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terça-feira, 19 de agosto de 2008

Fulano não pega ninguém? Onde está o problema?

Abigail Pereira Aranha
O "come-ninguém" é desprezado pela maioria das mulheres e por alguns homens. "Ele deve ser virgem": o que é uma "virtude" para a mulher é uma vergonha para o homem. Mas será que ele é tão feio, desinteressante, ruim de papo, tímido? Ou será que isso não é o verdadeiro problema?
O "pegador" está sempre "pegando" uma "gostosa" atrás da outra. Tem histórias espetaculares pra contar, tem um desempenho sexual extraordinário, conta como o "currículo" dele é grande. Ele nunca pegou mulher reprimida, até as donamarias mais frescas fazem coisas do arco da velha na cama, que quem olha pra elas nem desconfia. Mas da forma como ele fala das suas aventuras, parece que ele transa com uma mulher como quem come comida estragada achada no lixo. Para ele, o homem tem duas opções: tratar as "vagabundas" com evidente desprezo e, desta forma, conseguir "comer" algumas ou tratar as mulheres com respeito e ser o grande amigo que é como irmão na melhor das hipóteses e um capacho na pior. E o pior é que essa visão tem algo de experiência prática.
Um homem não consegue transar com a grande maioria das mulheres por um grande motivo: não é casado com elas. Algumas mulheres até falam de o que seria um homem bom de cama. Mas o "tigrão" que é casado com a Maria não interessa nem um pouco à Joana. Por que? Porque quase todas as mulheres só sabem transar dentro do relacionamento estável, achando que isso é uma grande qualidade. Não interessa se o homem é lindo, gostoso, tem um belo pau e é ótimo na cama.
E muitas "gostosas" não dão pra quem não tem um belo carro ou não der alguma coisa em troca. O faxineiro lindo, gostoso, gentil, bem-dotado e ótimo de cama é um come-ninguém. O chefe barrigudo, pau pequeno, que goza rápido é um garanhão, e transa com a colega gostosa do faxineiro gostoso, aquela que não dá pra ele de jeito nenhum.
O homem quer uma gostosa pra contar depois pros amigos que pegou uma gostosa, e a gostosa tem uma buceta de ouro, dá nessa porcaria que a gente vê por aí, de homem besta rastejando por mulher cretina que não dá pra ele e ainda se acha só porque está perto dela tentando alguma coisa.
E a quem as mulheres querem enganar? Com raras exceções, mulher não gosta de sexo. Quando transa com o marido três vezes por semana pra sustentar o casamento, acha um sacrifício. E a mulher que é uma moralista com horror a sexo sem casamento ou uma piranha que só dá pra conseguir alguma coisa quer jogar no homem a culpa de não conseguir transar com ela, e os contadores de estórias sexuais vêm engrossar o coro.
O come-ninguém é pior como pessoa que o machão alcoólatra que agride a esposa física, verbal e moralmente e tem não só a ela como a uma amante bem mais nova? É mais feio que o executivo de pau pequeno que sai com as mulheres mais atraentes? É mais ruim de papo que o bandido que faz sucesso com as mulheres? Nem sempre. Então, é uma bela hipocrisia condenar o homem que não consegue conquistar a maioria das mulheres como se para isso fosse importante uma coleção de virtudes éticas, uma boa aparência física, um bom trato com as pessoas e um bom desempenho sexual.
Se os homens se afirmam pelo sexo, as mulheres se afirmam pela falta dele. O homem vê o sexo como prazer, a mulher como um meio para segurar um homem, conseguir algo dele ou se reproduzir. É por isto que existe o come-ninguém. E o "pegador", com suas "estórias de comedor", que muitas vezes também é um come-ninguém (ou um ruim de cama) mas não quer passar vergonha na mesa de boteco.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Papai, aquele moço quer me comer

Abigail Pereira Aranha
Está certo que tem muito homem babaca e muita cantada ruim. Mas já viu quanta mulher parece que tem alergia a homem? Um homem olha um pouco, ela fecha a cara. Um homem cumprimenta, ela fecha a cara. Um homem puxa papo, não dá seqüência. Se é comprometida, é a primeira coisa que ela fala. E por quê? Ele está dando em cima, ela pensa. E às vezes nem passa pela cabeça dele transar com ela (meninas, homem não pensa em sexo 24 horas por dia).
E o engraçado é que essas madames fazem de tudo pra serem desejadas. O decote é por causa do calor? Sei. O shortinho é por causa do calor também? Tá bom. A magreza é pra cuidar da saúde. Tá certo. Depois elas reclamam que os homens não têm respeito por elas.
Se ela está sozinha, não pode dar bola pra qualquer um, se está comprometida se fecha pro mundo. Não que deva dar bola pra todos, mas será que a senhorita só acha homem ruim e feio? Antes o pai mal deixava a filha sair de casa, se saía pra se divertir tinha hora pra voltar e saía com um irmão. Até hoje tem família assim, mas agora as próprias mulheres são machistas e acham que têm obrigação de ser a mulher direita de antigamente. Se transa com o namorado é muito e se tem amigo homem é bicha. E as babacas acham o máximo não deixar um homem nem dar um oi sem receber uma cara fechada ou uma patada.
Esse negócio de mulher afastar homem também tem aquela coisa da arrogância e da falta de educação. Quem é esse homem pra falar comigo? Quem é esse homem pra olhar muito pra mim? Ele tem que ficar olhando a minha gostosura de longe. Como ela é linda, gostosa, maravilhosa, não vai desperdiçar conversa nem educação com qualquer homem. A buceta então vale o peso da senhorita em ouro. Tem mulher que acha o máximo ser grossa com homem.
Mas sabe qual é o problema? É que as mulheres não têm coragem de gostar de sexo, fora uma ou outra. E se o homem quer mesmo sexo, qual o problema? Ele é feio e barrigudo? Não conheço um homem assim solteiro, mas sei de gatinho que levou fora. Ele é broxa? Como é que ela sabe? Ele vai contar pra todo mundo depois? Se você impõe respeito logo no começo, um cara assim sai fora. Mas se o homem é bonito, é gostoso, é inteligente, tem respeito e agradou, por que não dar?
Mas mesmo se não tiver sexo, não custa ser educada e estar aberta pra outras pessoas. Se dá pra ter uma boa conversa com um homem, curta. Se dá pra fazer uma boa amizade, é ótimo. Se não vai prestar, corta, mas não pelo prazer de ser estúpida.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Aparência é pouco, o importante é atitude

A Sabrina tem 19 anos, tem seios grandes e uma bunda grande e adora uma roupa curta. Mas ela é muito alienada, e pra algumas coisas ela é bem antiga. Pra ela, mulher só deve transar com o marido. E os homens que olham pra ela achando que ela é liberada e topa tudo, coitados. Já teve homem que tentou dar cantada nela e até apanhar dela apanhou. Toda vez que um homem olha muito pra ela, ela logo diz que é noiva. Homem não consegue chegar perto dela. Ela não conversa com homem. Os três amigos homens dela são bichas. Acredita que ela ainda é virgem e quer se casar virgem? Ela é até evangélica, não aquela evangélica mas é.

O Jacques tem 18 anos, tem um cabelo arrepiado e é bem estilo heavy metal. Detesta ler, detesta estudar. Mal lê os livros da escola, aliás ele é um péssimo aluno. Ele gosta mesmo é de ouvir heavy metal e andar com a turminha dele, que são outros esquisitos. Ele é muito, mas muito sem idéias.

O Robson tem 35 anos, é cheio de tatuagens e tem piercing na sobrancelha. Das tatuagens dele, uma tem uma caveira horrorosa. Mas o rapaz é mais moralista que muito crente. Ele tem um ciúme da filha dele de 12 anos que dá medo. Ele parece um cão de guarda.

Enquanto a mocinha que anda de blusa decotada e shortinho tiver aquelas velhas idéias repressoras sobre sexo e mal transar com um homem só, tudo bem. Enquanto o grupinho de jovens tatuados só ouvir música ruim e usar drogas, tudo bem. Enquanto os jovens que usam roupa preta detestarem política e aproveitarem o quanto podem na casa do papai e da mamãe até irem procurar emprego com um visual de gente normal, tudo bem. Tudo bem que eu digo é que tudo continua como está. O mundo dos caretas continua.

Quem tem boas idéias e atitudes pra mudar se mostra por elas. Quem não tem muito o que mostrar, apela pra aparência.

Está certo que a aparência pode mostrar uma série de coisas pra quem sabe ver, mas quem não tem muito o que mostrar acaba forçando, sendo artificial.

Rebeldia sem causa e sem conteúdo é coisa de mané. Abaixo toda rebeldia que não contesta nada, que não luta por nada, que não constrói nada. Abaixo toda rebeldia sem rumo. Abaixo toda rebeldia que não traz mudança.

Abigail Pereira Aranha

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Eu sou mulher sem ser alienada, falsa, fútil, antipática e reprimida

Abigail Pereira Aranha
Eu sou mulher e nunca fui estúpida com ninguém.
Eu sou mulher e nunca desprezei quem me tratou bem.
Eu sou mulher e nunca descontei problema e TPM em quem apareceu na minha frente.
Eu sou mulher e cuido da minha aparência, mas não mexo no meu cabelo, não uso maquiagem e detesto conversa sobre chapinha, batom, esmalte e coisas do gênero.
Eu sou mulher e cuido da minha alimentação, mas detesto conversa sobre dieta para emagrecer.
Eu sou mulher e apesar de a Natureza me ter dado mais peito e bunda, eu não saio por aí com uma roupa de puta, e mesmo sem mostrar o corpo que eu tenho com 17 anos eu sou mais querida pelo que eu sou e transo com mais gatinhos que as reprimidas que saem por aí com uma roupa de puta.
Eu sou mulher e nunca tive aquela coisa de ter 10 pares de sapatos e um guarda-roupa cheio de roupas que eu usei a metade uma ou duas vezes.
Eu sou mulher e sempre que eu tinha que falar de uma pessoa eu nunca falava uma coisa com ela e outra bem diferente com outra pessoa.
Eu sou mulher e sempre que eu tinha que falar algo de alguém eu procurava falar com a pessoa e sem perder o respeito.
Eu sou mulher e detesto conversar sobre a vida dos outros, a não ser que acrescente à vida de quem conversa.
Eu sou mulher e consigo falar de política ou algum outro assunto importante sem parecer uma lésbica metida a sabichona.
Eu sou mulher e detesto novela. Prefiro documentário ou jornal. Ou então um filme de sexo mesmo.
Eu sou mulher e tento sempre ter uma cara de quem está de bem com a vida, mesmo que eu tenha tido alguma amolação.
Eu sou mulher e não sou uma chata mal humorada, porque eu não sou uma domamaria mal comida e quando uma coisa me chateia eu encaro de frente. Além de que a vida é melhor quando você tem na cabeça que a vida pode ser boa e você atrai as pessoas quando mostra simpatia.
Eu sou mulher e não falo por indiretas.
Eu sou mulher e tenho auto-estima de verdade, não sou uma lésbica babaca metida a besta.
Eu sou mulher e não acredito em horóscopo e misticismo. E eu sou atéia de verdade, não uma lésbica com raiva de Deus.
Eu sou mulher e nunca quis casar pra montar nas costas do marido.
Eu sou mulher e nunca precisei ter um homem aos meus pés pra me sentir bem. Ele pode estar se divertindo ao meu lado. Ou do lado de dentro.
Eu sou mulher e faço sexo por prazer e sem compromisso de casamento. Ah, e gosto de transar com dois ou três ao mesmo tempo.
Eu sou mulher e se um homem gostoso, de pau grande, inteligente e bacana quiser me comer, eu digo que ele pode ficar à vontade. Ou se eu ficar com vontade, eu mesma agarro ele (claro que eu vou com calma, sem assustar já assustando). Nos dois casos, a camisinha já vai estar na bolsa.
Eu sou mulher e o que me dá tesão é um homem lindo, com um corpo bem feito, com um pau grande e com uma boa cabeça, não um velho barrigudo com carro importado e cartão de crédito.
Eu sou mulher e não procuro príncipe encantado. Eu transei com vários foi de safadeza mesmo, hehehehe.
Não é da natureza da mulher ser burra, alienada, falsa, fútil, antipática e reprimida. Tanto que eu não sou.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Você tem alguma coisa contra prostitutas?

Abigail Pereira Aranha
O dia 02 de junho é o Dia Internacional da Prostituta, em homenagem a um protesto de prostitutas que invadiram uma igreja na França. Veja: 1975, 2 de Junho: Dia Internacional da Prostituta. Disponível em <http://www.beijodarua.com.br/materia.asp?edicao=21&coluna=6&reportagem=506&num=1>. Para a mulher mediana e alguns homens, a prostituta é uma pobre miserável, uma mulher de pior caráter, uma mulher que gosta muito de sexo (e, por isso, supostamente, de menor valor) ou uma espécie de encarnação do mal.
Dizer que a prostituição e a fornicação são a fonte de doenças venéreas é um juízo religioso, não médico. No máximo, são meios possíveis de transmissão como o próprio sexo conjugal é, mas não são a origem. Essa visão não considera as doenças venéreas como doenças a serem prevenidas, curadas e combatidas, mas como castigos de Deus sobre os que se recusam a reduzir suas vidas sexuais a uma obrigação entre duas pessoas que Deus uniu para isso (ou melhor, que a igreja e o cartório uniram) e a ter medo de experimentar os "prazeres da carne" sem a suposta segurança de ter um(a) único(a) parceiro(a) pouco "rodado(a)". Imaginemos como seria engraçado, dentro da seriedade do caso, uma jovem cristã solteira e casta receber uma transfusão de sangue contaminado com o VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana, também conhecido como HIV). Mais engraçado ainda seria ver como um cristão vai explicar como o Deus sábio e onisciente dá a uma mulher santa o castigo de uma mulher que "dá pra todo mundo".
Qual o problema, afinal, de regulamentar a prostituição? Que isso ajudaria os cafetões e traficantes de mulheres? Estes estão tão interessados nisso quanto os narcotraficantes na legalização das drogas: a atividade deles já vai bem sem isso. Seria um incentivo à prostituição, como se casar virgem fosse o máximo de qualidade para uma mulher? Não. Regulamentar a prostituição seria reconhecer que a prostituição existe e dar garantias legais às prostitutas. Isso ofenderia uma sociedade hipócrita, as mulheres "limpas" (as que tomam dois banhos por dia) e os puritanos que tremem de medo da justiça de Deus.
Mas vamos admitir que ter e gostar de ter, ou sonhar ter, uma vida sexual prazeirosa e variada em número de parceiros e em formas, sem perversões, seja realmente o pior nível de qualidade pessoal para uma mulher. Há prostitutas que sonham em ter um marido, como qualquer mulher "direita" (aquela que não rouba, não dá golpe na praça,...), e esquecer a "vida". Muitas prostitutas não seriam prostitutas se a vida lhes tivesse deixado outra escolha. Fora as prostitutas mantidas em cativeiro, levadas para lá por aliciadores que prometeram outro trabalho bem diferente e melhor.
Pensando bem, se prostituta é uma mulher que faz sexo por dinheiro, a grande maioria das prostitutas nunca esteve na "zona". E o pai de antigamente que escolhia o marido da filha olhando pra família e pro dinheiro do rapaz (ou nem tão rapaz) era cheio do moralismo mais atrasado e imbecil, mas, quem diria, estava fazendo a filhota de prostituta. Não é raro uma mulher ter um marido pobre, mas é raro uma mulher que não tenha atração por um homem com dinheiro, ou cujo tipo esteja associado com uma boa posição financeira. O homem mais velho deve ser mais bem de vida. O jogador de futebol ganha muito. O gatinho famoso é rico. Mas e aí? A mocinha que quer um marido rico é melhor que a prostituta? Essa às vezes fala que quer o marido rico, bonito, carinhoso e com aquele detalhe grande, mas será que o que interessa mais não é o dinheiro? A mulher que tem um caso com um homem rico bem mais velho é melhor que a prostituta? A mulher que quer ser sustentada pelo marido é melhor que a prostituta? A mulher que engravida pra segurar um homem é melhor que a prostituta?
A mulher direita acha que o corpo dela é igual a um carro que quanto menos uso e menos donos mais vale, dá ou deixa de dar pra segurar o benzinho, adora exibir o corpinho pra mostrar que é gostosa demais pra transar gostoso com qualquer gatinho, faz sexo como quem vai pra cadeira elétrica, quando não transa pra conseguir alguma coisa deixa de transar por moralismo machista besta, faz greve de sexo pra manipular o marido, depois que casa vira uma mocréia antipática e o coitado do marido só não larga pra não perder metade do que juntou no divórcio. A prostituta às vezes é atraente, mas mesmo quando não é faz um sexo gostoso, não faz cobranças, não exige compromisso pra transar, está sempre disposta enquanto está no expediente, não prende homem com filho, não faz greve de sexo. Quantos clientes de prostitutas são casados? Quantos clientes de prostitutas têm esposas "honestas"? Cabe outra discussão sobre homens casados ciumentos que querem reduzir as vidas de suas esposas ao ambiente doméstico, aos filhos e, talvez, ao trabalho fora de casa enquanto eles mesmos parecem querer "pegar" todas as mulheres atraentes do mundo. Mas a mulher "honesta" (aquela que não rouba, não dá golpe na praça,...) é ruim de cama. E para esta mulher, a prostituta e a "galinha" são concorrentes, a materialização do sexo que ela abomina. São a mulher "de respeito", que lida com o sexo com nojo e hipocrisia e o homem "de respeito", que tem uma reputação a aparentar perante uma sociedade tão hipócrita quanto ele que discriminam e agridem prostitutas.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Santa na rua e safada na cama? Ou assexuada dando uma de puta?

Abigail Pereira Aranha
Os homens moralistas querem dois tipos de mulher. A de família pra cuidar da casa, dar filhos que eles sabem que são deles e criar esses filhos e a puta pra satisfazê-los na cama. E eles são hipócritas, até com eles mesmos. Com a mulher de família eles não se satisfazem. Com a puta eles não se casam. Aí algumas mulheres tentam ser (ou parecer que são) as duas em uma.
O sexo só pode ser bom com o macho que paga as contas? Será que de todos os homens que uma mulher vai ver pela frente, só o príncipe encantado vai respeitar e transar gostoso, e aí ela tem que dar uma de certinha pra espantar os outros? Será que mesmo ela sendo casada ela não vai encontrar pelo menos mais um que deixa ela molhadinha e que, se ela for dar pra ele, não vai ser gostoso também? Ou ela tem medo de ficar falada? Ué, mas ela não é liberal pelo menos com o parceiro fixo? Faça como eu. Não viva com medo de ser descoberta, conte da sua sem-vergonhice antes. Não exponha as suas aventuras, troque os nomes.
E quando ela está satisfaz o benzinho na cama, será que pra ela está bom também? Se ela não goza e finge que gozou, se qualquer pinto pequeno está ótimo, se detesta chupar mas chupa porque ele gosta, isso é ser fogosa ou ser falsa? E a senhora duas caras, uma na rua outra com o marido, quais as fantasias dela? Do que ela gosta? Ela já falou com o homem dela que gostaria de transar deste ou daquele jeito?
Ah, e quem é o "sortudo" que "tem" uma mulher dessas? É um homem bem de vida feito de palhaço, porque a santa-puta é uma interesseira. Se o marido for pobre, é mais fácil o contrário: vadia na rua e santa em casa.
Santa na rua e puta na cama não existe, existe mulher reprimida moralista com duas caras.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Melhor Idade ou velharada que não se enxerga?

Antigamente, ser velho era o máximo. Podia ser alienado, mas era mais velho. Podia ser covarde, mas era mais velho. Podia não enxergar os próprios defeitos, mas era mais velho. Podia ser parado no tempo e na vida, mas era mais velho. Muita gente queria ser igual aos pais e aos mais velhos, por falta de coragem e inteligência pra ir além disso. Aí muita gente queria ser velha quando crescesse.

Mas acabou que o mundo mudou. Hoje, velho burro é velho e burro. Velho alienado é velho e alienado. Velho que sempre teve medo de viver é velho e sempre teve medo de viver. E conselho dos mais velhos, é como diz o ditado, se fosse bom ninguém dava, vendia. E quem acha que os tempos antigos eram os bons são os velhos beatos com saudade da juventude. Preconceito de 50 anos atrás é preconceito de 50 anos atrás. Muita coisa que fazia gente matar e morrer ou quase isso antigamente, a gente olha e pensa "gente, como é que pode?".

E agora? O jeito é imitar os jovens. Então surge a Melhor Idade.

Baile da Melhor Idade, por exemplo. Se eles querem se divertir, por que tem que ser com o grupo deles? É vergonha dos mais novos?

A Melhor Idade estuda. Estudar faz bem, até previne o Mal de Alzheimer. Mas no tempo deles os pais tiravam os filhos da escola (ou nem punham) pra eles trabalharem na roça ou em casa de família. Estudo era coisa de vagabundo. Agora os tempos são outros.

O sexo da Melhor Idade. Está certo que dá pra ter vida sexual com 50, 60 anos ou até mais. Mas esse povo tem é muito assanhamento. No tempo deles, as moças tinham que casar rápido e virgens com quem o pai escolhia, homem chegar perto de mulher era caso até de o marido matar e o sexo desse povo era muito sem graça e com aquele clima de pecado. Qualquer sexo melhorzinho era coisa de puta. Agora eles tentam ser os jovens namorados de hoje. E o tal do Viagra? O senhor toma remédio pra conseguir ficar de pau duro? Ai, que decadência.

Dizem que a Melhor Idade tem mais experiência e sabedoria. Gente, deixa a mocinha contar um segredinho pra quem não sabe. O que vem com a idade é ruga, sabedoria é atitude. Eu conheço vários jovens maduros e inteligentes e muito velho idiota com a cabeça deste tamanhinho.

Eu queria ver alguém da Melhor Idade falar olhando no olho que não gostaria de achar um gênio da lâmpada que o fizesse ter 15 anos de novo. Bom, eu também aceitaria no lugar deles, aí, se eu tivesse a história de vida que muita gente teve e voltasse à juventude, iria mandar mais gente tomar banho, me divertir mais, fazer mais amigos, iria a mais lugares, iria ler mais, iria falar coisas necessárias pra mais gente, iria dar pra mais gatinhos, eu iria viver mais. Engraçado eu estar com 17 anos e escrever sobre aproveitar a vida. Mas isso é pra gente ver como estamos tão acostumados com frustração e burradas que nenhuma pessoa madura diz que fez isso e aquilo, e por causa disso ela sofreu isso e aquilo, mas foi bom e ela não se arrependeu.

Que a vida não acaba nos primeiros cabelos brancos é verdade. O idoso que tem maturidade, inteligência, alegria de viver, uma cabeça acima da mediocridade ganha admiração fácil de quem quer ver gente interessante. Dá pra ter idade e, além de ganhar respeito pelas qualidades e pela inteligência, ainda aproveitar a vida.

Abigail Pereira Aranha

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