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terça-feira, 30 de junho de 2009

Sexo e amizade

Abigail Pereira Aranha
A falta de um compromisso de exclusividade sexual entre um homem e uma mulher não exclui outros compromissos, como de respeito mútuo e companheirismo. Aqui eu não vou tratar do sexo casual, que pode mesmo ter a atitude "use e jogue fora". Só a relação de amizade homem-mulher com sexo.
O casamento é um vínculo social e jurídico antes de ser uma relação de respeito. Prova disso é a violência doméstica. Até não muito tempo atrás, os casamentos eram impostos pelos pais (isso ainda acontece em alguns lugares mais atrasados do mundo). Nesse contexto, ou quando os cônjuges se escolhem pelo sentimento de obrigação de se casarem, os cônjuges geralmente não têm uma relação de amizade ou intimidade, têm uma relação de censura mútua e possessividade.
Para muitos, parecem incompatíveis a amizade e o sexo. Na verdade, aprendemos a vincular o sexo ao casamento, daí o sexo fora do casamento é difícil para alguns enxergar como normal. Mas a ligação entre sexo e casamento não é obrigatória. São só regras de controle social e religioso que nos dizem que é. Então, é possível um homem e uma mulher terem um envolvimento sexual sem perspectiva de casamento e ainda assim terem estima um pelo outro. Eu já tive alguns amigos homens que tinham vergonha de me olhar como mulher, até que eu encostei os rapazes na parede. Encostei, beijei à força e peguei na ferramenta. E depois disso, a amizade ficou melhor, hehehehe.
Há quem diga que fazer sexo sem compromisso de casamento ou sem casamento é tratar o outro como objeto de prazer. Não necessariamente. São freqüentes a violência e o egoísmo nas vidas conjugais. Então, casamento não é sinônimo de respeito. Nem a falta do casamento exclui o respeito. Ah, e nas minhas peripécias com os amigos, eu já fiz uma coisa que um deles contou pra uma prostituta e ela disse que não teria coragem: ficar de quatro no sofá para sexo anal com quatro amigos um... depois do outro. No dia seguinte, um deles, que era meu colega da escola, insistiu pra pagar a minha merenda no recreio e eu aceitei.
Os puritanos podem falar do sexo fora do casamento como fonte de doenças. Por esse raciocínio, doenças venéreas não tem a ver com microorganismos, mas com um julgamento divino de um deus com problemas com o sexo, assim como catástrofes naturais são frutos da ira divina. Vida sexual mais intensa traz mais risco de doença como andar mais de carro aumenta o risco de acidente.
Há quem diga que o sexo dentro do casamento é o de maior qualidade que existe. Isso nunca vem de uma pessoa que sabe alguma coisa de vida sexual além da vida conjugal. Pelo menos não uma pessoa que fale disso honestamente.
Quem é contra o sexo fora do casamento é só por uma educação dada pela religião. O fogo do Inferno não deixa quem crê nele pensar com lógica e clareza.
Agora, vamos para as vantagens de uma relação sexo e amizade. Para começar, o sexo tende a ser de qualidade. Imagine transar com uma pessoa que tem em mente que você tem a obrigação de transar só com ela. É o que muitos casados pensam, por isso tantos casamentos com sexo horrível uma vez por semana ou menos. Além disso, vai ser pela boa qualidade que ambos vão continuar o envolvimento sexual, enquanto muitos casados investem na vida sexual de casamentos infelizes e nos casamentos infelizes como um todo apenas para continuarem casados. Além disso, os dois não prendem um ao outro, assim eles podem gostar mais um do outro.
Ah, se existe a amizade como sentimento, pode ser por alguma coisa de qualidade que um vê no outro. Se acontece o sexo, a relação é o sexo mais a amizade. Eu não estou considerando aqueles casos, até comuns, de homem que se finge de amigo para transar com a mulher, porque aí é sexo sem amizade.
Para muitos, o sexo é uma coisa cheia de culpa e impureza, só sendo aceitável pouco mais que o papai-mamãe dentro do casamento. Por isso a dificuldade para alguns de pensar em um homem e uma mulher que gostam um do outro fazendo sexo.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O mito do poder masculino

Warren Farrel

Você nunca leu nada como isto:

Como o feminismo distorceu e diminuiu o que há de melhor nos homens. Como a guerra dos sexos tornou-se um combate de mão única contra nós. Como as feministas se fazem de "vítimas" para conseguir o que querem. Como você pode morrer apenas por ser homem, Há muitas ocasiões em que uma mulher se sente mais indefesa que um homem. Por exemplo: ela teme a gravidez, o envelhecimento, o estupro, o desrespeito, a cantada grossa. Costuma sentir uma urgência maior de casar e, com isso, às vezes é obrigada a interromper sua carreira por causa dos filhos. E tem menos liberdade de entrar sozinha num bar sem ser incomodada.

Felizmente, os países civilizados perceberam esses problemas femininos. Mas, infelizmente, perceberam apenas os problemas femininos - e concluíram que, enquanto as mulheres tem esses problemas, os homens são a causa deles.

O homem, é claro, tem uma experiência diferente. Se seu casamento transforma-se em divorcio, ele descobre que os encargos financeiros que compartilhava com sua mulher tornaram-se agora uma pensão de alimentos que ele tem que pagar; e seus filhos, que ele precisa continuar sustentando, foram ensinados a voltarem-se contra ele. Um homem nessa situação sente-se como se tivesse passado a tem medo de que um novo casamento acabe deixando-o com uma dívida enorme, novos filhos que vida trabalhando para pessoas que agora o detestam. Quer desesperadamente amar outra mulher, mas também poderão voltar-se contra ele e um desespero ainda mais profundo.

Aos olhos das mulheres disponíveis, no entanto, esse homem "tem medo de se envolver" ou de "assumir um compromisso". Quem não teria?

A contribuição do feminismo para a liberação da mulher deve ser aplaudida. Mas, quando as feministas dizem que as mulheres são umas eternas oprimidas - e escondem o fato de que elas também são opressoras - não dá para apoiá-las. As feministas oficializaram o lado sombrio do homem e o lado iluminado da mulher, mas esqueceram-se do lado sombrio da mulher e do lado iluminado do homem.

O feminismo deu à mulher o "poder de vítima", convencendo o mundo de que vivemos num planeta machista. Mas o papel do homem - de prover e proteger - levou a um cruel desperdício de homens na guerra e no trabalho (em "profissões da morte", como a de peão de obra, mineiro de carvão, bombeiro, etc.). Enquanto reconhecemos as barreiras que impediram a mulher de ascender ao topo, esquecemos as correntes que prenderam o homem ao chão. Uma pesquisa feita nos EUA revela que, entre os 25 piores empregos de mundo, quase todos são, "por acaso", destinados aos homens.

Durante o julgamento de Mike Tyson por estupro, por exemplo, o hotel onde o júri estava hospedado pegou fogo. Dois bombeiros morreram tentando salvar os ocupantes do prédio. O julgamento de Tyson nos tornou conscientes a respeito do homem estuprador, mas a morte dos dois bombeiros não nos tornou mais conscientes do homem como um salvador de vidas. Prestamos mais atenção num homem que praticou o mal do que em dois que praticaram o bem; no homem que ameaçou uma mulher (a qual não morreu) do que nas dezenas de homens que salvaram centenas de homens e mulheres (para não falar nos dois que morreram).

E por que? Porque reconhecer a verdade inteira sobre os papéis sexuais - a de que tanto homens quanto mulheres sofrem e se beneficiam com eles - passou a ser considerado reacionário ou "machista". Pior ainda: não vende. São as mulheres que compram livros e revistas, e os editores dirigem-se demagogicamente a elas, assim como os políticos fazem com o eleitorado. As mulheres se tornaram "as mulheres que amam" e os homens viraram "aqueles que as odeiam". Nos últimos 25 anos, o feminismo tem sido para a imprensa diária o que as bactérias são para a água. Nós o consumimos sem perceber, a ponto de muitos de nós aceitarmos como verdade indiscutível "as provas" da discriminação contra a mulher - as mulheres são a principal vítima da violência; sua saúde é mais negligenciada que a dos homens; elas sempre ganham menos pelo mesmo tipo de trabalho; mais maridos espancam mulheres do que vice-versa; os homens tem mais poder; o mundo é dominado pelos homens etc. etc.. Donde a maioria dos governos tem uma extensa série de programas, comissões e ":estudos" para "proteger" a mulher.

Para os homens, o feminismo tornou-se uma guerra dos sexos - com a diferença de que apenas um sexo, o feminismo, apresentou-se para lutar. Nos EUA, a maioria dos postos de recrutamento militar exibe pôsteres dizendo coisas como "um homem tem de cumprir o seu dever". Imagine a gritaria se esses pôsteres dissessem "um judeu tem de cumprir seu dever", ou, exibindo a foto de uma mulher grávida, dissessem "uma mulher tem de cumprir seu dever".

E que dever! As diversas guerras que formaram (e continuam formando) a maioria dos países são exemplo de que os homens são considerados menos importante do que a propriedade. Os homens morreram pela propriedade, ao passo que as mulheres viveram na propriedade que serviu de túmulo para seus maridos.

Costuma-se dizer que as mulheres são um contraponto civilizatório ao guerreiro inato que existe no homem. Mas pode-se dizer também que, ao se encarregarem de matar no lugar das mulheres, os homens as civilizaram. Quando se tratava de garantir a sobrevivência, os homens mataram para proteger os filhos que suas mulheres geraram. Seja matando na guerra ou num pregão da Bolsa, os homens estão protegendo os frutos das mulheres e elas próprias.

Todos condenamos a violência contra a mulher. Mas nos divertimos com a violência contra o homem. Pense no boxe, na luta livre, no futebol americano, no hóquei sobre o gelo, nos rodeios e na Fórmula l. Através da História, os jogos e esportes prepararam os homens para a batalha - para morrer em combate. E quanto mais efetivamente estivermos preparados, mais protegidas estarão nossas mulheres e crianças.

Morrer em combate não é o único preço que os homens pagam por ser homens. Em l920, as mulheres americanas viviam um ano a mais que os homens. Hoje, vivem sete anos a mais. Quando lemos que os negros nos EUA vivem seis anos a menos que os brancos, interpretamos esse dado como uma prova da falta de poder do negro na sociedade americana. Mas, quando ficamos sabendo que os homens morrem sete anos mais cedo que as mulheres, isso raramente é interpretado como falta de poder dos homens nessa mesma sociedade.

Essa diferença de sete anos não seria biológica? Não, porque, se fosse, ela não seria de apenas um ano em 1920.

Imagine agora se fossem os homens que vivessem sete anos a mais que as mulheres. As feministas fariam comícios dizendo que isso é uma prova de falta de poder das mulheres. E teriam toda a razão - porque o poder é a capacidade de controlar a vida. Veja esta estatística do Serviço Nacional de Saúde dos EUA em relação ä expectativa de vida dos americanos: mulheres brancas - 79 anos; mulheres negras - 74 anos; homens brancos - 72 anos - homens negros - 65 anos. As mulheres brancas sobrevivem aos homens negros por quatorze anos. Pode-se calcular a revolta das feministas se uma mulher de 48 anos estivesse tão perto da morte quanto um homem de 62 anos.

Os homens correm outros riscos relacionados ao seu papel sexual. Veja o caso de um jornalista amigo meu. Todos os dias ele ia almoçar em casa com sua mulher. Um dia, ao abrir a porta de casa, ouviu a mulher gritando. Ela estava sendo atacada. Ele fez o que a maioria dos homens faria: lutou com o assaltante. Sua mulher correu para chamar a polícia. O assaltante o matou. Outro amigo meu perguntou: "Quanto você pagaria a alguém para ficar permanentemente do seu lado, de modo que, se você fosse atacado, ele entraria em ação e daria um jeito de ser morto lentamente para que você tivesse tempo de escapar? Quanto custaria a hora de um guarda-costas que trabalhasse full-time? Pois, como homem, esse é o nosso trabalho quando estamos com uma mulher - qualquer mulher, não apenas nossas esposas". O que tem em comum os homens que funcionam como guarda-costas das mulheres e os voluntários que combatem incêndios, além do fato de serem homens? É que nenhum deles recebe por isso. As feministas fazem grande alarde a respeito das funções não-remuneradas da mulher - cozinheira, dona de casa, motorista, etc. Mas os homens ainda não começaram a prestar atenção nas suas funções não remuneradas.

Outra maneira de saber quem detém as rédeas é investigar o poder de compra dos dois grupos. Nos EUA, descobriu-se que as mulheres que são chefes de família tem um poder de compra 41% maior que o dos homens chefes de família. Como? Pois esse é o número referente ao rendimento líquido, ao qual se chega verificando o que restou depois que as despesas foram subtraídas dos rendimentos de cada um. O rendimento líquido anual da mulher americana é de US$ 13.885,00. O do homem é de US4 9.883,00. E não apenas isso. Entre os l,6% mais ricos da população americana (fatuamente a partir de US$ 500.000 por ano), o rendimento líquido das mulheres também é maior do que o do homem.

Como é possível que as mulheres sejam mais ricas se elas detém poucos dos principais cargos nas empresas? Em parte, casando-se com os homens que detêm esses cargos - e sobrevivendo a eles.

Mas não é só nos EUA. Uma espiada num shopping de qualquer grande cidade em qualquer lugar do mundo mostra essa diferença de poder. Um shopping normal (incluindo lojas masculinas e de artigos esportivos) dedica sete vezes mais espaço a artigos pessoais da mulher que a artigos pessoais do homem. E ambos os sexos compram mais para as mulheres. A chave da riqueza não está em quanto ganhamos, mas em quanto gastamos em nós mesmos.

O poder de compra traz outras formas de poder. O controle da mulher sobre os gastos permite que ela controle também os programas de TV, já que estes são dependentes dos patrocinadores. Quando se constata que as mulheres assistem muito mais TV que os homens em qualquer horário, conclui-se que nenhum programa pode morder a mão que o alimenta. As mulheres estão para a TV assim como o patrão está para os empregados. O resultado? Quase metade dos 250 filmes feitos para a TV em l992 mostra mulheres como vítimas, sujeitas a alguma forma de maus-tratos físicos ou psicológicos.

Os homens aprendem desde cedo a aceitar empregos que detestam, pelo simples fato de que esses empregos pagam mais. Em todas as salas de aula do fim do segundo grau, tanto nos EUA quanto em todo o mundo, você encontrará garotos reprimindo seu interesse por línguas estrangeiras, literatura, história da arte, antropologia e sociologia, porque sabem que um diploma de história da arte os remunerará menos que um de engenharia. Um pouco porque esse garoto sabe o que o espera ele provavelmente terá que sustentar uma mulher, (mas não pode esperar que uma mulher o sustente), mais de 85% dos formados em engenharia são homens - e mais de 80% dos formandos de história da arte são mulheres. Se um homem é obrigado a escolher uma profissão de que goste menos, apenas porque ela paga melhor, é um sinal de não poder, mas de falta de poder.

Então não são os homens que detêm toda a influencia e o poder? Nos negócios e na política, sim. Mas costumamos ignorar a influencia de uma mãe sobre seus filhos. Poucos homens têm influência comparável. Se, tradicionalmente, o homem era o dono da casa, hoje ele não passa de um visitante no castelo de sua mulher. É ela que domina a estrutura familiar, ao passo que apenas uma minoria de homens domina as estruturas profissionais e políticas. Muitas mães são em certo sentido "preesidentes" de pequenas empreesas - suas famílias. Já a maioria dos homens está condenada ä linha de montagem - física ou psicológica - de seus patrões. Quando um homem pede demissão, perde o direito à indenização. Mas, quando uma mulher pede o divórcio ao marido, leva com ela metade dos bens de sua "empresa".

Influencia, no entanto, não significa necessariamente poder. Muitas mães ririam se lhes disséssemos que, quanto mais filhos tiverem, mais poderosas serão. Ririam porque sabem que isso só lhes acrescentaria pressão, não poder. Mas, quando dizemos a um homem, "quanto mais pessoas você supervisionar, mais poder você terá", ele acredita. O verdadeiro poder consiste em controlar a própria vida, e não a dos outros. E, historicamente, os homens tiveram controle sobre suas vidas? Historicamente, um marido passa o dia sendo vigiado pelo patrão. Já uma mulher de prendas domésticas não passa o dia sendo vigiada pelo marido. E quem pode garantir que a mulher passa mais horas por dia trabalhando em casa do que o marido fora de casa? (sem contar o tempo que ele perde para se deslocar ao trabalho e vice-versa).

Uma frase dita há alguns anos faz sucesso até hoje: "A mulher é o negro do mundo". Compara a situação dos escravos à condição feminina e pinta os homens como opressores, feitores, escravagistas. Mas, se os homens pensarem no seu próprio caso, terão uma resposta à altura a dar para as feministas.

Os homens, como os escravos negros, foram forçados a arriscar suas vidas. Os escravos arriscaram a vida para que os brancos se beneficiassem economicamente. Os homens arriscam a vida para que todos, inclusive as mulheres, se beneficiem economicamente. Os escravos tiveram seus filhos usurpados. Os homens ainda têm seus filhos usurpados, e, se os quiserem de volta, precisam lutar nos tribunais contra a guarda da mãe. Os escravos foram forçados aos piores trabalhos. Os homens ainda são forcados aos piores trabalhos - os mais desprezíveis, insignificantes e mal pagos. Pergunte a qualquer cozinheiro de lanchonete, lavador de carros, motorista de ônibus, lixeiro ou vigia noturno. Sem citar de novo as "profissões da morte".

Nos EUA, menos negros concluem o 2º. grau ou curso universitário do que brancos. Menos homens concluem o 2º. grau (46% contra 54%) ou o curso universitário (45% contra 55%) do que mulheres.

Chefes de família negros têm um rendimento liquido menor que chefes de família mulheres. Jamais um grupo oprimido teve um rendimento líquido maior que o do opressor.

Seria difícil encontrar outro exemplo na História em que um grupo que detém mais de 50% dos votos atreve-se a se chamar de vítima. Ou um exemplo de grupo oprimido que prefere votar nos seus opressores, em vez de ter os seus próprios representantes. As mulheres são a única minoria que é uma maioria; o único grupo que se diz oprimido e, ao mesmo tempo, pode decidir quem é eleito em qualquer cargo de qualquer comunidade. O poder não está no ocupante da cadeira, mas em quem o põe lá.

As mulheres são o único grupo "oprimido" que partilha os mesmos pais com o opressor; o único a nascer na mesma classe social do opressor; o único a deter mais bens culturais de luxo que o opressor. As mulheres são, também, o único grupo oprimido que pode gastar uma fortuna por ano em cosméticos e consumir mais roupas com grife do que o opressor.

A diferença entre os escravos e os homens é a de que os escravos nunca se consideraram ou foram considerados opressores. E o resultado disso é que, enquanto ajudaram a liberar as mulheres, os homens se esqueceram de libertar a si mesmos.

Colaborou Ernesto Olivier Dutra

Extraído de http://www.casadobruxo.com.br/textos/mito.htm

domingo, 17 de maio de 2009

As fodonas

Abigail Pereira Aranha
A mulher já é a última bolacha do pacote só porque tem uma buceta. Não precisa de humildade, inteligência, caráter, educação, nada. Só de ter um rosto e um corpo bonitos já tem tudo. Só de ficar bem numa roupa curta e receber cantadas e olhares já é rainha do mundo. É só continuar cuidando do corpo e da beleza que os escravos da buceta vão estar lá pra inflar o ego, facilitar as coisas, fazer gentilezas e no final um deles se casar com ela pra bancar uma piranha frígida e gorda aposentada pelos cafajestes pro resto da vida.
Mas existe uma raça que é ainda mais superior que a mulher. É a fodona. A fodona é aquela que faz, que acontece, tem curso disso, é bem sucedida no trabalho, etc. O problema nisso é a mulher fazer cursos, constrói uma carreira, etc por vaidade, por competição.
Deixa eu mostrar uma reportagem de jornal sobre esse tipo.
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Caminho tortuoso
Déa Januzzi
"Não fui achada ainda!". A frase da diretora do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, Leila Renault da Silva, de 39 anos, reflete a condição vivida pelas mulheres do mundo contemporâneo. Elas fizeram a revolução sexual e profissional, que alterou radicalmente a história das relações familiares. Não querem mais fazer concessões. Provedor só o de internet. Não precisam mais de alguém para projetá-las socialmente nem pagar as contas, mas querem encontrar um companheiro à altura do esforço que cada uma fez para chegar aonde está. Nenhuma delas quer voltar atrás, abrir mão de conquistas, mas o caminho do relacionamento afetivo ficou mais difícil e complicado.
Leila se dedicou aos estudos e à carreira por muito tempo. Já realizou sozinha alguns projetos de vida e muitos sonhos. Tem um confortável apartamento no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul de BH, carro, um ótimo salário, que lhe proporciona conhcecer o Brasil e viajar frequentemente para o exterior. "Achava que podia morrer depois de conhecer Paris, o que fiz no ano passado. Hoje, tenho certeza de que quero continuar vivendo por muito tempo ainda, para voltar a Paris várias vezes."
Ela se cuida: caminha todos os dias, pois não gosta de academia, está no auge da dieta alimentar e passa a maior parte do tempo no trabalho, que a consome muito. Reconhece que, dentro desse cenário, "muitas mulheres preferem a solidão a homens errados, porque a gente vai amadurecendo e fica mais exigente e seletiva". Depois de subir as escadas do sucesso, fica mais complicado arrumar um companheiro. "Os homens mais legais estão casados e os disponíveis se assustam com nossa condição financeira e profissional. Os divorciados, por sua vez, optam por mulheres mais jovens e o círculo se fecha para nós", explica.
Leila não pensa em se casar, mas em namorar, ter alguém para ir ao cinema, ao restaurante, viajar e compartilhar tudo de bom que a vida oferece. Sente falta desse companheiro especial, que esteja no mesmo nível emocional e material dela. Enquanto esse homem não chega, ela vai se divertindo, pois tem muitas amigas para fazer o que gosta, ir a restaurantes chineses, barzinhos legais, viagens – e ler muito. Atualmente, ela se entrega à leitura de Paixão índia, de Javier Moro, lançado pela Editora Planeta. E aguarda não mais um homem para completar sua vida, mas para somar. E que seja parecido com ela, não mais com o seu oposto.
EQUILÍBRIO Orientadora pedagógica da escola materna da Fundação Torino, Paula Cristina Pereira da Silva, de 38, sempre pensou em organizar a vida profissional em primeiro lugar, para depois entrar inteira num relacionamento afetivo e "ter o que oferecer ao outro, uma mulher equilibrada, em harmonia consigo mesma e bem-sucedida. Nunca gostei de depender financeiramente do outro". Então, fez cursos de graduação e pós, além de atualização, porque trabalha com crianças de 2 a 5 anos.
Estar sozinha no amor não priva Paula de continuar querendo alguém do mesmo nível. "Tenho direito de escolha", mas explica: "Ser sozinha no amor não é estar só na vida. Tenho muitos amigos, a casa sempre cheia, inclusive, de casais com seus filhos que adoram me visitar. Sou muito feliz do jeito que estou, com um monte de amigos e de projetos".
Ela confessa que já namorou muito, mas nunca teve vergonha de pôr um ponto final quando o relacionamento está ruim. "Não invisto em pessoas erradas". Paula, porém, diz que as amigas vivem questionando sua condição de solteira, porque ela está sozinha. "Os homens, por sua vez, acham que uma mulher de 38 que está sozinha tem algum defeito. Para quebrar o gelo, eu dou o troco. Digo que os homens é que estão com defeito."
Paula tem um apartamento, onde mora sozinha há 10 anos, mas pretende comprar uma casa. "As pessoas se espantam quando digo que estou juntando dinheiro para comprar uma casa, mas não entendem que não pretendo ficar só para sempre. Se esse cara especial não surgir, vou encher a casa de amigos". De uma família com sete irmãos, ela gosta de casa cheia, mas tem coragem de esperar mais um pouco. Propostas de casamento foram muitas, mas "ainda não era a hora. Queria dar conta da minha vida e ter um companheiro que me admirasse e respeitasse pelo tanto que consegui conquistar".
CONSTRANGIMENTO A mais jovem das três, Diginane Hiorranna, de 26, diz que tem amigas com relacionamentos altamente prejudiciais, pois elas acreditam que não ter um namorado é estar sozinha. "Ficam constrangidas de não ter um homem ao lado, alguém para apresentar, para sentar à mesa do bar com elas. Acho estranho porque mulher não precisa mais disso", diz.
Sem idealizar um determinado tipo de homem, ela prefere alguém que, em primeiro lugar, "respeite minhas ideias, meu espaço e minha forma de viver. Relacionamento a dois é uma eterna troca de conhecimentos, é estar bem consigo mesma para conseguir ficar bem com o outro". Ela não acredita na teoria de que os opostos se atraem, mas tem certeza de que os semelhantes se completam. E não tem medo de ficar sozinha, pois curte a casa, o trabalho, adora samba e principalmente a simplicidade das pessoas e dos lugares. "Gosto de pessoas sem máscaras, sem palavras difíceis, do valor das pequenas coisas que podem se tornar grandes. Gosto de gente que olha no olho."
(Estado de Minas, Belo Horizonte, 08 de fevereiro de 2009, caderno Bem Viver, pág. 3)
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Vamos voltar a uma frase:
"Não precisam mais de alguém para projetá-las socialmente nem pagar as contas, mas querem encontrar um companheiro à altura do esforço que cada uma fez para chegar aonde está."
Quer dizer, homem existe pra trabalhar, dar duro pra no fim bancar uma piranha frígida, gorda e chata e os eventuais filhos em troca de ter a companhia dela e duas ou três relações por mês. Mas a fodona é tão demais que não precisa de homem nem pra sustentá-la. A fodona é boa demais pros homens.
E quando a fodona é bonita e gostosa então, é uma deusa.
Dizem algumas fodonas que os homens tem medo de se aproximar delas. Mas elas não querem justamente mostrar como são superiores? Mas também tem muito homem frouxo por aí. Elas também falam disso como se todos os homens fossem machistas e não gostassem de mulher bem-sucedida.
A fodona é uma lésbica antipática. Tem muito horror a homem pra ser piranha, e é muito convencida pra ser piranha. Se não está sem sexo faz tempo, está casada com um frouxo. A mulher de verdade que se destaca é aberta, humilde, simpática. Ela é inteligente, estudada, informada, mas não é sabichona. Ela tem uma posição, mas não é uma lésbica feminazista metida a besta. Enfim, ela tem conteúdo, não ego inchado.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Relações conjugais

"Sou casada há 12 anos e vivo infeliz. Meu marido é violento, grosseiro, autoritário, me trata muito mal. Sou infeliz, mas não consigo me separar. Por quê?"

Lídia, de Belo Horizonte

O grande objetivo de nossa vida é ser feliz. Isso significa estar em paz, em estado de prazer na maior parte do tempo. Nossas relações só fazem sentido se nos ajudarem nesse caminho. E o casamento, principalmente, tem um papel essencial na construção de nossa alegria. Afinal de contas, é com o companheiro que passamos a maior parte do tempo, dividimos com ele nossas intimidades boas ou ruins, partilhamos com ele nossas virtudes e defeitos. Porém, o casamento deve nos proporcionar um espaço de folga para crescermos, desenvolver nossas aptidões, sobretudo emocionais, e facilitar nossa travessia para as dificuldades da vida.

Infelizmente, tem sido, na maioria, lugar de sofrimento, competição, hostilidade, violências físicas e psicológicas. Tem estado mais para um ringue do que para um salão de festa. Mais para a luta do que para a dança. Essa é a queixa da leitora.

Quando, portanto, a relação conjugal se torna fonte de sofrimentos contínuos é hora de repensá-la. Muitas pessoas não sabem quando é tempo de desistir de uma relação. Outros não sabem se a relação ainda tem futuro. Muitas mensagens gravadas no inconsciente coletivo favorecem essas dúvidas: "O casamento é para sempre", "Mas vocês eram tão felizes no início", "Até que a morte os separe".

Neste caso, a leitora quer se separar, mas afirma não conseguir. Na verdade, não consigo é sinônimo de não quero. Racionalmente, ela quer. Ela está dividida e, com isso, ainda aumenta mais sua dor e angústia. Ela ainda pergunta. Por quê? Diante de uma situação semelhante, temos duas possibilidades. Tentar salvar o casamento ou então desistir dele. Acredito que sempre é importante tentar reconstruir uma relação que, em um momento anterior, foi escolhida pelos dois. Por pior que seja, qualquer relação tem a possibilidade de ser revista, analisada e melhorada. Para isso, existem algumas condições. Que o desejo de salvar o casamento seja dos dois. E que ambos aceitem buscar alternativas reais para superar os comportamentos de ambos, responsáveis pelo que foi feito da relação.

Um processo de terapia do casal seria uma alternativa, por exemplo. Se não houver mudanças significativas em cada um e, por consequência, na relação, continuar o casamento, além de perda de tempo, é também uma perda de vida emocional, pois o sofrimento e a violência tendem a aumentar cada vez mais. E por que é tão difícil se separar de relações infelizes? Medo. Medo de sofrerem mais ainda ao desistir do casamento. Medo das críticas, principalmente dos familiares, que, quase sempre, não estão nem aí se o casal está feliz ou não, interessando-lhes apenas a manutenção quantitativa do matrimônio. Medo de se sentirem culpados, e, sobretudo, medo da solidão.

A maioria de nós aprendeu que, se tiver alguém como parceiro, será automaticamente feliz. Que o namoro, o casamento em si nos levará necessariamente à felicidade. E isso não é verdade. O que nos ajuda a sermos felizes são relações alegres, motivadoras, respeitosas, na base da admiração e companheirismo. Partindo de um pressuposto falso, a maioria dos casais gasta muita energia para conservar e manter o casamento, ainda que infeliz. Daí o medo da solidão. Preservar a relação a qualquer preço passa a ser o único propósito, acompanhado da fantasia de que, com o tempo, mudará o parceiro, por meio de brigas, ameaças e exigências.

Já vimos que a separação não é a primeira nem a única saída para relações sofridas e infelizes. Se ainda há afeto e admiração, apesar das dificuldades e inadequações, a relação pode e deve ser tratada, vale a pena tentar caminhos novos de aprendizado e mudança. O quenão vale é acostumar-se com o sofrimento e, a partir de uma excessiva autoproteção, perpetuar-se em relações adoecidas e neuróticas.

Há uma grande diferença entre a paciência e a persistência. Sermos pacientes com um casamento infeliz significa colocarmos o tempo como aliado, não nos precipitarmos, mas estarmos profundamente ativos na busca de soluções, aprendendo com os próprios erros, pedindo ajuda externa, querendo, na prática, desenvolver mudanças. A persistência, ao contrário, é uma forma de teimosia. Por medo do desconhecido, insistimos na crença de que o tempo se encarregará de resolver relações esgotadas, mesmo mantendo formas fracassadas para se relacionar. Nesse caso, é muito comum o casal apelar para fatores externos, mudar de casa, ter um filho, fazer regime, comprar um carro novo, viajar, em vez de mudar a própria relação. É a onipotência de querer mudar o casamento sem mudar nada.

Toda tentativa de salvar o casamento é válida. Só não vale viver morrendo em nome de um amor que acabou e fechar o coração para novas oportunidades de vida. Estamos na vida para sermos felizes ou para estarmos casados?

Antônio Roberto. "Relações conjugais", Estado de Minas, Belo Horizonte, 01 de fevereiro de 2009, caderno Bem Viver, pág. 2.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Alexandre Vogler: obras de arte difíceis de mostrar ao povo (mesmo que questionem o "sistema")

Abigail Pereira Aranha

Parte I - "Base para Unhas Fracas", sobre o corpo feminino como instrumento publicitário, enfrenta o velho horror ao sexo
A obra
Discute-se, neste trabalho, a utilização do corpo feminino como grande fetiche para vender marcas diversas. Um exemplo bem definido por todos são da maioria das marcas de cerveja, onde as expõem em maior grau.
Segundo Vogler, "se a mulher é usada por todas as campanhas, eu ponho o conteúdo sexista dessas mensagens no grau mais avançado. Poderia usar uma imagem mais tolerável, mas seria chover no molhado". Ele, ao mesmo tempo em que esconde, deixa à mostra partes de um órgão que, segundo as regras da moral e da boa conduta, não devem ser mostradas. (Pedro Alonso, "A intermedialidade no trabalho de Alexandre Vogler e a arte da performance", Ensaio crítico, 4 de julho de 2008, http://ensaioscriticos.blogspot.com/2008/07/intermedialidade-no-trabalho-de_04.html)
Cartaz de genitália causa revolta e é rasgado no Prado
Artista carioca quer que pessoas pensem sobre uso da imagem da mulher
Carolina Coutinho
A obra de arte do pintor carioca Alexandre Vogler, intitulada "Base para Unhas Fracas", que estampa a genitália feminina em 30 muros de Belo Horizonte, não causou só polêmica, mas também revoltou pessoas que se depararam com ela na rua. A imagem mostra a genitália parcialmente coberta pelas mãos da mulher casada com unhas pintadas de vermelho. No Prado, região Oeste da capital, a figura, afixada na quarta-feira numa avenida de grande movimento, foi rasgada no meio na manhã de ontem. A atitude provocou tristeza em uns e alegria em outros, ou melhor, outras. O autor da depredação permanece desconhecido. "Fiquei chateado por terem rasgado o cartaz. Daqui da minha mesa de trabalho eu olhava para a imagem várias vezes por dia. Se eu tivesse visto que a pessoa ia rasgar, teria corrido até lá e impedido", disse o gerente de vendas Luciano Caldeira dos Santos, 33. Para a vendedora Érica Baessa, 24, o estrago demorou para acontecer.
"Achei vulgar e absurda a foto desse cartaz. Não sei direito do que se trata, se é mesmo uma propaganda de esmalte, mas acho um desrespeito com as pessoas, principalmente as mulheres, crianças e idosas", disse indignada. Segundo o autor da obra, a intenção era mesmo chamar a atenção. Vogler explicou a figura como sendo uma forma de protesto contra o uso da imagem da mulher em campanhas publicitárias. "As pessoas não percebem que a mulher é tratada como objeto nas propagandas. Elas são usadas para atrair o consumidor e são expostas de maneira pejorativa. Quero que as pessoas reflitam", disse. Ele manipulou digitalmente a imagem.
Alguns gostam...
"O cartaz chamou a atenção de todas as pessoas que passam por aqui. Eu achei bonito e ao mesmo tempo um pouco agressivo."
Alan David da Silva, 23 vendedor
outros não
"Tenho uma filha pequena e não gostaria que ela visse. Trabalho com muitos homens e é constrangedor ouvir falar desse assunto."
érica baessa, 24 vendedora
"Cartaz de genitália causa revolta e é rasgado no Prado", O Tempo, Belo Horizonte, 15 de novembro de 2008, http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1113&IdCanal=6&IdSubCanal=&IdNoticia=95880&IdTipoNoticia=1.
Mais reações
No momento em que posava para fotos em frente à sua criação, uma senhora – que mora num apartamento em frente ao malfadado muro – aparece à janela do prédio e reclama daquela imagem profana a qual terá que se deparar todos os dias. Em discussão com Alexandre – este tenta em vão convencer à moradora de que a provocação faz parte do processo de sua obra – ela sentencia e afirma categoricamente que ele precisava estudar arte, abominando sua criação. (Pedro Alonso. Texto citado)
Segundo Alexandre Vogler, a interferência do público à sua obra se faz sentir pela negatividade de sua recepção, pois as imagens das vaginas coladas e espalhadas pela cidade são rasgadas e, segundo a matéria, alguns profissionais que colavam nos muros os cartazes já foram ameaçados pela polícia. (idem)
Uma cópia arrancada em Belo Horizonte já foi mostrada. Mais uma, no Rio de Janeiro: http://melkzda.blogspot.com/2008/06/base-para-unhas-fracas.html.
Parte II - Um tridente, símbolo de Netuno, mas que para os cristãos é outra coisa...
Entre a cruz e o tridente
Símbolo pintado no cruzeiro é criticado por moradores e religiosos e prefeitura tenta apagar
Helvio Lessa
A figura de um tridente pintado na encosta da Serra do Vulcão, logo atrás do Mirante do Cruzeiro, causou ontem polêmica entre moradores e religiosos de Nova Iguaçu. Muita gente ficou revoltada e acusava a prefeitura de desrespeito às religiões. O desenho fez parte de oficina de arte pública, no Projeto Interferências Urbanas, evento promovido pelo município semana passada.
"Isso é coisa do mal, do demônio. Uma afronta a um símbolo de Jesus e com a permissão da prefeitura. Subiram aqui com o pretexto de fazer arte e foram embora deixando esse símbolo do mal", disse a evangélica Edileide Amaro, 31 anos.
O prefeito Lindberg Farias (PT), no entanto, alega que o artista plástico Alexandre Vogler, responsável pela oficina, não tinha permissão para colocar o símbolo, que segundo ele é ligado diretamente ao diabo.
"Quando soube que tinha sido desenhado um tridente mandei retirar imediatamente. Ele tinha combinado de escrever "Eu amo Nova Iguaçu". Mas acabou colocando esse símbolo que afronta a cruz. Desde pequeno que vejo a figura do diabo com tridente na mão. Moramos numa cidade de Deus", justificou Lindberg.
Censura
O artista Alexandre Vogler, 32 anos, disse que a idéia do tridente está ligada ao deus Netuno, da mitologia grega e que não teve a intenção de afrontar qualquer religião. Alexandre afirmou que, depois que a pintura estava pronta, passou a ver uma possível relação do tridente com o símbolo de religiões afro-brasileiras.
"Não esperava toda essa polêmica. Considero a atitude da prefeitura uma censura à produção artística. A intenção da arte é provocar reflexão. Mas também acredito que levantou questões religiosas, que deveriam ser encaradas de maneira democrática", disse.
Segundo Alexandre Vogler, o poder público não costuma ter a mesma postura em relação a outras inscrições religiosas que estão espalhadas pela cidade. "Não esperava que minha arte fosse provocar esse tipo de retaliação pela prefeitura", acrescentou o artista.
Ponto tradicional da cidade
A cruz no alto da Serra de Madureira é um marco na cidade e pode ser visto de vários pontos. Fiéis de várias religiões usam o local para orações e eventos. O Mirante do Cruzeiro palco tradicional de uma superprodução da Via Sacra na Semana Santa, realizada todo ano, envolvendo centena de artistas.
O local, que chegou a ter iluminação especial com cores diferentes a estação do ano, segundo os moradores, agora se encontra abandonado. "Nunca aparecem aqui para tratar do problema da falta de água e da pavimentação da ladeira de acesso ao cruzeiro. Mas para fazer essa afronta arrumaram tempo", reclamou o vigilante Paulo Furtado, 45.
Arte e religião causaram polêmica em 2002, com a exposição de orixás na Lagoa, e em 2000, com a escultura de Exu dos Ventos, na entrada da Linha Amarela.
Helvio Lessa, "Entre a cruz e o tridente", O Dia, Rio de Janeiro, 15 de agosto de 2006, pág. 4.
Oração no lugar do tridente
Prefeitura defaz símbolo associado ao mal pintado em cruzeiro e promove ato ecumênico
Helvio Lessa
O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), vai subir hoje a encosta da Serra do Vulcão, acompanhado de 20 padres e pastores para fazer um ato ecumênico no local onde, no fim de semana, foi pintado um tridente.
Lindberg acredita que essa é a melhor forma de tentar minimizar a polêmica que tomou conta da cidade e de provar que não tinha conhecimento do teor da obra, feita durante evento cultural da Funarte que contou com apoio da prefeitura.
Além de promover o ato religioso, o prefeito afirmou que vai processar o artista plástico Alexandre Vogler, que fez o tridente que provocou confusão na cidade.
"Ele não podia fazer aquilo. Estou convencido de que ele quis criar uma polêmica. O povo está revoltado. Esse Alexandre Vogler não estava autorizado por ninguém para pintar aquele tridente. Ele quis fazer uma afronta", disse Lindberg.
Dificuldade para apagar
Cerca de 40 funcionários da prefeitura passaram dois dias na encosta tentando apagar o tridente. Até enxada foi usada. Mas como a pintura feita na pedra e na vegetação não desaparecia por completo, a solução encontrada foi estender algumas linhas com cal para mudar o formato do desenho. Com isso, a imagem que pode ser vista de vários pontos da cidade é um enorme quadrado mal feito.
A intenção do prefeito é convocar outros artistas para desenhar uma nova obra. "Vamos nos reunir para decidir se será pintada uma grande cruz no local ou se colocaremos apenas a inscrição 'Nova Iguaçu está sob a proteção de Deus' na pedra", disse o prefeito.
O artista plástico Alexandre Vogler rebateu as acusações do prefeito e disse que Lindberg não tem elementos para mover um processo. Apesar de acreditar na liberdade de expressão de qualquer religião, Vogler voltou a dizer que o tridente é uma referência ao deus Netuno.
Segundo ele, o desenho era do conhecimento dos organizadores do evento e só surgiu devido à redução da verba prevista. "Era para ser colocada a inscrição "Eu amo Nova Iguaçu", com gambiarras. Mas a verba não foi suficiente para o que foi planejado", justificou.
Ambientalista denuncia risco ecológico
Ambientalistas de Nova Iguaçu pretendem responsabilizar tanto o prefeito quanto o artista plástico pelos possíveis danos ambientais provocados pela cal no local onde foi pintado o tridente.
Segundo o ativista Ricardo Portugal, da ONG Defensores do Gericinó, Mendanha e Tinguá (Dangemt) será feita uma representação no MP para apurar as responsabilidades.
"Além de tornar a terra infértil, a cal vai atingir o lençol freático. Pode ter um dano irreparável", justificou Ricardo. Moradores também temem que a pequena mina de água atrás do cruzeiro seja contaminada.
Lindberg, no entanto, disse que a informação é equivocada e que os técnicos da prefeitura afirmam que a cal não é prejudicial. "Ao contrário, serve como corretivo do solo", explicou.
Apesar disso, o prefeito garante que a alteração do desenho não será feita com cal. "Ainda estamos estudando qual o material a ser usado para corrigir o desenho", acrescentou Lindberg.
Helvio Lessa, "Oração no lugar do tridente", O Dia, Rio de Janeiro, 16 de agosto de 2006, pág. 4.
Religiosos contra tridente
Prefeito, padres e pastores oram no cruzeiro onde símbolo foi pintado. Cruz de plantas será feita
Marcos Galvão
"Feliz o homem que não toma o partido dos maus". Com base no Salmo 1, da Bíblia, foi feita a oração por cerca de 40 pastores e padres para marcar a retirada do tridente, figura pintada pelo artista plástico Alexandre Vogler acima do cruzeiro, símbolo tradicional cristão de Nova Iguaçu.
O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), que pretende processar o artista, acompanhou a escalada de quase 100 metros do cruzeiro até o ponto onde o tridente foi pintado. "Faremos uma cruz com plantas, que será iluminada, para todos entenderem que sou do bem", explicou o prefeito.
A subida íngreme deixou pastores e padres ofegantes, mas não diminuiu o entusiasmo do grupo, que rezou à oração do Pai-Noss, benzeu o local onde o artista desenhou o tridente, já apagado, e entoou um hino evangélico, com o auxílio de uma banda de música.
"Essa terra é de Jesus. Aqui não entra o mal", disse o pastor João Nunes, da Assembléia de Deus de Nova Iguaçu, que ficou indignado com a imagem do tridente. "Estamos unidos a favor do bem", disse o padre Davenir Andrade, da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima e São Jorge. Ao final das celebrações, pastores fizeram uma oração pelo prefeito.
Manifestação
Ao chegar ao Morro do Cruzeiro, Lindberg foi recebido por moradores da comunidade que cobraram melhorias. Ele disse que não vai asfaltar o acesso ao cruzeiro para não atrair a construção desordenada de moradias.
"Só asfaltarei ruas até o Marco 100", disse ele, se referindo ao espaço de 100 metros delimitado pela prefeitura da Estrada de Madureira em direção ao morro. O cruzeiro fica a 200 metros de altura e já tem, segundo a prefeitura, 150 casas irregulares. O prefeito prometeu reflorestar o morro a partir de setembro.
Mudas de coroas-de-cristo
Uma cruz feita com plantas será feita no lugar do tridente do artista plástico Alexandre Vogler. Ontem, funcionários da prefeitura começaram o plantio de duas mil mudas de coroas-de-cristo. "Aproveitaremos a cal e faremos com as plantas o desenho de uma cruz", explicou o secretário municipal da cidade, Hélio Aleixo.
O diretor de Artes Visuais da Funarte, Xico Chaves, disse que o artista não cumpriu o previsto na programação feita pela fundação, em parceria com a prefeitura, no projeto Interferências Urbanas, realizado na semana passada. Segundo o programa, o artista deveria pintar 'I love Nova Iguaçu' (eu amo Nova Iguaçu, em inglês), com um coração no lugar da palavra 'love'.
Marcos Galvão, "Religiosos contra tridente", O Dia, Rio de Janeiro, 17 de agosto de 2006, pág. 12.
Parte III - Conclusão
Um cristão tem mal-estar ao ver uma obra como "Base para Unhas Fracas", qualquer alusão ao sexo ou, em alguns casos, qualquer perna de fora ou foto de mulher amamentando (veja http://br.noticias.yahoo.com/s/reuters/081230/entretenimento/cultura_comportamento_facebook_amamenta).
O próprio Alexandre fala sobre "Base para Unhas Fracas" em um texto intitulado "Contexto 'Base para Unhas Fracas': Cidade, paisagem, mídia externa", disponível no blog Ensaio Crítico em http://ensaioscriticos.blogspot.com/2008/07/contexto-base-para-unhas-fracas-cidade.html.
É grosseira a ignorância de quem pensa que um tridente é símbolo do Diabo e, portanto, do mal. Esse estereótipo não tem sustentação nem na própria Bíblia.
O símbolo de Netuno pode ser conferido em http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADmbolo_astron%C3%B4mico. E os conhecedores do Satanismo sabem que Netuno não é um dos nomes infernais.
E eis que aparece alguém da ala verde, falando de cal contaminar a água. O ambientalismo é um campo onde meia dúzia de profissionais e ativistas sinceros convivem com uma maioria da qual os doutores são cientistas medíocres ou venais e os leigos são massa de manobra de uma canalhice colonialista. Mas essa é outra discussão.
Ah, e a base da obra foi criticar o uso da figura da mulher na publicidade, portanto, um fundo anticapitalista e feminista. Mas quem menos gostou da obra foram... mulheres do povo. Assim fica difícil.
As obras de Alexandre Vogler podem ser vistas em http://www.alexandrevogler.com. Um destaque para o seu balão Olho Grande, lançado no dia 7 de Setembro de 2002, mesmo dia do lançamento do dirigível "Olho no céu" (Zepelim controlado pela Secretaria de Segurança e criado pela governadora do Estado do Rio de Janeiro para monitorar áreas de risco).
Mas o ponto principal aqui é como a liberdade de expressão é falaciosa, se não abertamente inexistente, onde a religião e a ignorância predominam, sempre excitando (no mau sentido) algum grupo de exaltados quando o seu modo de pensar e de viver é contrariado. Que incidentes como estes sirvam de lição àqueles que pregam o respeito à religião: os religiosos querem liberdade para se expressar e viver conforme suas crenças e convicções, mas nem sempre aceitam o mesmo para os outros.

domingo, 29 de março de 2009

Noam Chomsky: "É muito natural para os intelectuais fazerem as coisas simples parecerem difíceis"

Em Language and Responsibility você chama a atenção para o papel do intelectual na manutenção da ordem social e na defesa dos interesses da elite e, em seguida, critica a idéia de que o conhecimento social (a História, a política internacional etc.) requer ferramentas especiais (teoria, metodologia) que o homem comum não tem e não pode ter. Ao mesmo tempo, a crítica que denuncia essa especialização perversa do conhecimento social é ela mesma especializada (no sentido em que requer tanto empenho, que apenas o “intelectual” ou o diletante esforçado podem fazê-la). Como o intelectual crítico pode escapar do dilema de criticar a especialização e ser ele próprio um especialista?

Eu acho que você deve ser honesto. Se você me pedisse para explicar-lhe a matéria que eu ensino nos meus cursos de pós-graduação em cinco minutos, eu diria que é impossível, porque ela requer muita fundamentação, muito entendimento e requer também conhecimento técnico etc. Mas se você me pedisse para explicar a crise da dívida brasileira em cinco minutos eu diria que sim, porque é elementar. Na verdade, virtualmente tudo relativo à política e à sociedade está na superfície. Ninguém entende as coisas muito bem e até mesmo nas ciências; uma vez além das grandes moléculas, tudo se torna bastante descritivo. As áreas nas quais há um conhecimento significativo e não superficial são raras. Se existe, você respeita; eu não vou falar de Física Quântica porque eu não entendo nada.

Por outro lado, essas outras questões são acessíveis a todo mundo. Uma das coisas que os intelectuais fazem é justamente tornar essas questões inacessíveis, por várias razões, inclusive razões de dominação e de interesse pessoal. É muito natural para os intelectuais fazerem as coisas simples parecerem difíceis. É o mesmo motivo que levava a Igreja medieval a criar mistérios. Aquilo era importante. Leia o grande inquisidor de Dostoievsky, ele diz de uma forma magnífica. O grande inquisidor explica que você deve criar mistérios porque de outra forma as pessoas comuns vão entender as coisas e elas devem ficar subordinadas, então você tem que fazer as coisas parecerem misteriosas e complicadas. Esse é o teste do intelectual. É também bom para eles. De repente, eles são pessoas importantes falando de coisas que ninguém entende... Às vezes, as coisas ficam meio cômicas, como no discurso pós-moderno. Principalmente em Paris, aquilo virou uma caricatura, é tudo jargão. Mas é muito arrogante, há muitas câmeras de televisão, muita pose, todos tentando decodificar e descobrir o significado por detrás das coisas, coisas que você pode explicar para uma criança de oito anos. Não há nada lá.

Essas são formas pelas quais os intelectuais contemporâneos, inclusive aqueles na esquerda, criam grandes carreiras, conseguem poder, marginalizam as pessoas, intimidam etc. Nos Estados Unidos, por exemplo, e, na verdade, em boa parte do terceiro mundo, muitos jovens militantes se sentem simplesmente intimidados pelo jargão incompreensível que vêm dos movimentos intelectuais de esquerda, que é impossível de entender, e faz com que as pessoas sintam que não podem fazer nada porque, a não ser que de algum modo entendam a última versão pós-moderna disso e daquilo, não podem sair às ruas e organizar as pessoas pois não são suficientemente inteligentes. Pode ser que a intenção não seja essa, mas o efeito é uma técnica de marginalização, controle e interesse próprio. As pessoas ganham prestígio, viajam bastante, vivem em altos círculos etc. Paris é talvez a versão mais extrema disso. Lá virou quase uma caricatura, mas você encontra também em outros lugares. Por outro lado, a pergunta que você deve fazer em relação a esse ponto é a seguinte: se há uma teoria ou conjunto de princípios ou doutrinas que são muito complicados e você tem que estuda-los, peça que lhe expliquem com palavras simples. Se alguém puder fazê-lo, então leve a sério. Peça para um físico, ele pode fazê-lo. Se há algo sobre uma experiência em Física que eu não compreendo (o que acontece com freqüência) eu posso procurar meus amigos no departamento de Física e pedir para que eles me expliquem, eu digo o nível no qual eu quero entender e eles podem fazê-lo. Da mesma forma que eu posso explicar para eles algo que esteja acontecendo num seminário de pós-graduação em Linquística, nos termos e com os detalhes que eles queiram entender - eles terão uma idéia.

Tente perguntar para alguém lhe explicar o último artigo de Derrida1 ou outro qualquer em termos que sejam compreensíveis. Eles não podem fazê-lo. Pelo menos não puderam fazer para mim, eu não entendo. E eu acho que as pessoas devem se perguntar que grande salto na evolução ocorreu que capacita as pessoas a terem essas percepções fantásticas sobre tópicos que ninguém entende muito bem e que elas não conseguem repartir com as pessoas comuns. As pessoas devem ser muito céticas quanto a isso. Na minha opinião, é apenas mais uma técnica pela qual os intelectuais dominam as pessoas.

CHOMSKY, Noam. Notas sobre o anarquismo. Tradução de Felipe Corrêa, Bruna Mantese, Rodrigo Rosa e Pablo Ortellado. São Paulo: Editora Imaginário e Sedição Editorial, pág. 135 - 7. O capítulo, “Anarquismo, Intelectuais e o Estado”, é parte da entrevista “Os Intelectuais, o Estado e os Meios de Comunicação”,conduzida por André Ryoki Inoue e Pablo Ortellado em novembro de 1996 e publicada na edição “Democracia e Autogestão” da revista Temporaes em 1999 pela Editora Humanitas de São Paulo.

1 Jacques Derrida, “filósofo da escola do desconstrutivismo, uma metodologia analítica que vem sendo aplicada na Lingüística, no Direito, Literatura e Arquitetura” (pág. 210)

quarta-feira, 25 de março de 2009

Alimentos para o bom humor

Especialista dá dicas de uma dieta alto astral e gostosa para o dia-a-dia

Especial para O Tempo

Você está se sentindo irritado, cansado, desvitalizado, estressado e com insônia? Hora de tomar consciência do seu ritmo de vida, de trabalho, rever suas opções, de parar de fazer coisas por obrigação e mudar o seu estilo de vida.

Saber se alimentar, ou melhor, tirar proveito dos alimentos pode ser uma ótima saída. Afinal, uma mudança em seus hábitos pode se traduzir em qualidade de vida e saúde.

É o que propõe Conceição Trucom, química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida. Segundo ela, nos alimentamos mal "porque a indústria alimentícia lava nossas mentes para viver de fast food, alimentos processados e industrializados". "O melhor seria dizer a indústria das doenças", afirma.

Para ela, "quem entra nessa propaganda troca o imediatismo do prazer subnutrido e iludido pelo desamparo da desvitalização e doenças. Deixamos de ser vítimas quando nos desvinculamos do alimento industrializado".

A cientista diz que é preciso ficar atento para introduzir na dieta alimentos que têm o poder de estimular o bom funcionamento do sistema nervoso, desintoxicar o fígado e intestinos, acabar com a irritação e espantar a tristeza. "Valorize e tenha uma boa cumplicidade com os alimentos que facilitam a limpeza das impurezas do organismo como o excesso de adrenalina que causa estresse e ansiedade, ou dos cortisóis que causam melancolia e depressão."

Os alimentos orgânicos devem ser sempre privilegiados, por motivos óbvios. "Eles apresentam ação alcalinizante dos líquidos corporais, gerando um metabolismo mais harmônico e sereno, estado importante para meditar e refletir. São bem indicados para relaxar, baixar a bola das expectativas, enxergar os aspectos positivos de cada desafio, criar soluções e alternativas", diz Trucom.

Alguns alimentos, ensina ela, conseguem prevenir as complicações da ansiedade acumulada porque batem de frente com sua química nociva. "Eles se opõem, por exemplo, aos radicais livres, que minam nossa energia e resistência sem dó."

Mas é importante a regularidade. Não basta comer esses alimentos de vez em quando. É preciso constância, de preferência todos os dias porque eles estimulam a ótica positiva da vida e apresentam uma composição alquímica que nutre também a alma e o espírito.

Além da introdução desses alimentos para lá de alto astral, a especialista recomenda a prática de exercícios ao ar livre, caminhadas, alongamentos, dançar, fazer ioga, meditar e respeito ao corpo.


Publicado em: 22/02/2009

O Tempo, http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=104059

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