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sábado, 17 de outubro de 2026

O Brasil e as palavras que tentam chegar ao poder: o que está por trás da cartilha do PT pra virar voto na eleição de 2026

Abigail Pereira Aranha

1) O tribalismo do universo verbal-emocional do brasileiro comum

Para uma pessoa analfabeta ou semianalfabeta como o brasileiro típico, o seu próprio universo verbal ou emocional tem vida própria com certa independência da realidade. E o desprezo pela inteligência, o ódio à realidade ou apenas a preguiça intelectual levam ao semianalfabetismo ou mesmo ao analfabetismo. Para o semianalfabeto, que também tem baixa inteligência emocional, a linguagem serve essencialmente para expressar ou induzir emoções, e também para reconhecimento tribal. Para o semianalfabeto, é atípico que a linguagem humana seja sobre a realidade em vez de para ela ou mesmo contra ela.

Também vem do analfabetismo a frase "as palavras têm poder". O único poder que as palavras têm é o poder de descrição entre pessoas que conhecem o idioma, e, com ele, o poder de transmissão de ideias e de dados sobre o mundo real (ou mesmo sobre um mundo abstrato das ciências puras). Determinar os acontecimentos do mundo físico pelo universo verbal, ou tentar isso, é manipulação sociopolítica ou bruxaria, e bruxaria é analfabetismo aplicado.

Mas isso não significa que o semianalfabeto, mesmo confundindo o próprio universo verbal-emocional com o mundo real em si, não tenha uma visão clara, mesmo errada, sobre qualquer aspecto do mundo real externo. Mas também não estou dizendo que esta visão seja dele mesmo. E digo mais: desconhecer a razão de existir da linguagem humana, desprezar a verdade especialmente sobre si mesmo e estar despreparado contra manipulação psicológica abre o caminho da mente deste semianalfabeto e de uma comunidade inteira como ele para as ideias e a forma mental criadas por qualquer pequeno grupo que tenha organização e recursos. Pode ser o grupo que molda a cultura geral, e pode não ser uma organização secreta maligna; mas pode ser o exato contrário. Curiosamente, naquilo que é individual do semianalfabeto, a visão errada ou manipulada não é substancialmente diferente da de outro semianalfabeto da mesma comunidade.

Vou introduzir uma lista de erros que o brasileiro típico, histérico e semianalfabeto, comete sem a referência do mundo externo e sem a integridade da própria linguagem. Aliás, eu já posso induzir a manifestação de pelo menos três erros dizendo "brasileiro típico, histérico e semianalfabeto". O primeiro é a resistência ao crescimento que pode começar com o encontro com a verdade. O segundo é a confusão do universo verbal-emocional subjetivo com o mundo real em si (me refiro ao universo verbal-emocional da própria pessoa, porque essa mesma pessoa recebe a fala de outra pessoa com raciocínio humano como o contrário, como opinião ou sentimento pessoal). O terceiro é a convivência paradoxal da consciência da própria mediocridade e da inversão delirante desta autoconsciência, a colocação de si próprio como centro do universo, como referência, como régua e como assunto de Deus e o mundo (e não digo "Deus" como figura de linguagem). Agora sim vou àquela lista (esta primeira fica como bônus). O primeiro da lista: o semianalfabeto (ou brasileiro típico) se guia pela sonoridade em vez de pelos significados. Por isso pessoas com o conhecimento básico do assunto, qualquer conversa sobre qualquer assunto de gente grande, precisam perder tempo explicando a ele ou a outros interlocutores a diferença enorme entre um termo que foi usado e outro termo foneticamente semelhante; ou, quando se refere a uma obra de manipulação intencional (por uma inteligência externa), a diferença entre o significado de um termo e uma outra coisa a que foi dado o mesmo termo. Dentro deste caso, acontece também o contrário: o semianalfabeto não reconhece a similaridade ou até igualdade entre dois elementos da realidade que ganharam nomes que nem se parecem. Um exemplo pra entender: você nunca viu uma pessoa receber 4 doses de vacina contra sarampo ou tuberculose em um ano e ter ataque de síndrome do pânico porque uma pessoa saudável meramente chegou perto dela, como nós vimos (literalmente, eu já vi) no caso da assim chamada vacina da gripe chinesa; ao mesmo tempo, essa mesma pessoa vai se impressionar quando me vir chamando a CoViD-19 de "gripe chinesa", mesmo que ela própria não saiba a diferença entre esta e a gripe comum. Saindo um pouco deste item, aquela pessoa pode mencionar as 700.000 mortes da pandemia no Brasil que incluem gripe comum, pneumonia comum, dengue, apendicite, AVC e outras causas de morte. Falar "pandemia" já é atestado de analfabetismo, expliquei muito rapidamente por quê. Aquela pessoa que não sabe disso que eu mencionei aqui rapidamente não é apenas desinformada (desinformação é o que hoje é chamado oficialmente de "fake news"), tem um certo grau de analfabetismo, porque tem uma falha da associação da linguagem com a realidade.

Segundo item da lista: o emocionalismo irracional como superioridade ética. Aqui voltamos àquele exemplo que eu citei, que saiu do primeiro item. E este emocionalismo irracional não é de origem individual, mesmo que o universo emocional do semianalfabeto tenha vida própria; é algo induzido, e esta indução dá até uma uniformidade a milhões de semianalfabetos. Por exemplo, no caso específico deste exemplo, as 700.000 mortes da suposta pandemia são atribuídas ao então presidente a que as pessoas que falam já se opunham antes, Jair Bolsonaro, e estas pessoas foram defensoras do #StayHome no Brasil. Mas isso não é coisa nova nem coisa do Brasil: antes da criação da escola pública, os analfabetos da Europa eram notoriamente isolados da realidade e podiam aplicar pena de morte a uma mulher que teve um sexo prazeroso com um homem (às vezes o próprio marido) porque eles associavam isso a um castigo divino (ou algo entendido como tal) ou às imagens aterrorizantes do Inferno. Ainda tentaram induzir a mesma onda no mundo decente do século XXI, aqui juntando os restos da Igreja Romana com o movimento comunista internacional, associando a heterossexualidade masculina a redes de exploração de mulheres, mudanças na estrutura cerebral provocadas pela pornografia, abuso sexual de crianças e até tiroteios em escolas.

Terceiro item da lista: a interação com uma realidade virtual. Uma tribo ter uma fala essencialmente para dentro de si mesma não significa que esta não tenha uma visão sobre as pessoas de fora. Ah, e onde eu usei ou vou usar o termo "tribo" nesta exposição, eu não me refiro a um grupo isolado geograficamente, eu me refiro ao fechamento mental de pessoas da nossa comunidade (sim, eu sei que você não mora em favela). Às vezes, um membro ou um líder da tribo produz uma peça de reafirmação do pensamento tribal para consumo interno como se fosse uma peça voltada ao público externo, às vezes até para a tribo inimiga. Quais as diferenças entre uma peça de histeria sectária e uma peça realmente feita pra alguém de fora do grupo que pensa diferente? Uma delas: uma peça de histeria tribal se baseia no pensamento tribal, uma peça de um membro da tribo para fora da tribo se baseia em ideias ou dados conhecidos pelo público-alvo. Explicando melhor: uma obra de um membro de uma tribo feita para fora da tribo tem base no conhecimento real do exterior da tribo. Outra: uma obra de dentro para fora da tribo se torna ou tenta se tornar conhecida fora da tribo por um trabalho externo que possibilita isso, combinando meios efetivos e a ação. Quem se delicia com a pregação pra convertido é o semianalfabeto.

2) O exemplo da cartilha do PT

Mal aconteceu o primeiro turno da eleição presidencial de 2026, o PT já tinha uma cartilha, em formato PDF, pros militantes convencerem outros eleitores a votarem no Lula no segundo turno. O primeiro turno foi no dia 04 de outubro, no dia 07 já havia uma cópia desta cartilha com atalho em uma notícia do Poder360[1]. Vou deixar o texto da cartilha no apêndice.

A produção e a divulgação da peça foram muito rápidas pra quem tinha pesquisas eleitorais dizendo que estaria em primeiro lugar no primeiro turno. Mas nem entro nesta questão aqui. E os argumentos contra o adversário, como você já viu lá ou vai ver comigo aqui, são falácias, calúnias e difamações já refutadas nos canais da "extrema direita". É também por isso que eu não vou abordar nenhuma delas. O ponto a que eu chamo a sua atenção é o que chamou a minha mais do que as mentiras: a estrutura mental que eu descrevi há pouco e que está por trás da estrutura do documento.

A obra não é um "vira-voto", é claramente, para uma pessoa do povo de verdade, uma repetição interna do pensamento tribal da tribo petralha, não a tribo petista. O petralha é o que defende os vícios do eixo do PT. O petista pode votar no Lula por pensar que ele foi um bom presidente (sim, ainda existe gente honesta que cai nisso), o petralha quer quantos mandatos de Lula e seus sucessores forem possíveis pra não perder o Bolsa Família, ou pra poder denunciar um homem sem provas só por ser mulher, ou pra ter aumento no salário de funcionário público (talvez com algumas vantagens lícitas e ilícitas a mais). Até a pessoa intelectualmente medíocre do povo brasileiro de verdade já percebeu que é diferente da militância petralha, mesmo que também vote no PT; até o vocabulário tem umas palavras esquisitas. A faxineira parda, mesmo que receba algum benefício social e vote no PT, não fala "genocídio da juventude negra", "transfobia" ou "sororidade" (sério, já vi uma mulher do povo de verdade enrolar a língua tentando falar esta palavra); talvez fale "feminicídio" porque o termo foi enxertado na imprensa e no meio jurídico.

E aí eu entro num outro problema que é uma peculiaridade da tribo da esquerda: como resultado da natureza da ideologia e do sucesso do movimento, a tribo fez ocupações no que seria a vida normal geral. Imprensa velha, escolas, universidades, empresas privadas e até algumas igrejas foram ocupadas pela militância comunista. Assim, a pessoa da tribo da esquerda não percebe o próprio tribalismo (que hoje chamamos de "bolha"), e pode dizer "não é conversa de esquerdista, passou na Globo", ou "não é coisa da minha cabeça, é o que os estudos dizem". Foi assim que quando essa tribo pensou que ia eleger a Manuela d'Ávila presidente do Brasil, elegeu o Jair Bolsonaro; e agora está lutando para que o filho, o Flávio, não seja eleito também para a presidência. Como disse o então vice-presidente General Hamilton Mourão, comentando um escândalo petralha em 2019 contra o então senador e filho do então titular Flávio Bolsonaro, se o sobrenome dele fosse Silva, ninguém falaria dele[2]. A tribo petralha está atordoada desde 2018. "Como pode uma mulher negra pobre votar no Bolsonaro?".

3) Pra encerrar

Ei, lésbica feia da atitude mais feia ainda, vamos ver se você consegue converter mais votos nulos pro Lula do que eu pro Flávio? Eu já estou na rua mostrando o que eu tenho de poder de convencimento.

Piadinha: Abigail Pereira Aranha na campanha de apoio a Flávio Bolsonaro 2026 com adesivo nos peitos, pelo bem do Brasil

Eu estou aqui fazendo uma piadinha, com uma estratégia eleitoral que a lei de Deus e as leis dos homens não permitem, mas sem sair do assunto principal que é a "bolha" de pensamento. Sim, os esquerdistas podem apontar "bolhas ideológicas" na direita e no meio cristão conservador. No caso da piadinha, uma coisa eu sei do público geral: os homens gostam dos meus peitos e da minha bunda, os que não conhecem vão gostar se conhecerem, e existe uma certa reciprocidade da minha parte. Outra coisa que eu sei: os homens sabem que as mulheres do outro lado político-ideológico não têm o que eu tenho de bom pra oferecer. Bom, não é só isso que você está pensando, e isso elas até têm (a maioria), mas elas acreditam que oferecer isso é opressão do patriarcado. Ah, uma coisa que você pode não estar pensando que elas também pensam que é opressão do patriarcado: ser uma pessoa agradável que pode oferecer uma boa convivência e até uma presença boa para um homem bom do povo de verdade.

A esquerda atual não está apenas afastada do povo que diz representar, e envolvida em uma trama internacional que é até mesmo antipovo; a esquerda atual está notoriamente divorciada do cotidiano do cidadão honesto, notoriamente para este cidadão honesto e até para pessoas mais atentas da própria esquerda. Ao mesmo tempo, a linguagem usada por quase toda a população, inclusive a parte mais culta, quase não tem capacidade para ir além do cotidiano conhecido de trabalhadores com poucas expectativas da vida ou das ideias e das emoções de uma pequena comunidade um tanto pré-definida. Então, nós temos a maioria da população dividida entre os que elegem a esquerda por benefícios famélicos pagos com dinheiro público e esta esquerda eleita e seus camaradas que se não vivem de dinheiro público (às vezes ganho com atividades produtivas honestas), vivem de outro benefício da máquina esquerdista. Um dia, o bem e o normal começaram a fazer falta, mas o caminho da normalização do normal é imperativo e possível. Falando nisso, você não viu como anormal ou como algo que não é do seu estilo uma mulher gostar de trazer alegrias pros homens, certo?

NOTAS E REFERÊNCIAS

[1] https://static.poder360.com.br/uploads/2026/10/como-vencer-2turno-lula-7out26.pdf, em "Como vencer Lula ou Flávio? Material não oficial circula nas redes". Poder360, 07 de outubro de 2026. https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/como-vencer-lula-ou-flavio-material-nao-oficial-circula-nas-redes

[2] "'O problema é o sobrenome', diz Mourão sobre caso Flávio Bolsonaro". Poder360, 22 de janeiro de 2019. https://www.poder360.com.br/governo/o-problema-e-o-sobrenome-diz-mourao-sobre-caso-flavio-bolsonaro

Apêndice

"Como vencer o 2º turno: Versão estendida". Disponível em https://static.poder360.com.br/uploads/2026/10/como-vencer-2turno-lula-7out26.pdf

Como vencer o 2º turno

Versão estendida

Se você quer que o Flávio Bolsonaro não ganhe, faça as 2 coisas a seguir

Um guia prático para ganharmos as eleições com base em muita pesquisa

Agora a disputa é por cada voto e, para isso, cada conversa importa.

Precisamos entender este novo momento, acompanhar como o eleitorado está se reorganizando e recalibrar nossa estratégia para esta etapa da eleição.

1. Entender o contexto do 2º turno

2. Ganhar votos para o Lula

3. Desmobilizar votos para o Flávio

1 Contexto

O resultado do 1o turno não pode nos imobilizar. Temos 3 semanas para virar esse jogo.

Foram 2.224.965 votos de diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula.

No 1o turno, 33,4 milhões de brasileiros ficaram em casa. E 9,4 milhões de brasileiros escolheram outros candidatos e podem não apoiar Flávio Bolsonaro no 2o turno.

Temos que ganhar votos para o Lula dessas pessoas e desmobilizar votos do Flávio

Cada um desses grupos exige uma abordagem diferente:

Quem pode se abster

O que precisamos fazer: MOBILIZAR

Entre eleitores que já demonstram preferência por Lula, o desafio é mobilizar: reforçar motivação, reduzir barreiras e transformar intenção de voto em comparecimento às urnas.

Aqui, dois públicos merecem atenção especial:

• Pessoas com 70 anos ou mais

• Beneficiários de programas sociais

Quem votou na terceira via

O que precisamos fazer: DESMOBILIZAR

Para o eleitor que não gosta do Lula, mas não votou no Flávio, o desafio é apresentar argumentos sobre o Flávio que os levem a votar branco, nulo ou simplesmente não comparecer.

Para chegar nessas pessoas, pense especialmente em:

• Pessoas que você sabe que votaram em Caiado, Cury, Renan ou Zema

• Eleitores antipetistas ou descrentes com a política que não parecem estar no campo bolsonarista

Se você quer que um Bolsonaro não volte ao poder, faça as 2 coisas a seguir

2 Ganhe votos para o Lula

Um dos desafios desta eleição é a abstenção.

Há pessoas que gostam do Lula e poderiam participar do segundo turno, mas estão desanimadas, não acreditam que seu voto faça diferença ou enfrentam dificuldades práticas para chegar às urnas.

Dois públicos merecem atenção especial:

PESSOAS COM 70 ANOS OU MAIS

O Brasil tem mais de 17 milhões de eleitores com 70 anos ou mais, para quem o voto é facultativo. Em 2022, mais da metade desse eleitorado não compareceu às urnas.

Comece pela sua rede: pais, avós, tios, vizinhos ou conhecidos. Pergunte se pretendem votar, escute os motivos caso estejam pensando em não ir e ajude a resolver eventuais dificuldades práticas para chegar às urnas.

Assuntos que podem aparecer nessa conversa:

Diga para elas que o voto 70+ pode decidir essas eleições. São mais de 8 milhões de 70+ que não votaram em 2022, numa eleição decidida por 2 milhões de votos. Se elas se mobilizarem, podem garantir que o Lula ganhe.

Diga que o Bolsonaro desmontou o Farmácia Popular, que foi resgatado pelo Lula. Além disso, o Lula voltou a reajustar o salário mínimo acima da inflação, impactando positivamente nas aposentadorias.

Relembre como foi o governo Bolsonaro, especialmente a fase da pandemia. Lembre do atraso das vacinas e incentivo a tratamentos ineficazes. E relembre que os idosos foram as principais vítimas do descaso do Bolsonaro com a Covid.

Se essa pessoa quiser votar no Lula, ajude no que for prático:

Consultar o local de votação, separar o documento, planejar o deslocamento, acompanhá-la ou encontrar companhia para ela ir votar.

Beneficiários de programas sociais

Para quem enfrenta dificuldades econômicas no dia a dia, a eleição pode competir com uma série de outras preocupações e necessidades.

Comece também pelas pessoas que você conhece.

Assuntos que podem aparecer nessa conversa:

A vida dessas pessoas é muito difícil, então reconheça isso e não tente falar para elas que está tudo bem.

Converse com elas sobre os benefícios a que elas têm acesso, e como eles são importantes para a vida dela.

Muitas pessoas dizem que as beneficiárias “votam errado”. Reconheça que ela entende da vida dela e sabe o que é melhor pra ela.

Pergunte se elas acreditam que o Flávio Bolsonaro entende a situação de vida delas e de fato vai defender esses programas.

Lembre quanto o Lula defende e expande esses programas, e como essas pessoas e suas famílias já se beneficiaram disso.

Além da conversa, ajude a eliminar barreiras práticas: local de votação, documentos, horário e planejamento para chegar às urnas.

Pautas que deveriam estar constantemente em nossos conteúdos & falas

Para contrastar com o bolsonarismo, devemos focar a artilharia em pautas de alto consenso popular e mostrar as diferenças de visão entre Lula e Flávio Bolsonaro sobre esses temas.

Não estamos falando apenas de medo do retrocesso.

O PONTO CENTRAL SÃO AS AMEAÇAS AOS NOSSOS PROJETOS DE FUTURO.

FIM DA ESCALA 6X1

Essa pauta tem 71% de aprovação popular, escancarando a omissão de Flávio e da direita sobre o tema.

Ela foi abraçada pelo presidente Lula, que segue dependendo do Senado para que seja finalmente aprovada. Porém, Flávio articula nos bastidores para adiar a votação.

PROTEÇÃO ÀS FAMÍLIAS

Do ECA Digital ao Pacote Antifeminicídio, o governo Lula tem atuado com força nesses temas.

Enquanto isso, o grupo político dos Bolsonaro atua para dificultar medidas importantes, como a própria Lei do Feminicídio e regulação das redes.

BETS

Lula acabou com as bets no Brasil por meio de uma medida provisória.

Flávio é a favor das bets e até mesmo de cassinos. Ele pode autorizar a volta das bets ao Brasil e permitir a instalação de cassinos.

3 Desmobilize votos para o Flávio

Quem votou na terceira via não gosta do Lula nem do Flávio, e dificilmente vai passar a gostar do Lula. Não gaste energia tentando convertê-lo.

O objetivo é que o Flávio deixe de parecer uma alternativa aceitável. Quanto mais essa pessoa olha para o Flávio, pior ele fica – então fale do Flávio, não do Lula.

Essa pessoa não gosta de política e foge de militante: de quem lacra, aterroriza, ou idolatra político. Reconheça que a terceira via é legítima e que a polarização faz mal ao país. Depois, apresente fatos sobre o Flávio e faça perguntas. Deixe que ela chegue sozinha à conclusão.

Segundo pesquisas, os 3 ataques que melhor funcionam contra o Flávio são:

Ele nunca entregou nada. Puxe conversa falando o seguinte: Flávio tem quase 30 anos de atuação como deputado e senador. Você sabe dizer uma coisa relevante que ele fez pelo país? Ele chegou até aqui por mérito próprio ou por ser filho do pai? Se não fez nada até hoje, vai fazer agora?

Para aprofundar a conversa com exemplos concretos:

Aos 20 anos, Flávio teve seu primeiro cargo público com um emprego em tempo integral em Brasília – mas na época ele morava no Rio de Janeiro, onde estudava direito e fazia estágio num escritório de advocacia. Como ele podia estar em dois lugares ao mesmo tempo?

Em 8 anos como senador, Flávio não teve nenhuma proposta própria que virou lei. Tantos debates aconteceram nos últimos anos, você se lembra de alguma ideia que ele apresentou que virou uma lei?

Flávio não tem mérito próprio, só se tornou candidato porque o pai é ex-presidente. Ele tem capacidade para ser algo além de filho do pai dele?

Flávio ocupa cargos eletivos há mais de duas décadas, vive de dinheiro público e ninguém consegue dizer algo de relevante que entregou para o Brasil – o que ele fez, durante todo esse tempo, que teve impacto na sua vida?

Ele vai entregar o Brasil para o Trump. Puxe conversa falando o seguinte: O Trump taxou produtos brasileiros, ameaçou o Pix e disse que quer nossos recursos naturais. Você já viu o Flávio defender o Brasil do Trump? Dá pra contar com ele para defender os nossos interesses?

Para aprofundar a conversa com exemplos concretos:

Trump criticou o Pix, Eduardo Bolsonaro defendeu a ideia de trocá-lo por um sistema de pagamentos americano e Flávio não falou nada. Com Flávio, será que o Pix está seguro?

Ano passado, Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, e Flávio disse que o Brasil deveria aceitar a tarifa em vez de reagir e defender os brasileiros com a Lei da Reciprocidade. Com Flávio teremos mais impostos se Trump quiser?

Ao encontrar Trump nos Estados Unidos, Flávio colocou uma grande riqueza nossa na conversa: ofereceu nossos minerais estratégicos e terras raras, desejados por empresas americanas. Ele vai dar nossas riquezas para os Estados Unidos?

Flávio Bolsonaro coloca as relações com Donald Trump e os Estados Unidos acima dos interesses do Brasil e dos brasileiros. Ele é capaz de fazer frente ao Trump para defender o Brasil?

Ele não é confiável. Puxe conversa falando o seguinte: Flávio disse que não conhecia o Vorcaro, mas depois vazou um áudio em que chama o banqueiro de "irmãozão" e pede dinheiro. Dá pra acreditar no que ele fala? Você já reparou com quem mais ele anda?

Para aprofundar a conversa com exemplos concretos:

Flávio Bolsonaro pediu R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro para supostamente financiar o filme de seu pai. Como pode um filme custar tanto, mais caro do que filmes brasileiros premiados no Oscar? E para onde foi esse dinheiro?

Flávio Bolsonaro homenageou, com uma medalha de honra, Adriano da Nóbrega, líder do maior grupo de matadores de aluguel do Rio de Janeiro. Qual a relação de Flávio com esses matadores? Por que ele quis homenagear um matador famoso?

Flávio Bolsonaro garantiu que escolheria uma mulher para ser sua candidata a vice. No fim, ele escolheu o deputado Alfredo Gaspar, que tem uma acusação de estupro de vulnerável contra si. Por que ele não conseguiu achar uma mulher para ser sua vice? Por que escolher alguém com um currículo tão problemático?

Flávio Bolsonaro enviou R$ 200 mil em emendas parlamentares para um miliciano condenado pela morte da vereadora Marielle Franco. Qual é a relação dele com as milícias?

Lembre-se, em vez de fazer acusações agressivas ou tentar impor seu ponto de vista, levante perguntas:

Em vez de falar...

"Ele é mentiroso"

Pergunte...

"Dá pra confiar no que ele fala?"

Em vez de falar...

"Ele é miliciano"

Pergunte...

"Você já viu com quem ele anda?"

Em vez de falar...

"Ele é incompetente"

Pergunte...

"Você lembra de alguma coisa que ele fez?"

Em vez de falar...

"Ele é capacho do Trump"

Pergunte...

"Você já viu ele defender o Brasil dos ataques do Trump?"

Para achar essas pessoas, poste nos stories ou no status:

Ainda não decidiu seu voto no 2o turno?

Responde aqui, quero conversar com você.

O que propomos aqui está ao seu alcance:

Comece pela sua própria rede: parentes, amigos, colegas, vizinhos, gente com quem você não fala há algum tempo.

Priorize conversas de verdade: ao vivo ou por telefone. Mensagem encaminhada não convence ninguém.

Vá de coração aberto: escute e acolha o que a pessoa tem a dizer e não tente ganhar a discussão.

Use sua influência: se você é uma pessoa pública, comece a se posicionar desde já.

Faltam poucos dias para o segundo turno.

Agora é eu, você, e Nossa Senhora.

Texto original em português sem vídeos de putaria no A Vez das Mulheres de Verdade: "O Brasil e as palavras que tentam chegar ao poder: o que está por trás da cartilha do PT pra virar voto na eleição de 2026", https://avezdasmulheres.blogspot.com/2026/10/o-brasil-e-as-palavras-que-tentam.html
Texto original em português com vídeos de putaria no A Vez dos Homens que Prestam: "O Brasil e as palavras que tentam chegar ao poder: o que está por trás da cartilha do PT pra virar voto na eleição de 2026", https://avezdoshomens.blogspot.com/2026/10/o-brasil-e-as-palavras-que-tentam.html

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E-mail: saindodalinha2@gmail.com

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