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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Com tanta loucura, uma elite de poucos não pode explicar tanto

Abigail Pereira Aranha

Eu comecei a primeira parte deste texto ("Com tanta loucura, a Conspiração pode ter que tomar cuidado com a sua sanidade") perguntando qual seria o grupo que estaria promovendo a estupidificação coletiva do Ocidente. Agora, vou começar com outras perguntas. Por que não tivemos protestos de 700 mil pessoas no Brasil porque metade dos universitários não consegue interpretar um texto decentemente? Por que os estudantes de escolas privadas brasileiras tiram os últimos lugares no PISA, atrás inclusive de países subdesenvolvidos, há pelo menos 15 anos, mas o máximo da indignação visível foi alguns artigos de pouquíssimos colunistas como Cláudio de Moura Castro ou Olavo de Carvalho? Por que colunistas e jornais inteiros de cultura que nunca disseram uma linha sobre a vergonha internacional da educação brasileira ficaram chocados quando a prova de redação do ENEM 2014 deu zero a meio milhão de semianalfabetos? Qual foi a indignação quando redações com erros de ortografia tiveram a nota máxima no ENEM 2012? Como uma presidente que conseguiu no ano passado uma retração de 4% no PIB e aquela metade de analfabetos funcionais dentro das universidades, pra não esticar muito a lista, conseguiu ser afastada este ano, para um possível impeachment, com mais de 20% do eleitorado achando o governo dela "mais ou menos"?

Outras perguntas. Por que uma lésbica imbecil pode caluniar todos os homens como pelo menos possíveis espancadores, estupradores, assassinos, mas quando compartilhamos isso no Facebook, o grupo tem que ser fechado ou secreto para NÓS não sermos denunciados ao Facebook, ou mesmo à polícia? Por que não se fala do masculinismo, na imprensa ou no cotidiano, sem que ele seja mostrado como idiotice ou apologia à violência contra a mulher, mas a Marcha das Vadias foi mostrada na imprensa e comentada em conversas de refeitório como se fosse uma mistura de carnaval fora de época com evento beneficente? Por que as insanidades do feminismo radical ganham menos atenção do que qualquer foto de dois caras com legenda dizendo que eles torturaram um gato? Por que pouca gente acha estranho que se defenda a não prisão ou a redução de pena para, por exemplo, usuários de drogas para nós termos menos gente na cadeia, mas que o conceito de estupro aumente até o ridículo e que o próprio STJ se orgulhe de aceitar denúncias de estupro sem provas além da palavra da denunciante? Por que é mais fácil achar, na imprensa, na internet ou no ônibus, um defensor da descriminalização das drogas do que um da descriminalização da prostituição?

Mais uma pergunta. Se nós aqui no Brasil conseguirmos mesmo o impeachment da dona Dilma Rousseff, quantas pessoas vão poder dizer que tiveram parte nisso, de no mínimo participar de alguma das passeatas? Uns 4 milhões?

Encontros para tramar artimanhas malignas que caberiam num teatro do interior não produzem 200 milhões de imbecis, mesmo que sejam encontros dos maiores políticos, professores, produtores de artes, empresários e jornalistas do país. Mesmo que eu ou você não tivéssemos a internet como conhecemos e só tivéssemos as informações dos veículos tradicionais, nós poderíamos ler uma reportagem falaciosa de uma grande revista sobre um certo assunto e pensar "quando essa p$%%a vai parar de mentir pra mim como se eu fosse retardado(a)?". Aí, nós acharíamos qualquer texto realmente informativo, ou pelo menos algo inteligente sobre o que já sabíamos, e aquilo seria como água fresca num calor de 40ºC, pode ser uma página apócrifa afixada num poste. Então, se o país tem 200 milhões de habitantes, mil manipuladores e 999 mil "spin doctors", não vai ter 199 milhões de idiotas. Podem ser 198 milhões, mas vão ser eles que vão produzir aquele milhão, não vice-versa.

Pra piorar, a loucura na vida nacional vai piorar mesmo se, por exemplo, nós no Brasil tirarmos o PT da Presidência da República. Talvez piore exatamente por isso. Se os eleitores que votaram no candidato do PT para presidente nas últimas quatro eleições (o mesmo eleitor nas quatro vezes) forem 20 milhões, quantos deles vão dizer aos filhos como os presidentes que eles elegeram quase destruíram o país? Quantos advogados, pedagogos, químicos, psicólogos e outros diplomados vão dizer publicamente que se não fosse o sistema de cotas nas universidades, a carreira deles em cargos de chefia de órgãos públicos ou de empresas privadas morreria no vestibular?

Nós também vamos ter mais loucura na vida nacional de cada país do mundo decente na medida em que os males do Feminismo forem observáveis. Por sinal, os amigos têm notado como as mulheres têm se mostrado gostosas, bem resolvidas e desinteressadas do casamento, e a comunicação de massa tradicional têm seguido esta linha, exatamente quando os homens começaram a se desinteressar das mulheres para casamento, porque as mulheres exigem mais e oferecem menos? Por sinal, quando uma mulher dá uma resposta poderosa a uma afirmação que ninguém fez, é porque alguma coisa que ninguém disse é verdade.

Se Dilma Rousseff for cassada e presa hoje, "nós" vamos discutir isso amanhã e quase esquecer depois de amanhã como se fosse um jogo de futebol. A burrice também pode ser proteção para a loucura e para a vergonha da desonra.

O Socialismo é um regime sociopolítico ideal para um povo estúpido. Os julgamentos arbitrários são como os falatórios histéricos de uma mulher com o marido ou o filho que nem sabe por que está ouvindo aquilo e nem consegue falar. Os currículos escolares e universitários podem ser tecnicamente ridículos ou tecnocráticos, desde que qualquer QI mediano possa ter um diploma que lhe dê um salário melhor. A repressão do governo socialista à prostituição, à pornografia, à sensualidade, ao sexo em geral, é a mesma inveja que vem do ambiente tradicional antes da revolução da mulher feia contra a bonita, da mulher intratável contra a amável, do homem mal casado contra os homens solteiros. E como o Socialismo pode ser contra a família tradicional se os casamentos e as famílias dos governos socialistas eram iguais aos ocidentais dos anos 1930, a não ser na fidelidade ao Partido acima do amor familiar? Ah, e quem protestou quando o governo Pol Pot exterminou pessoas que eram ou pareciam intelectuais no Camboja? Outra: se é verdade que a escola pública da década de 1960 do Brasil ou dos Estados Unidos formava gente inteligente e o movimento socialista acabou com ela, como dizem os conservadores mais entusiasmados, quem notou a diferença? Aqui no Brasil, a senhora analfabeta que nasceu na década de 1940 ou 1950 está conversando com a amiga, ela conta que não pôde estudar enquanto fala orgulhosa de um neto que se formou numa universidade federal pelo sistema de cotas. A elite político-financeira socialista só precisa administrar a estupidez coletiva como administra a economia ou as Forças Armadas.

Eu estava escrevendo a primeira parte deste texto, tivemos duas notícias no mesmo dia (22 de junho). A primeira é que o Supremo Tribunal Federal aceitou denúncia contra o deputado Jair Bolsonaro por suposta apologia ao estupro porque ele respondeu à calúnia de uma deputada do PT, que o chamou de estuprador por pura insanidade, que se ele fosse estuprador, ele não a estupraria porque ela não merece. Isso mostra que a instância mais alta do Judiciário do Brasil é chefiada por jagunços do PT, e que é isso que eles fazem para tentar salvar, ou pelo menos para desviar a atenção de, uma presidente que pode estar prestes a cair de podre. Mas a coisa é pior do que isso. Quantas hienas comentaram a respeito em conversa de refeitório, falando bobagens de revirar o estômago? Não é só isso. O que é o trabalho do Judiciário, incluindo a polícia, hoje? Quantos por cento do expediente um delegado ou um escrivão passa ouvindo invencionices de mulher contra o parceiro fixo? Quantos por cento do expediente de juízes, funcionários de varas de família e delegados de polícia são dedicados a dar atenção a estórias de vadias de que o ex-marido estuprou um dos filhos do casal, estórias que ela inventou só para ganhar pensão e afastar o pai dos filhos? Por que as polícias comemoram novas delegacias específicas para mulher ou LGBT enquanto os roubos, os assaltos e os homicídios crescem e são tratados nas mesmas delegacias de antes? Quando as polícias não estão prendendo e o juiz soltando, quando as polícias não estão levando bandidos de verdade para a delegacia e elas mesmas soltando, quando as polícias não estão se esquivando de enfrentar bandidos de verdade com um armamento ridículo, quanto tempo o Judiciário passa atendendo rixas suburbanas de vacas intratáveis? Explicando melhor: o que os esquerdistas fizeram com o Supremo Tribunal Federal que milhões de cidadãos comuns não fizeram antes com as delegacias? A segunda notícia é da coluna da Ashe Schow no Washington Examiner e só o título já parece piada do Sensacionalista: "Professores investigados por apresentar pontos de vista opostos", e isso foi numa universidade do Colorado, Estados Unidos, por denúncia de alunos. Como um país que é conhecido como a capital do Liberalismo e do Puritanismo pode se parecer mais com um país da Cortina de Ferro do que com uma democracia? Se Barack Obama é o Lula dos Estados Unidos, eles também têm em comum que eles foram eleitos para um segundo mandato depois de um primeiro sem brilho e com tentativa até de censurar a mídia e a internet. Sim, eles foram eleitos pelo povo!

Quando nós mostramos insanidades do movimento esquerdista-feminista, parece que nem temos com quem conversar. A população em geral vive um pacto de burrice. Talvez devamos pensar apenas em deixar um trabalho cultural de boa qualidade intelectual-moral para uso das próximas gerações e da parte nobre da nossa, e deixar os nossos países irem para o Inferno sem irmos junto.

Apêndice

"Professors investigated for presenting opposing viewpoints", Washington Examiner, 22 de junho de 2016. Disponível em http://www.washingtonexaminer.com/professors-investigated-for-presenting-opposing-viewpoints/article/2594590.

Professores investigados por apresentar pontos de vista opostos

Por Ashe Schow (@AsheSchow) • 22/06/16 11:52

Dois professores da Universidade do Norte do Colorado foram investigados depois que alunos se queixaram de que eles foram forçados a ouvir pontos de vista opostos.

As queixas foram feitas para a "Bias Response Team" (Equipe da Resposta a Enviesamento) do Norte do Colorado, um escritório orwelliano no campus que pede aos alunos para relatar seus pares e professores por qualquer coisa que os perturbe ou ofenda. Quando o informativo Heat Street fez um pedido de registros aberto para algumas das queixas, descobriu que dois alunos haviam ficado tão chateados por ter de ouvir uma opinião com que não concordavam que eles abriram queixa com os administradores da escola.

E em vez de dizer aos alunos para se animarem porque eles podem ouvir aquelas opiniões de fora da faculdade ou nas notícias ou nos meios de comunicação, as escolas disseram aos professores para parar de ensinar que há um ponto de vista alternativo.

Um professor instruiu seus alunos a ler um artigo do Atlantic escrito pelo presidente da Fundação para os Direitos Individuais da Educação Greg Lukianoff e psicólogo social Jonathan Haidt intitulado "The Coddling of the American Mind." (O mimo da mente estadunidense). O artigo explica que permitir que os alunos se escondam de idéias controversas e perturbadoras (como através do uso de "espaços seguros" ou "avisos de desencadeamento") realmente prejudica os alunos por não lhes permitir enfrentar essas opiniões.

Depois de ler o artigo, o professor pediu aos seus alunos para abordar temas controversos como aborto, casamento gay, o aquecimento global e transgênero. O professor não fez nenhuma indicação sobre o que era a sua opinião sobre os assuntos, mas um estudante, que se identifica como transgênero, ficou chateado que o professor simplesmente citou a opinião de que "transgênero não é uma coisa real, e ninguém pode realmente se sentir como se nascesse no corpo errado".

Em vez de aprender como enfrentar essa opinião e ser capaz de ensinar adequadamente alguém como eles estão errados ao acreditar nela, o aluno sentiu que não deveria ter que ouvi-la em primeiro lugar.

"Eu gostaria apenas que o professor fosse educado sobre o que trans é e como o que ele disse não é bom porque, como alguém que realmente se identifica como transwomen [sic] ("transmulheres"), eu fiquei muito ofendido e magoado com isso", escreveu o estudante em sua queixa.

Não importa que o professor não estava sequer expressando sua própria opinião - este estudante só queria acabar com a discussão. E a escola obrigou a isso.

Um membro da "Bias Response Team", "aconselhou [o professor] a não revisitar questões transexuais em sua sala de aula, se possível, para evitar os alunos expressassem preocupações." Também foi dito a ele para "evitar declarar opiniões [dele ou dos autores] sobre o tema que ele tinha anteriormente quando trabalhavam do artigo do Atlantic".

Isto é o que as faculdades dos Estados Unidos estão se tornando.

Outro professor do Norte do Colorado também foi investigado pela BRT (observe como a sigla soa como "brat", moleque) por oferecer leitura controversa sobre a homossexualidade.

"Especificamente havia dois temas de debate que lhes disparou o gatilho e eles sentiram pessoalmente como um ataque à sua identidade (GodHatesFags.com: Isto é prejudicial? Isto é aceitável? Isto é Cristianismo? E o casamento gay: Deveria ser legal? A homossexualidade é tão imoral quanto os cristãos sugerem?)", disse o relatório do BRT.

Tal como acontece com o outro aluno reclamando, este sentiu que a classe não deveria ter que ouvir uma opinião contra o que eles acreditam.

"Eu não acredito que os alunos devem ser obrigados a ouvir os seus próprios direitos e pessoalidades debatidas", escreveu o estudante. "[Este professor] deveria remover esses tópicos na lista de tópicos de debate. Debater a personalidade de toda uma minoria demográfica não deveria ser um exercício de sala de aula, assim como a sala de aula não deveria ser um espaço ativamente hostil para pessoas com identidades desprivilegiadas".

A partir das questões colocadas à classe sobre o assunto, ficou bastante claro que o professor não concordou que a homossexualidade é imoral. Não importa - universidades agora são esperadas como zonas livres de debate e discussão.

O professor não foi descoberto como tendo discriminado ninguém, mas um membro da BRT reuniu-se com ele para "ter uma conversa ... [e] ouvir o seu ponto de vista, compartilhar o impacto criado para o estudante e dialogar sobre as opções para reforçar o seu ensino."

Porque um estudante em uma classe se sentiu ofendido, o professor tem que mudar seu método de ensino. O que isso significa é que as nossas instituições de ensino superior não são mais dirigidas por adultos.

Ashe Schow é uma comentarista para o Washington Examiner.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Não existe no Brasil um braço auxiliar melhor para a esquerda do que a direita (Luciano Takaki)

Não existe no Brasil um braço auxiliar melhor para a esquerda do que a direita

Luciano Takaki

11 de junho às 21:07

Não existe no Brasil um braço auxiliar melhor para a esquerda do que a direita. Os direitistas brasileiros são extremamente burros e caricatos e por incrível que pareça ainda mais que burros que a esquerda.

Os principais disseminadores das ideias de esquerda realmente leram os autores de esquerda. Podemos ver isso no debate entre o Kim e a presidente da UNE. Percebemos que ela realmente leu Marx e autores de esquerda, enquanto que o Kim tinha um conhecimento extremamente vago e não leu os principais autores de direita. O Nando Moura, por exemplo, deixa claro que não lê absolutamente nada. Nem os autores que cita.

Mas não para por aí. Essa direita não percebe que ela também é responsável pelo crescimento da esquerda. Atualmente, a esquerda está mais desacreditada pela crise política do que pela disseminação de ideias direitistas. 99% dos direitistas são paga pau do Regime Militar acreditando que ele salvou o Brasil do comunismo sem perceber que a sua repressão criou a imagem de que é a direita é má e a esquerda boa. Antes disso, viam os governos aristocratas como maus e os democráticos como bons, mas mesmo com a história dizendo o contrário, a maioria das pessoas acreditam que houve um avanço.

Os direitistas brasileiros são todos idiotas úteis de esquerdistas que dizem odiar a esquerda. Os olavistas ainda têm motivos para serem respeitados: eles não são legalistas e constitucionalistas e estimulam leituras de autores como Scruton, Burke, Voegelin, Chesterton, etc. Já os legalistas são os piores de todos. Suas leituras se limitam a um Reinaldo de Azevedo da vida e um post ou outro do MBL e defendem a Constituição com unhas e dentes mesmo sendo positivista ao extremo. Esse tipo apanha em qualquer tipo de debate e o seu intelecto não fica muito longe dos que praticam vomitaço ou mostram a bunda em protesto. A diferença de um para o outro é que um não pensa e outro tem fé cega em folhas de papel.

Não existe mais nenhuma solução para o Brasil sobre isso. Os idiotas úteis de direita tenderão a atrapalhar muito os direitistas sérios, pois os esquerdistas que disseminam a esquerda não são burros ao contrário do que os direitistas pensam. Eles usarão os direitistas caricatos pra mostrar como a direita é: uma gente burra, desinformada, autoritária, bitolada e moralmente retrógrada. E eles terão razão!

Só dou uma dica: aprendam com uma coisa com os esquerdistas: leiam os autores de direita e parem de defender folhas de papel.

https://www.facebook.com/luciano.takaki.lemos/posts/551895414998105

Comentários de A Vez das Mulheres de Verdade / A Vez dos Homens que Prestam

"Atualmente, a esquerda está mais desacreditada pela crise política do que pela disseminação de ideias direitistas". O autor resumiu bem a situação da direita, mas resumiu também o porquê do próprio texto dele. Em 2006, nós já sabíamos da existência do Mensalão e a direita ainda era alguns grupos de discussão insignificantes na internet, alguns poucos blogues com cara de fóssil e um ou outro colunista de jornal ou revista que só burgueses de terceira geração liam. Se não fosse o governo Dilma Rousseff ter crescimento -4% no primeiro ano do segundo mandato, o autor não estaria defendendo a monarquia no Facebook. Mas ele está certo em boa parte.

Bom, ainda há um outro problema: por que os autores de direita chegaram ao ponto de não só serem riscados do mapa nas universidades, também de vermos um direitista recomendar aos próprios companheiros que o leiam? Dizem que os opostos se atraem, errado, isso é desconversa de namorada de cafajeste. São os semelhantes que se atraem, a não ser quando eles são repulsivos e mostram um a miséria do outro. Então, podemos dizer que os escritores atraem os leitores e os leitores do mesmo escritor se atraem. Eu não leio autores de direita com voracidade porque eu não sou de direita e sou até mesmo anticonservadora, antiliberalismo, antilibertarianismo. Eu não aguento ler dois artigos do Rodrigo Constantino seguidos, quando o assunto dos dois é Liberalismo, se o que ele escreve for mesmo baseado em livros que ele leu, imagino os livros e desanimo. Eu, por outro lado, já tive amigos que leem o que eu publico na internet que ou me viram citar um livro e o procuraram (às vezes em versão digital) ou me pediram indicação de livros, também tenho postagens nos meus blogues que são traduções de textos compartilhados por amigos leitores. Você vai ver na página do Olavo de Carvalho no Facebook quase toda postagem dele tendo alguém pedindo recomendação de um livro sobre um assunto específico, perguntando se o professor leu tal livro e o que achou, compartilhando artigos ou vídeos. Então, quem são os leitores do autor de direita ou liberal-conservador? São os puritanos com uma visão de mundo cada vez menos levada a sério de 50 anos pra cá? Ou é pior ainda, esse escritor de direita mal tem leitores mesmo entre eles, portanto mal se distingue as ideias deste escritor das de qualquer brasileiro de hoje que tem criação interiorana mas faz um bom uso da internet?

Na verdade, a esquerda prosperou, por exemplo, no Brasil porque a oposição que ela tinha era o povo nasci-católico-vou-morrer-católico. Mas isso não significa que esquerda versus direita tenha sido, algum dia, inteligência versus burrice. A esquerda tem mesmo, hoje, tanta gente mentalmente desequilibrada ou só burra na militância que parece que é aquelas atrocidades que o autor citou. Mas alguém numa cúpula superior do esquerdismo deve ter mesmo o controle de um vomitaço e coisas do nível. Outra: tanto "os esquerdistas que disseminam a esquerda não são burros ao contrário do que os direitistas pensam" que a esquerda visível começou, no Brasil e no mundo, com gente que pelo menos era inteligente, como o Emir Sader, a Marilena Chauí ou o Fernando Henrique Cardoso. A esquerda no geral, pelo menos a visível, realmente se degenerou intelectualmente, mas já tinha captado quase todas as cabeças pensantes antes. Então, a luta contra o totalitarismo de esquerda é criar algo intelectualmente digno fora dela, assim como a luta contra o Feminismo é tirar a mulher da instância máxima da vida social. Se não existir inteligência fora da esquerda, a luta contra a burrice, a insanidade e a maldade vai ser de esquerdistas moderados contra esquerdistas extremistas; no mínimo, advertências de esquerdistas ajuizados para esquerdistas imprudentes. O que, aliás, já está acontecendo dentro do Feminismo.

Abigail Pereira Aranha

Abigail P. Aranha dá um pau em professorinhas feministas radicais que não gostam de ver homem pelado


Feminismo Radical Didático em Festival da Utopia.

26 de junho de 2016 às 13:36 · Rio de Janeiro

É assim que mulheres foram tratadas no Festival da Utopia.

"Durante a noite de sábado um homem tirou a roupa durante o horário de jantar. Ele pegou a fila e fez a refeição completamente nu, com o pretexto de que "as pessoas precisam aprender a lidar com o corpo nu e parar de sexualizar o corpo masculino". Três mulheres procuraram a produção do evento e um homem da produção disse que não poderia fazer nada porque o homem tinha o livre arbítrio de estar vestido ou não. Quando questionado sobre mulheres que tinham traumas com pênis, o rapaz da organização disse que "elas deveriam ir conversar com ele", e quando elas disseram que queriam distância do homem e do pênis dele, o homem da organização disse que então ele não podia fazer nada mesmo.

Mulheres: "então você está ignorando que mulheres têm traumas com pênis?"

Homem da organização: "não, mas ele tem direito de ficar nu, este é o objetivo do evento, utopias, ele tem direito de expressar sua utopia de andar nu sem que as pessoas se incomodem".

Nesse momento outras mulheres intervieram e pediram para chamar uma mulher. Assim que uma moça da organização chegou, ela escutou as mulheres e no mesmo minuto buscou o restante das mulheres da organização, e em menos de 10 minutos o homem nu foi abordado e foi exigido que ele colocasse roupas.

Precisou que mais de 8 mulheres reclamassem e exigissem que um homem da organização tivesse o mínimo de empatia e chamasse uma mulher da organização para resolver a situação."

.

Relato recebido de uma de nossas leitoras que recorreram a página como ajuda.

Abigail Pereira Aranha A atuação das mais de 8 mulheres foi mostrar o lesbianismo como disfunção psicológica, incapacidade para o convívio social e megalomania até a demência sensível à contrariedade de uma só pessoa, tudo isso se manifestando não só como desajuste sexual, também como uma jihad para impor a psicose femista como norma da vida social. Como pouquíssimas vítimas de estupro se tornam lésbico-feministas, trauma de pênis é coisa de menina mal acostumada desde pequena. Se Ricardo Boechat cobrisse esse caso, teria dito pra vocês procurarem uma rola. Pois é, o rapaz mirou no que viu e acertou no que vocês viram. Hua, hua, hua, hua, hua!

P. S.: também achei infeliz a ideia do cara de dessexualização do corpo masculino. Se vocês encontrarem o rapaz, digam pra ele que corpo masculino dessexualizado é o caralho e que pegue esse corpo masculino dessexualizado e me enfie fundo no meio da bunda.

27 de junho de 2016 às 15:09

https://www.facebook.com/feminismoradicaldidatico/posts/1715388058725478?comment_id=1715793828684901

Ricardo Boechat. Vai procurar uma rola. Fonte: geradormemes.com


Rafael Hachem 'trauma de pênis'

BUAUSHAYSHSUDHSUDHAUSHAUSJAUSHAISBIASHIAHSUAHSUAHSUAHSIAHSUAHSUAHSUAHSUAHUSAHUSHAUSHAUSHAUSHAUSHAUSHAUDHAUSHAUSHAISHAISHAUSU

SOCOOOOOORRO NAO POSSO VER UM PENIS QUE EU ENTRO EM CRISE NERVOSA

Hausjausjaushaushaus, obrigado, vcs fizeram a minha noite com essa piada xD

26 de junho às 20:44

Carolina Quintana Bergamo NOJENTO!

27 de junho às 02:48

Bianca Gomes Até certos pontos, o feminismo e o movimento LGBT se apoiam bastante... Eu tenho amigo gay que tem nojo de corpo de mulher... Se uma feminista está protestando nua e um gay se sente enojado pois tem repulsa ao sexo e talvez possa ter passado por um trauma na infância, elas o apoiam ou detonam o "omi potencial estuprador"? Eis a questão e aqui encerro pois não vou me desgastar com quem não sabe debater de forma adequada :)

27 de junho às 08:14

Carlos Costa Feminista sendo ridícula não é nenhuma novidade

27 de junho às 19:01

Patricia Brandy Bianca Gomes Para de comer biscoito estragado de macho, serio, ta te fazendo MUITO MAL.

28 de junho de 2016 às 05:15

Patricia Brandy Carlos Costa Nenhuma novidade é macho com serios problemas de auto-estima e misoginia vir aqui TENTAR - TEN-TAR- calar mulheres!

28 de junho de 2016 às 05:16

Rafael Hachem O cho-ro é li-vre

28 de junho de 2016 às 16:57

Abigail Pereira Aranha Patrícia Brandy (https://www.facebook.com/patricia.brandy), obrigada por nos mostrar que o Feminismo é ódio aos homens a tal ponto de repudiar OUTRA MULHER se ela não tiver o mesmo ódio. Obrigada também por nos mostrar que vocês feministas são estupradoras em potencial da igualdade ao ponto de entender o outro falar como tentativa de calar vocês. Agora você tem a opção de curar o lesbianismo com tratamento psiquiátrico ou ir à guerra contra os homens. E os homens criaram a Psiquiatria e as armas de fogo. Bom, você ainda tem a opção de ser mais tratável e conseguir boas amizades masculinas para uma boa dupla penetração.

28 de junho de 2016 às 21:19

Abigail Pereira Aranha Carolina Quintana Bergamo (https://www.facebook.com/jordana.bergamo), pênis não é nojento. Não se preocupe, ainda existem muitos homens legais apesar do LGBT-Feminismo. Se você for uma moça legal, pode encontrar um gatinho legal para uma boa amizade e um bom primeiro contato. Depois, você pode fazer outros amigos e vocês fazerem muitas estripulias juntos, boas gozadas e boas risadas. Sei por experiência.

28 de junho de 2016 às 21:35

https://www.facebook.com/feminismoradicaldidatico/posts/1715388058725478?comment_id=1715529125378038

Abigail Pereira Aranha

Estudaço (Guilherme Gama)


Estudaço

Guilherme Gama

07 de junho às 12:05

Já que os mamíferos tupiniquins gostam de lançar epopéias e correntes repletas de simbologias de boteco, indo de vomitaços e cagaços até beijaços e deitaços, sugiro a próxima bola da vez: ‪#‎estudaço‬.

Agora que os iluminados demonstraram que já descobriram todas as funcionalidades anatômicas de seus corpinhos, vamos ver o que faz essa coisa feia chamada cérebro?

No estudaço, teremos o tema Feminismo, na seguinte programação:

— estudar sobre como 13% das mulheres ganham salários inferiores aos dos homens (R$ 246 a menos), porque eles trabalham 5 horas à mais na semana; e não porque elas são mulheres;

— estudar sobre como os homens representam 91,5% dos assassinados, enquanto que as mulheres apenas 8,5% do total de 64.970 homicídios, em 2014;

— estudar sobre como morreram 6.934 homens por violência doméstica, enquanto morreram por violência doméstica apenas 1.836 mulheres, do total de 8.770 homicídios, em 2010;

— estudar sobre como uma mulher é morta a cada 1 hora 57 minutos no Brasil, ao passo que, quando ela morre, já morreram 11 homens assassinados;

— estudar sobre como mulheres registraram 1.000.000 (mi) de denúncias falsas; resultando em mais de 50.000 pais inocentes nas prisões espanholas;

— estudar sobre como Jandira Fecali, Maria do Rosário e Jean Wyllys barraram os Projetos de Lei que aumentam a pena de criminosos e estupradores, punindo, no fim das contas, as mulheres;

— estudar sobre como, dos 65 mil assassinatos no ano de 2014, apenas 2% dos casos foram solucionados pela Justiça, encontrando os responsáveis e descobrindo suas motivações;

— estudar sobre como o governo gasta 50 vezes mais dinheiro no combate ao câncer de mama do que o câncer de próstata, que mata mais do que o primeiro;

— estudar sobre como o direito de votar ou de ir para a universidade já existiam ANTES da "Segunda Onda Feminista" dos anos 60;

— estudar sobre como o Movimento Sufragista Feminino não era um "movimento feminista", e, sim, composto de mulheres pró-vida, pró-família e conservadoras;

— estudar sobre como, do 1/4 das universitárias "violadas", 42% das "vítimas" voltaram a ter encontros sexuais com o suposto violador;

— estudar sobre como a mulher que mora com um maridão machista e opressor tem 91,5% de chance a mais de NÃO SER AGREDIDA, do que se morasse com outra mulher;

— estudar sobre como a primeira idéia revolucionária que classificava as mulheres como seres preciosos e importantes foi da Igreja Católica, que, por isso, passou a ser perseguida por imperadores pagãos;

— estudar sobre como a vida começa na concepção, quando os gametas masculino e feminino se unem, formando um embrião à priori do sexo FEMININO, e que, portanto, o aborto promove FEMINICÍDIO;

— estudar sobre o porquê do silêncio ensurdecedor do Feminismo no tocante aos mais de 300 bordéis da Holanda, paraíso das drogas, que, das 5 mil prostitutas, mais de duas mil sofrem como escravas sexuais;

— estudar sobre como as 16 mulheres mais corajosas da história, as carmelitas de Compiègne , foram degoladas pela Revolução Francesa enquanto sorriam para o carrasco e cantavam Veni Creator Spiritus.

Simples, no, mamita? Após esse #Estudaço, você, cara troglodita de classe média, poderá finalmente ser liberta da senzala ideológica que o teu Movimento lhe aprisionou.

Além de tirar algum proveito (que não seja DORMIR) na ocupação das escolas — justamente pra defenderem que querem "mais estudos" —, vocês poderão evoluir seus QI's de beterraba.

Pela liberdade da mulher não ser manipulada; pela liberdade da mulher não ser feminista!

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=901918029918303&set=a.137702869673160.24788.100003003447522

Comentários de A Vez das Mulheres de Verdade / A Vez dos Homens que Prestam

Bom, gatinho, vou te corrigir em alguns pontos:

1) "Jandira Fecali, Maria do Rosário e Jean Wyllys barraram os Projetos de Lei que aumentam a pena de criminosos e estupradores, punindo, no fim das contas, as mulheres": o não aumento da pena do crime não prejudica a vítima. O que prejudica a vítima é a não punição. Você citou no item seguinte que só 2% dos assassinatos de 2014 foram solucionados. Alguns conservadores propõem a pena de morte. Adianta?

2) Você cita o Movimento Sufragista e direitos femininos de antes da década de 1960 e comete o mesmo erro dos conservadores em geral: o movimento feminista começou em meados do século XIX, não na década de 1960, e a Primeira Onda foi mesmo de mulheres conservadoras.

3) "A primeira idéia revolucionária que classificava as mulheres como seres preciosos e importantes foi da Igreja Católica". Qualquer feminista mediana pode te apontar divindades femininas em culturas de milênios atrás ou na América e na Oceania antes da colonização europeia, mas o pior não é isso. Você está entregando que a Igreja Católica produziu o Feminismo. Você está explicando por que o antifeminismo não tem apoio político dos conservadores cristãos. Você está explicando por que o Ativismo de Direitos Humanos dos Homens só começou na década de 1990 como dissidência masculina do movimento feminista. Você está explicando por que o antifeminismo conservador cristão, mesmo hoje, é nostalgia dos anos 1950, exaltação da falta de sexo, crítica às radfems e, no máximo, compartilhamento de dados trazidos pelos masculinistas.

4) "Silêncio ensurdecedor do Feminismo no tocante aos mais de 300 bordéis da Holanda, paraíso das drogas, que, das 5 mil prostitutas, mais de duas mil sofrem como escravas sexuais". Silêncio ensurdecedor coisa nenhuma! As propostas do movimento feminista e dos capachos delas nos meios políticos locais são duas: criminalizar a prostituição e a pornografia ou o Modelo Nórdico, em que a prostituta não é punida mas o cliente é multado ou preso. As duas propostas muito louvadas pelos conservadores cristãos.

Mas o seu texto foi muito bom. Me admira ter durado no Facebook até agora. Vou copiar nos meus blogues. Beijos. Viva o ateísmo e a prostituição! Abaixo o Feminismo!

Abigail Pereira Aranha

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Com tanta loucura, a Conspiração pode ter que tomar cuidado com a sua sanidade

Abigail Pereira Aranha

Que grupo estaria produzindo uma estupidificação geral e com que objetivo? Os esquerdistas dirão que é obra do Capitalismo para conseguir mais lucros e poder. Os conservadores cristãos dirão que é obra dos socialistas comprometidos com ideais satânicos de destruição da família tradicional, da propriedade privada, do Cristianismo e do Ocidente. Então, por que o ideário socialista não está na clandestinidade, com cada escola e cada microempresa trabalhando contra ele? E quem financia as algazarras dos movimentos esquerdistas? Os dois, esquerdistas e conservadores, estão errados. Ou melhor, os dois estão um tanto certos.

O problema do movimento feminista-socialista não foi se levantar contra a sociedade que existia antes dele. A arbitrariedade, o atraso, a estupidez e a neurose antissexo que se conta realmente existiram. O problema foi o de colocar coisas ainda piores no lugar do que já era ruim. Por exemplo, na Idade Moderna, o sexo era carregado de vergonha mesmo entre casais casados; na década de 1970, já tinham aparecido mulheres feministas que queriam criminalizar todo o sexo heterossexual. O próprio Manifesto Comunista nos leva a deduzir que um trabalho cultural revolucionário com a classe proletária antes de uma tomada da Bastilha é essencial. Ainda em 1970, os marxistas sabiam disso, como Paulo Freire na "Pedagogia do Oprimido".

O seu conhecimento de si mesmos, como oprimidos, se encontra, contudo, prejudicado pela "imersão" em que se acham na realidade opressora. "Reconhecer-se" a este nível, contrários ao outro, não significa ainda lutar pela superação da contradição. Daí esta quase aberração: um dos pólos da contradição pretendendo não a libertação, mas a identificação com o seu contrário.

O "homem novo", em tal caso, para os oprimidos, não é o homem a nascer da superação da contradição, com a transformação da velha situação concreta opressora, que cede seu lugar a uma nova, de libertação. Para eles, o novo homem são eles mesmos, tornando-se opressores de outros. A sua visão do homem novo é uma visão individualista. A sua aderência ao opressor não lhes possibilita a consciência de si como pessoa, nem a consciência de classe oprimida.

Desta forma, por exemplo, querem a reforma agrária, não para libertar-se, mas para passar a ter terra e, com esta, tornar-se proprietários ou, mais precisamente, patrões de novos empregados.

Raros são os camponeses que, ao serem "promovidos" a capatazes, não se tornam mais duros opressores de seus antigos companheiros do que o patrão mesmo. Poder-se-ia dizer - e com razão - que isto se deve ao fato de que a situação concreta, vigente, de opressão, não foi transformada. E que, nesta hipótese, o capataz, para assegurar seu posto, tem de encarnar, com mais dureza ainda, a dureza do patrão.

(Paulo Freire, "Pedagogia do Oprimido", 1970, pág. 18)

E vamos nos lembrar de que em 1970, "oprimido" ainda era o trabalhador que trabalhava bem e ganhava mal, com muitos deveres e poucos direitos. Lésbicas, usuários de drogas, bandidos, mulheres de malandro ainda não enchiam o saco, nem eram muito glorificados por estudantes e professores universitários. Portanto, até a esquerda piorou, e por pelo menos dois motivos. O primeiro é que o objetivo do movimento socialista não é tão bonito quanto ele prega. O segundo é que ele recrutou a escória da sociedade porque não conseguiu mobilizar a classe operária como gostaria e precisava. Mas um momento! Se existe um grupo com um projeto de dominação mundial, o movimento socialista trabalhou em um projeto de longo prazo para entregar o Ocidente aos muçulmanos, ao crime organizado, aos vigaristas incompetentes ou pelo menos aos medíocres em geral?

Mas se a inteligência e o amor à justiça e à verdade, às vezes até o mérito técnico, são odiados pela mediocridade reinante, que tal fazer um sistema sociopolítico global que valorize a mediocridade, ou até um padrão abaixo dela? O pequeno grupo que implantar este sistema vai ser ao mesmo tempo refém da estupidez coletiva e gerente dela, mas vai conseguir ter poder e status indefinidamente, talvez consiga captar a sanidade intelectual-moral que se salve e destruir boa parte da que não queira cooperar. Um país onde uma pessoa só precisa de uma nota medíocre e um certo gênero ou cor de pele para entrar em uma universidade, e daí sair para altos escalões da administração pública ou da iniciativa privada, onde uma mulher de menos de 60 kg pode ser policial, onde outra mulher que quase não consegue escrever três parágrafos sem contradição pode ser jornalista, especialista, cientista ou professora universitária; um país assim não só vai preservar quem garanta essa boa vida, vai expulsar da vida política quem diga qualquer coisa que se pareça com mérito ou caráter e vai fazer quase o mesmo na vida técnico-profissional nacional.

Mas até onde vai um país de néscios e vigaristas? Um país de tolos só pode conseguir superar a sua própria tolice com recursos externos, recursos financeiros, humanos, intelectuais e morais. E uma aldeia global da imbecilidade? Epa! Será que a entrada no Primeiro Mundo de um ativismo insano ligado a um sistema sociopolítico que arruinou países inteiros não é também mais um aspecto desta mesma loucura, o ódio contra o que é produtivo, contra o que é no mínimo razoável? Os muçulmanos não odeiam o Ocidente, odeiam a própria história de pobreza cultural-científica e latrocínio. As mulheres feministas não odeiam os homens, odeiam a própria inferioridade moral, intelectual, psiquiátrica e em importância social em relação ao homem típico. Afinal, se é verdade que os países socialistas são naturalmente desastres econômicos e a União Soviética durou quase 70 anos, quem cobriu o prejuízo? Mas agora, a raposa que bebia os ovos quer comer a galinha. E o pior é que a galinha acha que está tudo certo.

Mas mesmo que essas elites sejam malignas e só pensem em destruir a sociedade judaico-cristã, destruir para quê? Todo projeto para destruir uma coisa é para construir outra. A elite mundial e as elites nacionais não têm medo de terem suas mansões invadidas por muçulmanos ou suas empresas atacadas por radfems?

E quando eu digo "elites", estou me referindo a grupos que além de terem muito dinheiro, também têm poder, um bom nível cultural e algum projeto bem definido de sociopolítica junto com outro de autopreservação. Uma vadia que é bilionária porque herdou uma fortuna do pai e outra do ex-marido não é elite, um paspalhão que deixa a sua megaempresa com ótimos gerentes enquanto está torrando a herança do avô com marias-gasolinas numa tarde de quarta-feira também não é elite. Esses são só idiotas com muito dinheiro, no máximo vão fazer clientelismo político para a família e os amigos.

"No to Islamophobia. No to racism and Fascism. Yes to equality and diversity" (Não à islamofobia. Não ao racismo e ao Fascismo. Sim à igualdade e à diversidade). Fonte e agradecimentos: Lúcio Hoffmann

"No to Islamophobia. No to racism and Fascism. Yes to equality and diversity" (Não à islamofobia. Não ao racismo e ao Fascismo. Sim à igualdade e à diversidade). Fonte e agradecimentos: Lúcio Hoffmann, https://www.facebook.com/lucio.hoffmann/posts/10157030148105385

Eu já ia escrever isso quando vi a pérola: manifestação "LGBT contra a islamofobia" depois que um muçulmano matou cerca de 50 pessoas e feriu outro tanto em uma boate gay. Se o serial killer fosse cristão tradicional, a manifestação seria contra a homofobia. Pior: houve quem conseguisse igualar um muçulmano assassino e sua religião que joga alguns gays de alto de prédio e enforca outros em guindaste a alguns pastores que dizem algumas palavras contra o Movimento LGBT. E há menos de um mês, na onda de um caso mal explicado de estupro coletivo, o canal Globo News apresentou uma reportagem intitulada "Cultura do Estupro", termo que até a semana anterior só era usado pelas feministas mais estúpidas e psicóticas. Isso não se entende com lógica, se entende conhecendo o esquerdismo como o anti-tudo-que-está-aí.

Ah, e falando de LGBT, Feminismo, cultura do estupro e loucura, não basta destruir os casamentos já existentes e deixar os casamentos novos impensáveis para os homens. É preciso que todo o contato de um homem com as mulheres seja superficial, insalubre ou criminoso. Até se eu me oferecer sexualmente, ele vai se afastar de mim com medo de ser denunciado à polícia no dia seguinte (eu tenho casos assim de 10 anos atrás). Se alguns dos países que já entraram nessa onda estão com risco de queda populacional em breve, principalmente aqueles onde a procura pela prostituição for ilegal e a pornografia for censurada, que os homens honestos sejam lembrados para salvar o país e respondam "converse com o meu pau". Mas será que essa encrenca é para um daqueles projetos para diminuir a população mundial em 2/3, ou 5/6? E mesmo que seja, está tudo sob controle (deles)?

A questão nem é qual o plano de longo prazo das elites globais. Se o Socialismo não funciona, como os "libertarians" gostam de dizer, ou se a sociedade do Manifesto SCUM é inviável, como eu mesma já disse, por isso mesmo a questão é até onde se vai chegar indo nesse rumo e qual o estrago que vai ser feito. Até que ponto, e por que, a elite mundial e as elites nacionais podem tolerar que os cargos de políticos, funcionários públicos de alto escalão, executivos, professores, engenheiros sejam ocupados por lésbicas transtornadas e pessoas que notoriamente tomaram o lugar de pessoas qualificadas? E você se lembra do caso do astrofísico Matt Taylor, que pousou uma nave em um cometa e a manchete foi uma campanha feminista na internet porque ele estava usando uma camisa estampada com figuras de mulher boazuda? Se essas e outras loucuras são produções de alguém que sabe o que está fazendo, só há dois objetivos plausíveis possíveis. O primeiro é fazer uma reengenharia da humanidade usando a estupidez coletiva contra si mesma. O segundo é usar essa estupidez coletiva como sustentação de um projeto de poder. Na verdade, ou os tais illuminatis vão destruir a estupidez, ou veremos que tudo que chamávamos de conspiração era, ao fim e ao cabo, uma sequência de caprichos de herdeiros que tinham mais poder e vaidade do que inteligência. Mas a restauração da sanidade mental na vida social, vinda de um grupo que preservou sua própria inteligência, é a base de qualquer enfrentamento produtivo à onda de insanidade e burrice.

Questo testo in italiano senza filmati di dissolutezza in Men of Worth Newspaper: "Con così tanta pazzia, la Cospirazione può avere di stare attenta circa la sua sanità mentale", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/06/cosi-tanta-pazzia.html.
Questo testo in italiano con filmati di dissolutezza in Periódico de Los Hombres de Valía: "Con così tanta pazzia, la Cospirazione può avere di stare attenta circa la sua sanità mentale", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2016/06/con-cosi-tanta-pazzia-la-cospirazione.html.
Ce texte en français sans films de libertinage au Men of Worth Newspaper: "Avec tant de folie, la Conspiration peut avoir à faire attention à sa santé mentale", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/06/tant-de-folie.html.
Ce texte en français avec films de libertinage au Periódico de Los Hombres de Valía: "Avec tant de folie, la Conspiration peut avoir à faire attention à sa santé mentale", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2016/06/avec-tant-de-folie-la-conspiration-peut.html.
Eso texto en español sin películas de putaría en Men of Worth Newspaper: "Con tanta locura, la Conspiración puede tener que ser cuidadosa con su cordura", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/06/tanta-locura.html.
Eso texto en español con películas de putaría en Periódico de Los Hombres de Valía: "Con tanta locura, la Conspiración puede tener que ser cuidadosa con su cordura", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2016/06/con-tanta-locura-la-conspiracion-puede.html.
This text in English without licentiousness movies at Men of Worth Newspaper: "With so much craziness, the Conspiracy may have to be careful about its sanity", http://avezdoshomens2.over-blog.com/2016/06/so-much-craziness.html.
This text in English with licentiousness movies at Periódico de Los Hombres de Valía: "With so much craziness, the Conspiracy may have to be careful about its sanity", http://avezdoshomens2.blogspot.com/2016/06/with-so-much-craziness-conspiracy-may.html.
Texto original em português sem filmes de putaria no A Vez das Mulheres de Verdade: "Com tanta loucura, a Conspiração pode ter que tomar cuidado com a sua sanidade", http://avezdasmulheres.over-blog.com/2016/06/tanta-loucura.html.
Texto original em português com filmes de putaria no A Vez dos Homens que Prestam: "Com tanta loucura, a Conspiração pode ter que tomar cuidado com a sua sanidade", http://avezdoshomens.blogspot.com/2016/06/com-tanta-loucura-conspiracao-pode-ter.html.

Direita cristã, acabou! - parte 20: agora, o Liberalismo brasileiro é antiolavismo de segunda classe e até na internet apanha também do antiesquerdismo inteligente

Olavo de Carvalho

02 de junho às 06:53

O liberalismo é a descrição objetiva de um modelo econômico racional ou é só um véu ideológico destinado a encobrir um modelo econômico exatamente oposto, marcado pela concentração ilimitada do poder nas mãos dos metacapitalistas aliados com o Estado? Sem dúvida, é as duas coisas ao mesmo tempo, com a ressalva de que os porta-vozes da primeira nem sempre estão conscientes da segunda, à qual podem servir com a maior inocência.

(https://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/646320702186674)

Olavo de Carvalho P. S. -- Por isso só acredito em liberais que sabem que liberalismo e capitalismo nem sempre caminham na mesma direção.

(02 de junho às 06:54, https://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/646320702186674?comment_id=646320922186652)

Julio Winck Liberalismo já foi explicado por Adam Smith e faz teeeeeempo. É a própria natureza humana operando naquilo que há de mais egoísta no ser humano. É pelo autointeresse que o padeiro acorda de madrugada para fazer pão e não para ver o cliente tomar café feliz. Não é moralidade religiosa, é só interesse que faz esse mundo funcionar.

6 [curtidas / gostos] · 02 de junho às 09:19

Luciano Geronimo Só que esse mundinho feliz de egoístas cooperando quebra quando alguns egoístas começam a entender que é mais eficiente usar o estado como fonte de riquezas do que o mercado. O propósito é ganhar dinheiro, não fazer pães. Se puder ganhar dinheiro sem fazer pães, melhor ainda.

7 [curtidas / gostos] · 02 de junho às 09:26

Julio Winck Me diga em que momento da História a humanidade não foi movida por interesses, com ou sem o nome de deuses é sempre o egoísmo no comando. Não se iluda.

02 de junho às 09:35

Luciano Geronimo Não meça o mundo por você. Se você não tem motivação alguma além de ser uma abelha o problema é seu. Afirmar que ninguém tem motivação alguma além disso é mostrar que é um analfabeto histórico.

5 [curtidas / gostos] · 02 de junho às 10:12

Julio Winck Tá bom. Vai acreditando em papai Noel e seja feliz.

1 [curtida / gosto] · 02 de junho às 10:15

Luciano Geronimo A obra do Olavo de Carvalho foi feita por egoísmo dele?

4 [curtidas / gostos] · 02 de junho às 13:38

Luciano Geronimo A obra de Platão foi feita porque Platão era egoísta?

4 [curtidas / gostos] · 02 de junho às 13:38

Luciano Geronimo Os santos das várias religiões agiram por egoísmo?

4 [curtidas / gostos] · 02 de junho às 13:39

Luciano Geronimo Nao meça o mundo por seu vício em ouro.

4 [curtidas / gostos] · 02 de junho às 13:39

Julio Winck O assunto é economia, meu caro. Sobre moralidade cristã, ela avalizou 300 anos de escravidão no Brasil. Procure na sua Bíblia antigo e novo test. Tá cheio de escravidão justificada em nome de Jave e Cristo.
Curtir · Responder · 02 de junho às 14:03

Luciano Geronimo 1)A economia é determinada pela cultura que por sua vez é determinada por religião. Não dá pra isolar a economia numa caixinha mágica.

2)a suposta defesa da escravidão na Bíblia é problema dos cristãos. Eu não sou cristão.

1 [curtida / gosto] · 02 de junho às 14:50

Julio Winck Determinada não, no máximo influenciada, às para o bem e às vezes para o mal.

02 de junho às 15:27

Jocleidson Almeida O liberalismo representa o ser humano no seu egoísmo puro, mas o mais impressionante é que funciona.

2 [curtidas / gostos] · 02 de junho às 16:15

Julio Winck Exatamente, Tio Adam Smith sacou isso no Século XVII. E ainda tem pentelho que acha que são os conservadores e o Cristianismo que fazem o mundo girar.

1 [curtida / gosto] · 02 de junho às 16:39

Luciano Geronimo Determinada. Antes de sair comprando e vendendo tem que pensar o que é comprar e vender e porque comprar e vender. Isso vem da cultura.

02 de junho às 17:27

Julio Winck Religião é só uma parte da cultura. O Japão não tem cristianismo e muitas coisas funcionam bem melhor naquele país.

1 [curtida / gosto] · 02 de junho às 18:09

Giuliano Dini Pelo menos o padeiro acorda em liberdade. No gulag ele era obrigado.

02 de junho às 18:58

Andrews Machado Néscio, quem apoiou a escravidão no Brasil por séculos foram os republicanos secularistas - igual nos EUA, enquanto os republicanos eram contra a escravidão e à favor da liberdade civil para negros, os democratas eram à favor da escravidão e contra a liberdade civil para negros, chegando até a fundar a Ku Klux Kan. Inclusive a escravidão foi combatida desde as origens do cristianismo pela Igreja Católica. Existe até uma antiga encíclica papal condenando a escravidão no mundo e também inúmeros santos negros foram canonizados ao longo da história.

Sobre o Japão, isso demonstra que você é burro. As bases civilizacionais e sociais do Japão são majoritariamente xintoístas e budistas, com forte amparo moral do antigo código de honra e ética samurai, o Bushidô - hoje, infelizmente, quase esquecido pela maioria dos japoneses, não é à toa que estão tão afeminados.

4 [curtidas / gostos] · 02 de junho às 20:40

Julio Winck Porra meu, mais uma olavete com ataque de bichice. Em primeiro lugar, você não me conhece para me atacar de néscio e burro, em segundo você defende a falácia do "mau católico" quando o sujeito comete crimes ou anda fora da linha. Ora, é tudo católico, seja do bem ou não. Sobre japonês ser "afeminado", o que esperar de um discípulo de um legítimo representante do brasileiro médio, que arrota, peida, da murro na mesa, solta fumaça de cigarro na cara dos outros e nem pisca pra mandar alguém tomar no cu? Japonês é disciplinado e bem educado, coisa rara de encontrar neste país primitivo. Quanto a Bíblia defender a escravidão, tanto o antigo quanto o novo estão repletos dessas passagens. Não é só o deus Jeová dos hebreus, Cristo recomenda a escravidão em muitas partes nos evangelhos. E para mim deu, não tenho tempo a perder com seguidores fanáticos de gurus.

02 de junho às 23:45

Luciano Geronimo Julio Winck, vc é burro ou é só sonso? Cristianismo não é a única religião. Qual é o seu problema? Tem raivinha de cristianismo? Daddy Issues?

1 [curtida / gosto] · 03 de junho às 09:21

Luciano Geronimo Cara, pára de medir o mundo por seu vício em shekels.

1 [curtida / gosto] · 03 de junho às 09:22

Luciano Geronimo O mais engraçado é essa franga falar merda pra caralho, ser adequadamente refutado e sair gritando "cultistas!!!". É um filho da puta

1 [curtida / gosto] · 03 de junho às 09:27

Julio Winck Cara, vai dar meia hora de bunda e vai encher o saco noutra freguesia. Não sei qual agenda você defende nem quero saber. E se voltar a me encher a paciência com suas "certezas" que te respondo naquele "nível olaviano maravilhoso" que você deve estar acostumado. E burro e sonso é o catzo!!!

03 de junho às 09:38

Igor Melim Não quero me meter na discussão de vocês, vou apenas corrigir um dado do Andrews: embora seja verdade que o partido Democrata defendia o direito à escravidão, combatido pelo partido Republicano na época, isso não pode ser usado como argumento contra o partido Democrata de hoje, uma vez que isso ocorreu antes da inversão dos componentes dos partidos, que mudaram de Democratas para Republicanos e vice-versa. Pode pesquisar em qualquer livro de história americana: os Republicanos de hoje são os Democratas de ontem. Uma evidência clara pra isso é que os estados que eram escravocratas são amplamente republicanos, e os anti-escravocratas, democratas. Tenho certeza de que o amigo não teve maldade, esse é um engano bem comum nesse tipo de debate.

03 de junho às 13:52

Andrews Machado Você é um acéfalo de primeira ordem, um filho da Puta com "P" maiúsculo, repleto de chavões estereotipados, um cretino sem o menor escrúpulo e extremamente desonesto. Com certeza é um imbecil que curte e compartilha publicações da ATEA pelo argumento "genial" da "escravidão" na Bíblia que não tem porra nenhuma de relação com a escravidão ocidental e também pelo fato de usar a palavra "falácia" de forma viciosa quando percebe que se fodeu. Dê meia hora desse seu cu arrombado na rua com relógio parado, cretino.

03 de junho às 20:42

Andrews Machado Igor, o fato é que os democratas de hoje chamam os republicanos de racistas, ocultando por debaixo do tapete seu apoio à escravidão em épocas remotas, a fundação da KKK e contra a liberdade civil de negros. É muito fácil ocultar suas podridões do passado e acusar o inimigo atual daquilo que cometeram na época.

03 de junho às 20:48

Julio Winck Olavete detected.

03 de junho às 21:06

Abigail Pereira Aranha Julio Winck, detectada uma prova de que o Liberalismo brasileiro é um grupo irrelevante de netos de latifundiários fazendo boquete uns nos outros enquanto enrabados pela esquerda (eu não tenho nada contra, só não te recomendo). Você chega na página de Olavo de Carvalho e detecta olavetes. Daqui a pouco vai detectar dilmistas na página do PSOL. E agora que a Dilma pode sofrer impeachment, se despeça da visibilidade que vocês tiveram, vocês vão voltar para as páginas que só vocês leem e os grupos de discussão na internet que só vocês procuram, onde estavam há 15 anos atrás. Ah, e enquanto um liberal amaldiçoava os impostos e os direitos dos trabalhadores, um grande empresário fazia treta com o PT e o empregado dele pensava em qual esquerdista ia votar.

23 de junho de 2016 às 10:18

Julio Winck Abigail eu não rezo em nenhuma dessas cartilhas que vc citou. Preste bem atenção que eu prezo é o liberalismo defendido por Adam Smith (não éramos nascidos) e não essa ausência de pensamento crítico no Brasil, até porque é difícil levar algum pensador brasileiro a sério, é vc sabe disso.

23 de junho de 2016 às 10:28

Abigail Pereira Aranha Julio Winck, se o Liberalismo de hoje não é o original de Adam Smith, pior ainda: mais um aspecto do ventriloquismo com cadáveres que é o Liberalismo-Conservadorismo brasileiro de hoje.

23 de junho de 2016 às 10:37

(https://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/646320702186674?comment_id=646370465515031)

Olavo de Carvalho

20 de junho às 14:00

O liberalismo inteiro NÃO É uma alternativa à cultura esquerdista, porque -- usando o termo oportuno do Iranlei -- não abrange UM PENTELHONÉSIMO do espaço cognitivo dela. Só o que os esquerdistas fizeram na esfera da educação -- para não falar da literatura, da religião ou da psicologia -- já transcende infinitamente o horizonte de consciência e de atuação do liberalismo. A cultura esquerdista só pode ser vencida por CONCEPÇÕES MAIS ABRANGENTES E PODEROSAS, que inspirem TODA A VIDA HUMANA e não só a polêmica imediata.

(https://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/654579698027441)

Seleção: Abigail Pereira Aranha

domingo, 12 de junho de 2016

Por que a direita já trouxe o Feminismo com Sara Winter, mesmo que ela não seja uma feminista de esquerda infiltrada

Abigail Pereira Aranha

A sociedade não tem autoridade moral nem capacidade mental para avaliar o valor e o merecimento de quem seja, especialmente o de um homem heterossexual honesto dentro dela, quando além de ser mergulhada na mediocridade moral e intelectual, ela coloca como padrão de medida ela mesma e o quanto essa pessoa serve a ela. Qualquer parte ou aspecto da sociedade só pode ser julgado seriamente quando existe alguma referência externa para isso, referência que pode vir até de uma pessoa da própria coletividade que tenha algum sistema intelectual-moral acima desta sociedade. Sem isso, na melhor das hipóteses, uma coletividade vai perceber os próprios erros quando estiver pagando por eles. Eu mesma fiz o meu trabalho no A Vez dos Homens que Prestam para fazer crítica à estupidez coletiva da sociedade em geral e do universo feminino em especial. Só porque em 10 anos de história o blogue teve cerca de 500.000 visualizações e uma notícia de futebol pode ter mais que isso nas primeiras 24 horas, não só isso não coloca, por si só, tudo que eu escrevo abaixo de amenidades sobre futebol, isso pode ser sinal até do contrário, de que o que eu escrevo pode ser digno de nota exatamente por questionar uma série de coisas erradas que precisam de questionamento. Então, gente que me acha não me lê ou me lê uma vez para nunca mais voltar. Sem querer me achar mais do que eu sou, eu sei que eu sou uma ameaça à sociedade, dentro e fora da internet. A ex-líder do FEMEN Sara Winter não é. POR ISSO ela já ganhou matérias em jornais que também fazem panfletagem esquerdista disfarçada de notícia ou opinião fundamentada.

O FEMEN trabalha mais com espetáculo (para os rapazes, com espetáculos de mulheres que cairiam bem no pornô) e nem é um dos piores grupos feministas. E o Feminismo em si só foi possível porque a cultura católico-protestante preparou um ambiente para ele. Qual conservador cristão já explicou por que o esquerdismo e o Feminismo começaram justo em países protestantes, Estados Unidos e Inglaterra? Ou por que a União Soviética foi encabeçada pela Rússia, que era católica ortodoxa? Ou por que os antifeministas cristãos ficam calados sobre a Primeira Onda do Feminismo, e descrevem o Feminismo como se ele tivesse começado com algum bando de loucas fazendo algazarra em meados da década de 1960?

E por que qualquer antifeminismo só ganhou atenção da mainstream media, ainda assim esporádica, de uma década pra cá? Não é só por causa das montanhas de absurdos que as lesbofeministas dizem e fazem, nem mesmo por causa das atrocidades que o Feminismo e o Ginocentrismo já fizeram contra homens de bem. É por que o Feminismo já está prejudicando a quem ele diz servir, que são as mulheres em geral. Para dar só um exemplo, uma pesquisa recente diz que mulheres preferem ter um chefe homem no trabalho a uma mulher. Aí, uma feminista pode dizer que isso é machismo introjetado nas próprias mulheres. Mas as mulheres entrevistadas não são donas de casa que nunca trabalharam fora de casa na vida. Alguma base de experiência elas tiveram para dizer aquilo. Mas o pior nem é a inconsistência entre o palavrório lesbofeminista e a vida prática das mulheres do povo de verdade. O pior é que primeiro a sociedade aplicou aquele palavrório feminista de alguma forma, depois as próprias mulheres sinalizaram que a coisa deu errado. A revista Galileu de julho de 2009 dizia na matéria "O futuro do trabalho" que "em 2020, (...) seu chefe terá menos de 30 anos e será uma mulher" e isso era lindo (eu zoei em abril de 2010). Agora, uma mulher pode ler isso e dizer "Quê?! OUTRA pistoleira mais nova que a minha filha?!". Aí é que a coisa é preocupante?

Aí entra o porquê de Sara Winter ganhar matérias em jornais, como a Folha de São Paulo e o Extra: ela é ex-integrante do FEMEN. Ter sido líder só dá mais destaque. Vou explicar melhor: a autoridade dela, para o meio jornalístico brasileiro, não vem de ela estar fora, vem de que ela já esteve dentro. Por isso nenhum jornal chamou Luana Basto ou Ana Caroline Campagnolo, por exemplo, para u'a matéria sobre antifeminismo, porque elas são e sempre foram cristãs conservadoras. Talvez eu não tenha explicado bem: quando a Sara Winter foi entrevistada pelo G1, por exemplo, a linha da entrevista foi como e por que ela saiu do FEMEN, não como ela pôde ter entrado. Quando o assunto da matéria é antifeminismo, principalmente o masculinismo, o texto insinua que aquilo não são "assuntos que costumam preocupar adultos em idade produtiva". Insinua ou diz, como fez a matéria da revista Época.

Estou voltando ao caso da Sara porque anteontem ela publicou no Facebook um vídeo dela com a Beatriz Kicis, um vídeo de três minutos e meio onde elas apresentam rapidamente o livro da Sara e falam alguma coisa contra o Feminismo, focando no aborto.


A minha preocupação é que tudo aquilo que eu estava dizendo sobre a mídia em geral está entrando na direita. Como eu tenho dito, eu nem discuto se a Sara Winter se converteu realmente, se ela está trabalhando para esquerda como agente infiltrada ou se ela simplesmente viu a encrenca onde se meteu e soube a quem recorrer quando precisou. O ponto é que, na melhor das hipóteses, a direita brasileira vai fazer mais pela Sara Winter do que a Sara por ela, que a Sara vai fazer menos pelo Conservadorismo do que fez pelo Feminismo e que se a direita conseguir mesmo um espacinho na mainstream media com esta estória como ela pretende, vai consolidar o movimento feminista como instância superior sobre todo o debate público, inclusive sobre as suas próprias besteiras.

O antifeminismo feminino conservador cristão não discute direitos ou a dignidade dos homens, algumas garotas conservadoras, ou "conservadias", até fazem postagens no Facebook de desprezo ao masculinismo e ao movimento da Real. O problema que essas antifeministas têm com o feminismo de esquerda é que ele está fazendo o estilo de vida e de sociedade que elas admiram ir pro vinagre. Aí, essas mulheres conservadoras querem associar o Feminismo-Socialismo a tudo que seja diferente da visão de mundo delas, elas ligam Feminismo a defesa do aborto, a defesa da licenciosidade e a defesa da descriminalização da prostituição. Aí, o movimento feminista ganha de novo. De um lado, uma feminista militante contra a prostituição porque é contra o sexo heterossexual pode ganhar espaço no meio cristão, assim como uma feminista militante que seja contra o aborto pode ganhar no mínimo uma boa convivência. Do outro lado, os tradicionalistas cristãos vão expulsar para o movimento feminista quem não se incomoda com uma mulher que já teve um orgasmo na vida.

O que me preocupa, sendo eu uma ateia anarquista pró-licenciosidade, não é que ser antiesquerdista seja o mesmo, quase sempre, que ser de direita e cristão tradicional, e a direita esteja sendo destruída por dentro. O preocupante é que o esquerdismo NÃO vai destruir nem a igreja cristã, nem a família tradicional, nem o capitalismo e nem a empresa privada exatamente porque pretende criar uma CULTURA que pode agir dentro e através deles, e se o movimento liberal-conservador se resumir a defendê-los, A DIREITA PODE SER ESQUERDISTA. Então, o cristão típico, por exemplo, vai ser esquerdista. Aí, sim, eu vou estar em maus lençóis, porque o antiesquerdismo vai ser ainda mais minoritário, como os cristãos sérios já são minoria nas próprias igrejas, e a própria direita vai ser agente da esquerda.

Se uma revista ou um jornal faz u'a matéria de má vontade sobre alguém que defende Direitos Humanos dos Homens como se isso fosse mais idiotice ou loucura que uma feminista correr u'a maratona menstruada e sem absorvente como "protesto", nós temos um estado mental patológico na comunicação de massa em particular e na sociedade em geral. Aliás, a sociedade não vai ter legitimidade moral nem mental para dizer o que um homem que presta merece ou o que ele deve fazer. A questão é cultural, intelectual e moral. E isso leva a um outro problema: uma parceria do meio conservador cristão com Sara Winter só aconteceu porque até isso é mais do que eles tinham antes. Mesmo as musas conservadoras mais jovens não têm, na visão do público em geral, um trabalho cultural que não cheire a papel velho. O trabalho cultural do Conservadorismo é, ou parece ser, nostalgia de cidadela do interior; assim como o trabalho cultural do Liberalismo brasileiro tem sido especular como a vida dos pobres seria feliz com Estado Mínimo e sem salário mínimo, e ultimamente falar mal do governo Dilma Rousseff. Com isso, o Liberalismo e o Conservadorismo cristão estão liquidados, tirada a expectativa de serem acessórios do esquerdismo.

Por sinal, a Sara Winter me baniu da página dela quando eu mostrei a ela uma coisinha que eu tinha escrito sobre feministas se desentendendo por pontos como aborto e algumas delas se aproximando da direita. Era um trecho do texto "A hora de fechar a arca - parte 2", que eu escrevi em novembro de 2013, na época em que ela saiu do FEMEN. Os liberais-conservadores em geral estão trocando inteligência contra o Lesbossocialismo por boas garotas-propaganda que digam para o público o discurso fossilizado deles mesmos, algumas dessas garotas-propaganda sendo da esquerda moderada ou ex-militantes da esquerda.

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