prostituição como um direito humano".

Como uma organização global de direitos humanos, a Anistia Internacional tem a responsabilidade de avaliar a melhor forma de prevenir as violações dos direitos humanos. Como tal, é certo e apropriado que devemos olhar para um dos grupos mais desfavorecidos de pessoas no mundo, muitas vezes forçadas a viver fora da lei e negados aos seus mais básicos direitos humanos: profissionais do sexo.

Temos escolhido defender a descriminalização de todos os aspectos do sexo adulto consensual - o trabalho sexual que não envolve coerção, exploração ou abuso. É baseado em evidências e na experiência da vida real dos próprios trabalhadores do sexo que a criminalização os deixa menos seguros.

Chegamos a esta posição, consultando uma ampla gama de indivíduos e grupos, incluindo, mas não limitados a: profissionais do sexo, grupos de sobreviventes e abolicionistas, agências de HIV, activistas dos direitos de mulheres e LGBT, grupos de mulheres indígenas, grupos anti-tráfico e acadêmicos de destaque.

Passamos mais de dois anos na coleta de provas através de reuniões com centenas de indivíduos e organizações. Realizamos pesquisas em primeira mão na vivência dos trabalhadores do sexo em diferentes contextos nacionais e legais.

Nós gostaríamos de reivindicar ser o primeiro a abordar esta questão. Mas nós não somos. Outros grupos que apoiam ou estão pedindo a descriminalização do trabalho sexual incluem a Organização Mundial de Saúde, a UNAIDS, a Organização Internacional do Trabalho, a Aliança Global contra o Tráfico de Mulheres, a Rede Global de Projetos de Trabalho Sexual, a Comissão Global sobre HIV e Direito, a Human Rights Watch, as fundações Open Society e a Anti-Escravidão International.

Temos em todos os momentos nos comprometido a abordar o tráfico. O tráfico é um abuso abominável dos direitos humanos e deve ser criminalizado como uma questão de direito internacional. Não consideramos que uma mulher traficada que é forçada a vender sexo como sendo uma "profissional do sexo". Ela é uma mulher traficada e merece proteção como tal.

Qualquer incursão na vida dos trabalhadores do sexo revela tantas questões cruciais de direitos humanos que necessitam urgentemente serem abordadas. Como podemos reduzir a ameaça de violência para os trabalhadores do sexo? O que pode ser feito para garantir o seu acesso aos cuidados médicos e ajudar a prevenir o HIV? E como pode a discriminação e marginalização social que colocam os trabalhadores do sexo em maior risco de abuso serem paradas? Estas perguntas sobre saúde, segurança e igualdade perante a lei são mais importantes do que qualquer objeção moral à natureza do trabalho sexual.

Para ser claro, a nossa política não é sobre proteger "cafetões". A Anistia Internacional acredita firmemente que aqueles que exploram ou abusam de profissionais do sexo devem ser criminalizados. Mas a realidade é que leis que criminalizam "manter bordel" e "promoção" muitas vezes levam a trabalhadores do sexo a ser eles mesmos presos e processados. Na Noruega, encontramos evidências de que trabalhadores do sexo eram rotineiramente expulsos de suas casas sob as chamadas "leis do lenocínio". Em muitos países do mundo, duas trabalhadores do sexo que trabalham juntas por segurança é considerada um "bordel".

O que nós queremos é uma mudança de foco das leis para combater os atos de exploração, abuso e tráfico - em vez do pegar-todas-as-infrações que só criminaliza e põe em perigo os trabalhadores do sexo.

Você não pode entrar neste debate sem reconhecer que muitas vezes são mulheres e homens que vivem na periferia da sociedade que são forçadas ao trabalho sexual. Pode ser a sua única forma de ganhar a vida. Descriminalizar o seu trabalho não significa tolerar um mundo que os leva para as ruas. Queremos que eles desfrutem de todos os seus direitos humanos e vamos continuar a lutar por um mundo onde isso é possível.

Nós não devemos nos afastar de pessoas como a mulher em Papua Nova Guiné que nos disse sobre a vez que ela tentou denunciar o abuso por parte de um cliente para a polícia apenas para ser informada de que eles não queriam "perder tempo" com profissionais do sexo. Também não devemos ignorar o que acontece em Hong Kong, onde a polícia está autorizada a receber "serviços sexuais" de trabalhadores do sexo a fim de recolher provas.

Ficou claro desde o começo que isso não ia ser fácil. Qualquer posição conduz inevitavelmente a águas tempestuosas. Mas esperamos que o intenso debate que temos suscitado - na mídia e além - acabarão por ajudar a levar a uma melhor protecção dos trabalhadores do sexo.

"Sex Workers' Rights are Human Rights", Amnesty International, https://www.amnesty.org/en/latest/news/2015/08/sex-workers-rights-are-human-rights

Decisão sobre as obrigações dos Estados de respeitar, proteger e cumprir os direitos humanos dos trabalhadores do sexo

O Conselho Internacional

SOLICITA à Junta Internacional adoptar uma política que procura atingir a maior proteção possível dos direitos humanos dos trabalhadores do sexo, através de medidas que incluem a descriminalização do trabalho sexual, tendo em conta:

  1. O ponto de partida de prevenir e reparar as violações dos direitos humanos contra os trabalhadores do sexo, e em particular a necessidade de os Estados não só fazerem revisão e revogação das leis que fazem os trabalhadores do sexo vulneráveis ??a violações dos direitos humanos, mas também absterem-se de promulgar tais leis.
  2. O compromisso global da Amnistia Internacional para o avanço da igualdade de gênero e dos direitos das mulheres.
  3. A obrigação dos Estados de proteger cada indivíduo em sua jurisdição de políticas, leis e práticas discriminatórias, uma vez que o status e a experiência de ser discriminado são fatores muitas vezes importantes no que leva as pessoas a se envolverem em trabalho sexual, bem como no aumento da vulnerabilidade a violações dos direitos humanos enquanto envolvidos no trabalho sexual e limitando as opções para deixar voluntariamente o envolvimento no trabalho sexual.
  4. O princípio de redução de danos.
  5. Os Estados têm a obrigação de prevenir e combater o tráfico para fins de exploração sexual e de proteger os direitos humanos das vítimas de tráfico.
  6. Os Estados têm a obrigação de assegurar que os trabalhadores do sexo são protegidos da exploração e podem utilizar o direito penal para enfrentar atos de exploração.
  7. Qualquer ato relacionado com a exploração sexual de uma criança deve ser criminalizado. Reconhecendo que uma criança envolvida em um ato sexual comercial é vítima de exploração sexual, com o direito a apoio, reparações e remédios, de acordo com os direitos humanos internacionais, e que os Estados devem tomar todas as medidas adequadas para prevenir a exploração sexual e abuso de crianças.
  8. A prova de que os trabalhadores do sexo muitas vezes se envolvem em trabalho sexual devido à marginalização e a escolhas limitadas, e que, portanto, a Anistia Internacional vai instar os Estados a tomar as medidas adequadas para a realização dos direitos económicos, sociais e culturais de todas as pessoas de modo que nenhuma pessoa entre em trabalho sexual contra sua vontade ou seja obrigada a confiar nele como seu único meio de sobrevivência, e para garantir que as pessoas sejam capazes de parar o trabalho sexual se e quando eles escolherem.
  9. Assegurar que a política visa maximizar a proteção de toda a gama dos direitos humanos - além de igualdade de gênero, direitos das mulheres e não discriminação - relacionados com o trabalho sexual, nomeadamente a segurança da pessoa, os direitos das crianças, o acesso à justiça, o direito à saúde, os direitos dos povos indígenas e o direito a um meio de subsistência.
  10. Reconhecer e respeitar a agência de trabalhadores do sexo em articular as suas próprias experiências e definir as soluções mais adequadas para garantir os seus próprios bem-estar e segurança, ao mesmo tempo cumprindo com os princípios mais amplos e relevantes de direitos humanos internacionais relativos à participação na tomada de decisões, tais como o princípio da consentimento livre, prévio e informado com relação aos povos indígenas.
  11. A evidência da Anistia Internacional e de pesquisa externa sobre as experiências vividas dos trabalhadores do sexo e sobre o impacto nos direitos humanos de vários direitos penais e abordagens regulamentares para o trabalho sexual.
  12. A política será totalmente consistente com as posições da Amnistia Internacional no que diz respeito a consentir com a atividade sexual, incluindo contextos que envolvem abuso de poder ou posições de autoridade.
  13. A Anistia Internacional não toma uma posição sobre se o trabalho sexual deve ser formalmente reconhecido como trabalho para efeitos de regulação. Os Estados podem impor restrições legítimas sobre a venda de serviços sexuais, desde que tais restrições sejam conformes com os direitos humanos internacionais, em particular no que elas devem ser para um fim legítimo, previsto por lei, necessárias e proporcionais ao objetivo legítimo procurado para ser alcançado, e não discriminatórias.

A política será capaz de aplicação flexível e ágil através de e entre diferentes jurisdições, reconhecendo que as entidades da Anistia podem efetuar trabalhos sobre os diferentes aspectos desta política e podem ter uma abordagem incremental para este trabalho (de acordo com e dentro dos limites desta política) com base em avaliações de contextos legais e políticos específicos.

A Junta Internacional irá garantir que, após o lançamento do relatório final de pesquisa, seções e estruturas tenham a oportunidade de rever e dar feedback sobre a política proposta final antes da sua adoção.

Sobre o dia em que a Anistia Internacional votou prosseguir uma política de proteger os direitos humanos dos trabalhadores do sexo, o vice-Diretor da Europa Gauri van Gulik explica por que, o que significa e a necessidade de os trabalhadores do sexo terem direitos humanos.

"Decision on State obligations to respect, protect, and fulfil the human rights of sex workers", Amnesty International, https://www.amnesty.org/en/policy-on-state-obligations-to-respect-protect-and-fulfil-the-human-rights-of-sex-workers

Traduções:

Abigail Pereira Aranha

Questo testo in italiano in Men of Worth Newspaper: "Selezione di tre articoli di Amnesty International per il 2 di giugno, Giornata Internazionale delle Prostitute", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/06/selezione-di-tre-articoli-di-amnesty-international-per-il-2-di-giugno.html.
Questo testo in italiano in Periódico de Los Hombres de Valía: "Selezione di tre articoli di Amnesty International per il 2 di giugno, Giornata Internazionale delle Prostitute", http://avezdoshomens2.blogspot.com.br/2016/06/selezione-di-tre-articoli-di-amnesty.html.
Ce texte en français au Men of Worth Newspaper: "Sélection de trois articles par Amnesty International pour le 2 de juin, Journée Internationale des Prostituées", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/06/selection-de-trois-articles-par-amnesty-international-pour-le-2-de-juin.html.
Ce texte en français au Periódico de Los Hombres de Valía: "Sélection de trois articles par Amnesty International pour le 2 de juin, Journée Internationale des Prostituées", http://avezdoshomens2.blogspot.com.br/2016/06/selection-de-trois-articles-par-amnesty.html.
Eso texto en español en Men of Worth Newspaper: "Selección de tres artículos de Amnistía Internacional para el 2 de junio, Día Internacional de las Putas", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/06/seleccion-de-tres-articulos-de-amnistia-internacional-para-el-2-de-junio.html.
Eso texto en español en Periódico de Los Hombres de Valía: "Selección de tres artículos de Amnistía Internacional para el 2 de junio, Día Internacional de las Putas", http://avezdoshomens2.blogspot.com.br/2016/06/seleccion-de-tres-articulos-de-amnistia.html.
Este texto em português no A Vez das Mulheres de Verdade: "Seleção de três artigos da Anistia Internacional para 2 de junho, Dia Internacional da Prostituta", http://avezdasmulheres.over-blog.com/2016/06/selecao-de-tres-artigos-da-anistia-internacional-para-2-de-junho.html.
Este texto em português no A Vez dos Homens que Prestam: "Seleção de três artigos da Anistia Internacional para 2 de junho, Dia Internacional da Prostituta", http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2016/06/selecao-de-tres-artigos-da-anistia.html.
Original text in English at Men of Worth Newspaper: "Selection of three articles by Amnesty International for June 2, International Whores' Day", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/06/selection-of-three-articles-by-amnesty-international-for-june-2.html.
Original text in English at Periódico de Los Hombres de Valía: "Selection of three articles by Amnesty International for June 2, International Whores' Day", http://avezdoshomens2.blogspot.com.br/2016/06/selection-of-three-articles-by-amnesty.html.
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