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domingo, 5 de setembro de 2010

Precisamos de mais mulheres na política? 3 (Cristina Kirchner, de novo)

O novo ataque dos Kirchners

Em mais uma tentativa de cercear a liberdade de imprensa, o governo argentino apresenta um projeto para controlar a venda de papel-jornal

Rodrigo Turrer

Marcos Brindicci
TUTELA
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anuncia o projeto de lei. Ela diz não querer fiscalizar ninguém: “Não é para controlar nada”

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, fez mais uma ofensiva em sua guerra contra a imprensa do país. Na semana passada, ela anunciou um projeto de lei para transformar a produção e a comercialização de papel-jornal em setor “de interesse nacional”. O projeto impõe controle do Estado sobre o preço, a distribuição e a comercialização do insumo produzido pela Papel Prensa, a única fábrica de papel-jornal do país, que produz 75% do insumo e abastece 170 diários.

Em tese, o projeto serviria para estimular o aumento da produção nacional e evitar a importação de papel-jornal. Mas, muito além do interesse nacional, o projeto é uma forma de o governo restringir a oferta de matéria-prima aos dois mais influentes jornais da Argentina, o La Nación e o Clarín, ferrenhos opositores da gestão Kirchner. O governo acusa os veículos de exercer hegemonia no mercado. O controle da Papel Prensa é compartilhado pelos dois (o Clarín detém 49% das ações; o La Nación, 22,49%) e pelo Estado argentino, que detém 27,46%.

Segundo a presidente, o Estado, como sócio minoritário, vai investir na Papel Prensa para aumentar sua capacidade, sem aumentar sua fatia do capital. “Não é para controlar nada”, disse Cristina. “É simplesmente para que deixem de controlar os argentinos e deixem que as regras do livre-comércio possam ser gozadas por todos os empresários editoriais.”

Em meio ao anúncio, televisionado, Cristina Kirchner acusou os dois jornais de “crimes contra a humanidade”. Ela apresentou um relatório de 400 páginas em que acusa os veículos de ter sido cúmplices da ditadura militar (1976-1982) na compra da Papel Prensa, em 1976, pelos diários Clarín, La Nación e La Razón (este último extinto). Segundo o documento, a família Graiver, então sócia majoritária da Papel Prensa, foi pressionada pelos militares a vender a empresa por um quarto do valor de mercado.

A afirmação é desmentida por fatos históricos. A venda se consumou em novembro de 1976. Apenas seis meses depois os membros da família foram presos pela polícia política, acusados de gerir as finanças dos Montoneros, um grupo armado peronista. Segundo o La Nación, Lidia Papaleo – a matriarca da família, viúva do banqueiro David Graiver – confirmou à Justiça que não fora detida ou torturada no período em que vendeu as ações da empresa. O irmão de Graiver, Isidoro, e a filha do banqueiro, Maria Sol, confirmaram que Lidia só foi presa e torturada seis meses depois da venda. O historiador argentino Marcelo Larraquy afirma que “desde a redemocratização do país, é a primeira vez que se levantam dúvidas sobre a legitimidade da transação”.

A oposição argentina anunciou que seus parlamentares vão derrubar a proposta. O deputado Óscar Aguad, da UCR, afirmou que “declarar o papel como algo de interesse público é um passo prévio à desapropriação”. A deputada Eliza Carrió, da Coalizão Cívica, lembrou que o projeto vai na contramão do Artigo 13 do Pacto de San José, assinado por Estados americanos em 1978, que proíbe medidas de controle de papel para jornais. O projeto repercutiu no exterior. A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) afirmou se tratar de um projeto “inconstitucional, por buscar controlar a mídia”. O Departamento de Estado americano também manifestou preocupação e afirmou acompanhar de perto “o forte debate na Argentina”.

Desde 2003, quando Néstor Kirchner, marido de Cristina, assumiu a Presidência, o governo argentino priorizou meios de comunicação governistas na publicidade oficial. O Grupo Clarín é o que mais sofre com as represálias kirchneristas. Em setembro do ano passado, agentes da Receita Federal invadiram a sede do jornal e a casa de seus diretores. Dois meses depois, um boicote de caminhoneiros orquestrado por um sindicato peronista, alinhado com o governo, interrompeu a distribuição do diário. No fim do ano passado, o governo cancelou a licença de operação da empresa Fibertel, que pertence ao Grupo Clarín e oferece serviços de internet.

Controlar o papel-jornal para cercear a liberdade de imprensa é uma tática antiga. No México, o Partido Revolucionário Institucional (PRI) – que ficou no poder por sete décadas – decretou, em 1935, o monopólio da importação de papel-jornal. A cota de cada veículo era proporcional ao grau de docilidade.

A tentativa de tutelar a atividade informativa leva os Kirchners por um caminho similar ao de outros países do continente, em que a imprensa é vítima de ameaças. Na semana passada, a Justiça da Venezuela, controlada por Hugo Chávez, decidiu impedir os meios impressos de publicar fotos ou textos com “sangue, armas, mensagens de terror e agressão física”. Na Bolívia, o presidente Evo Morales já ameaçou nacionalizar o diário La Razón. No ano passado, obrigou jornais e TVs a reservar um espaço diário a jornalistas e sindicalistas do governo. A Assembleia Nacional do Equador analisa um projeto de lei do governo que exigiria dos meios de comunicação licença anual para funcionar.

No Brasil, onde pipocam de tempos em tempos propostas como a de um conselho que regule a atividade jornalística, os três principais candidatos à Presidência assinaram há duas semanas, em um congresso da Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Declaração de Chapultepec, uma carta de princípios com intenção de preservar “uma imprensa livre como uma condição fundamental para que as sociedades resolvam seus conflitos, promovam o bem-estar e protejam sua liberdade”. É preciso saber se manterão a palavra assinada.

Revista Época, 27/08/2010, http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI166853-15227,00.html

sábado, 4 de setembro de 2010

Precisamos de mais mulheres na política? 2 (Cristina Kirchner)

Os pitboys de Cristina

O governo Kirchner contratou baderneiros para ameaçar funcionários públicos que não aceitam manipular
estatísticas. Um dos brutamontes até acompanha a seleção argentina na África do Sul

Duda Teixeira

Fotos Perfil.com e Víctor Carreira/Télam/CL

PROFISSÃO:
PANCADA


Ariel Pugliese (no detalhe) faz a segurança do craque Messi em Buenos Aires, à direita, e participa de agressão
a técnicos do Indec em lançamento de livro em abril, à esquerda

Para a Copa do Mundo, cada seleção levou um pouco de seu país. Os brasileiros, por exemplo, levaram pandeiros para o pagode. Já a Argentina reservou 22 assentos do avião para barrabravas, os membros das violentas torcidas organizadas. Entre os hooligans argentinos que acompanham a delegação na África do Sul está Ariel "Verme" Pugliese, a quem também coube servir de segurança do atacante Lionel Messi durante a fase eliminatória do torneio. Membro da torcida do Nueva Chicago, time da terceira divisão, Pugliese foi investigado em 2007 pelo homicídio de um torcedor do Tigre. Em outubro do ano seguinte, foi baleado em uma briga de torcida. As encrencas futebolísticas são apenas o hobby de Pugliese. Profissionalmente, ele faz parte de uma gangue de funcionários a serviço da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, no Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos, equivalente ao IBGE brasileiro), órgão público responsável pelo cálculo da inflação, do produto interno bruto (PIB), dos índices de pobreza e pela contagem da população. Os pitboys de Cristina têm a função de ameaçar e, quando necessário, espancar os colegas de trabalho que se negam a acatar as ordens do governo de falsificar estatísticas.

A maquiagem dos dados econômicos começou em 2007, na Presidência do marido e antecessor de Cristina, Néstor Kirchner, com o objetivo de dar aumentos salariais aos servidores públicos com base em índices de inflação mais baixos que os verdadeiros. Pouco a pouco, todos os departamentos do Indec foram empastelados. "Ao falsear os dados de inflação, foi preciso adulterar as demais estatísticas", diz Graciela Bevacqua, que era a responsável pela medição dos preços e foi demitida em janeiro de 2007 por se negar a participar da maracutaia. A falsificação dos dados oficiais faz a situação da economia argentina parecer muito melhor do que de fato é. Segundo o Indec, o PIB cresceu 0,9%. Para as consultorias privadas, o que houve foi uma retração, estimada entre -3% e -4,4%. Oficialmente, a proporção de pobres no país é de 13,2%. Na realidade, está em 30%. A inflação dos Kirchner foi de 7,7% em 2009. A das estimativas independentes, de 15%. O desemprego segundo o Indec é de 8%. Os cálculos mais confiáveis chegam a 11%. A intervenção de Néstor e, agora, Cristina Kirchner no Indec não foi recebida com passividade pelos técnicos do instituto. Muitos, como Graciela, se rebelaram. Dos mais de 1 000 funcionários, cerca de 200 foram demitidos ou transferidos para funções irrelevantes. Em seu lugar, foram contratados 600 novos funcionários, fiéis aos Kirchner, entre os quais o grupo de 100 brucutus do qual Pugliese faz parte. Eles são conhecidos internamente como la patota.

Em abril passado, durante o lançamento de um livro em Buenos Aires com críticas à ingerência kirchnerista nos dados oficiais, Pugliese e seus comparsas agrediram os convidados, majoritariamente técnicos do Indec, com cadeiradas e empurrões. No cotidiano do instituto, os aspones da pancadaria cuidam para que os funcionários mais antigos obedeçam às orientações do governo. Quem sai da linha recebe ameaças verbais ou é alvejado com lixo e copos d'água nos corredores. Em 2008, um grupo de técnicos foi agredido ao tentar levar um abaixo-assinado ao ministro da Economia, ao qual o Indec é vinculado. "Os membros da patota estavam nos esperando dentro do prédio do ministério. Quando entramos, eles diminuíram a luz e começaram a nos bater", conta a socióloga Cynthia Pok, de 64 anos, ex-diretora da pesquisa permanente de domicílios do Indec. Cynthia precisou entrar na Justiça para não ser demitida, mas foi afastada do trabalho direto com as estatísticas. As ameaças não pararam. No mês passado, quando ela e outros funcionários chegaram ao trabalho pela manhã, encontraram os seus computadores destruídos. Obra da patota.


Juan Mabromata/AFP

ESTÁ TUDO NA CABEÇA DELA

O Indec divulga os dados que Cristina quer

Os diretores kirchneristas do Indec rasgaram as metodologias científicas consagradas e inventaram novas, incluindo um programa de computador que elimina automaticamente os dados de qualquer produto cujo preço suba mais de 15%. Em maio de 2008, os técnicos do Indec iniciaram o censo agropecuário. A coleta de informações, que deveria durar dois meses, ainda não terminou. Para impedir que os técnicos mais antigos tenham acesso ao levantamento, foram erguidos tapumes de madeira no meio da sala de pesquisas. Só os funcionários pelegos podem entrar no espaço onde estão os computadores do censo atrasado. O resultado da falta de transparência no Indec é que as estatísticas publicadas pelo órgão deixaram de ser usadas por economistas, consultores, demógrafos e até burocratas do governo. "A manipulação de dados é tão ostensiva que se tornou impossível ter um retrato objetivo da sociedade argentina", diz o economista Javier Lindenboim, diretor do Centro de Estudos sobre População, Emprego e Desenvolvimento da Universidade de Buenos Aires (UBA). Para atender os empresários que precisam de informações críveis para planejar seus negócios, cinco consultorias privadas e a própria UBA coletam dados e divulgam índices de inflação de maneira independente. Em abril, o assessor de um deputado da oposição foi preso sob a acusação de entrar no Ministério da Economia para roubar estatísticas e vendê-las a consultorias. Os supostos compradores defendem-se dizendo que não se interessam por números produzidos pelo ministério. É tudo falso, mesmo.



Diego
Giudice


COTIDIANO
DE TERROR


Cynthia Pok, que dirigia a pesquisa permanente de domicílios antes da intervenção dos Kirchner, já apanhou
da gangue governista e teve o computador destruído

Revista Veja, 16 de junho de 2010, http://veja.abril.com.br/160610/pitboys-cristina-p-090.shtml

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Hackerativismo - esse rapaz está de parabéns

Ele enganou Ahmadinejad

Como um programador da Califórnia está ajudando os ativistas a driblar a censura oficial à internet no Irã

Bruno Ferrari

Andy Hall
LIBERDADE
Austin Heap posa com mouses. Ele criou um programa que mascara as informações trocadas na rede

Um dos aspectos que celebrizaram a luta da oposição iraniana contra o governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad foi o uso inteligente da internet para se organizar e divulgar a opressão do regime. Para driblar os agentes de segurança do governo do Irã, os ativistas iranianos contam com a ajuda de voluntários, especialistas em segurança da internet. O mais notável é Austin Heap, um americano de 26 anos, programador de São Francisco, na Califórnia. Graças ao programa que ele desenvolveu, os iranianos conseguem burlar o sistema de vigilância governamental e acessam sites da oposição, publicam vídeos no YouTube ou usam o serviço de micromensagens no Twitter.

No auge dos protestos contra a reeleição de Ahmadinejad, em junho do ano passado, Heap era um programador que prestava serviços para empresas de tecnologia da Califórnia. Homossexual, fã de games, também cuidava da tecnologia em uma ONG de defesa de minorias étnicas, quando ouviu certo dia seu namorado falar no uso que a oposição iraniana fazia da internet. Logo após o anúncio dos resultados, o Twitter foi inundado de mensagens que acusavam o governo de fraude eleitoral. Os iranianos passaram também a organizar protestos nas ruas, violentamente reprimidos pelas forças oficiais. Os ativistas usavam serviços de mensagem pelo celular, pelos blogs e pelo Twitter para se organizar e divulgar imagens da repressão. A multiplicação dessas mensagens chamou a atenção de Heap – e ele viu aí uma oportunidade de usar seus conhecimentos técnicos para ajudar os iranianos.

Heap publicou em seu blog um guia que ensinava os ativistas a usar um programa que desvia as informações pela rede por caminhos difíceis de rastrear. Mesmo assim, seu post foi descoberto por agentes iranianos, que conseguiram combater essa técnica. Enquanto buscava uma alternativa, Heap recebeu um chamado para um chat de alguém que se identificava como Quotemstr e dizia ser um dissidente ainda com acesso a informações do regime iraniano. Quotemstr passou a Heap documentos com os procedimentos de vigilância na internet usados pelo governo. Eram 96 páginas de códigos de programação escritas em persa. Heap decifrou os código interpretando os desenhos e desenvolveu um programa mais eficaz, chamado Haystack (palheiro, na tradução do inglês). A grande inovação do Haystack para driblar os sistemas de vigilância está na forma como ele transmite as informações pela internet. Em geral, os programas mais usados por ativistas usam códigos para transmiti-las de modo seguro, sem que elas possam ser decifradas pelos censores. Ainda assim, eles podem derrubar a conexão. Para evitar isso, o Haystack não apenas usa códigos seguros, mas também disfarça os dados de modo que, para um censor, eles parecem tráfego inócuo, como o acesso a sites de compras, lazer ou do próprio governo.

Depois dos 30 dias em que desenvolveu o Haystack, Heap distribuiu convites a ativistas-chave para testá-lo. “Queria privilegiar os ciberativistas, em detrimento a usuários que queriam o programa apenas para poder baixar música pirata”, disse Heap à revista americana Newsweek. Ironicamente, a lei americana proíbe qualquer exportação para o Irã, mesmo de um software usado para promover a liberdade. Ao perceber a importância do Haystack, o Departamento de Estado americano apressou sua liberação.

Com o apoio do governo americano, Heap fundou o Centro de Pesquisas da Censura, uma ONG que desenvolve programas para driblar a repressão em outros países. Ele apoia um movimento que ganhou mais corpo no último ano, conhecido como hackerativismo. Ele é formado por hackers que se unem em grandes fóruns virtuais para criar novas formas de burlar a censura na internet. Eles desenvolvem seus programas a partir de códigos básicos, aperfeiçoados por voluntários de todo o mundo.

Os hackers contam com o apoio de iranianos como Ali Yavari, de 24 anos, que se mudou há 11 meses para a Suécia, onde cursa um mestrado em redes de computadores. Yavari afirma apoiar toda iniciativa para burlar a censura do governo iraniano na internet. Mas diz que não é uma tarefa fácil. “No Irã, todos os provedores precisam comprar conexão de uma empresa iraniana ligada ao governo”, afirma. “Por isso é muito fácil bloquear o acesso a sites.” Yavari também lembra que não são só informações políticas que sofrem com as sanções do governo iraniano. Ele diz que seria impossível a uma empresa iraniana manter comunicações privadas – sem nenhum fim político – com filiais ou matrizes em outros países. “O governo bloqueia todas as redes privadas”, afirma. “O final dessa história vai ser: restrição, mais restrição e mais restrição.”

É difícil acreditar que os ativistas vençam um governo organizado como o iraniano. Em maio, o Irã anunciou a criação do Comando de Defesa Cibernética, o segundo maior exército de repressão na internet do mundo (atrás apenas dos censores chineses). A esperança dos hackers é que, mesmo diante de um governo bem equipado, a criatividade prevaleça. De sua ONG, na democrática Califórnia, Heap enviou um recado aos regimes repressores em reportagem da Newsweek: “Uma criança travessa vai mostrar a vocês como deve funcionar a internet”.

Revista Época, 30/08/2010, http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI166869-15227,00-ELE+ENGANOU+AHMADINEJAD.html

Desejo sexual feminino: olha como mulher é falsa

Gente, essas mulheres são de uma falsidade impressionante (eu sou mulher, mas sou humilde de reconhecer os defeitos meus e das outras). A gente já sabia que elas fingem orgasmo, fingem amor, fingem que gostam de sexo, fingem que o filho é do marido, agora a gente descobre que, em matéria de sexo, mulher mente até em pesquisa científica. Essa saiu numa reportagem da revista Época, que eu vou reproduzir em baixo. Só pra adiantar um pouquinho:

Existe uma distância entre o que as mulheres manifestam fisicamente e o que elas declaram sentir. As cenas de sexo entre mulheres, por exemplo, foram as que causaram maior excitação física entre as mulheres heterossexuais – mas aparecem em segundo na lista de respostas sobre as imagens mais excitantes.

Gente, será que eu e vocês que estão lendo não sabemos mais o que significa ser lésbica? Pois é, a falsidade feminina daria vontade de rir se não fosse uma coisa muito séria.

Beijos

Abigail Pereira Aranha



O que desperta o desejo sexual feminino

Novos estudos sobre revelam um abismo entre o que as mulheres sentem e o que dizem sentir

Ivan Martins e Francine Lima. Com reportagem de Laura Lopes


Ida Bauer aparece nos textos de Sigmund Freud, o pai da psicanálise, sob o nome fictício de Dora. É uma moça bonita, de 15 anos, perturbada por tosses nervosas e incapacidade ocasional de falar. Chegou ao divã do médico vienense queixando-se de duas coisas: assédio sexual de um amigo da família e indisposição do pai em protegê-la. Freud aceitou os fatos, mas desenvolveu uma interpretação própria sobre eles. O nervosismo e as doenças se explicavam porque a moça se sentia sexualmente atraída pelo molestador, mas reprimia a sensação prazerosa e a transformava, histericamente, em incômodo físico. Como Ida se recusou a aceitar essa versão sobre seus sentimentos, largou o tratamento. Peter Kramer, biógrafo de Freud, diz que os sintomas só diminuíram quando ela enfrentou o pai e o molestador, tempos depois. Freud estava errado; ela, certa. Anos mais tarde, refletindo sobre a experiência, Freud escreveu uma passagem famosa: “A grande questão que nunca foi respondida, e que eu ainda não fui capaz de responder, apesar de 30 anos de pesquisa sobre a alma feminina, é: o que querem as mulheres?”.

Meredith Chivers, uma jovem pesquisadora da Universidade Queen, no Canadá, acredita que pode finalmente responder à pergunta. Sem os preconceitos e a ortodoxia de Freud, e com recursos experimentais que ele não tinha, reuniu 47 mulheres e 44 homens em laboratório e aplicou o mesmo teste a todos eles: viram oito filmes curtos sobre sexo, com temas variados, enquanto seus órgãos genitais eram monitorados por sensores capazes de medir a ereção masculina e a lubrificação feminina. Ao mesmo tempo, Meredith pediu que indicassem, num sensor eletrônico, quanto estavam excitados com cada cena projetada. Essa era a parte subjetiva do teste.

Os resultados foram sensacionais. Meredith descobriu, primeiro, que as mulheres, sejam elas hétero ou homossexuais, se estimulam com uma gama muito variada de cenas. Homem e mulher transando, mulheres transando, homens transando, quase tudo foi capaz de produzir excitação física nas mulheres. Até cenas de coito entre bonobos (os parentes menores e mais dóceis dos chimpanzés) causaram alterações genitais nas voluntárias, embora tenham deixado os homens indiferentes. Qualquer que seja a sua orientação sexual, eles parecem ser mais focados em suas preferências. Homossexuais se excitam predominantemente com cenas de sexo entre homens ou com cenas de masturbação masculina. Heterossexuais se interessam por sexo entre mulheres, sexo entre homens e mulheres e atividades que envolvam o corpo feminino, mesmo as não-sexuais. O estudo sugere que as mulheres são mais flexíveis em sua capacidade de se interessar. Seu universo sexual é mais rico.

A outra surpresa da pesquisa de Meredith, talvez sua descoberta mais importante, foi a constatação de que existe uma distância entre o que as mulheres manifestam fisicamente e o que elas declaram sentir. As cenas de sexo entre mulheres, por exemplo, foram as que causaram maior excitação física entre as mulheres heterossexuais – mas aparecem em segundo na lista de respostas sobre as imagens mais excitantes. Ocorre o mesmo com sexo entre dois homens. Os sensores vaginais mostram ser esse o terceiro tipo de cena que mais excita as mulheres, mas ele aparece na quinta posição nas declarações. O fenômeno de divergência entre corpo e mente não poupa os macacos. Meredith diz que o relato subjetivo das mulheres sobre os bonobos não é coerente com a excitação física que elas demonstram. “O que eu descobri foi que as mulheres ficaram fisicamente excitadas (com os macacos), mas não declararam se sentir dessa forma”, ela disse em entrevista a ÉPOCA. Os homens demonstram um grau de coerência mais elevado entre as medidas objetivas e subjetivas. Eles declaram gostar daquilo que fisicamente os comove, embora também se confundam com escolhas, por assim dizer, difíceis. No instrumento em que registram suas preferências, os homens heterossexuais marcaram as cenas de masturbação femininas como as mais excitantes, vencendo por pouco o sexo entre duas mulheres. Mas os sensores genitais mostraram coisa diferente: a vitória pertence claramente às cenas de sexo entre mulheres. A conclusão é que também entre os homens há uma diferença entre excitação mental e excitação física, mas ela parece ser muito menor do que entre as mulheres.

Revista Época, 03/02/2009, http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI25697-15228,00-O+QUE+DESPERTA+O+DESEJO+SEXUAL+FEMININO.html

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Eleições 2010 - os candidatos que a mídia não mostra

Oi, gente. Dessa vez vamos falar de política. Nessa eleição a maioria do povo vai votar na candidata do Bolsa Família pra presidente e pra deputado e senador vai dar o voto minhoca (no candidato da terra) pra ver se consegue uma obra pra cidade onde mora com dinheiro federal. Mas nem todo mundo no Brasil é besta nem gentinha, e é pra esses que não são que eu estou escrevendo esse texto.

O pessoal mais informado deve saber: não é só o trio de ouro (Dilma, Serra e Marina) que está disputando a presidência. São nove candidatos à presidente da República. Aqui vão os outros seis:



José Maria de Almeida, 16, PSTU

http://www.zemariapresidente.org.br/

http://www.pstu.org.br/

Ivan Pinheiro, 21, PCB

http://ivanpinheiropcb21.net/blog/?page_id=139

http://pcb.org.br/portal/

José Maria Eymael, 27, PSDC

http://eymael27.com.br/propostas/

Levy Fidelix, 28, PRTB

http://levyfidelix.blogspot.com/

http://www.prtb.org.br/

Rui Costa Pimenta, 29, PCO

http://www.pco.org.br/pco/

Plínio Arruda Sampaio, 50, PSOL

http://www.plinio50.com.br/programa-de-governo-psol-plinio-de-arruda-sampaio.html

Eu não vou nem perder tempo discutindo com as bestas que falam que não vão votar em Fulano porque não vai ganhar. Até alguém já sugeriu (não consegui achar de novo) que se trocasse as eleições pelas pesquisas, se é pra gente votar nos primeiros colocados.

E alguém pode falar o que o senador, o deputado estadual e o deputado federal fazem (ou deviam fazer)? Vou falar aqui rapidamente. O Congresso Nacional (Senado mais Câmara de Deputados) cuida do sistema tributário, da arrecadação e da distribuição de rendas e fiscaliza e controla o Poder Executivo. Você pode ver isso na Constituição. O deputado estadual tem funções parecidas com as do deputado federal, só que no nível estadual. Para ver mais, consulte a Constituição do seu estado. A de Minas Gerais, por exemplo, está em http://www.almg.gov.br/index.asp?grupo=legislacao&diretorio=coes&arquivo=constituicao_estadual

Está sem saber em quem votar? Aqui vão algumas páginas legais de candidatos a deputado federal de Minas Gerais:



Alex Lombello Amaral - 2121

http://saojoaodelpueblo-pcb.blogspot.com/2010/08/21-propostas-que-um-deputado-federal.html

http://autocritica-ujc.blogspot.com/2010/07/minha-candidatura-deputado-federal-por.html

Bruno Wanderley - 1555

http://brunowanderley.com.br/

Marcelo Guimarães – 4530

http://marceloguimaraesmg.blogspot.com/

E aqui vai uma página legal de um candidato a senador por Minas Gerais:



Rafael Pimenta - 212

http://www.rafaelpimenta.com.br/

Você está sabendo de um candidato que tem uma boa página na internet onde ele publica as propostas? Ou você é um candidato e quer divulgar a sua página aqui? Deixe um comentário com o endereço. Pode ser candidato de qualquer estado do Brasil. Só espero que o candidato não se incomode com esse blogue que fala de putaria e mal de mulher, hehehehe.

Beijos

Abigail Pereira Aranha

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Essa é pra cambada de idiotas moralistas verem pra que serve filtro de internet

Você já usou um computador que se o endereço da página tem "sexta", a página fecha em nome da moral e dos bons costumes? Você já foi a uma lan house que proíbe acesso a páginas de safadeza? Uma droga, né?


Já seria muito se isso fosse coisa de mulheres de personalidades medíocres que seguraram sexo pra levar o marido pro altar, de vadias hipócritas que engravidaram pra viver de pensão mas pagam de religiosas e de homens que cresceram educados por essas criaturas. Mas não para por aí. Enquanto algumas mulherzinhas histéricas e desgraçadas fazem uma luta contra o sexo para que as jovenzinhas cabeça vazia possam levar o namorado desesperado por sexo pro altar, e alguns homens que são mandados pela mulher querem compensar a falta de moral tentando determinar o que alguém pode ou não ver na internet, eles estão ajudando a criar uma censura. Dá uma olhada nessas matérias.

Contra pornografia, Pequim fecha site de direitos humanos

Pequim (China) - As autoridades chinesas tiraram do ar o site de direitos humanos China Voz do Povo (www.chinavoice.org) como parte de sua mais recente campanha "anti pornográfica", denunciou nesta terça a ONG Chinese Human Rights Defenders (CHRD), em comunicado.

A página foi suspensa em 22 de dezembro, depois do Ministério de Indústria e Tecnologias da Informação considerar que o portal abrigava conteúdos pornográficos.

Segundo CHRD, não é a única página favorável aos direitos humanos que foi cancelada nas campanhas do Governo sob pretexto de abrigar conteúdos pornográficos, mas esta anomalia é frequente.


O gerente do site protestou contra o fechamento e ressaltou que o China Voz do Povo é um lugar registrado legalmente e que com seu fechamento, que pode durar uma semana, o Governo está infringindo direitos garantidos na Constituição como a liberdade de expressão.

Na China estão censuradas as páginas de direitos humanos, as de ativistas tibetanos e uigures, o portal de vídeos YouTube e redes sociais como Facebook e Twitter, porque os canais levam informações com rapidez aos usuários, tornando incontroláveis a distribuição de dados que contradizem à propaganda oficial do regime comunista.

A comunidade de internautas chineses, a maior do mundo com 380 milhões de usuários, não para de crescer, apesar de a China ser um dos países que mais censura no mundo, segundo denunciam anualmente organizações de defesa da liberdade de imprensa como Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Apesar da censura, cada vez são mais os usuários que sabem como driblar e acessar páginas proibidas. Por isso, a rede se transformou no melhor meio de informação do país asiático.

As informações são da EFE

http://odia.terra.com.br/portal/mundo/html/2009/12/contra_pornografia_pequim_fecha_site_de_direitos_humanos_55601.html

http://br-linux.org/2009/contra-pornografia-governo-chines-fecha-site-de-direitos-humanos/

Surpresa! Filtro de pornografia da China tem opiniões políticas


O estranhamente ingênuo projeto de filtro da web Green Dam-Youth Escort – que deverá obrigatoriamente ser incluído em todos os PCs vendidos na China a partir de 1º de julho (e provavelmente foi criado porque um oficial do governo pegou o filho vendo pornografia realmente estranha ou coisa do tipo) – não funciona apenas com seios nus. Como alguns previam, ele será usado também para censurar material politicamente delicado. Nada muito diferente do que o país já faz há anos em server-side. [WSJ]

18:36 - 12 de Junho de 2009

Por John Herrman

http://www.gizmodo.com.br/conteudo/surpresa-filtro-de-pornografia-da-china-tem-opinioes-politicas

Viva a putaria, safadeza, sem-vergonhice com responsabilidade e respeito! Viva a pornografia! Viva o sexo sem casamento! Se é pra censurar a internet, censurar a imprensa, apedrejar adúlteras, prender gente por orgia em nome da moral, vamos ficar com a AIDS que faz menos estragos e mata menos.

Abigail Pereira Aranha

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

“O macho está perdido diante do avanço da fêmea”, essa é boa

Gente, o Xico Sá, daquele texto "Os quereres das nossas costelas" está fazendo um concurso. As mulheres que fizerem as cinco melhores frases sobre o tema "o macho está perdido diante do avanço da fêmea" ganham um exemplar autografado do novo livro dele. É claro que alguns homens não estão gostando do avanço das mulheres, porque elas avançam como um exército num país inimigo, e o povo inimigo são os homens. E isso é lindo, quem já perdeu vaga de emprego só porque a empresa queria mulher sabe do que eu estou falando.

Quem leu o texto viu como o cara é um miguxo capacho, quase amigo bicha. Quem quiser mandar a real pro cara, o pessoal do Yahoo modera os comentários e deve apagar. Então, quem quiser descarregar a raiva, pode vir aqui mesmo e deixar um comentário. E as mocinhas que visitam aqui e não gostam do que a gente escreve, podem entrar no concurso.

Beijos

Abigail Pereira Aranha

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