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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A hora de fechar a arca - parte 1

Abigail Pereira Aranha

Gente, antes de usar a metáfora bíblica, eu preciso avisar que eu não acredito em Deus. No episódio do Dilúvio, Noé passou muito tempo pregando, dizendo que uma grande chuva iria inundar o mundo, e enquanto ele pregava, ele estava construindo uma arca para salvar a família e alguns animais. Se alguém se arrependesse dos pecados, teria entrado também. Então, a família de Noé e os animais entraram na arca, Deus fechou a porta e veio o Dilúvio (de acordo com comentaristas bíblicos, nunca havia chovido antes).

Amigos, já faz um tempo que eu estava pensando em escrever esse texto, depois que eu descobri, procurando não me lembro o que, o texto "Entenda a pateticamente deprimente comunidade da 'Real'"[1], de um certo Izzy Nobre. Vou comentar depois.

Ser vítima só da desinformação lesbo-socialista matrixiana está virando coisa do passado. Eu me lembro de mim abrindo o blogue A Vez das Mulheres no Grupos e o blogue Paraíso Concreto no Blogger em 2006 e só penso que a criação dos blogues gratuitos era a oportunidade para quem já tinha o que dizer mas não tinha onde publicar. Em teoria, podemos alcançar agora qualquer pessoa que entenda o português do Brasil (já tenho leitores de Portugal, inclusive um gatinho muito querido). E no meio de tanto lixo da blogosfera e das redes sociais (porque a mediocridade reinante também teve a sua vez), alguns rapazes resolveram compartilhar o que sabiam sobre a cafajestagem feminina, o lesbofeminismo, o esquerdismo e o ódio ao Cristianismo (e ao Judaísmo também, parece que só essas duas religiões que não prestam). No fim de 2007, por exemplo, surge um certo Silvio Koerich. Depois, vieram outros inspirados nele. Todos nós temos sido só um bando de pessoas comuns escrevendo blogues geralmente gratuitos no tempo que dá, compartilhando coisas que achamos que podem ser úteis para serem achadas por pessoas que a gente talvez nunca vai saber que existe, mas que no mínimo ficou feliz de ver gente acima da pobreza de espírito reinante. Temos gente na Real que se salvou de depressão depois de um fim de relacionamento porque achou por acaso na internet um "irmão mais velho".

E a situação política e de "gênero" no Brasil, nos Estados Unidos e em outros países já não permite mais a falta de curiosidade ou a simples burrice. Aquele que seria um pobre iletrado de bom coração da década de 60 vai ter duas opções: descobrir a Matrix (ou pelo menos morrer no caminho) ou ser um idiota útil feminista-gayzista-maoísta-eurofóbico-antimoralista (nota: eu não sou contra a moral, eu sou contra a religião e a castidade).

Naquele texto "Entenda a pateticamente deprimente comunidade da 'Real'"[1], duas coisas me chamaram a atenção. A primeira é que o cidadão, mesmo dizendo bobagem, dá referências REAIS da Real. Todos os outros caras que eu já vi falando mal da gente (é, inclusive eu já virei fake de metade dos rapazes no Facebook) se limitam à caricatura de quinta categoria pelas costas, por pura falta de argumentos. Nem dá pra dizer que eles têm medo de dar um nome real de um fórum ou um pseudônimo de um GDR e alguém se juntar a nós, como foi o caso do Barão Kageyama, que conheceu a Real depois de um mangina falar de um texto do Sílvio. Os caras realmente falam do que não sabem pelo que ouvem de feminazistas e mulherzinhas. A segunda coisa é que o Izzy Nobre conseguiu conhecer a Real e ainda acreditar na Matrix (até cita a definição de Matrix, com atalho ativo para o Mundo Realista):

"Certamente existem mulheres que vão quebrar seu coração. Já aconteceu com literalmente todo mundo que eu conheço. Só que não é necessário tornar-se um ser humano rancoroso e passar a ojerizar todas as mulheres do mundo porque uma ou duas te trataram mal. Isso é como ser atropelado uma vez, e passar a odiar qualquer pessoa que tenha carteira de motorista.

"(...) Pra deixar claro: todos nós já fomos um dia imaturos e pisamos na bola em relação a relacionamento com mulheres. Eu mesmo já fiz inúmeras coisas estúpidas por mulheres. O que acontece posteriormente, com alguma sorte, é que você amadurece e aprende a lidar melhor com as pessoas — de preferência, sem adotar uma filosofia de repúdio a todas as mulheres do mundo."

Agora, vamos imaginar o cidadão trocar os gêneros e dizer isto em ou de uma página feminista:

"E é isso que esse fórum é. Um apanhado de relatos de nego que largou emprego ou parou de praticar o esporte favorito por causa da namorada, se casou por pressão aos 20 anos, traumatizaram-se pra sempre e decidiram que o mal do mundo são as mulheres e afiliaram-se a um grupo de auto-ajuda (em vez de apenas reconhecer a própria cabacice, rir de si mesmo e move on)."

Depois disso, eu ainda escrevi "Por que o 'masculinismo brasileiro' não representa todos os homens"[2]. E há quase um mês, o Marxismo Cultural publicou um comentário de um desabafo de um homem feminista no "Escreva, Lola, Escreva" (ele se sentiu excluído em alguns encontros feministas por ser homem)[3]. O cara ainda pergunta:

"Por ter nascido com o sexo masculino sou um ser desprezível, não posso ser um ser humano decente?"

O engraçado é que pesquisando "homem desprezível feminismo" no Google, eu achei na primeira página a postagem "Feministas celebrando a morte dum homem", do Marxismo Cultural, e o blogue "Eu odeio os homens!". Ah, e na mesma página saiu "Machismo, feminismo, misandria e misoginia"[4], do blogue Esfinges e Minotauros. O autor (um homem) diz, por exemplo, que "a misoginia é mais perigosa e danosa que a misandria, primeiro porque está mais arraigada e generalizada na sociedade, depois porque em termos práticos, a misoginia, ou machismo, tem vitimado bilhões de mulheres com todo tipo de abuso, violência, estupro e desigualdade social". Os outros bilhões de homens estão numa boa com salário bom, se enchendo de cerveja e agredindo mulher, né?

É isso que é o pior. Se não fosse o apoio, que pode ser indireto, dos homens, mesmo os machistas e principalmente os mais destacados, o feminismo teria morrido no século XIX com a primeira lésbica imbecil presa ou o primeiro homem feminista humilhado publicamente. Mas o masculinismo ganha até ataques do meio dos próprios homens.

Cada vez mais, estamos vendo o feminismo f@%*r com o homem de bem, assim como o socialismo faz com o homem honesto que paga impostos. No entanto, o mesmo cidadão que não falou da Marcha das Vadias ou da propaganda femista da Bom Bril na rodinha do trabalho falou do cara que matou a mulher em um bairro de periferia, do jogo de futebol do fim de semana ou da roupa provocante de alguma vadia. Mesmo o blogue do Silvio, que era o maior blogue antifeminista do Brasil, nunca foi tão acessado quanto uma única postagem de algumas páginas feministas (considerando só acessos de homens) ou uma única matéria sobre futebol. No tempo do Wordpress, o blogue do Paulinho, sobre futebol, estava sempre entre os 100 mais populares, enquanto em mais de 4 anos o meu A Vez das Mulheres de Verdade só ficou dois dias na posição 37 por causa de uma postagem sobre a Eliza Samudio.

Nós estamos, se não combatendo, pelo menos denunciando o feminismo como ele é. E os rapazes também fogem de rastejar por qualquer mulher que vai esnobá-los, metê-los em encrenca com babacas ciumentos ou chegar ao quinto ano de casamento gorda, desagradável, com um sexo horrível e se preparando para o divórcio. E também falamos sobre o esquerdismo. Mas não ficamos só nisso. Falamos de exercícios físicos, falamos de saúde, falamos de computação, falamos de estudos, falamos de concursos públicos. Falamos até de sexo (sem casamento). Só que quase todos os homens dão ou seguem dica errada sobre o que é ser homem, como tratar as mulheres, como pegar mulher ou o que é ser maduro. O Canal do Búfalo tem um vídeo legal sobre isso[5]. Mas aquela série de dicas erradas não é nem maldade de quem orienta nem só pura ignorância de quem é orientado. É uma demência psicótica. É acomodação ao próprio fracasso e ao dos homens à volta. É uma vida tão miserável (não só na questão de mulher) que este homem não concebe coisa melhor e até mesmo odeia a qualidade de vida e a prudência de quem está menos mal do que ele. A Real não é odiada só pelas feminazistas. É odiada também por homens que na idade em que o guerreiro está superando babaquice de mulherzinha já fizeram todas as burradas que vão pagar o resto da vida ou estavam tentando se fazer de fortes.

E até onde eu sei, a Real não tem ex-militantes feministas. O cara pode ter sido mangina[6], pode ter sido miguxo[7], pode ter pagado faculdade pra namorada vadia que meteu chifre nele no apartamento que ele também pagava o aluguel, mas nunca foi ativista no feminismo ou contra o masculinismo. Mas e o cara mediano, ou o homem feminista? Está bajulando as mulheres em fevereiro e começo de março, mas acha que o Dia do Homem é bobagem (quando sabe que existe). Talvez até participe de campanhas feministas, ou participa da tropa de choque lesbonazista quando as damas leem o que não querem. Quando tem um blogue, é do time dos caras citados lá atrás. E esses homens maduros que falam mal de nós ou simplesmente ignoram a questão masculinista, onde vão estar num futuro próximo? Na cadeia por falsa denúncia de assédio sexual ou por não pagar pensão alimentícia? Disputando outro emprego com cotas para mulheres? Tomando remédios contra hipertensão e depressão por causa de lésbicas insuportáveis no local de trabalho? E os cavaleiros brancos[8]? Vão ter um cargo de confiança em uma repartição pública com a condição de rastejar diante de lésbicas horrorosas?

Para o cara que lê seção de futebol de jornal barato no ônibus lotado e conversa banalidades com a amiguinha frígida de QI mediano, o que mais falta para se preocupar com os direitos dos homens? Algumas cidades brasileiras já têm ônibus e trens exclusivos para mulheres. Os homens já são minoria nas universidades. Se já não são minoria nos postos de trabalho melhor remunerados, vão ser em breve. Quando ele começar a se preocupar, ele pode estar em um nível de inferioridade social, de impotência e de invisibilidade que qualquer manifestação ou grupo na internet vai ser quase impraticável, além de inútil e muito perigosa. Ou, o que é mais provável, as mulheres vão parar o processo LGBT-feminista antes que elas mesmas acabem destruídas (vou me concentrar nelas na parte 2) e só então ele vai ter ideia da própria tragédia.

Antes disso, devemos ser procurados por homens feministas que atacaram os rapazes e me chamaram de fake (porque mulher ou é feminazista ou é machista) até serem chutados do meio feminazista. Devemos ser procurados por homens com vários cursos universitários e que tinham posições de destaque e ótimos salários, mas que nos chamavam de misóginos imaturos ou simplesmente ignoravam o feminismo e o masculinismo até serem destruídos por falsa denúncia de crime sexual ou pela indústria da pensão alimentícia. Devemos ser procurados por ex-jornalistas e ex-funcionários públicos de alto escalão que nas poucas vezes em que se referiam a antifeministas não faziam diferença entre eles e bêbados analfabetos agressores de mulheres, mas que perderam o emprego e no desgosto nos descobriram. Devemos ser procurados por adolescentes misóginos revoltados (de verdade). Mas ainda vamos receber caras contando como se arrebentaram para perceber o que estamos dizendo desde a segunda metade da década de 2000. Vai ser a hora de dizer: f@#%-se. O mínimo que temos feito até aqui é falar sobre isso enquanto podemos. Nós talvez vamos conseguir sobreviver em uma rede informal de amigos com empregos razoáveis no meio da sociedade lesbocomunista, talvez faremos uma comunidade no meio da selva com os livros decentes que conseguirmos levar e filhos bem alfabetizados (gente, eu vou estar no meio e me ofereço para ser a prostituta da aldeia, quiá, quiá, quiá, quiá, quiá). Mas aqueles só vão chorar lágrimas inúteis e merecidas por terem no mínimo deixado perder o que ainda sobrava de qualidade da própria vida e dos outros homens só para levantar alguma vadia ingrata ou continuar na roda de hienas com emasculados e ninfetinhas fúteis. E pior do que ter uma vida miserável é saber o que deveria ter sido feito para estar melhor e em que tempo isso era possível e teria feito diferença. Mas já terá chegado a hora de fechar a arca. A nossa arca pode até afundar, mas peso morto e feminista rejeitado não entram.

P. S.: Quando eu fui publicar esta nota no Facebook, apareceu esta mensagem:

"O conteúdo que você está tentando compartilhar inclui um link que nossos sistemas de segurança detectaram como inseguro:

  • bufalo.info
  • canal.bufalo.info

Remova o link para continuar"

A rede foi criada por um homem, mas é governada pela democracia lesbofeminista.

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REFERÊNCIAS

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[1] "Entenda a pateticamente deprimente comunidade da 'Real'", http://hbdia.com/dossie-hbd/entenda-a-pateticamente-deprimente-comunidade-da-real, publicado em 18 de novembro de 2012.

[2] "Por que o 'masculinismo brasileiro' não representa todos os homens", http://avezdasmulheres.blog.com/2013/06/01/masculinismo-brasileiro-nao-representa-todos-os-homens

[3] "O choro do idiota útil", http://omarxismocultural.blogspot.com.br/2013/10/o-choro-do-idiota-util.html

[4] "Machismo, feminismo, misandria e misoginia", http://esfingeseminotauros.blogspot.com/2013/03/machismo-feminismo-misandria-e-misoginia.html

[5] "Reflexões do Barãozin – Caras que dizem 'um macho de verdade...'", http://canal.bufalo.info/2013/08/reflexoes-do-baraozin-caras-que-dizem-um-macho-de-verdade

[6] "Mangina" é um termo da Real, é um homem que pensa como uma mulher feminista, como se as mulheres nunca errassem (a palavra é fusão de "man" com "vagina").

[7] "Miguxo" é um termo da Real, é um homem que tem uma postura meio gay e toda servil diante da amiguinha, isso a troco de um pouco de consideração, de nada ou até de desrespeito dela.

[8] "Cavaleiro branco" é um termo da Real, é um homem que está sempre disposto a defender uma mulher só por ser mulher (mesmo que ela esteja, por exemplo, só recebendo uma crítica legítima).

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